Brasileiros de torna-viagem

Os brasileiros de torna-viagem[1], mais conhecidos como brasileiros[2][3][nota 1] na sua época, eram portugueses emigrantes retornados do Brasil, no século XIX e início do século XX que, nos casos mais célebres, regressavam ricos.
Eram uma espécie muito comum no Norte de Portugal, tendo sido retratados por grandes escritores portugueses da época — Camilo Castelo Branco[6], Júlio Dinis[3], Eça de Queirós[7] etc. —, principalmente Camilo Castelo Branco, que os caricaturava como quarentões[8] abastados, mas grosseiros, imbecis, lorpas, tendo granjeado fortuna de forma muito duvidosa.[9][nota 2] Tornaram-se, assim, um estereótipo do "novo-rico", típico da sociedade burguesa oitocentista.
Disputados por "mulheres casadoiras"[9], o povo vê neles uma espécie de "vingança para a sua condição"[9], pois emigravam pobres para o Brasil, mas regressavam ricos, investindo bastante, em muitos casos, na sua terra natal e arredores — Conde de Ferreira (Porto) e Conde de São Bento (Santo Tirso), p. ex. Foram, muitos deles, grandes filantropos, até hoje eternizados com imponentes jazigos, topónimos e, inclusive, estátuas.
Contudo, nem todo o brasileiro de torna-viagem tinha a sorte de regressar abastado, sendo que grande parte deles não cumpria o sonho de "abanar a árvore das patacas".[11][12]
Etimologia
| “ | A designação de "brasileiro" adquiriu para nós significação singular e desconhecida para o resto do mundo. Em Portugal, a primeira ideia, talvez, que suscita este vocábulo é a de um indivíduo cujas características principais e quase exclusivas são viver com maior largueza e não ter nascido no Brasil; ser um homem que saiu de Portugal na puerícia ou na mocidade mais ou menos pobre e que, anos depois, voltou mais ou menos rico. | ” |
— Alexandre Herculano, 1873[13] | ||
Desde a segunda década do século XVIII iniciou-se uma emigração em massa de portugueses para o Brasil, impulsionada pela descoberta de ouro aluvial na região do Rio das Velhas e pela posterior criação da capitania de Minas Gerais. Esses emigrantes passaram a ser chamados de "mineiros", sendo identificados como "brasileiros" a partir de, pelo menos, 1720.[13]
História
Desde o início do século XIX e ao longo de mais de um século, o Brasil tornou-se o destino sonhado por centenas de milhares de portugueses, atraídos pela promessa de riqueza. Para lá partiram sucessivas vagas de emigrantes, na sua maioria homens jovens — alguns ainda quase crianças.[14][nota 3]
Todos os anos, milhares de emigrantes oriundos do Norte de Portugal partiam da barra do Douro, cruzando o Atlântico em veleiros lentos e desconfortáveis, rumo ao Brasil. Este fluxo migratório, que adquiriu expressão numérica significativa ao longo do século XVIII, consolidou-se a partir do Porto, à medida que a cidade se afirmava como centro do dinamismo económico da região Norte. Tal centralidade foi, em grande medida, favorecida por reformas administrativas iniciadas na era pombalina, que retiraram aos restantes portos provinciais o protagonismo tradicional no intercâmbio entre Portugal e o Brasil.[5]
Ilustres brasileiros
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- Joaquim Ferreira dos Santos (1782-1866), Conde de Ferreira
- Manuel Pinheiro Alves (1807-63), primeiro marido de Ana Plácido, amante e futura esposa de Camilo Castelo Branco (1825-90).[nota 4]
- Ângelo Francisco Carneiro (c. 1795-1858), Visconde de Loures
- António José Leite Guimarães (1806-76), Barão de Glória
- Manuel José Ribeiro (1807-1893), Conde de São Bento
- José Joaquim Leite Guimarães (1808-70), Barão de Nova Sintra
- António Alves de Sousa Guimarães (1814-97), Conde do Bolhão, construiu o Palácio do Conde do Bolhão, célebre por ter hospedado duas vezes a família real e pela vida social retratada por Camilo Castelo Branco.
