Grampos telefônicos no Bloco do Leste

Equipamento de escuta telefônica "Jitka"; sinalizava que a linha estava ocupada, permitia a conexão de um gravador, final dos anos 60 do século XX, usado pela StB da Tchecoslováquia

As escutas telefónicas no Bloco do Leste eram um método generalizado de vigilância em massa da população pela polícia secreta. [1]

História

No passado, a escuta telefônica era uma prática aberta e legal em certos países. [2] Durante a lei marcial na Polônia, foi introduzida a censura oficial, que incluía escutas telefônicas abertas. Apesar da introdução da nova divisão de censura, a polícia secreta polonesa não tinha recursos para monitorar todas as conversas. [3]

Na Romênia, a escuta telefônica era realizada pela Diretoria Geral de Operações Técnicas da Securitate. [4] Criada com a assistência soviética em 1954, a organização monitorava todas as comunicações de voz e eletrônicas dentro e fora da Romênia. Eles grampeavam telefones e interceptavam todos os telégrafos e mensagens de telex, bem como colocavam microfones em prédios públicos e privados. [5]

Na ficção

O filme de comédia polonês de 1991, Rozmowy kontrolowane [6] capitaliza esse fato. O título faz alusão à mensagem pré-gravada "Rozmowa kontrolowana" ("A chamada está sendo monitorada") sendo tocada durante ligações telefônicas enquanto a lei marcial na Polônia estava em vigor na década de 1980. [7] [8]

O filme de 2006, Das Leben der Anderen, conta a história de um capitão da Stasi que escuta as conversas de um suposto escritor dissidente num apartamento grampeado com equipamento que inclui escutas telefónicas. [9] [10]

Referências

  1. Secret Police Files from the Eastern Bloc: Between Surveillance and Life Writing NED – New ed. [S.l.]: Boydell & Brewer. 2016. ISBN 978-1-57113-926-9. JSTOR 10.7722/j.ctt1kzccdr 
  2. Townshend, Charles. «State and public security: Charles Townshend». The State: Historical and Political Dimensions. Routledge 
  3. Martial Law in Poland Arquivado em 2007-10-14 no Wayback Machine (em polonês/polaco)
  4. Nomikos, John, and Andrew Liaropoulos. «Truly Reforming or Just Responding to Failures? Lessons Learned from the Modernisation of the Greek National Intelligence Service». Journal of Policing, Intelligence and Counter Terrorism 
  5. Holland, Max (21 de agosto de 2006). «A Review of: "Krzysztof Persak and Lukasz Kaminski, editors:A Handbook of the Communist Security Apparatus in East Central Europe, 1944–1989"». International Journal of Intelligence and CounterIntelligence. 19 (2): 365–367. ISSN 0885-0607. doi:10.1080/08850600500483871  Verifique o valor de |url-access=subscription (ajuda)
  6. Rozmowy kontrolowane no IMDb
  7. Kruk, Dawid, Dagmara Mętel, and Andrzej Cechnicki. «A paradigm description of virtual reality and its possible applications in psychiatry». Postępy Psychiatrii i Neurologii= Advances in Psychiatry and Neurology 
  8. Haltof, Marek (1997). «Everything for sale: Polish national cinema after 1989». Canadian Slavonic Papers. 39 (1–2): 137–152. doi:10.1080/00085006.1997.11092147. ProQuest 274694186  Verifique o valor de |url-access=subscription (ajuda)
  9. Cooke, Paul, Michael Eskin, and Karen Leeder. The Lives of Others' and Contemporary German Film. [S.l.]: De Gruyter 
  10. Harper, Kate (2010). «Surveillance and Redemption in'The Lives of Others'». Screen Education. 59. 111 páginas