Estação Ferroviária de Contenças

Contenças
Identificação: 48066 CON (Contenças)[1]
Denominação: Estação Satélite de Contenças
Administração: Infraestruturas de Portugal (até 2020: centro;[2] após 2020: sul)[3]
Classificação: ES (estação satélite)[1]
Linha(s): Linha da Beira Alta (PK 133+800)
Altitude: 445 m (a.n.m)
Coordenadas: 40°34′1.13″N × 7°42′55.83″W

(=+40.56698;−7.71551)

(mais mapas: 🌍; IGeoE)
Município: MangualdeMangualde
Serviços: sem serviços
Conexões:
Ligação a autocarros
Ligação a autocarros
240
Ligação histórica a autocarros
Ligação histórica a autocarros
5042
Serviço de táxis
Serviço de táxis
MGL
Equipamentos: Telefones públicos Sala de espera Acesso para pessoas de mobilidade reduzida
Endereço: Largo da Estação, s/n
PT-3530-346 Contenças Gare MGL
Inauguração:
Website:
Vista de comboio especial de passageiros (APAC) circulando perto de Contenças, em 2007.

A estação ferroviária de Contenças, igualmente conhecida como Contenças - Vila Nova de Tazem, é uma interface encerrada da Linha da Beira Alta, que servia a freguesia de Santiago de Cassurrães, no Distrito de Viseu, em Portugal.

Descrição

Localização e acessos

Situa-se junto ao Largo da Estação, na localidade ferroviária de Contenças-Gare, distando um quilómetro da localidade nominal Contenças de Baixo e o dobro desta distância da localidade nominal Contenças de Cima, via EM646 e EN329-2, situadas para sudoeste;[4] a localidade nominal secundária, Vila Nova de Tazem, situa-se a doze quilómetros para sul, via EM501 e EN232, já no concelho de Seia.[5]

Esta interface, servida por dois pares de paragens,[5][4] é frequentada por uma carreira da Mobi Viseu Dão Lafões, serviço introduzido em 2025, substituindo uma carreira da Marques.[6]

Infraestrutura

O edifício de passageiros situa-se do lado norte da via (lado esquerdo do sentido ascendente, a Vilar Formoso).[7][8]

Esta interface apresenta duas vias de circulação, identificadas como I e II, ambas eletrificadas em toda a sua extensão de 415 m, e acessíveis por plataformas de 257 e 225 m de comprimento e com 45 e 50 cm de altura, respetivamente.[3]

No local desta interface há um limiar de tipologia ferroviária no que respeita ao regimes de exploração, que é do tipo RCASA (Regime de Cantonamento Automático com Sinais Avançados) no troço Contenças-Gouveia e do tipo RCI (Regime de Cantonamento Interposto) no troço Mangualde-Contenças.[3]

História

Mapa da Linha da Beira Alta, incluindo a estação de Contenças.

Inauguração

A Linha da Beira Alta abriu à exploração, de forma provisória, em 1 de Julho de 1882, tendo sido definitivamente inaugurada pela Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses da Beira Alta em 3 de Agosto do mesmo ano.[9] Contenças não constava entre as estações e apeadeiros existentes na linha à data de inauguração,[10] porém, tendo este interface sido criado posteriormente.

Século XX

No dia 15 de Maio de 1934, a Companhia da Beira Alta instalou um despacho central de camionagem na localidade de Vila Nova de Tazem, realizando serviços de passageiros, bagagens e mercadorias com esta interface.[11] Nesse ano, foi concluída a construção de um muro de suporte, na estrada de acesso ao cais, e foram instaladas novas cancelas no acesso ao cais.[12] No ano seguinte, o Conselho Superior de Caminhos de Ferro autorizou que esta interface subisse de categoria, de apeadeiro para estação.[13]

Século XXI

Em 19 de Agosto de 2009, a Linha da Beira Alta foi interrompida entre Contenças e Gouveia, devido a um incêndio em Contenças de Baixo.[14] A circulação foi reposta cerca de 7 horas depois.[15]

Em Janeiro de 2011, apresentava duas vias de circulação, ambas com 431 m de comprimento, enquanto que as plataformas tinham 257 e 225 m de extensão, e 45 e 50 cm de altura[16] — valores mais tarde alterados para os atuais.[3]

Ver também

Referências

  1. a b (I.E.T. 50/56) 56.º Aditamento à Instrução de Exploração Técnica N.º 50 : Rede Ferroviária Nacional. IMTT, 2011.10.20
  2. Diretório da Rede 2021. IP: 2019.12.09
  3. a b c d Diretório da Rede 2025. I.P.: 2023.11.29
  4. a b «Cálculo de distância rodoviária (40,567114; −7,715406 → 40,55744; −7,72395)». OpenStreetMaps / GraphHopper. Consultado em 22 de agosto de 2025 : 2060 m: desnível acumulado de +59−18 m
  5. a b «Cálculo de distância rodoviária (40,567114; −7,715406 → 40,55744; −7,72395)». OpenStreetMaps / GraphHopper. Consultado em 22 de agosto de 2025 : 11 950 m: desnível acumulado de +268−251 m
  6. Canal, Porto (11 de julho de 2024). «Novo operador de transportes arranca até 2025 na região Viseu Dão Lafões». Porto Canal. Consultado em 22 de maio de 2025 
  7. (anónimo): Mapa 20 : Diagrama das Linhas Férreas Portuguesas com as estações (Edição de 1985), CP: Departamento de Transportes: Serviço de Estudos: Sala de Desenho / Fergráfica — Artes Gráficas L.da: Lisboa, 1985
  8. Diagrama das Linhas Férreas Portuguesas com as estações (Edição de 1988), C.P.: Direcção de Transportes: Serviço de Regulamentação e Segurança, 1988
  9. TORRES, Carlos Manitto (16 de Março de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 71 (1686). p. 133-140. Consultado em 5 de Fevereiro de 2014 
  10. (anónimo): “Caminho de Ferro da Beira Alta” Diario Illustrado 3307 (1882.07.24)
  11. «Viagens e Transportes» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 46 (1115). 1 de Junho de 1934. p. 297. Consultado em 29 de Outubro de 2012 
  12. «O que se fez nos caminhos de ferro em Portugal, em 1934» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1129). 1 de Janeiro de 1935. p. 27-29. Consultado em 29 de Outubro de 2012 
  13. «Caminhos de Ferro: Pareceres do Conselho Superior» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1131). 1 de Fevereiro de 1935. p. 56. Consultado em 29 de Outubro de 2012 
  14. «Circulação de comboios cortada entre Contenças e Gouveia». Diário Digital. 19 de Agosto de 2009. Consultado em 23 de Agosto de 2011. Arquivado do original em 27 de Março de 2016 
  15. «Incêndios: Linha da Beira Alta reaberta». Rádio Renascença. 19 de Agosto de 2009. Consultado em 23 de Agosto de 2011 [ligação inativa] 
  16. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85 

Ligações externas