- Manuel José do Conde (1817-97), Visconde do Rosário, natural dos Açores, fundador de um empório no Brasil.
- António Afonso Velado (n. 1819), Visconde do Freixo (1870), proprietário do Palácio do Freixo.

- António Luís Machado Guimarães (1820-82), Barão de Joane, pai de Bernardino Machado (1851-1944), 3.º e 8.º Presidente da República Portuguesa.
- António da Silva Monteiro (1822-85), Conde da Silva Monteiro, construiu o Palacete do Conde Silva Monteiro, considerada "a casa mais luxuosa do Porto" em meados de oitocentos,[19] onde atualmente está instalada a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV).
- Guilherme Augusto Machado Pereira (1822-68), Visconde de Pereira Machado, também conhecido como "visconde às avessas", porque trocaram os nomes no título nobiliárquico.
- José Francisco da Cruz Trovisqueira (1824-98), Barão de Trovisqueira
- Daniel Martins de Moura Guimarães (1827-1893), mandou construir o Grande Hotel do Porto, onde estiveram hospedados os ex-imperadores do Brasil D. Pedro II e D. Teresa Cristina (onde viria a falecer em 1889). Suicidou-se a bordo de um navio, a caminho do Rio de Janeiro (onde está sepultado), devido a dívidas e à perda do hotel para os credores.[20]
- Miguel Dantas Gonçalves Pereira (1836-1905)[21], pai de Elzira Dantas Machado (1865-1942), mulher de Bernardino Machado com quem teve 19 filhos.
- Joaquim Bernardo Mendes (1847-1911), Visconde de Paredes, construiu o Palacete da Granja que acolheu o rei D. Carlos em 1895.
- Bento Rodrigues de Sousa (1853-1931), Barão do Rio Ave, irmão mais novo de Boaventura Rodrigues de Sousa (1848-1908), também brasileiro.
- José Francisco Correia (1853-1929), Conde de Agrolongo
- Adriano Soares Telles do Valle (1859-1932), fundador dos célebres cafés A Brasileira, instalados no Porto, Lisboa (Chiado e Rossio), Coimbra, Braga e Sevilha, em Espanha.
- João Alves de Freitas (1864-1917), proprietário do Palácio do Grémio, suicidou-se em 1917 no interior da Amazónia[22], devido à falência provocada pela crise e perda de cotação comercial da borracha.[15]
- Albino Sousa Cruz (1870-1966), dono da maior indústria de fumos da América Latina e presidente do Real Gabinete Português de Leitura (1919-1962).
Brasileiros na literatura portuguesa
| “ | […] se há um «tipo» de que o romance e o teatro, em Portugal, tenham usado imoderadamente é, decerto, esse lavrador minhoto, enriquecido e vestido de pano fino, a que nas aldeias se chama o brasileiro! | ” |
— Eça de Queirós, 1886[23].
