BRA Transportes Aéreos
![]() Boeing 767-300ER, ”Carro chefe da companhia” | |||||||
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| Fundada em | Agosto de 1999 (Como Brasil Rodo Aéreo) 2001 (Como BRA Transportes Aéreos) | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Encerrou atividades em | 6 de novembro de 2007 | ||||||
| Falência decretada em | 9 de março de 2022[1][2] | ||||||
| Principais centros de operações | Aeroporto Internacional de Guarulhos Aeroporto de Congonhas | ||||||
| Outros centros de operações | Aeroporto Internacional de Fortaleza Aeroporto de Campina Grande | ||||||
| Frota | 16 | ||||||
| Destinos | 44 | ||||||
| Sede | Santana de Parnaíba, São Paulo, Brasil | ||||||
| Pessoas importantes | Irmãos Folegatti (fundadores) | ||||||
| Sítio oficial | www.voebra.com.br/ | ||||||
A BRA Transportes Aéreos ou Brasil Rodo Aéreo é uma extinta companhia aérea brasileira. Fundada em agosto de 1999, encerrou as operações em 2007 e teve falência decretada em 2022.
História
Fundada em 1999 pelos irmãos Humberto e Walter Folegatti, a BRA Transportes Aéreos dedicava-se inicialmente a voos charter. A sua primeira aeronave foi um Airbus A310-300, que era da Passaredo. A BRA (Brasil Rodo Aéreo) tinha o objetivo de competir com os ônibus interestaduais. Inicialmente começou a fazer voos fretados.
A empresa logo assinou um acordo com a Rotatur, a empresa de turismo do grupo Varig. Quando o Airbus A310-300 deixou a frota, a BRA passou a operar os Boeing 737-300 da Varig, Rio Sul e a Varig Nordeste. Em 2001 chegaram novamente aeronaves próprias, dois Boeing 737-300.
O contrato com o grupo Varig foi desfeito em meados de 2005. Em 20 de julho de 2002, a empresa recebeu um Boeing 737-400 e em Abril de 2004 a companhia recebeu um Boeing 767-300ER e passou a fazer voos fretados internacionais.
Em 2005, obteve a certificado para realização de voos regulares, quando passou a atuar sob o conceito do custo baixo.[3]
A partir de 2005, passou a operar em voos regulares, atingindo neste ano 4,6% do mercado da aviação civil. A Brazil Partners Ltd é formada pelo Bank of America, Darby, BBVA, Development Capital, Goldman Sachs, HBK Investments e Millennium Global Investments.[4] Na época, o dito fundo adquiriu 20% do capital da BRA por R$ 180 milhões com a promessa de novos investimentos, que não ocorreram. Nos últimos meses, a empresa começou a passar por dificuldades financeiras e operacionais, comprometendo a manutenção das aeronaves e o serviço de bordo.[5]
Antes da suspensão de suas operações, voava para mais de 30 destinos, com frota composta de aviões Boeing 737 e Boeing 767. No Show Aéreo de Paris de 2007 realizada no Aeroporto de Le Bourget, Paris, França, a companhia havia anunciado a compra de 40 jatos Embraer 195, e seria a primeira companhia brasileira a operar o modelo da fabricante.
Recuperação Judicial
Devido a dificuldades financeiras, no dia 6 de novembro de 2007, a partir das 12 horas, a BRA suspendeu suas operações, demitindo todos os seus 1100 funcionários. A suspensão seria supostamente "temporária", à espera de um aporte de capital do consórcio Brazil Air Partners, que controlaria a empresa, e que permitiria a retomada das operações. Em 27 de novembro de 2007, por contingências econômicas, somadas à crise generalizada que abalava o setor, ajuizou pedido de recuperação judicial, cujo deferimento do processamento se deu em 30 de Novembro 2008.[6]
Após a suspensão dos voos, a empresa OceanAir assumiu temporariamente alguns voos e aeronaves, de modo a atender os passageiros da BRA. Atualmente, a empresa se encontra em recuperação judicial. Sua última aeronave foi vendida para a Puma Air. Com o retorno anunciado em Dezembro de 2008, este não seria possível de imediato, uma vez que o Certificado de Homologação de Empresa de Transporte Aéreo (CHETA)[7] havia sido suspenso pela Agência Nacional de Aviação Civil a ANAC.
Tentativas de retorno

Após o recebimento do "CHETA", a BRA anunciou em 16 de março de 2009, o retorno a atividades operando voos fretados para algumas cidades do país.[8]
A empresa declarou no dia 19 de agosto de 2015 que irá iniciar novamente seus voos regulares a partir de Setembro de 2015 para 33 destinos com 23 aeronaves.
Sob a direção de Humberto Folegatti, a companhia retornou ao segmento de voos charter, operando um Boeing 737-300, ex-Gol (PR-GLK). Contudo, a empresa continua classificada como "Inoperante" pela ANAC.[9]
Frota

A frota histórica da BRA Transportes Aéreos consistia nas seguintes aeronaves:
| Aeronaves | Quantidade | Matrículas | Anos de operação | Notas |
|---|---|---|---|---|
| Airbus A310-300[10] | 1 | PP-PSD | 1999 | Arrendado da Passaredo |
| Boeing 737-300 | 10 | PR-BRA PR-BRB PR-BRD PR-BRE PR-BRF PR-BRG PR-BRK PR-BRY | 2000-2007 | |
| Boeing 737-400 | 3 | PR-BRC PR-BRH PR-BRI | 2002-2007 | |
| Boeing 767-200ER | 1 | PR-BRV | 2006-2007 | |
| Boeing 767-300ER | 1 | PR-BRW | 2004-2007 | “Flagship” da companhia[10] |
Rotas
A seguir, uma lista de rotas da BRA Transportes Aéreos segundo a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil):
| Linhas/rotas | Aeronaves utilizada | Notas |
|---|---|---|
| São Paulo (GRU) - Recife (REC)[11] | Airbus A310-300Boeing 737-300 Boeing 737-400 Boeing 767-300ER e Boeing 767-200ER | |
| São Paulo (GRU) - Brasília (BSB) | Airbus A310-300Boeing 737-300 Boeing 737-400 e Boeing 767-300ER | O Boeing 767-300ER operou essa rota uma vez, de acordo com a ANAC, por tanto, não se pode considerar periódico. |
| São Paulo (GRU) - Lisboa (LIS) | Boeing 767-300ER e Boeing 767-200ER | Rota feita na maioria das vezes com o Boeing 767-300ER. |
| São Paulo (GRU) - Madrid (MAD) | Boeing 767-300ER | Rota internacional mais popular. |
Referências
- ↑ «SENTENÇA» (PDF). Gatekeeper Administração Judicial. 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- ↑ https://gatekeeperaj.com.br/
- ↑ «BRA linhas aéreas» recuperado 5 de Agosto 2012
- ↑ «Site oficial Millenium Global Investments» recuperado 5 de Agosto 2012
- ↑ «Pagina oficial da BRA» recuperado 5 de Agosto 2012
- ↑ «Recuperacao juridical» Pagina da BRA. recuperado 5 de Agosto 2012
- ↑ «Site oficial» recuperado 6 de Agosto 2012
- ↑ [1]
- ↑ [2]
- ↑ a b Equipe (22 de novembro de 2018). «#TBT - A história da BRA: um cometa na aviação brasileira». Passageiro de Primeira. Consultado em 15 de julho de 2024
- ↑ «VRA - Voo Regular Ativo - Portal de arquivos». sas.anac.gov.br. Consultado em 16 de julho de 2024
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