Eleição presidencial no Brasil em 2002

Eleição presidencial no Brasil em 2002

6 de outubro de 2002
(Primeiro turno)
27 de outubro de 2002
(Segundo turno)
Registrado115.254.113
Participação94.805.835 (Primeiro turno)
91.664.259 (Segundo turno)
 
Candidato Lula da Silva José Serra
Partido PT PSDB
Aliança Lula Presidente Grande Aliança
Vice-presidente José Alencar
(PL)
Rita Camata
(PMDB)
Voto popular 52.793.364 33.370.739
Porcentagem 61,27% 38,73%


Candidato mais votado por unidade federativa e municípios, incluindo as zonas eleitorais das quatros principais regiões metropolitanas e do Distrito Federal no 1.º turno:

Candidato mais votado por unidade federativa e municípios, incluindo as zonas eleitorais das quatros principais regiões metropolitanas e do Distrito Federal no 2.º turno:

Eleito
Lula da Silva
PT

 Nota: Para as outras eleições, veja Eleições gerais no Brasil em 2002.

A eleição presidencial de 2002 no Brasil foi realizada em dois turnos. O primeiro aconteceu em 6 de outubro de 2002, e o segundo em 27 de outubro de 2002, ambos em domingos. Foi a 4.ª eleição presidencial do país após a promulgação Constituição Federal de 1988. Após três tentativas frustradas, Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), conseguiu eleger-se presidente com quase 53 milhões de votos, tornando-se o segundo presidente mais votado do mundo à época, atrás apenas de Ronald Reagan na eleição estadunidense de 1984.

Foi a primeira e única vitória do PT e, consequentemente, de Lula nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina em eleições presidenciais.

Contexto histórico

Durante o segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), uma grave crise econômica acometeu o Brasil.[1] Iniciando-se logo após as eleições de 1998 como uma crise cambial, ela resultou em queda na taxa de crescimento, desemprego e aumento da dívida pública.

Fernando Henrique enfrentou crises internacionais e uma crise energética que gerou o chamado "apagão elétrico", com racionamento de energia. Houve uma ruptura na política cambial até então praticada, quando em janeiro de 1999 o real sofreu uma desvalorização e o Banco Central adotou a livre flutuação do dólar, o que contribuiu para o aumento das exportações e a redução da taxa de juros.

No final de 2002, Fernando Henrique foi considerado, pelas Nações Unidas, a autoridade mundial que mais se destacou naquele ano no campo do desenvolvimento humano. Também ocorreram, algumas reformas no setor da Educação, sendo aprovadas no ano de 1996 as Leis de Diretrizes e Bases para a Educação (LDB), e posteriormente foram criados os Parâmetros Curriculares para o Ensino Básico.

Numa conjuntura de desconfiança e incerteza para investimentos, muitos investidores temiam as medidas a serem tomadas por um candidato de esquerda caso este ganhasse a eleição. De fato, aconteceu de Lula (PT) ascender nas pesquisas de intenção de voto e o chamado risco Brasil, índice que mede a confiança dos investidores no país, subir. Foi adotado então por alguns economistas e comentaristas políticos o termo "risco Lula", indicando que se este candidato ganhasse a eleição, a economia do país poderia falir. Lula viu-se obrigado a assinar um texto, que ficou conhecido como Carta aos Brasileiros, prometendo que, caso ganhasse a disputa, não tomaria medidas que representassem grandes mudanças na política econômica brasileira, o que decepcionou setores da esquerda brasileira.

Definição das candidaturas

Durante meses, foi travada uma intensa batalha nos bastidores para definir o candidato oficial do governo. No partido do então presidente, a disputa envolveu o ex-governador do Ceará, Tasso Jereissati, e o então ministro da Saúde, José Serra, sendo que este último prevaleceu na disputa. O ministro da educação, Paulo Renato de Souza, também esboçou uma candidatura, mas acabou desistindo a favor de Serra. O ministro da Fazenda Pedro Malan chegou a ser cogitado, mas foi descartado depois do veto de Mário Covas.

