Defesa costeira do Chile colonial

Durante o período colonial, o Império Espanhol destinou recursos significativos para fortificar a costa chilena em resposta aos ataques de corsários holandeses e ingleses.[1] As tentativas espanholas de bloquear a entrada de navios estrangeiros no Pacífico oriental foram ineficazes devido à incapacidade de colonizar o Estreito de Magalhães e à descoberta da Passagem de Drake. Como resultado, o arquipélago de Chiloé tornou-se um centro estratégico para proteger a costa oeste da Patagônia contra potências estrangeiras.[2] Diante das guerras internacionais que envolveram o Império Espanhol na segunda metade do século XVIII, a Coroa enfrentou dificuldades para proteger diretamente colônias periféricas como o Chile, o que levou governos locais e milícias a assumirem maiores responsabilidades.[3]

Cronologia da atividade de corsários e piratas

A seguir, apresenta-se uma lista de expedições e navegadores que desembarcaram ou navegaram no Chile com intenções hostis à Espanha ou durante períodos em que seus países estavam em guerra com a Espanha.

Ano(s) Comandante Locais atacados Detalhes
1578–1580 Francis Drake Valparaíso, La Serena, Arica Francis Drake foi um dos primeiros corsários a atacar a costa chilena. Com seu navio Golden Hind, Drake navegou ao norte pela costa do Pacífico na América do Sul, atacando portos espanhóis e saqueando cidades. Capturou navios espanhóis, utilizando suas cartas náuticas mais precisas. Antes de chegar à costa do Peru, Drake visitou a Ilha Mocha [es], onde foi gravemente ferido por Mapuches hostis. Posteriormente, saqueou o porto de Valparaíso, no Chile, onde também capturou um navio carregado de vinho chileno [en].[4]
1587 Thomas Cavendish Quintero A expedição de Thomas Cavendish começou ao deixar Plymouth em 1586. Ele atravessou o Estreito de Magalhães e, ao encontrar o assentamento de Cidade do Rei Dom Felipe [es] abandonado, nomeou-o Porto da Fome. Navegando ao norte, alcançou os prósperos assentamentos espanhóis no Chile. Nas ruínas da Cidade do Rei Dom Felipe, Cavendish resgatou um sobrevivente que escapou e alertou as autoridades espanholas de sua presença. Cavendish tentou, sem sucesso, atacar o porto de Quintero, no Chile Central, antes de seguir para o Peru, México e as Filipinas.[5]
1593 Richard Hawkins [en] Valparaíso Em 1593, o corsário inglês Richard Hawkins liderou uma expedição ao Pacífico com três navios. Após atravessar o Estreito de Magalhães, restava-lhe apenas o navio Dainty [en], com o qual navegou por partes da costa chilena e atacou Valparaíso.[6] Posteriormente, foi capturado por um esquadrão espanhol da Frota do Mar do Sul, mas foi perdoado e deportado para a Inglaterra.[7][8]
1600 Olivier van Noort Nenhum Visitou a Ilha Santa María [en].[9]
1600 Simon de Cordes
Baltazar de Cordes
Castro Em 1600, os Huilliche locais aliaram-se ao corsário holandês Baltazar de Cordes para atacar o assentamento espanhol de Castro.[10][11] Embora tenha sido um ataque esporádico, os espanhóis temiam que os holandeses pudessem tentar se aliar aos Mapuches e estabelecer uma base no sul do Chile.[12]
1615 Joris van Spilbergen Nenhum Visitou a Ilha Santa María.[13]
1643 Hendrik Brouwer
Elias Herckman
