Elvira da Baviera
| Elvira | |||||
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| Princesa da Baviera Condesa de Wrbna-Kaunitz-Rietberg-Questenberg e Freudenthal | |||||
![]() Elvira em 1896 | |||||
| Dados pessoais | |||||
| Nascimento | Elvira Alexandra Maria Cecilie Clara Eugenie von Wittelsbach 22 de novembro de 1868 Munique, Reino da Baviera | ||||
| Morte | 01 de abril de 1943 (74 anos) Viena, Áustria Nazista | ||||
| Marido | Rodolfo de Wrbna-Kaunitz-Rietberg-Questenberg e Freudenthal | ||||
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| Casa | Wittelsbach | ||||
| Pai | Adalberto da Baviera | ||||
| Mãe | Amália da Espanha | ||||
| Religião | Catolicismo | ||||
Elvira da Baviera (nome pessoal em alemão: Elvira Alexandra Maria Cecilie Clara Eugenie von Wittelsbach; Munique, 22 de novembro de 1868 – Viena, 1 de abril de 1943) foi uma princesa bávara da dinastia Wittelsbach, filha do príncipe Adalberto da Baviera e da infanta Amália da Espanha, e esposa do conde Rodolfo de Würnberg-Kaunitz-Ritberg-Kostenberg e Frodental.
Biografia
Família

Karl Gampenrieder, c. 1900.
Elvira da Baviera nasceu em 1868.[1] Neta do rei Luís I da Baviera, a princesa era filha do príncipe Adalberto da Baviera, tio do rei Luís II da Baviera, e da infanta Amália da Espanha, prima de primeiro grau e cunhada da rainha Isabel II da Espanha.[2]
A princesa era a quarta de cinco irmãos.[2] Seu irmão mais velho, Luís Fernando da Baviera, casou-se com sua prima, a infanta Maria da Paz da Espanha, filha da rainha Isabel II, em 1882. Seu segundo irmão, Afonso, depois de ter tentado sem sucesso a mão de sua prima, a arquiduquesa Maria Valéria da Áustria, casou-se, em 1891, com outra prima, a princesa francesa Luísa de Orleães, neta do rei Luís Filipe I e sobrinha da imperatriz da Isabel da Áustria. A irmã mais velha, a princesa Isabel, casou-se com o príncipe italiano Tomás de Saboia, irmão da rainha Margarida da Itália, em 1881. A princesa Clara, a mais nova dos irmãos, permaneceu solteira.[3]
Casamento
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Elvira, na infância e adolescência, era a favorita de sua tia, a duquesa Aldegunda da Módena, uma católica fervorosa. Ela esperava que Elvira se tornasse freira, mas a menina não gostava da ideia. A princesa não era uma grande beleza pelos padrões da época, mas cuidava diligentemente da sua aparência.[4]
Graças à influência de sua tia, em 28 de dezembro de 1891, na capela do Palácio de Nymphenburg, ela contraiu um casamento morganático com o conde tcheco Rodolfo de Wrbna-Kaunitz-Rietberg-Questenberg e Freudenthal.[5][6][7] Devido ao seu casamento, ela teve que renunciar aos seus direitos de sucessão, embora tenha mantido o tratamento de "Alteza Real".

Do seu casamento com o conde Rodolfo de Wrbna-Kaunitz-Rietberg-Questenberg e Freudenthal[6] ela teve os seguintes filhos:[7]
- Rodolfo (1892-1936), que sucedeu seu pai como conde, casou-se com Berta Wiedemann em 1930 e não teve filhos;
- Isabel (1894-1964), casada em 1915 com o conde Károly Antal Esterházy de Galánta, divorciou-se em 1923 e casou-se em 1924 com o conde Géza Esterházy de Galánta, irmão mais novo do primeiro, tendo filhos de ambos os casamentos;
- Afonso (1896-1964), que sucedeu seu irmão mais velho como conde, casou-se com Josefina Kellenberger em 1944 e não teve filhos.
