Ação Penal 2668

AP 2 668
Submetido 26 de março, 2025
Iniciado 11 de abril, 2025
Decidido 11 de setembro, 2025
Nome completo do casoAção Penal 2 668 (Ministério Público Federal v. Alexandre Ramagem Rodrigues, Almir Garnier Santos, Augusto Heleno Ribeiro Pereira, Jair Messias Bolsonaro, Mauro Cesar Barbosa Cid, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, Walter Souza Braga Netto)
CitaçõesAP 2668
Decisão
Após os votos da Ministra Cármen Lúcia e do Ministro Cristiano Zanin, que julgavam procedente a Ação Penal 2 668, nos termos dos votos proferidos, a Primeira Turma, por maioria, julgou procedente a Ação Penal 2 668, com a condenação dos réus Alexandre Ramagem Rodrigues, Almir Garnier Santos, Anderson Gustavo Torres, Augusto Heleno Ribeiro Pereira, Jair Messias Bolsonaro, Mauro Cesar Barbosa Cid, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira e Walter Souza Braga Netto. Vencido o Ministro Luiz Fux, que julgou procedente a ação penal apenas para os réus Mauro Cesar Barbosa Cid e Walter Souza Braga Netto, quanto ao crime de tentativa de abolição violenta do estado democrático de direito (art. 359-L, do Código Penal), bem como julgou improcedente a ação penal para os demais crimes e demais réus.
Membros da Corte
Presidente
Cristiano Zanin
Ministros
Alexandre de Moraes · Cármen Lúcia · Flávio Dino · Luiz Fux
Opiniões do caso
MaioriaMoraes
ConcorrênciaDino, Lúcia e Zanin
DissidênciaFux
Leis aplicadas
Lei das Organizações Criminosas (art. 2º, §§ 2º, 3º e 4º, II; § 1º)
Código Penal (art. 359-L; art. 359-M; art. 163, parágrafo único, I, III e IV)
Lei de Crimes Ambientais (art. 62, I)
Código de Processo Penal (art. 41; art. 312; art. 395, III)
Constituição Federal (art. 1º, caput e parágrafo único; art. 2º; art. 5º, LIV e LV)

A Ação Penal n° 2 668 (AP 2 668) é um caso criminal do Supremo Tribunal Federal relativo à tentativa de golpe de Estado de 2022 após a vitória eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva sobre Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2022. O ministro relator, Alexandre de Moraes, registrou o primeiro voto para condenar os réus por participação em organização criminosa armada, tentativa violenta de abolir o Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração do patrimônio público tombado. Três dos outros quatro ministros acompanharam o voto do relator.[1]

Antecedentes

Jair Bolsonaro e autoridades militares em dezembro de 2020

Durante e após as eleições presidenciais de 2022, uma rede de membros do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e das Forças Armadas do Brasil planejou subverter a transição governamental para o recém-eleito Luiz Inácio Lula da Silva, prender o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e o senador Rodrigo Pacheco, presidente do Senado Federal, assim como intervir em várias instituições governamentais, como o Congresso Nacional, o Tribunal Superior Eleitoral e o STF, em uma tentativa de manter Bolsonaro no poder e possivelmente consolidar seu controlar sobre o governo federal.[2][3] Os planos, evidências e indivíduos envolvidos no planejamento do golpe foram gradualmente revelados em investigações conduzidas por agências públicas e a imprensa em 2023 e 2024.[4][5] Bolsonaro negou qualquer irregularidade,[6] e disse que sofre uma "perseguição implacável".[7]

Depois dos ataques de 8 de janeiro em Brasília, mais de 1 400 pessoas foram indiciadas por suas atuações nos protestos.[8] Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal, e outros 3 assessores de Bolsonaro foram presos em 8 de fevereiro de 2024.[9][10] Em 21 de novembro de 2024, a Polícia Federal formalmente indiciou Bolsonaro e outros 36 por tentativa de abolir as instituições democráticas do Brasil, incluindo um plano para assassinar Lula, o vice-presidente-eleito Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes.[11] Em 14 de dezembro de 2024, o parceiro de chapa de Bolsonaro em 2022 e ex-ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto, foi preso.[12] Braga Netto, que é um general do Exército Brasileiro na reserva, foi considerado uma figura importante no planejamento do golpe.[12] Em 18 de fevereiro de 2025, o procurador-geral da República Paulo Gonet denunciou formalmente Bolsonaro e outros 34 por tentativa de golpe de Estado. Em 26 de março, o STF aceitou a denúncia da PGR e tornou réu Bolsonaro e outros 7 aliados no caso.[13]