Carelmapu [es], Castro Os espanhóis sabiam dos planos holandeses de se estabelecerem nas ruínas de Valdivia, então tentaram restabelecer o domínio espanhol antes da chegada dos holandeses.[14] Essas tentativas foram frustradas na década de 1630, quando os Mapuches impediram a passagem dos espanhóis por seu território.[14] A ocupação holandesa de Valdivia em 1643 gerou grande alarme entre as autoridades espanholas, desencadeando a construção do sistema de fortes de Valdivia, iniciada em 1645.[15][16]
1670 John Narborough [en] Nenhum Em resposta às explorações de John Narborough e às alegações de Cristóbal Talcapillán [en] sobre bases inglesas na Patagônia, os espanhóis organizaram a Expedição Antonio de Vea, que ocorreu durante os verões de 1675–1676, buscando notícias sobre a presença inglesa.[17]
1680–1681 Bartholomew Sharp [en] La Serena, Iquique, Arica Em 1680, o corsário inglês Bartholomew Sharp saqueou, sucessivamente, La Serena, Iquique e Arica, antes de atacar possessões espanholas no Peru. O governador espanhol José de Garro tinha conhecimento prévio da incursão de Sharp e ordenou que Valparaíso, Concepción e Valdivia se preparassem. Contudo, o ataque a La Serena foi uma surpresa total. No último momento, uma milícia foi formada em La Serena, mas foi dispersada após confronto com as tropas de Sharp, que ocupou a cidade por três dias.[18]
1686 William Knight [es] La Serena Em maio de 1686, desembarcou em Tongoy [es], próximo a La Serena. Os espanhóis enfrentaram os piratas, que se retiraram. Um pirata foi capturado e enviado a Lima.[19]
1686 Edward Davis La Serena Em setembro de 1686, Davis liderou um ataque fracassado a La Serena. Diante da resistência, os piratas assumiram uma posição defensiva em uma igreja local. Ao deixar a cidade, perderam 11 homens, incluindo um prisioneiro que morreu logo após.[20]
1704 Thomas Stradling Nenhum Deixou Alexander Selkirk na Ilha Robinson Crusoe.[21]
1709 Woodes Rogers Nenhum Resgatou Alexander Selkirk na Ilha Robinson Crusoe.[21]
1720 George Shelvocke Nenhum Em 25 de maio de 1720, o navio de Shelvocke, Speedwell, naufragou em uma ilha do Arquipélago Juan Fernández, chamada Más a Tierra pelos espanhóis. Shelvocke e sua tripulação ficaram abandonados por cinco meses, mas construíram um barco de 20 toneladas usando madeiras do naufrágio e árvores locais. Partiram em 6 de outubro para continuar hostilidades contra o Império Espanhol.[22]
1741 George Anson
David Cheap
Nenhum A chegada da expedição de George Anson [en] às águas chilenas ocorreu durante a guerra entre Espanha e Grã-Bretanha. Após uma travessia difícil do Atlântico ao Pacífico, os navios remanescentes (Centurion [en] e Tryal) se reagruparam nas Ilhas Juan Fernández. O naufrágio do HMS Wager [en] no Arquipélago Guayaneco [en] levou os espanhóis a realizar buscas pelos sobreviventes e por qualquer atividade britânica na Patagônia ocidental.[2]
Defesa costeira do Chile colonial (Chile)
Drake 1580 Sharp 1681 Clipperton 1721
Drake 1580 Sharp 1681 Clipperton 1721
Sharp 1680
Sharp 1680
Drake 1578 Sharp 1680 Davis 1686
Drake 1578 Sharp 1680 Davis 1686
Drake 1578 Cavendish 1587 Hawkins 1594
Drake 1578 Cavendish 1587 Hawkins 1594
Spilbergen 1614
Spilbergen 1614
Herckmans 1643
Herckmans 1643
Narborough 1670
Narborough 1670
Brouwer 1643
Brouwer 1643
Cordes 1600 Brouwer 1643
Cordes 1600 Brouwer 1643
Narborough 1670
Narborough 1670
HMS Wager 1741
HMS Wager 1741
Mapa com os ataques às posições espanholas no Chile (pontos vermelhos). Outras ações que geraram preocupação são indicadas com pontos verdes.

