José Joaquim Leite Guimarães

José Joaquim Leite Guimarães
Nascimento18 de julho de 1808
Guimarães
Morte3 de junho de 1870
Porto
CidadaniaReino de Portugal
Ocupaçãoempresário

José Joaquim Leite Guimarães (Guimarães, Pencelo, 18 de Julho de 1808Porto, 3 de Junho de 1870),[1] 1.º Barão de Nova Sintra (Nova Cintra na grafia da época), foi um empresário e filantropo português.

Família

Filho de António José Leite de Faria e de sua mulher Custódia Maria Machado e irmão do 1.º Barão de Glória.[2]

Casamentos

Casou primeira vez em 1840 com Mariana de Casal Ramos (Brasil, - 1845), filha de Rafael José de Casal e de sua mulher Maria Ramos, Brasileiros, sem geração.[2]

Casou segunda vez a 5 de Janeiro de 1846 com Albina Augusta de Araújo (Viana do Castelo, 5 de Fevereiro de 1819 – Porto, 7 de Agosto de 1884), filha de Francisco Domingos de Araújo e de sua mulher Isabel Joaquina de Moura, sem geração.[2]

Biografia

Iniciou a sua carreira comercial no Porto, como empregado num estabelecimento de lãs, e em 1825 passou ao Rio de Janeiro, empregando-se numa loja de fazendas. Em 1831 era Sócio da Casa de Luís Joaquim Moreira & C.ª, no Rio Grande do Sul. Uma revolta republicana naquela região levou-o a pegar em armas na defesa do Império, e foi ferido em combate. Voltando ao Rio de Janeiro, associou-se a seu irmão (depois 1.º Barão de Glória) e essa sociedade durou e prosperou até 1837. Em 1838 era Sócio da Firma Leite & Guimarães, uma das maiores de fazendas por grosso do Rio de Janeiro. Em 1851 regressou à Europa, onde viajou, vindo para Portugal em 1855 e fixando-se em Lisboa. Seis anos depois foi chamado a assumir a gerência da Companhia do Gás, do Porto, cuja posição financeira era precária. A sua excelente administração restabeleceu rapidamente a prosperidade e crédito daquela Companhia. Presidente da Associação Comercial de Beneficência do Porto com grande êxito, acerto e sentido administrativo foi, pelo Governo, nomeado Provedor do Asilo da Mendicidade da mesma Cidade, dando-lhe eficiência e condições de vida melhores do que nunca. Vários Bancos o contavam entre os seus Fundadores e a Exposição do Porto de 1865 foi em grande parte empreendimento seu. Grande Filantropo, fundou o Estabelecimento Humanitário Barão de Nova Sintra, de larga obra assistencial e de educação profissional de rapazes tirados das casas de correção. Uma fábrica de fiação de sedas da sua fundação foi objeto de prémios e distinções em certames industriais.[2]

O título de 1.º Barão de Nova Sintra foi-lhe concedido por Decreto de D. Luís I de Portugal de 8 de Março de 1862. Em 1866 esteve lavrado novo Decreto que o elevava a 1.º Visconde de Nova Sintra, mercê que recusou.[2]

Referências

  1. Mendes, António Lopes (1988). Colégio do Barão de Nova Sintra 1.ª ed. Porto: Santa Casa da Misericórdia do Porto. p. 664 
  2. a b c d e Zuquete, Afonso Eduardo Martins (Direcção) (1989). Nobreza de Portugal e do Brasil. III 2.ª ed. Lisboa: Editorial Enciclopédia. p. 61