Em julho de 2025, o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, começou a atacar diretamente as autoridades brasileiras, defendendo Bolsonaro como sendo vítima de uma "caça às bruxas". Como resultado, os EUA impuseram tarifas de 50% sobre exportações do Brasil, revogaram os vistos de 8 ministros do STF e aplicaram a Lei Magnitsky contra Moraes.[14][15][16]

Votos

Alexandre de Moraes

Ministro Alexandre de Moraes dando seu voto na ação penal

Em 9 de setembro de 2025, Alexandre de Moraes, como relator, iniciou o processo de votação com a leitura de seu voto por 5 horas, votando para condenar todos os réus.[17] Moraes argumentou que o planejamento do golpe iniciou-se em julho de 2021, começando quando o então presidente Jair Bolsonaro e seus aliados intencionalmente tentaram minar a urna eletrônica, abrindo caminho para declarações de fraude eleitoral e um golpe caso Bolsonaro perdesse a eleição de 2022.[17] Após perder a eleição, Moraes vê evidências de Bolsonaro tentando convencer líderes das Forças Armadas para se envolverem em um intervenção militar para impedir a posse do recém-eleito Lula, apesar de não conseguir apoio suficiente.[17] Adicionalmente, Moraes apontou o plano para assassiná-lo, ao presidente-eleito Lula e ao vice-presidente-eleito Alckmin, o qual foi abortado no último minuto.[17] Após não conseguir apoio militar, uma semana após a posse de Lula como presidente, apoiadores de Bolsonaro invadiram a sede do governo federal e outros edifícios governamentais nos ataques de 8 de janeiro, incitados pelo próprio Bolsonaro, Moraes argumentou.[17]

Em seu voto, Moraes delineou 13 ações e decisões dos réus os quais, ele argumentou, constituíram uma organização criminosa em um esforço coordenado e premeditado para reverter os resultados da eleição presidencial de 2022 e manter Bolsonaro no poder.[18] Moraes foi elogiado pelo voto, por narrar a cronologia dos eventos que antecederam os ataques de 8 de janeiro, os quais abriram caminham para ele.[19]

Flávio Dino

Ministro Flávio Dino declarando seu voto acompanhando o relator

Na tarde de 9 de setembro de 2025, o ministro Flávio Dino acompanhou o relator, argumentando que alguns réus têm um nível mais alto de culpabilidade que outros, apoiando a sentença em conformidade.[17] O ministro também rejeitou as reinvindicações de que a Corte estava agindo de maneira autoritária ou tirânica ou envolvendo-se em ativismo judicial e fez graça com a recente animosidade diplomática dos Estados Unidos com relação ao caso: "será que as pessoas acreditam que um tweet de uma autoridade de um governo estrangeiro vai mudar um julgamento no Supremo? Será que alguém imagina que um cartão de crédito ou o Mickey vão mudar o julgamento no Supremo?".[20]

Luiz Fux

Ministro Luiz Fux argumentando contra o relator

Em 10 de setembro de 2025, o ministro Luiz Fux discordou de Moraes, votando para anular a ação por várias razões.[21] A leitura do voto de Fux durou mais de 10 horas,[22] o terceiro mais longo da história do STF,[23] durante o qual ele argumentou, entre outros quesitos, que:[21][23][24][25][26]