Guerra dos Sete Anos

Como consequência da Guerra dos Sete Anos, o sistema de fortes de Valdivia, um complexo defensivo espanhol no sul do Chile, foi modernizado e reforçado a partir de 1764. Outras localidades vulneráveis do Chile colonial, como o Arquipélago de Chiloé, Concepción, Ilhas Juan Fernández e Valparaíso, também foram preparadas para um eventual ataque inglês.[8][1]

Guerra da Independência Americana

Com a Espanha e a Grã-Bretanha novamente em guerra na década de 1770 devido à Guerra da Independência Americana, as autoridades espanholas no Chile receberam, em 1779, um alerta sobre uma frota britânica comandada por Edward Hughes [en] que se dirigia à costa chilena para um ataque iminente. Como resultado, o Vice-Reino do Peru enviou ajuda econômica às guarnições de Valparaíso e Valdivia. O ataque, no entanto, nunca ocorreu. Em fins de 1788, a suspeita de um ataque britânico ressurgiu devido a observações de navios na costa de Coquimbo, levando à elaboração de um plano de defesa centrado nas milícias.[3]

Vista do Forte de Niebla [es], um dos muitos fortes estabelecidos pelos espanhóis na Baía de Corral após a ocupação holandesa de Valdivia.

Iniciativas espanholas

Bloqueio da entrada no Oceano Pacífico

No século XVI e XVII, a Espanha considerava o Oceano Pacífico um Mare Clausum – um mar fechado a outras potências navais. Como única entrada conhecida a partir do Atlântico, o Estreito de Magalhães era, por vezes, patrulhado por frotas enviadas para impedir a passagem de navios não espanhóis. No extremo oeste do Pacífico, os holandeses ameaçavam as Filipinas espanholas [en].[23] Para impedir a navegação de potências rivais no Estreito de Magalhães, o vice-rei espanhol Francisco de Toledo ordenou que Pedro Sarmiento de Gamboa explorasse o estreito e fundasse assentamentos em suas margens.[24]

O fracasso espanhol em colonizar o Estreito de Magalhães foi tão notório que impediu novas tentativas de ocupação por séculos.[25] Propostas para colonizar o estreito foram levantadas novamente nas cortes espanholas em 1671, em conexão com a expedição de John Narborough ao Chile, e em 1702, pelo Governador do Chile, Francisco Ibáñez de Peralta [en].[26] Nesta última proposta, a Capitania-Geral do Chile financiaria o assentamento com o Real Situado [es], desde que os pagamentos chegassem no prazo.[26]

Construção de fortificações

Durante o período colonial, o Império Espanhol investiu recursos significativos para fortificar a costa chilena em resposta aos ataques holandeses e ingleses.[1] Isso foi especialmente evidente no dispendioso sistema de fortes de Valdivia, construído após a última incursão holandesa no Chile, já que o Brasil holandês, de onde partiu a expedição, entrou em colapso em 1645.[27] Contudo, os investimentos na defesa da Baía de Corral foram validados em 1670, quando um navio totalmente armado, comandado por John Narborough [en], chegou à baía, levantando suspeitas de um ataque inglês iminente.[28]

Um forte espanhol próximo à Península de Taitao foi ocupado por um ano e meio a partir de 1750, antes de ser abandonado.[2]

Maior participação local na defesa

As guerras internacionais da Espanha na segunda metade do século XVIII evidenciaram as dificuldades do império em reforçar suas possessões coloniais e fornecer ajuda econômica. Isso resultou em maior participação local no financiamento da defesa e na atuação das milícias pelos chilenos nativos, o que contradizia os ideais da monarquia absoluta centralizada. Os espanhóis também fizeram concessões formais para fortalecer a defesa: em Chiloé, as autoridades prometeram isenção da encomienda aos indígenas locais que se estabelecessem perto da nova fortaleza de Ancud (fundada em 1768) e contribuíssem para sua defesa. A maior organização local das defesas acabou minando a autoridade metropolitana e fortalecendo o movimento de independência.[3]