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- A Morgadinha dos Canaviais (1868), Júlio Dinis
- O Primo Basílio (1878), Eça de Queirós
- O Brasileiro Soares (1886), Luís de Magalhães, com prefácio de Eça de Queirós
- A Neta do Arcediago (1856)
- Que Fazem as Mulheres (1858)
- Doze Casamentos Felizes (1861)
- Coração, Cabeça e Estômago (1862)
- Os Brilhantes do Brasileiro (1869)
- Eusébio Macário (1879)
- A Brasileira de Prazins (1883)
Minas de Diamantes (1958), Aquilino Ribeiro
Casas de Brasileiros
Casas construídas pelos torna-viagem em Portugal:
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Casa mandada construir c. 1830[25] por Manuel Pinheiro Alves (1807-63), primeiro marido de Ana Plácido (1831-95), amante e futura esposa de Camilo Castelo Branco (1825-90), foi destruída por um incêndio em 1915, e reconstruída, mas parte da casa ruiu durante obras de beneficiação na década de 1940, tendo sido novamente reconstruída para instalar a atual Casa-Museu Camilo Castelo Branco, em Seide (São Miguel), Vila Nova de Famalicão.[26]
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Palacete do Barão da Trovisqueira em Vila Nova de Famalicão, mandado construir em 1857 por José Francisco da Cruz Trovisqueira (1824-98), Barão de Trovisqueira, onde está instalado atualmente o Museu Bernardino Machado.[27] -
Solar dos Machados, também conhecido como Palacete do Barão de Joane, por lá ter residido António Luís Machado Guimarães (1820-82), Barão de Joane, pai de Bernardino Machado (1851-1944), 3.º e 8.º Presidente da República, que também lá residiu na sua juventude. Foi construído no século XIX, e recebeu a visita de Camilo Castelo Branco (1825-90).[28] Está localizado em Vila Nova de Famalicão e, atualmente, acolhe uma delegação bancária do Millennium BCP. -
Palácio da Igreja Velha em Vermoim, Vila Nova de Famalicão, mandado construir por Manuel Gomes dos Santos Portela e concluído em 1881.[29] Atualmente é utilizado para eventos.[30] -
Palacete Conselheiro Boaventura Rodrigues de Sousa (1895-1900) na Avenida da Boavista no Porto, projetado por Joel da Silva Pereira (1861-99) e mandado construir por Boaventura Rodrigues de Sousa (1848-1908), irmão mais velho do Barão de Rio Ave.[31]
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Palácio do Grémio (1912) em Fafe, mandado construir por João Alves de Freitas (1864-1917), que se suicidou no Brasil em 1917 devido a falência.[15] Atual Arquivo Municipal de Fafe.[32] -
Palacete da Granja em Paredes, mandado construir por Joaquim Bernardo Mendes (1847-1911), Visconde de Paredes, onde recebeu o rei D. Carlos em 1895.[33] Atualmente funciona como Casa da Cultura.[34] -
![Casa da Castrália em Paredes, mandada construir por Adriano Moreira de Castro (n. 1858) e datada de 1909.[35] É uma das várias casas de brasileiros em Paredes, existindo inclusive uma rota para os interessados na arquitetura torna-viagem paredense.[36]](./_assets_/0c70a452f799bfe840676ee341124611/Casa_da_Castr%C3%A1lia_Paredes.jpg)
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As "Casas Atlas", oficialmente Palacete dos Silvas Moreiras[36], são dois palacetes mandados construir em 1913 por Arnaldo Dias da Silva Moreira e António Dias da Silva Moreira, irmãos torna-viagem naturais de Lordelo (Paredes), e concluídos em 1918 nessa freguesia do município de Paredes.[37] Construídos num alto, superaram em altura a torre sineira da igreja matriz, então o maior edifício do povoado.[38] São revestidos a azulejo de cor verde, característica frequente das casas dos torna-viagem.[39] Curiosamente, no início do século XX eram o único sítio na aldeia onde à noite as divisórias estavam iluminadas e onde havia casas de banho, três, com o conforto da água canalizada, fria e, inclusive, quente.[38]
Homenagens a Brasileiros