  • o Supremo Tribunal Federal não tinha jurisdição para condenar os réus, já que eles não possuíam cargo durante o julgamento e, portanto, não era sujeitos ao foro privilegiado; sendo assim, que o STF era "absolutamente incompetente" para julgar o caso;
  • mesmo que o STF tenha jurisdição pelo caso, os réus deveriam ser julgados pelo plenário e não pela Primeira Turma;
  • a Ação Penal deveria ser anulada, pois não foi dado tempo suficiente à defesa para se preparar devido à grande quantidade de documentos submetidos como evidências;
  • uma condenação por tentativa de golpe significava punir "condutas que deliberadamente levam a nação a um regime autoritário (...) com a efetiva capacidade de ater-se ao objetivo em todos os aspectos necessários" – o que não se aplica ao caso;
  • o crime de tentativa de golpe, definida no Código Penal, não deveria ser aplicada para autogolpes;
  • Bolsonaro apenas "considerou" medidas para se manter no poder, mas "nada aconteceu", e que isso não seria suficiente para condenar o ex-presidente;
  • os réus não poderiam ser condenados por ações de terceiros nos ataques de 8 de janeiro;
  • o crime de "participação em organização criminosa armada" requer, entre outros, uma clara estrutura de organização, papeis atribuídos aos membros da organização e o objetivo de obter alguma vantagem por meios ilícitos, o que não se aplicaria a nenhum dos réus;
  • o crime de "tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito" e "tentativa de golpe de Estado" são o mesmo tipo penal e, portanto, apenas um poderia ser aplicado.

Fux votou para condenar Mauro Cid e Walter Braga Netto pelo crime de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, mas os absolveu de todos os outros crimes.[25][27] Junto dos votos de Moraes e Dino, a maioria foi formada para condenar os réus pelo crime.[25] Fux votou para absolver os outros réus, incluindo Jair Bolsonaro, e arquivar a ação contra Alexandre Ramagem.[23][25][27]

Críticas

Após o voto de Fux, o ministro foi criticado por parcialidade: em sua decisões contra os protestantes dos ataques de 8 de janeiro, Fux condenou centenas de réus sem questionar as ações penais, incluindo a suposta falta de jurisdição do STF ou requerimentos para constituir organização criminosa.[24][25][26][28] Isso levanta uma contradição aparente: o ministro aparentemente acredita que o STF tem jurisdição sobre cidadãos comuns, mas não quanto a decisões sobre líderes do movimento.[29] Além disso, desde março de 2024, o STF decidiu o entendimento que possui jurisidição sobre casos de pessoas que, durante o cometimento do crime, possuíam cargo público.[29]

Entre os argumentos para a anulação do caso, Fux citou a Operação Lava Jato, a qual condenou Lula, mas foi posteriormente anulada no STF por ter sido julgado em uma instância inferior. Entretanto, na época, Fux votou contra anular a condenação, argumentando que anular a decisão seria uma formalidade que não justificaria invalidar a sentença, como parte dos 3 ministros que foram voto vencido contra 8.[30]

Antecipando críticas, durante seu voto, Fux declarou que "mudar de entendimento é evoluir" e que "o direito não é um museu de princípios; está em constante evolução".[31]

Cármen Lúcia

Ministra Cármen Lúcia votando com o relator na ação

Em 11 de setembro de 2025, a ministra Cármen Lúcia votou com o relator.[32] Lúcia considerou que a PGR mostrou que havia uma coleção de medidas formuladas e executadas com o objetivo de trazer a radicalização às esferas social e política, visando fabricar uma crise que prepararia o caminho para um golpe.[33] Ela observou ainda que a tentativa de golpe é evidentemente o que a lei pune, já que se fosse bem-sucedido, não haveria ninguém para julgar.[33]

Cristiano Zanin

Ministro Cristiano Zanin lendo seu voto

Após o voto da ministra Cármen Lúcia, em 11 de setembro de 2025, o ministro Cristiano Zanin acompanhou o relator, votando para condenar todos os réus.[33] Zanin argumentou que havia uma estrutura organizada, hierárquica com papeis designados e visando manter Jair Bolsonaro no poder por meios ilícitos, atendendo à definição previamente definida por Fux como crime de participação em organização criminosa armada.[33]

Caso o ministro Zanin não acompanhasse o relator, a maioria dos réus (exceto Cid e Braga Netto) teriam uma condenação por 3–2, possibilitando recursos que, se aceitos, levariam as condenações ao plenário do Supremo, com todos os 11 ministros.[34]

Sentenças

Em 11 de setembro de 2025, seguidos dos votos pelas condenações, os ministros votaram pelas sentenças de cada réu. Elas são as seguintes:[35][36]

A prisão dos condenados em regime fechado (todos, exceto o colaborador Mauro Cid) não deve começar imediatamente, posto que ainda cabe recurso de suas defesas.[37]

