Clara da Baviera

Clara
Princesa da Baviera
Dados pessoais
NascimentoClara Eugenie Christina Gabriele Alexandrina Marie Theresia Euphemia Zenaide von Wittelsbach
11 de outubro de 1874
Palácio Nymphenburg, Munique, Baviera
Morte29 de maio de 1941 (66 anos)
Munique, Alemanha Nazista
Sepultado emIgreja de São Miguel, Munique, Alemanha
CasaWittelsbach
PaiAdalberto da Baviera
MãeAmália da Espanha
ReligiãoCatolicismo

Clara da Baviera (nome pessoal em alemão: Clara Eugenie Christina Gabriele Alexandrina Marie Theresia Euphemia Zenaide von Wittelsbach; Munique, 11 de outubro de 1874 – Munique, 29 de maio de 1941) foi uma princesa bávara da dinastia Wittelsbach, filha do príncipe Adalberto da Baviera e da infanta Amália da Espanha.

Após tentativas frustradas de casamento com um príncipe italiano e um bravo bávaro, Clara ingressou formalmente em uma ordem religiosa, passando a usar o hábito e o véu. Ela também foi uma pintora naturalista.

Primeiros anos

A princesa Clara, nascida em 1874, era a terceira filha e a última dos cinco filhos de Adalberto da Baviera e Amália da Espanha. Seu pai morreu quando ela ainda não tinha um ano de idade.[1]

Tal como a sua mãe, que era dotada de talento artístico, Clara também era uma pintora naturalista e retratava retratos, bem como paisagens ou buquês de flores.[2]

Perspectivas de casamento

Clara fotografada de Adolfo Baumann (1905).

Considerada mais "amável do que bonita", Clara também chegou a ser cogitada como noiva do conde de Turim, mas este "recusou-se terminantemente a casar-se com ela por causa de sua aparência".[3]

Clara se apaixonou pelo barão Theodor von Cramer-Clett. Multimilionário e luterano, ele realizava generosas doações a ordens beneditinas e a outras instituições de caridade católicas. Dizia-se que a princesa Clara havia "perdido o coração" pelo nobre bávaro. Entretanto, o príncipe regente da Baviera proibiu o casamento. O pai do barão von Cramer-Clett iniciara sua carreira no jornalismo antes de se dedicar à indústria, onde acumulou grande fortuna. Contudo, teria enlouquecido e morrido em um hospício, vítima de câncer na garganta. Assim, pesavam contra o jovem barão dois graves obstáculos: sua ascendência plebeia e o histórico de insanidade na família, algo que o príncipe regente conhecia bem, já que governava em nome de seu sobrinho, o rei Oto, que também sofria de transtornos mentais.[3]

Em 1903, um ano após o rompimento de seu noivado com Clara, o barão Theodor casou-se com Anna von Würtzburg. Converteu-se ao catolicismo e tornou-se um dos leigos católicos mais influentes da Baviera, servindo também como camareiro papal. Faleceu em janeiro de 1938, poucos meses depois de ter recebido Charles Lindbergh em seu castelo na Baviera.[3]

Vida posterior

Clara ingressou formalmente em uma ordem religiosa. Ela foi abadessa do Capítulo das Damas de Santa Ana em Würzburg e Grã-Mestra da Ordem de Santa Ana no Convento das Damas de Würzburg.[4]

Ela morreu em 29 de maio de 1941, no Palácio de Nymphenburg, Munique, solteira, aos 66 anos. Ela está enterrada no columbário da Igreja de São Miguel em Munique.[4]

Ancestrais

Referências

  1. Huberty & Giraud 1985, p. 446.
  2. «Prinzessin Clara von Bayern». galerie-der-panther (em alemão). 2022. Consultado em 12 de abril de 2022 
  3. a b c «Why did Princess Clara take the veil?». Royals Musings. 31 de agosto de 2008. Consultado em 16 de dezembro de 2025 
  4. a b Énache 1999, p. 599.

Bibliografia

  • Nicolas Énache (1999). Éditions L'intermédiaire des chercheurs et curieux, ed. La descendance de Marie-Thérèse de Habsburg. Paris: [s.n.] 795 páginas. ISBN 978-2-908003-04-8 
  • Michel Huberty; Alain Giraud (1985). L'Allemagne dynastique. Wittelsbach. IV. Le Perreux-sur-Marne: Alain Giraud. 545 páginas. ISBN 978-2-901138-04-4