O presidente FHC chegou a declarar que Tasso poderia ser o "melhor candidato", porém o ministro Serra seria um "melhor presidente", principalmente após as críticas feitas pelo governador cearense contra a política econômica do Governo FHC no Fórum Econômico Mundial em Davos.[2]

Enquanto o pré-candidato Tasso defendia a realização de prévias e maior aliança com ACM e com o PFL (atual União Brasil) na disputa pela Presidência do Senado e da Câmara, o pré-candidato Serra formava um grupo governista junto ao PMDB que conseguiu importantes vitórias nas disputas pela presidência das Casas legislativas. Serra teria ajudado a reconduzir o senador cearense Sérgio Machado como líder do PSDB no Senado, sendo que Machado já era na época considerado um adversário de Tasso na política cearense.[2] Enquanto Tasso engajou-se pessoalmente na eleição de Antônio Carlos Magalhães para presidente do Senado, o ministro Serra em conjunto com o presidente Fernando Henrique Cardoso apoiaram o candidato Jader Barbalho do PMDB.[3]

Em dezembro do ano 2000, a Folha de S.Paulo apontou Tasso como o candidato favorito de Antônio Carlos Magalhães, do PFL, e também como o candidato apoiado pelo governador de São Paulo, Mário Covas (que teria sido pré-candidato antes de descobrir o retorno do câncer) enquanto Serra seria o preferido do presidente Fernando Henrique Cardoso e também do PMDB.[4][5] Tasso era visto como o governador que venceu o coronelismo do Ceará e seria opção de uma agenda mais liberal diante das ideias mais à esquerda do outro pré-candidato, José Serra.[6]

Pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Itamar Franco, ex-presidente e então governador de Minas Gerais, foi cotado como candidato, mas havia bastante resistência de grupos de seu próprio partido por verem Itamar como oposicionista ao governo FHC e isto inviabilizou uma possível candidatura de sua parte. A cúpula nacional do partido preferia que o candidato fosse alguém aliado ao governo federal. Os principais cotados eram o senador Pedro Simon e o ex-presidente da Câmara Michel Temer.[7] O PMDB acabou coligando-se com o PSDB e ocupou a vaga de vice na chapa com a deputada federal capixaba Rita Camata.

O Partido da Frente Liberal (PFL), que fazia parte da base aliada do governo federal, tinha na então governadora do Maranhão, Roseana Sarney, uma candidata muito forte. Roseana chegou a esbarrar em Lula nas primeiras pesquisas de intenção de voto. Entretanto, Roseana viu-se obrigada a desistir da disputa após a deflagração da Caso Lunus pela Polícia Federal revelar supostos esquemas de corrupção envolvendo o governo maranhense na empresa de seu marido. O delegado responsável pela operação foi flagrado enviando um fax para o Palácio da Alvorada, o que trouxe a suspeita de que a operação foi gerada pela equipe do presidente para enfraquecer uma possível candidatura da governadora e, consequentemente, favorecer Serra, o candidato de seu partido.[8] Serra nega veementemente esta hipótese até hoje.[9] Os grandes nomes do PFL acabaram por apoiar Serra. Após isso, o clã Sarney passou a apoiar Lula. Roseana viria a ser uma das principais líderes do governo Lula no Senado Federal.

Após três tentativas frustradas, o PT lançou Lula mais uma vez à presidência. Assim como nas eleições anteriores, seu nome não sofreu muita resistência dentro do PT. Lula venceu o senador Eduardo Suplicy, por uma vantagem de 84,4% nas prévias do partido.[10] Entretanto, esta foi a primeira vez que Lula precisou disputar prévias para sair candidato pela legenda. Ao contrário das outras eleições, o PT se coligou com partidos mais moderados, como o Partido Liberal (PL) e o Partido da Mobilização Nacional (PMN). Também obteve o apoio de grupos ligados a outros partidos mais moderados, como o Partido Progressista (PP), o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB, atual PRD) e o PMDB, onde obteve, entre outros, apoio do grupo ligado à família Sarney, conforme afirmado acima. Entretanto, deve-se notar que, ao mesmo tempo, os dois partidos autodenominados comunistas do país (PCB e PCdoB) fizeram parte da coligação que elegeu Lula presidente. O governo Lula tomaria medidas que foram definidas como lulismo, aliando interesses liberais e progressistas, o que decepcionaria setores mais fiéis à esquerda e causaria o rompimento do grupo ligado à senadora Heloísa Helena com o PT, que formaria o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).[11][12]

