Ao Vivo - Nosso Amor ao Armagedon

Ao Vivo - Nosso Amor ao Armagedon
Álbum ao vivo de Angela Ro Ro
Lançamento1993
Gravação10 de fevereiro de 1993
Local(is)Jazzmania
(Rio de Janeiro, RJ)
Gênero(s)MPB
Idioma(s)Português, Inglês, Francês
Gravadora(s)Som Livre
DireçãoAramis Barros
Produção
Cronologia de Angela Ro Ro

Ao Vivo - Nosso Amor ao Armagedon é o primeiro álbum ao vivo da cantora brasileira Angela Ro Ro, lançado em 1993 pela gravadora Som Livre. Gravado em 10 de fevereiro daquele ano, durante apresentação no clube carioca Jazzmania, o disco marca o retorno da artista após um hiato de cinco anos sem lançamentos, reunindo inéditas, releituras e um repertório que combina boleros, standards internacionais e composições próprias.

A recepção crítica foi variada: alguns resenhistas ofereceram leituras mais breves e moderadas, avaliando o álbum como “bom” e destacando sobretudo o fato de ter sido gravado ao vivo e a diversidade do repertório. Outros críticos, porém, foram mais elogiosos, considerando o disco o melhor trabalho de Angela Ro Ro desde sua estreia e ressaltando a intensidade emocional de faixas como "Cobaias de Deus”" e "Quero Mais". O álbum recebeu ainda cinco indicações ao Prêmio Sharp de Música Brasileira em 1994.

Detalhes do álbum e lançamento

Gravado em 10 de fevereiro daquele ano, durante apresentação no clube carioca Jazzmania, o álbum combina a espontaneidade do show com a força interpretativa da artista.[1] O repertório inclui quatro músicas inéditas — as autorais "Nosso Amor ao Armagedon" e "Quero Mais", além das estreias de Angela nas canções "Vida" e "Joana Francesa", de Chico Buarque. Na edição em compact disc (CD), o projeto foi ampliado com faixas adicionais, entre elas as standards "All the Way"e "Embraceable You", bem como "Se Você Voltar" e a clássica "Senza Fine".[2]

O álbum foi lançado cinco anos após o último lançamento da cantora, sendo o seu primeiro a ser lançado pela Som Livre.[3] Entre os músicos participantes estão Ricardo MacCord (teclados), Luís Alves (baixo), Ricardo Costa (bateria) e Zé Carlos (saxofone).[3] O repertório do show apresentou músicas recentes como o bolero "Nosso Amor ao Armagedon", além de canções líricas e românticas como "Night and Day" de Cole Porter, "Embraceable You" de George Gershwin e "All the Way" de Sammy Davis Jr..[3]

Recepção crítica

Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
AllMusic 4.5 de 5 estrelas.[2]
Jornal do Brasil 2 de 4 estrelas.[4]

O crítico do Jornal da Orla considerou o álbum o seu melhor trabalho desde o seu primeiro LP, destacando a densidade emocional que marca sua trajetória.[5] Embora elogie a interpretação poderosa em faixas como "Cobaias de Deus" — parceria com Cazuza — e "Quero mais", com Ana Terra, o crítico aponta que o repertório de standards internacionais não é o ponto forte do disco, mesmo com desempenhos notáveis como "All the way", ainda que com excesso de teclados.[5] A produção de Ezequiel Neves é destacada como um acerto, por estar em sintonia com a sensibilidade da cantora.[5]

A crítica do Jornal do Brasil fez uma apreciação breve do álbum, destacando apenas sua "interessante capa" e o fato de ter sido gravado ao vivo no Jazzmania, além de mencionar o repertório que reúne releituras e uma faixa inédita de Angela Ro Ro.[4] No conjunto das avaliações, o disco foi julgado por quatro críticos, e todos lhe atribuíram duas estrelas, classificação que, segundo o próprio jornal, corresponde ao conceito de "regular".[4]

O crítico Álvaro Neder, da AllMusic, destacou que o álbum evidencia a sinceridade artística e a entrega emocional que sempre marcaram a intérprete, cuja voz rouca reforça o tom dramático de suas interpretações.[2] Neder observou ainda que o set de 16 faixas inclui escolhas sofisticadas, compondo um registro que evidencia a amplitude estética e a profundidade interpretativa de Ro Ro.[2]

