Bretesuchus

Bretesuchus
Intervalo temporal: Tanetiano
~58,7–55,8 Ma
Classificação científica e
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Clado: Archosauria
Clado: Pseudosuchia
Clado: Crocodylomorpha
Clado: Notosuchia
Família: Sebecidae
Gênero: Bretesuchus
Gasparini, Fernandez & Powell, 1993
Espécie-tipo
Bretesuchus bonapartei
Gasparini et al., 1993

Bretesuchus é um gênero extinto de mesoeucrocodiliano sebecossúquio [en] da família Sebecidae, conhecido do noroeste da Argentina.[1][2] Era um grande predador de topo (comprimento total de aproximadamente 4 m).[3]

Descoberta

Fósseis de Bretesuchus foram encontrados na localidade de El Brete, da formação Maíz Gordo, no noroeste da Argentina, e datam do estágio Thanetiano do Paleoceno superior, cerca de 58,7 a 55,8 milhões de anos atrás.[2] A pré-maxila altamente curvada mostra que ele se enquadra na subordem Sebecosuchia [en], um grupo de crocodilomorfos carnívoros terrestres, em sua maioria sul-americanos, com focinhos distintamente comprimidos lateralmente.[2][4] Bretesuchus foi originalmente atribuído à sua própria família, Bretesuchidae, que foi considerada o grupo-irmão de Sebecus [en].[2] Em 2007, uma espécie de Sebecus, Sebecus querejazus, da formação Santa Lucia [en] do Paleoceno Inferior, na Bolívia, foi reclassificada como um bretessuquídeo. Recebeu seu próprio gênero, Zulmasuchus.[5] No entanto, análises filogenéticas recentes encontraram Bretesuchidae aninhado profundamente dentro de Sebecidae e, portanto, sinônimo desta. Zulmasuchus foi encontrado como parente próximo de Sebecus, como havia sido proposto originalmente.[6]

Etimologia

Bretesuchus capturando um hipotético notoungulado

Bretesuchus foi nomeado por Zulma Gasparini, Marta Fernandez e Jaime E. Powell em 1993 [en], e a espécie-tipo é Bretesuchus bonapartei. O nome genérico refere-se à localidade "El Brete", onde os restos fósseis foram encontrados, e suchus, latinizado do grego souchos, um deus crocodilo egípcio. O nome específico homenageia José Bonaparte.[2]

Referências

  1. «PBDB Taxon». paleobiodb.org. Consultado em 24 de julho de 2025 
  2. a b c d e Gasparini, Zulma; Fernandez, Marta; Powell, Jaime E. (1993). «New Tertiary sebecosuchians (Crocodylomorpha) from South America: phylogenetic implications». Historical Biology. 7: 1–19. Bibcode:1993HBio....7....1G. doi:10.1080/10292389309380440 
  3. http://darrennaish.files.wordpress.com/2013/01/naish-2001-geology-today-crocodilians.pdf page 73.
  4. Turner, A. H.; Calvo, J. O. (2005). «A new sebecosuchian crocodyliform from the Late Cretaceous of Patagonia». Journal of Vertebrate Paleontology. 25 (1): 87–98. doi:10.1671/0272-4634(2005)025[0087:ANSCFT]2.0.CO;2 
  5. Paolillo, A.; Linares, O. (2007). «Nuevos cocodrilos Sebecosuchia del Cenozoica Suramericana (Mesosuchia : Crocodylia)» (PDF). Paleobiologia Neotropical. 3: 1–25. Consultado em 14 de janeiro de 2012. Arquivado do original (PDF) em 3 de março de 2009 
  6. Diego Pol e Jaime E. Powell (2011). «A new sebecid mesoeucrocodylian from the Rio Loro Formation (Palaeocene) of north-western Argentina». Zoological Journal of the Linnean Society. 163: S7–S36. doi:10.1111/j.1096-3642.2011.00714.xAcessível livremente. hdl:11336/69518Acessível livremente