Assim como na eleição anterior, o Partido Popular Socialista (PPS, atual Cidadania) lançou à presidência Ciro Gomes, ex-governador do Ceará, que já havia passado por PDS (atual Progressistas), PMDB e PSDB durante sua trajetória política. Ciro que já havia sido prefeito, governador e ministro da fazenda no governo Itamar Franco, durante a desafiadora fase de transição para o plano real, havia ganhado notoriedade algum tempo antes das eleições graças a seus posicionamentos fortes e sua vasta bagagem política apesar da jovem idade. A coligação de Ciro, por incluir os dois maiores partidos do país autointitulados defensores do trabalhismo (PDT e PTB), foi chamada de "Frente Trabalhista". Tasso Jereissati, preterido em seu partido, apoiou Ciro, seu afilhado político. Apesar das críticas colocadas no primeiro turno, Ciro, por maior convergência de valores, apoiou Lula no segundo e mais tarde, foi o responsável pela pasta de Integração Nacional durante o primeiro mandato deste.

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) lançou à presidência o então governador do Rio de Janeiro, Antony Garotinho, recém-saído do PDT e que havia começado sua trajetória política no PT. Esta foi a primeira vez em treze anos que o PSB não se coligou com o PT e o PCdoB ao redor do nome de Lula. A coligação foi composta pelos pequenos PTC (antigo PRN e atual Agir), que elegeu Fernando Collor de Mello em 1989) e PGT (que mais tarde seria incorporado ao PL). No segundo turno, Garotinho primeiramente hesitou, mas, sofrendo pressão de outros membros dos partidos de sua coligação, acabou declarando apoio a Lula. No ano seguinte às eleições, Garotinho trocou o PSB pelo PMDB, tendo permanecido nem quatro anos na legenda e utilizando-a apenas com claros propósitos eleitorais. No novo partido, se tornou ferrenho opositor do governo Lula, chegando a declarar que o presidente é um "desgraçado".[13] Entretanto, após ficar isolado com a eleição de Sérgio Cabral para o governo do Rio, acabou se aliando a Lula mais uma vez.[14]

Entre os partidos pequenos, o Partido de Reedificação da Ordem Nacional (PRONA, que futuramente seria incorporado ao PL em 2006), apesar de ter conseguido o terceiro lugar na disputa pela presidência de 1994 com Enéas Carneiro, decidiu não lançar a candidatura deste. Ao invés disso, Carneiro concorreu para deputado federal por São Paulo e acabou se tornando o mais votado da história do país para o cargo. Duas dissidências do PT, o Partido da Causa Operária (PCO) e o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), lançaram Rui Costa Pimenta e Zé Maria, seus principais nomes, respectivamente, para a disputa.

Candidatos a presidente

Presidente Vice-presidente Coligação

Partido(s)

Ref.
Candidato(a) Partido Cargos relevantes Candidato(a) Partido Cargos relevantes
13 Lula

Luiz Inácio Lula da Silva

(Campanha)

PT José Alencar

José Alencar Gomes da Silva

PL
Lula Presidente

(PT, PL, PCdoB, PMN e PCB)

[15][16][17]
16 Zé Maria

José "Zé" Maria de Almeida

(Campanha)

PSTU Sem cargo político anterior Dayse Oliveira

Dayse Oliveira Gomes

PSTU Sem cargo político anterior Partido Isolado [18]
23 Ciro Gomes

Ciro Ferreira Gomes

(Campanha)

PPS Paulinho da Força

Paulo Pereira da Silva

PTB Sem cargo político anterior
Frente Trabalhista

(PPS, PTB e PDT)

[19][20]
29 Rui Costa Pimenta

Rui Costa Pimenta

(Campanha)

PCO Sem cargo político anterior Pedro Paulo Pinheiro

Pedro Paulo Pinheiro

PCO Sem cargo político anterior Partido Isolado [21]
40 Anthony Garotinho

Anthony William Matheus de Oliveira

(Campanha)

PSB José Antônio Figueiredo

José Antônio Figueiredo de Almeida Silva

PSB
Frente Brasil Esperança

(PSB, PGT e PTC)