Além disso, como Ramagem possui cargo público como deputado federal durante o julgamento e a sentença excedeu o máximo de ausências permitidas (120 dias), ele foi cassado.[35] Todos os réus foram proibidos de tomar posse em qualquer cargo público por 8 anos após o término das sentanças, de acordo com a Lei da Ficha Limpa.[38]

Alexandre Ramagem e Anderson Torres também devem ser exonerados da Polícia Federal, posto que ambos são delegados licenciados, uma vez que o Código Penal prevê a perda de cargo, função pública ou mandato eletivo em caso de condenação, em regime fechado, a um ano ou mais, por "abuso de poder ou violação de dever para com a Administração Pública".[39]

Por fim, o Superior Tribunal Militar (STM) deve julgar a perda de patente de Jair Bolsonaro, Braga Netto, Paulo Sérgio Nogueira e Almir Garnier uma vez que, de acordo com a Constituição, o oficial das Forças Armadas pode ser expulso no caso de condenação criminal superior a dois anos de prisão.[40] Se julgada procedente, os militares perdarão o direito à prisão em unidade militar e poderão ser presos em presídio comum. No caso de Bolsonaro, que é um ex-presidente, uma possibilidade é que seja preso na unidade da Polícia Federal, como aconteceu com Lula, Temer e Collor.[41] Por outro lado, a lei que tipifica as organizações criminosas, determina que a prisão de condenados por este crime seja feita em presídio de segurança máxima.[42]

Decisão da Alta Corte

Representação judiciária

Réus Acusações criminais
Abolição do Estado Democrático de Direito Golpe de Estado Organização criminosa Dano qualificado Deterioração do patrimônio tombado
Alexandre Ramagem Culpado
4–1
Culpado
4–1
Culpado
4–1
Acusações temporariamente suspensas[e]
Almir Garnier Culpado
4–1
Culpado
4–1
Culpado
4–1
Culpado
4–1
Culpado
4–1
Anderson Torres Culpado
4–1
Culpado
4–1
Culpado
4–1
Culpado
4–1
Culpado
4–1
Augusto Heleno Culpado
4–1
Culpado
4–1
Culpado
4–1
Culpado
4–1
Culpado
4–1
Jair Bolsonaro Culpado
4–1
Culpado
4–1
Culpado
4–1
Culpado
4–1
Culpado
4–1
Mauro Cid Culpado
5–0
Culpado
4–1
Culpado
4–1
Culpado
4–1
Culpado
4–1
Paulo Sérgio Nogueira Culpado
4–1
Culpado
4–1
Culpado
4–1
Culpado
4–1
Culpado
4–1
Walter Braga Netto Culpado
5–0
Culpado
4–1
Culpado
4–1
Culpado
4–1
Culpado
4–1

Reações

Líderes mundiais de direita e esquerda reagiram ao julgamento após o resultado. O presidente dos Estados Unidos Donald Trump respondeu a uma pergunta de um jornalista sobre possíveis novas sanções contra o Brasil durante uma conferência de imprensa sobre o assassinato de Charlie Kirk, não deixando claro se elas seriam aplicadas: "Eu assisti ao julgamento e eu conheço ele muito bem. Um líder estrangeiro que eu acho que foi um bom presidente do Brasil e é muito surpreendente que isso aconteça, é muito parecido com o que eles tentaram fazer comigo mas eles não conseguiram nada com isso".[43][44]

Em uma mensagem no Twitter, o secretário de Estado dos EUA Marco Rubio se referiu a Moraes como um "abusador de direitos humanos" e acusou ele de realizar "perseguições políticas", dizendo que a decisão do tribunal foi injusta.[44]

O presidente do Chile Gabriel Boric declarou que a democracia brasileira demonstrou resiliência. O presidente da Colômbia Gustavo Petro defendeu a condenação de Bolsonaro: "Cada golpista deve ser condenado. Essas são as regras da democracia".[45]

Veja também

  • Golpe de Estado no Brasil em 1964
    • ADPF 153 – Caso do STF sobre a constitucionalidade da Lei da Anistia, a qual isentou de acusação todos e quaisquer crimes políticos cometidos durante a ditadura militar

Notas

  1. 124 dias-multa de 2 salários mínimos cada
  2. a b 84 dias-multa de 1 salário mínimo cada
  3. a b c 100 dias-multa de 1 salário mínimo cada
  4. 50 dias-multa de 1 salário mínimo cada
  5. O STF determinou a suspensão parcial da ação contra Alexandre Ramagem apenas com relação aos dois crimes supostamente cometidos após sua diplomação como deputado federal. Essas acusações serão levadas a julgamento ao fim do mandato.