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Estátua do Conde de São Bento (1807-1893) na respetiva praça em Santo Tirso. Inaugurada em 28 de agosto de 1892, com a presença do homenageado, no ano anterior ao seu falecimento. -
Busto de Albino Sousa Cruz (1870-1966) em Santo Tirso. Inaugurado em 17 de novembro de 1946 no Parque Conde S. Bento (atual Parque D. Maria II). Atualmente está na Rotunda Albino Sousa Cruz. -
Busto do Conde de Agrolongo (1853-1929) na respetiva praça em Braga. Inaugurado em 1997 em frente à Igreja do Salvador (onde está sepultado) e ao Lar Conde de Agrolongo, obras por si custeadas.[40]
Ver também
- Imigração portuguesa no Brasil
- Teatro Cinema de Fafe
- Agência Abreu
- Café Chinês
- Bacalhau à Gomes de Sá
Notas
- ↑ "[…] estes indivíduos, que no Brazil são chamados portugueses e entre nós brazileiros." (Primeiro Inquerito Parlamentar sobre a Emigração Portugueza pela Commissão da Camara dos Senhores Deputados, 1873)[4][5]
- ↑ Eça de Queirós contesta essa visão romântica na sua carta-prefácio em O Brasileiro Soares (1886) de Luís de Magalhães:
«[…] esse brasileiro do Romantismo — aparecendo constantemente em novela e drama, soez e faceto — conseguiu criar, numa sociedade que não conhecia o brasileiro da realidade, a ideia de que todo o homem que voltava do Brasil, com dinheiro e brilhantes na camisa, era irremediavelmente um boçal, um burlesco. Pouco a pouco, formou-se assim uma larga corrente de antipatia social pelo brasileiro: não se compreendia que ele pudesse ter elevação no sentimento, nem gosto nas maneiras, nem cultura no espírito; e de antemão se concluía que a sua figura devia reproduzir, em fealdade chavasca, a grosseria interior. O brasileiro, segundo esta lenda, tornava-se a coluna da estupidez, o esteio da banalidade; ele era o popularizador do feio e do reles; era ele que maculava as veigas bucólicas do Minho com os seus palacetes rebocados de verde-gaio; era ele que introduzia a “imoralidade” nas nossas aldeias, virginais como as da Arcádia, no tempo de Teócrito. O brasileiro aparecia como uma nódoa escandalosa no suave idílio português!… E assim uma criação convencional da ironia romântica chegou a envolver toda uma classe de cidadãos num descrédito que, se já não dura tão intenso e tão acre, ainda se arrasta em todos esses numerosos espíritos que, tendo uma vez formado laboriosamente uma ideia, não a mudam, não a corrigem, por indolência, por impotência, e sobretudo por indiferença pela exatidão, das ideias.»[10]
- ↑ João Alves de Freitas (1864-1917) emigrou com 11 anos;[15] Joaquim José de Sousa Fernandes (1849-1928) emigrou com 13 anos;[16] Adriano Moreira de Castro (n. 1858) emigrou com 14 anos[17] etc.
- ↑ «Debaixo das telhas do "brasileiro", roendo o seu amargo pão de escriba, o novelista [Camilo Castelo Branco] parece enxergar Pinheiro Alves em todos os tipos de emigrantes de torna-viagem criados por sua pena. Assistimos, assim, a um autêntico processo de transferência, para usarmos a linguagem de Freud.» (Guilhermino César, O "Brasileiro" na Ficção Portuguesa, 1969)[18]
Referências
- ↑ CASTELO BRANCO, Camilo (1856). A Neta do Arcediago. [S.l.: s.n.]
brazileiro de torna-viagem
- ↑ «brasileiro». Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Consultado em 25 de maio de 2025
- ↑ a b DINIS, Júlio (1868). A Morgadinha dos Canaviais. Col: Clássicos da Literatura Portuguesa. Biblioteca Digital: Porto Editora
- ↑ Primeiro Inquerito Parlamentar sobre a Emigração Portugueza pela Commissão da Camara dos Senhores Deputados. (Appendice e documentos.). Lisboa: Imprensa Nacional. 1873. p. 177. Consultado em 26 de maio de 2025
- ↑ a b ALVES 1993, p. 10.
- ↑ Camilo Castelo Branco (1882). A Brasileira de Prazins. [S.l.]: Luso Livros. Consultado em 25 de maio de 2025
- ↑ QUEIRÓS, Eça (1878). O Primo Basílio. [S.l.: s.n.]
- ↑ ALVES 1993, p. 316.
- ↑ a b c SANTOS 2000, p. 19.
- ↑ QUEIRÓS 1886, pp. 25-26.
- ↑ SANTOS 2000, p. 24.
- ↑ ALVES 1993, p. 319.
- ↑ a b MATOZZI 2016, p. 26.
- ↑ SANTOS 2000, p. 15.