[22]
45 José Serra

José Serra Chirico

(Campanha)

PSDB Rita Camata

Rita de Cássia Paste Camata

PMDB
Grande Aliança

(PSDB e PMDB)

[23]

Candidaturas indeferidas

José Maria Botão de Abreu (PTDR)

A candidatura de José Maria Botão de Abreu foi indeferida pelo ministro do TSE Sepúlveda Pertence com a justificativa de que o Partido do Trabalho e da Dedicação e Recompensa (PTDR), legenda pelo qual o candidato desejava se candidatar sequer possuía registro junto ao TSE, somado a este, o mesmo não anexou ao pedido a ata da convenção eleitoral bem como, o mesmo apresentou como candidato à vice em sua chapa o político Nelson Marchezan, falecido em fevereiro de 2002[24] e que sequer pertencia ao partido citado no registro de candidatura.[25][26]

Pedro Teixeira (PFL)

De acordo o Tribunal Superior Eleitoral, um suplente de deputado federal pelo Rio de Janeiro do Partido da Frente Liberal denominado Pedro de Abreu Teixeira encaminhou um telegrama à corte em 6 de julho de 2002 dando entrada em um registro de candidatura ao cargo de Presidente do Brasil pela sigla, tendo o ex-filiado Sílvio Santos, que deixou o partido em 1992, como vice em sua chapa, decisão que tomou por vontade própria, sem o devido respaldo da comissão executiva do partido. No dia seguinte, o Partido da Frente Liberal, por meio de um delegado entrou com um processo de impugnação do pedido de Pedro junto ao TSE, o que foi acatado pela corte.[27]

A executiva nacional do PFL, a época presidida pelo então senador Jorge Bornhausen encaminhou uma petição impugnando o então documento encaminhado pelo filiado, pois não se tratava de uma decisão tomada pela diretoria executiva, tendo a mesma decidido em uma convenção nacional, realizada em 6 de junho de 2002, de que o partido não iria lançar nenhum candidato à presidência nem como compor nenhuma das coligações.[27]

Desistências

Presidente Cargo político anterior Vice-presidente Coligação Número eleitoral
Candidato Partido Candidato Partido
Roseana Sarney   PFL Sem
cargo
político
anterior
Sem Informação   PFL Sem
coligação
25

Tempo de rádio e TV

Candidato Tempo de Horário Eleitoral Ref.
Serra 10m24s [28]
Lula 5m19s [28]
Ciro 4m17s [28]
Garotinho 2m13s [28]
Pimenta 1m23s [28]
Zé Maria 1m23s [28]

Debates

Durante o primeiro turno, foram realizados os seguinte debates:

Datas Organização Mediação Participantes Ref.
04 de agosto Rede Bandeirantes Márcia Peltier Anthony Garotinho,

Ciro Gomes, José Serra e Lula

[29]
02 de setembro Rede Record Boris Casoy Anthony Garotinho,

Ciro Gomes, José Serra e Lula

[30]
03 de outubro Rede Globo William Bonner Anthony Garotinho,

Ciro Gomes, José Serra e Lula

[31]

No segundo turno, foi realizado apenas um debate, após o cancelamento dos debates da Record e Bandeirantes:[32]

Datas Organização Mediação Participantes Ref.
25 de outubro Rede Globo William Bonner José Serra

Lula

[33]

Resultados

Primeiro turno

Resultados eleitorais no primeiro turno por município. Em vermelho, onde Luiz Inácio Lula da Silva venceu; em azul onde José Serra venceu; em amarelo onde Anthony Garotinho venceu; em rosa onde Ciro Gomes venceu.
Resultados eleitorais no primeiro turno por unidade federativa.