A capa

No decorrer dos anos a capa do álbum apareceu em listas que o incluiam entre as piores capas de álbuns da música brasileira. Em 2013, o site Uol o incluiu na lista "As Piores Capas de Discos de Vinil dos Sebos".[6] Em 2022, a revista Veja o incluiu na lista "10 Capas de Discos Brasileiros que Desafinaram no Visual", com o colunista Felipe Branco Cruz concluindo que: "O pavoroso resultado sugere mais um álbum de terror que de amor, eclipsando sucessos como "Fogueira", "Cobaias de Deus" e "Amor, Meu Grande Amor".[7]

Prêmios e indicações

O álbum foi indicado em cinco categorias do Prêmio Sharp de Música Brasileira, realizado em 1994.[8]

Ano Categoria Resultado Ref(s)
1994 Álbum Indicado [8]
1994 Capa de Álbum Indicado [8]
1994 Cantora de Pop/Rock Indicado [9]
1994 Melhor Música: "Quero Mais" Indicado [8]
1994 Melhor Música: "Nosso Amor ao Armagedon" Indicado [8]

Lista de faixas

  • Créditos adaptados do encarte do LP Ao Vivo - Nosso Amor ao Armagedon, de 1993.[10]
# Título Composição
1 Fogueira Angela Ro Ro
2 Nosso Amor ao Armagedon Angela Ro Ro
3 Quero Mais Ana Terra / Angela Ro Ro
4 Vida Chico Buarque
5 De Todas as Maneiras Chico Buarque
6 Simples Carinho João Donato / Abel Silva
7 Querem Nos Matar Sérgio Bandeyra / Angela Ro Ro
8 Joana Francesa Chico Buarque
9 Ne Me Quitte Pas Jacques Brel
10 Cobaias de Deus Angela Ro Ro / Cazuza
11 Night And Day Cole Porter
12 Amor, Meu Grande Amor Ana Terra / Angela Ro Ro

Créditos

Créditos adaptados do encarte do LP Ao Vivo - Nosso Amor ao Armagedon, de 1993.[10]

  • Direção artística – Aramis Barros
  • Design gráfico – Marciso "Pena" Carvalho
  • Ilustração – Massao
  • Mixagem [assistente] – Ivan Carvalho, Julio Carneiro
  • Fotografia [encarte] – Dario Zalis
  • Produção – Angela Ro Ro, Ezequiel Neves
  • Gerência de projeto – Heleno de Oliveira
  • Gravação [assistente] – Marcelo Seródio
  • Gravação, mixagem – Jorge "Gordo" Guimarães

Referências

  1. Coelho, Damy (5 de dezembro de 2025). «Discoteca básica de Angela Ro Ro: 5 álbuns essenciais e suas capas icônicas». NOIZE | Música do site à revista. Consultado em 6 de dezembro de 2025. Cópia arquivada em 6 de dezembro de 2025 
  2. a b c d Neder, Alvaro. «Angela Ro Ro ao Vivo - Ângela Ro Ro | Album | AllMusic». AllMusic. RhythmOne. Consultado em 6 de dezembro de 2025. Cópia arquivada em 12 de dezembro de 2021 
  3. a b c «Rô Rô grava LP ao vivo». O Fluminense (33.556): 2 (Caderno 2). 3 de fevereiro de 1993. Consultado em 6 de dezembro de 2025 
  4. a b c «Júri B». Jornal do Brasil (28): 8 (Caderno B). 6 de maio de 1993. Consultado em 6 de dezembro de 2025 
  5. a b c Gonçalves, Adilson (11 de abril de 1993). «O novo passional disco de RoRo». Jornal do Orla (998): 1E. Consultado em 6 de dezembro de 2025 
  6. «As piores capas de discos de vinil dos sebos». Uol Música. UOL HOST. 19 de abril de 2013. Consultado em 6 de dezembro de 2025. Cópia arquivada em 6 de dezembro de 2025 
  7. Cruz, Felipe Branco (22 de julho de 2022). «10 capas de discos brasileiros que desafinaram no visual | O Som e a Fúria». Veja. Consultado em 6 de dezembro de 2025. Cópia arquivada em 12 de agosto de 2024 
  8. a b c d e «Registro». Jornal do Brasil (355): 17. 31 de março de 1994. Consultado em 6 de dezembro de 2025 
  9. Essinger, Silvio (4 de maio de 1994). «Gil recebe homenagem na festa do Prêmio Sharp». Tribuna da Imprensa (13.494): 2. Consultado em 6 de dezembro de 2025 
  10. a b (1993) Créditos do álbum Ao Vivo – Nosso Amor Ao Armagedon por Angela Ro Ro [LP]. Brasil: Som Livre (407.0135).