Armillaria nabsnona

Armillaria nabsnona

Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Fungi
Filo: Basidiomycota
Classe: Agaricomycetes
Ordem: Agaricales
Família: Physalacriaceae
Género: Armillaria
Espécie: A. nabsnona
Nome binomial
Armillaria nabsnona
T.J.Volk & Burds. (1996)
Armillaria nabsnona
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Características micológicas
Himêmio laminado
  
Píleo é convexo
  ou plano
  
Lamela é adnata
  ou decorrente
Estipe tem um(a) anel
A cor do esporo é branco
A relação ecológica é parasita
  
Comestibilidade: comestível
  ou pode causar reações alérgicas

Armillaria nabsnona é uma espécie de fungo da família Physalacriaceae. A espécie ocorre na costa oeste da América do Norte, no Havaí e no Japão, onde cresce em madeiras duras em decomposição, particularmente de espécies de amieiro. Seus basidiomas apresentam píleos convexos a aplanados de cor laranja-acastanhada com até 7 cm de diâmetro, estipes acastanhados e lamelas esbranquiçadas a laranja-rosadas.

Taxonomia

A espécie foi descrita cientificamente em 1996 pelos micologistas americanos Tom Volk e Harold Burdsall. Embora a existência da espécie como táxon distinto fosse conhecida há vários anos, foram necessários alguns anos para coletar espécimes suficientes e determinar um tipo apropriado. A descrição original publicada baseia-se em coletas feitas em tronco caído de Acer macrophyllum no Olympic National Park, em Washington, EUA, em outubro de 1993. O epíteto específico nabsnona deriva de um acrônimo de "North American Biological Specimen" e nona (nono).[1]

Descrição

Os basidiomas apresentam píleos inicialmente convexos, que se aplanam com a idade, atingindo diâmetros entre 4 e 7 cm. A superfície do píleo é lisa e torna-se viscosa quando úmida. Exemplares jovens podem apresentar pelos curtos e escuros no centro. A cor do píleo é avermelhada a acastanhada,[2] tornando-se mais clara em direção à margem, e frequentemente exibe manchas escuras de contusão de forma irregular. A margem do píleo apresenta sulcos ou estrias devido à carne fina (com 0,5–1 mm de espessura) e às lamelas subjacentes. As lamelas têm fixação adnata a ligeiramente decorrente no estipe. São um tanto distantes, com 0,75–1 mm de largura, inicialmente brancas a creme, escurecendo para laranja-rosada na maturidade. O estipe é acastanhado, mais escuro na base,[2] medindo 8–10 cm de comprimento por 2–3 mm de espessura, com base mais larga de 4–5 mm. Possui anel e manchas esbranquiçadas de micélio cotonoso na superfície abaixo do anel. O anel desenvolve-se a partir de um véu parcial denso, branco e cotonoso, que se torna irregular com o crescimento do píleo e por vezes persiste como cortina temporária. Os rizomorfos, quando presentes, são negros, ramificados e com 1–2 mm de espessura.[1]

A esporada é branca. Os esporos são lisos, hialinos (translúcidos), inamiloides e têm forma ovoide a mais ou menos esférica; medem tipicamente 8–10 por 5,5–6,5 µm. Os basídios são clavados, tetraspóricos, com 25–35 por 5,5–6 µm, e apresentam fíbulas na base. Basídios adicionais podem surgir da fíbula basal, um padrão de ramificação que distingue esta espécie de outras Armillaria. Essa característica torna-se menos visível à medida que o himênio amadurece e os basídios vizinhos se expandem e se aglomeram.[1] O micélio do fungo é bioluminescente.[3]

Habitat e distribuição

Os cogumelos de Armillaria nabsnona crescem em grupos, mas não são agrupados na base. Encontram-se em árvores de madeira dura (especialmente Alnus) em áreas ripárias. Embora frutifique mais comumente no outono, foi registrado frutificando na primavera no Oregon. A distribuição original da espécie abrange aproximadamente a região do Noroeste do Pacífico na América do Norte, incluindo os estados americanos de Washington, Oregon, Califórnia, Idaho, Alasca e a província canadense da Colúmbia Britânica. Em 2008 foi registrada no Havaí;[4] em 2009, foi relatada na ilha de Hokkaido, no norte do Japão.[5] Pesquisadores japoneses relataram uma associação simbiótica com a orquídea Gastrodia elata [en].[6]

Espécies semelhantes

A espécie Armillaria sinapina é bastante semelhante na aparência, com escamas menores no píleo e geralmente crescendo solitária ou em pequenos grupos. A. ostoyae também é semelhante tanto a A. nabsnona quanto a A. sinapina.[2]

Ver também

Referências

  1. a b c Volk TJ, Burdsall HH, Banik MT (1996). «Armillaria nabsnona, a new species from western North America». Mycologia. 88 (3): 484–91. JSTOR 3760888. doi:10.2307/3760888 
  2. a b c Trudell, Steve; Ammirati, Joe (2009). Mushrooms of the Pacific Northwest. Col: Timber Press Field Guides. Portland, OR: Timber Press. pp. 108–109. ISBN 978-0-88192-935-5 
  3. Mihail JD. (2015). «Bioluminescence patterns among North American Armillaria species». Fungal Biology. 119 (6): 528–537. PMID 25986550. doi:10.1016/j.funbio.2015.02.004 
  4. Hanna JW, Klopfenstein NB, Kim M-S (2007). «First report of the root-rot pathogen, Armillaria nabsnona, from Hawaii». Plant Disease. 91 (5): 634. PMID 30780721. doi:10.1094/PDIS-91-5-0634BAcessível livremente 
  5. Ota Y, Sotome K, Hasegawa E (2009). «Seven Armillaria species identified from Hokkaido Island, northern Japan». Mycoscience. 50 (6): 442–47. doi:10.1007/s10267-009-0505-1Acessível livremente 
  6. Sekizaki H, Kuninaga S, Yamamoto M, Asazu SN, Sawa S, Kojoma M, Yokosawa R, Yoshida N (2008). «Identification of Armillaria nabsnona in gastrodia tubers». Biological and Pharmaceutical Bulletin. 31 (7): 1410–4. PMID 18591784. doi:10.1248/bpb.31.1410Acessível livremente