Condessa tcheca
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A família vivia em propriedades em Holešov e Jaroměřice nad Rokytná no verão e em Viena, durante a temporada de bailes, no inverno. A condessa adorava animais, especialmente buldogues franceses. Em 1893, ela se tornou a primeira pessoa no território da Áustria-Hungria a obter buldogues franceses, uma raça de cachorro desconhecida na época. Seu pedigree ainda é mantido no Castelo de Jaroměřice.[8]
Após o abolição da monarquia de Habsburgo e a criação da República Tchecoslováquia, o uso de títulos nobiliárquicos foi estritamente proibido no país. A condessa, contudo, recusou-se a aceitar tal desvalorização social. Depois de 1918, ela continuou a insistir no respeito à sua linhagem real. Seu estilo de vida luxuoso, a manutenção de vários castelos e uma renda escassa esgotaram a fortuna da família. Após a morte de Rodolfo em dezembro de 1927, o Castelo de Jaromíretský teve que ser hipotecado. Elvira passou a viver lá permanentemente a partir de então. Para evitar a falência, a propriedade do castelo foi vendida. Os criados não gostavam da condessa, pois ela sempre se comportava com arrogância e frieza aristocráticas.[4]
Elvira era simpática ao nazismo e saudou a entrada das tropas alemãs na Tchecoslováquia. Segundo a sua criada, ao ouvir a notícia no rádio, Elvira disse brevemente: "Finalmente!"[4] Como havia judeus entre os credores, a condessa aproveitou-se da situação e recorreu à Gestapo. Eles foram presos e desistiram das suas reivindicações contra Elvira.
Morte
A princesa perdeu sua irmã Isabel em 1924, seu irmão Afonso em 1933 e sua irmã Clara em 1941. Viúva desde 1927, ela morreu em Viena, no dia 1 de abril de 1943, aos 74 anos.[1]
Honras
Áustria-Hungria: Dama da Ordem da Cruz Estrelada[9]
Reino da Baviera: Dama da Ordem de Teresa[9]
Reino da Baviera: Dama da Ordem de Santa Isabel[9]
Espanha: Dama da Real Ordem das Damas Nobres da Rainha Maria Luísa[9]
Ancestrais
Referências
- ↑ a b Huberty & Giraud 1985, p. 464.
- ↑ a b Huberty & Giraud 1985, p. 422.
- ↑ Huberty & Giraud 1985, p. 446.
- ↑ a b c "A excêntrica condessa do Castelo de Jaromíretský adorava luxo e bulldoges franceses" (em tcheco). Artigo do portal de notícias iDNES.cz de 06 de abril de 2013. Arquivado em 20 de maio de 2013 no Wayback Machine
- ↑ Über Land und Meer: Deutsche illustrierte Zeitung (em alemão). [S.l.]: Deutsche Verlags-austalt. 1892. p. 364. Consultado em 20 de maio de 2020
- ↑ a b Baviera, Príncipe Adalberto da (1979). Die Wittelsbacher: Geschichte unserer Familie (em alemão). [S.l.]: Prestel. p. 448. ISBN 978-3-7913-0476-2. Consultado em 20 de maio de 2020
- ↑ a b «Grafin Elvira von Wrbna, geb. Prinzessin von Bayern, königliche Hoheit.». Wiener Salonblatt (19). 10 de maio de 1902. pp. 1–2
- ↑ "Buldogues franceses em exposição no Castelo de Jaromyretsk" (em tcheco). Arquivado em 22 de novembro de 2015 no Wayback Machine
- ↑ a b c d Énache 1999, p. 599.
- Este artigo foi inicialmente traduzido, total ou parcialmente, do artigo da Wikipédia em francês cujo título é «Elvire de Bavière», especificamente desta versão.
Bibliografia
- Nicolas Énache (1999). Éditions L'intermédiaire des chercheurs et curieux, ed. La descendance de Marie-Thérèse de Habsburg (em francês). Paris: [s.n.] 795 páginas. ISBN 978-2-908003-04-8
- Michel Huberty; Alain Giraud (1985). Alain Giraud, ed. L'Allemagne dynastique. Wittelsbach (em francês). IV. Le Perreux-sur-Marne: [s.n.] 545 páginas. ISBN 978-2-901138-04-4
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