Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia

Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia
SiglaIFs
Nomes anterioresEscolas de Aprendizes Artífices
Escolas Industriais e Técnicas
Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFETs)
Escolas Agrotécnicas Federais
Fundação29 de dezembro de 2008 (criação da Rede pela Lei nº 11.892)
Origem em 1909 (Escolas de Aprendizes Artífices)
Tipo de instituiçãoInstituto público, autarquia em regime especial
MantenedoraGoverno Federal do Brasil
LocalizaçãoPresente em todas as unidades da federação
Funcionários técnico-administrativos~ 95.000 (2023, incluindo docentes e técnicos)
Reitor(a)Cada Instituto possui um reitor eleito pela comunidade acadêmica.
Docentes~ 55.000 (2023)
Total de estudantes> 1,5 milhão (2023)
Campus782 (682 em operação e 100 em implantação)
Cores     Verde
     Vermelho
AfiliaçõesMinistério da Educação (MEC)
Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif)
Orçamento anualOrçamento discricionário de R$ 2,5 bilhões (2024)
Página oficialredefederal.mec.gov.br

Os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, comumente conhecidos pela sigla IFs, são instituições de educação básica, profissional e superior, de caráter público e federal, que compõem a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.[1]

Caracterizados por uma organização pluricurricular e multicampi, os IFs foram criados com a missão estratégica de ofertar educação profissional e tecnológica em seus diversos níveis e modalidades, promover a pesquisa aplicada e fomentar a extensão tecnológica em articulação com os arranjos produtivos e sociais locais.[2]

Vinculados ao Ministério da Educação (MEC), os Institutos Federais possuem uma capilaridade notável, com centenas de campi distribuídos por todas as unidades da federação, representando uma das mais significativas políticas de interiorização do ensino público, gratuito e de qualidade no Brasil.[3]

Criação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou no dia 16 de julho de 2008 o Projeto de Lei 3775/2008 que criou 38 Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia a partir da integração ou transformação de 31 centros federais de educação tecnológica (Cefets), 75 unidades descentralizadas de ensino (Uneds), 39 escolas agrotécnicas, 7 escolas técnicas federais e 8 escolas vinculadas a universidades.[4] A matéria seguiu para aprovação no Congresso Nacional e em 29 de dezembro de 2008 foi sancionada pelo presidente.[5] Cada instituto federal é organizado em estrutura com vários campi, com proposta orçamentária anual identificada para cada campus e reitoria, equiparando-se com as universidades federais.[5]

Inovação e tecnologia

Os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia são vetores de difusão de práticas voltadas para a produção de inovações técnicas e tecnológicas, com importante ressonância nos municípios e regiões onde estão localizados.[6]

Institutos federais

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Alagoas

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Amazonas

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Mato Grosso

Mato Grosso do Sul

Pará

Paraíba

Pernambuco

Piauí

Paraná

Rio de Janeiro

Rio Grande do Norte

Rio Grande do Sul

Rondônia

Roraima

Santa Catarina

São Paulo

Sergipe

Tocantins

Ver também

Notas e referências

Notas

Referências

  1. «L11892». www.planalto.gov.br. Consultado em 18 de julho de 2025 
  2. Pacheco, Eliezer (2011). «Os Institutos Federais: Uma Revolução na Educação Profissional e Tecnológica» (PDF). Ministério da Educação. Consultado em 18 de julho de 2025 
  3. «Educação Profissional e Tecnológica celebra 114 anos». Ministério da Educação. Consultado em 18 de julho de 2025 
  4. «Projeto de Lei 3775/2008» (PDF). Consultado em 11 de novembro de 2019 
  5. a b «Lei 11.892/2008 - Institui a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, cria os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, e dá outras providências.». Planalto.gov.br 
  6. Souza, Mauro Sergio Pinheiro dos Santos (10 de dezembro de 2020). «A reformulação da rede federal de ensino profissional como estratégia geopolítica para produzir inovação tecnológica no Brasil». GEOUSP Espaço e Tempo (Online) (3): 547–562. ISSN 2179-0892. doi:10.11606/issn.2179-0892.geousp.2020.159877. Consultado em 29 de junho de 2023 
  7. BRASIL (26 de junho de 2012). «Lei n.º 12.677/2012». www.planalto.gov.br. Consultado em 12 de janeiro de 2015 
  8. Carvalho, Micael (6 de outubro de 2018). «75 anos de história - IFSul comemora aniversário com atividades para a comunidade». UFPel. Em Pauta. Consultado em 12 de março de 2019 

Bibliografia

  • Eliezer Pacheco (Org.), "Os Institutos Federais: Uma Revolução na Educação Profissional e Tecnológica", Brasília, São Paulo, 2011, Editora Moderna, ISBN 978-85-16-07375-6, 120 pp. [1]
  • Eliezer Pacheco, "Os Institutos Federais: Uma Revolução na Educação Profissional e Tecnológica", Cartilha do Ministério da Educação, Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, Brasília, 24 pp. [2]
  • SOUZA, M. S. P. S. Os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia como vetores de desenvolvimento territorial no estado do Rio de Janeiro. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2016.[1]

Ligações externas

  1. «Plataforma Sucupira». sucupira.capes.gov.br. Consultado em 29 de junho de 2023