No primeiro turno, Lula obteve quase 40 milhões de votos, entretanto, não foi o suficiente para uma vitória em primeiro turno, uma vez que esse total não representou 50% mais um voto do total de votos válidos. O resultado da eleição acabou sendo prorrogado para um segundo turno, o primeiro desde o pleito de 1989, quando Lula também foi um dos candidatos no segundo turno. O petista talvez não tenha atingido os votos necessários para uma vitória em primeiro turno devido ao alto índice de votação atingido por Garotinho (que obteve mais de 15 milhões de votos em todo o país) no Rio e Ciro (que obteve mais de 10 milhões de votos no total) no Ceará, seus respectivos estados de origem. O Rio é o terceiro maior estado em número de eleitores e o Ceará, o oitavo. Juntos, totalizam mais de 16 milhões de eleitores.[34] Lula sempre havia tido um histórico de boa votação em ambos estados (teve 71% dos votos no Ceará e quase 80% no Rio no segundo turno). Serra, por sua vez, apesar de conseguir ir para o segundo turno, obteve a maioria dos votos apenas no estado de Alagoas.[35]

Segundo turno

Resultados eleitorais no segundo turno por município. Em azul, onde José Serra venceu; em vermelho, onde Luiz Inácio Lula da Silva venceu.
Resultados eleitorais no segundo turno por unidade federativa.

No segundo turno, com o apoio dado por Ciro e Garotinho a Lula, Serra ficou isolado na disputa, obtendo a maioria dos votos novamente apenas em Alagoas.[36] Mesmo assim, Serra conseguiu elevar seu número de votos em quase 13 milhões, enquanto Lula elevou em quase 14 milhões, se tornando o segundo presidente mais votado do mundo, atrás apenas de Ronald Reagan nas eleições estadunidenses de 1984. Em 2004, Lula caiu para a terceira posição com a reeleição de George W. Bush.

Resumo das Eleições

Candidato Vice 1.º Turno

6 de outubro de 2002[37][38]

2.º Turno

27 de outubro de 2002[39][40]

Votação
Total % Total %
Lula da Silva (PT) José Alencar (PL) 39.455.233 46,44% 52.793.364 61,27%
José Serra (PSDB) Rita Camata (PMDB) 19.705.445 23,20% 33.370.739 38,73%
Anthony Garotinho (PSB) José Antônio Figueiredo (PSB) 15.180.097 17,87% Não participaram
Ciro Gomes (PPS) Paulinho da Força (PTB) 10.170.882 11,97%
Zé Maria (PSTU) Dayse Oliveira (PSTU) 402.236 0,47%
Rui Costa Pimenta (PCO) Pedro Paulo Pinheiro (PCO) 38.619 0,05%
Total de votos válidos 84.952.512 89,61% 86.164.103 94,00%
Votos apurados
Votos válidos 84.952.512 89,61% 86.164.103 94,00%
Votos em branco 2.873.753 3,03% 1.727.760 1,88%
Votos nulos 6.976.685 7,36% 3.772.138 4,12%
Total de votos apurados 94.805.583 82,26% 91.664.259 79,53%
Eleitores
Comparecimento 94.805.583 82,26% 91.664.259 79,53%
Abstenções 20.448.233 17,74% 23.589.188 20,47%
Total de eleitores 115.253.816 100% 115.253.816 100%
  Eleito(a)
  Segundo turno

Referências

  1. «Correio Braziliense». web.archive.org. Consultado em 20 de abril de 2012. Cópia arquivada em 17 de outubro de 2002 
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  3. «Folha de S.Paulo - Candidato de Covas, Tasso reage ao PMDB - 10/12/2000». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 30 de outubro de 2016 
  4. «Folha de S.Paulo - Brasília: Eliane Cantanhêde: Covas dá as cartas - 10/12/2000». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 30 de outubro de 2016 
  5. «Folha de S.Paulo - Rumo a 2002: Para Temer, Serra é candidato dos aliados - 10/12/2000». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 30 de outubro de 2016 
  6. «Folha Online - Brasil - Análise: Tasso Jereissati tenta ganhar tempo - 21/11/2001». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 30 de outubro de 2016 
  7. «Folha de S.Paulo - Para barrar Itamar, PMDB governista quer boicotar prévia - 15/11/2001». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 30 de outubro de 2016 
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  9. «Folha Online - Colunas - Brasília Online - Serra, Aécio e Dilma batalham pelo PMDB - 14/12/2008». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 20 de abril de 2012 
  10. «Lula vence prévia com folga e campanha do PT deve ganha fôlego». Uol Notícias. 20 de março de 2002. Consultado em 21 de setembro de 2015. Cópia arquivada em 21 de setembro de 2015 
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Ligações externas