- ↑ a b c «Documento: João Alves de Freitas». Museu da Emigração e Comunidades (MEC). Universidade do Minho. Consultado em 30 de maio de 2025
- ↑ «Joaquim José de Sousa Fernandes». Famalicão ID. Consultado em 31 de maio de 2025
- ↑ «Adriano Moreira de Castro». Santa Casa da Misericórdia de Paredes. Consultado em 31 de maio de 2025
- ↑ ALVES 1993, p. 316, n. 41.
- ↑ «135 - Rua da Restauração». A Vida em Fotos. 8 de julho de 2012. Consultado em 30 de maio de 2025
- ↑ «Daniel Martins de Moura Guimarães (1827-1893)». Câmara Municipal de Gondomar. Consultado em 31 de maio de 2025
- ↑ «Miguel Dantas Gonçalves Pereira». Archeevo Paredes de Coura. Consultado em 30 de maio de 2025
- ↑ «Casa de João Alves de Freitas / Palácio do Grémio». SIPA – Sistema de Informação para o Património Arquitetónico (em inglês). Consultado em 30 de maio de 2025
- ↑ QUEIRÓS 1886, p. 19.
- ↑ GRANJA, Rosemary da Silva (2009). Brasileiros e portugueses: todos fora de lugar. A imagem do brasileiro torna-viagem na ficção camiliana (PDF). São Paulo: Universidade de São Paulo
- ↑ «Apresentação». Casa de Camilo. Consultado em 31 de maio de 2025
- ↑ «Casa de Camilo». Famalicão ID. Consultado em 31 de maio de 2025
- ↑ «Palacete Barão da Trovisqueira». Famalicão ID. Consultado em 31 de maio de 2025
- ↑ «Solar dos Machados». Famalicão ID. Consultado em 31 de maio de 2025
- ↑ «Palácio da Igreja Velha». Famalicão ID. Consultado em 31 de maio de 2025
- ↑ «Palácio da Igreja Velha». Consultado em 31 de maio de 2025
- ↑ viladoconde.com (11 de junho de 2020). «Boaventura Rodrigues de Sousa | viladoconde.com». Consultado em 31 de maio de 2025
- ↑ «Arquivo Municipal». Câmara Municipal de Fafe. Consultado em 31 de maio de 2025
- ↑ «Palacete da Granja». Câmara Municipal de Paredes. Consultado em 31 de maio de 2025
- ↑ «Casa da Cultura de Paredes». Câmara Municipal de Paredes. Consultado em 31 de maio de 2025
- ↑ «Casa da Castrália». Viagens Imperfeitas. 27 de fevereiro de 2021. Consultado em 31 de maio de 2025
- ↑ a b «Passeio de Carros Clássicos: Rota dos "Brasileiros de Torna-viagem"» (PDF). Câmara Municipal de Paredes. 27 de setembro de 2020. p. 16. Consultado em 31 de maio de 2025
- ↑ «As "Casas Altas"». Lordelo - Paredes (blogue). Consultado em 31 de maio de 2025
- ↑ a b Pimenta, Catarina Gomes, Paulo (31 de julho de 2016). «Um relógio de ouro e um palacete em ruínas». PÚBLICO. Consultado em 31 de maio de 2025
- ↑ «Edifício "Eduardo da Costa - Ferragens"». Famalicão ID. Consultado em 31 de maio de 2025
- ↑ «Busto de José Francisco Correia». Câmara Municipal de Braga. Consultado em 9 de junho de 2025
Bibliografia
- SANTOS, Eugénio dos (2000). Os Brasileiros de Torna-Viagem no Noroeste de Portugal (PDF). [S.l.]: Comissão Nacional para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses
- MATOZZI, Martina (2016). Portugueses de Torna-Viagem. A Representação da Emigração na Literatura Portuguesa (PDF). Coimbra: Universidade de Coimbra
- ALVES, Jorge Fernandes (1993). Os brasileiros: emigração e retorno no Porto Oitocentista (PDF). Porto: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
- QUEIRÓS, Eça de (21 de maio de 1886). Carta-prefácio de Eça de Queirós em O Brasileiro Soares (1886) de Luís de Magalhães (PDF). Bristol: [s.n.]