Novas estradas

Nas últimas décadas do século XVIII, os espanhóis iniciaram a construção de estradas entre locais estratégicos na costa. Uma dessas estradas, Caicumeo [es], conectava a "cidade-fortaleza" de Ancud a Castro.[29][30] Outra estrada planejada conectaria Valdivia aos assentamentos nas margens norte do Canal de Chacao, proporcionando um caminho para apoio militar mútuo.[31] Em outubro de 1788, o governador de Valdivia, Mariano Pusterla, enviou uma expedição para atravessar os territórios controlados pelos Huilliche até Chiloé. A expedição foi bem-sucedida, e em fevereiro de 1789 os homens retornaram a Valdivia.[32] Pusterla planejou melhorar o caminho para Chiloé, alargando-o em trechos onde era apenas uma trilha estreita por florestas.[32] Em um parlamento com os Cuncos e Huilliches locais, Pusterla garantiu que a abertura do caminho não implicaria a re fundação da cidade de Osorno.[32] Contudo, o trânsito por essa estrada dependia da boa vontade das tribos locais,[32] e em setembro de 1792, os Huilliches se revoltaram contra o avanço espanhol.[33]

Patrulhamento da Patagônia ocidental

O Naufrágio do Wager, ilustração da capa do relato de John Byron

O fracasso espanhol em colonizar o Estreito de Magalhães fez com que o Arquipélago de Chiloé assumisse o papel de proteger a área da Patagônia ocidental contra incursões estrangeiras.[2] Valdivia, reestabelecida em 1645, e Chiloé serviam como sentinelas, centros onde os espanhóis coletavam informações e rumores de toda a Patagônia.[28]

A expedição de John Narborough à Patagônia e Valdivia em 1670, embora realizada em tempos de paz, gerou grande desconfiança entre as autoridades espanholas. Em resposta, os espanhóis organizaram as expedições de Jerónimo Diez de Mendoza, Bartolomé Gallardo [en] e Antonio de Vea, que ocorreram durante três verões consecutivos, de 1674 a 1676, para buscar notícias sobre bases inglesas na Patagônia ocidental.[17][34] Após a última expedição, o interesse espanhol na área diminuiu,[35] e a atenção espanhola para impedir assentamentos ingleses passou da costa pacífica da Patagônia para o Estreito de Magalhães e a Terra do Fogo.[36]

Após o naufrágio do HMS Wager (1741) no Arquipélago Guayaneco, uma série de expedições e patrulhamentos foi realizada pelos espanhóis nas costas da Patagônia.[2] Um livro baseado no naufrágio do Wager, publicado em 1748 na Inglaterra, expôs as fraquezas do domínio espanhol no Pacífico Sudeste. Esse livro, juntamente com rumores de uma nova expedição britânica, levou o Vice-rei do Peru a enviar expedições para povoar as Ilhas Juan Fernández, estabelecer um forte na ilha de Tenquehuén, perto da Península de Taitao, e buscar uma fragata que os britânicos supostamente teriam enviado ao Pacífico sudeste.[2]

Despovoamento e estratégia de terra arrasada

Como resultado da ameaça de corsários e piratas, as autoridades espanholas ordenaram o despovoamento do Arquipélago das Guaitecas para privar os inimigos de qualquer apoio das populações nativas.[37] Isso levou à transferência da população indígena Chono para o Arquipélago de Chiloé, no norte, enquanto alguns Chonos migraram para o sul da Península de Taitao, despovoando efetivamente o território no século XVIII.[37]

Quando os espanhóis souberam da iminente Expedição holandesa a Valdivia na década de 1640, Pedro de Toledo, Vice-rei do Peru, enviou ordens para que as autoridades locais espanholas usassem uma estratégia de terra arrasada contra os invasores.[38]

Ver também

Referências

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