Referências

  1. «AP 2668: relator vota pela condenação de todos os réus do Núcleo 1». Supremo Tribunal Federal. 9 de setembro de 2025. Consultado em 12 de setembro de 2025 
  2. Manoela Alcântara (16 de maio de 2023). «PF identifica plano de militares do núcleo de Bolsonaro para golpe e prisão de Moraes». Metrópoles. Consultado em 12 de setembro de 2025 
  3. «PF flagra ex-assessor da Casa Civil e ex-militar preso tramando golpe de Estado». O Tempo. 9 de maio de 2023. Consultado em 12 de setembro de 2025 
  4. «PF: Áudios de aliados de Bolsonaro evidenciam plano de golpe e prisão de Moraes». O Tempo. 16 de maio de 2023. Consultado em 12 de setembro de 2025 
  5. Eduardo Gonçalves; Thiago Bronzatto (16 de maio de 2025). «PF diz que mensagens em celulares de aliados de Bolsonaro evidenciam plano de golpe e prisão de Moraes». O Globo. Consultado em 12 de setembro de 2025 
  6. Andrew Rosati; Simone Iglesia (8 de fevereiro de 2024). «Bolsonaro Targeted as Police Ensnares Alleged Coup Plotters». Bloomberg (em inglês). Consultado em 12 de setembro de 2025 
  7. Jack Nicas (8 de fevereiro de 2024). «Bolsonaro and Allies Planned a Coup, Brazil Police Say». The New York Times (em inglês). Consultado em 12 de setembro de 2025 
  8. Vanessa Buschschlütter (8 de fevereiro de 2024). «Brazil's ex-leader Bolsonaro surrenders passport over coup probe». BBC (em inglês). Consultado em 12 de setembro de 2025 
  9. Samantha Pearson; Luciana Magalhães (8 de fevereiro de 2024). «Brazilian Police Target Former President Bolsonaro Over Coup Accusation». The Wall Street Journal (em inglês). Consultado em 12 de setembro de 2025 
  10. Diane Jeantet; David Biller (8 de fevereiro de 2024). «Brazil police investigate ex-President Bolsonaro's top aides over alleged coup plot». Associated Press (em inglês). Consultado em 12 de setembro de 2025 
  11. Gabriela Sá Pessoa; Mauricio Savarese (22 de novembro de 2024). «Brazilian police formally accuse former President Bolsonaro and aides of alleged 2022 coup attempt». Associated Press (em inglês). Consultado em 12 de setembro de 2025 
  12. a b Rodrigo Viga Gaier; Ricardo Brito (14 de dezembro de 2024). «Brazil's ex-defense minister arrested for meddling in probe of coup». Reuters (em inglês). Consultado em 12 de setembro de 2025 
  13. Michael Rios (26 de março de 2025). «Former Brazilian President Bolsonaro to stand trial on coup charges, court rules». CNN (em inglês). Consultado em 12 de setembro de 2025 
  14. «Sanctioning Brazilian Supreme Court Justice Alexandre de Moraes for Serious Human Rights Abuse». United States Department of State (em inglês). 30 de julho de 2025. Consultado em 12 de setembro de 2025 
  15. «Fact Sheet: President Donald J. Trump Addresses Threats to the United States from the Government of Brazil». The White House (em inglês). 30 de julho de 2025. Consultado em 12 de setembro de 2025 
  16. «Addressing threats to the United States by the Government of Brazil». The White House (em inglês). 30 de julho de 2025. Consultado em 12 de setembro de 2025 
  17. a b c d e f Tom Phillips (9 de setembro de 2025). «First two Brazilian judges vote to convict Jair Bolsonaro in coup plot trial». The Guardian (em inglês). Consultado em 12 de setembro de 2025 
  18. «Moraes enumera 13 'atos executórios' para condenação de Bolsonaro». Agência Brasil. 9 de setembro de 2025. Consultado em 12 de setembro de 2025 
  19. Matheus Leitão (9 de setembro de 2025). «Por que o voto de Alexandre de Moraes entra para a história». Veja. Consultado em 12 de setembro de 2025 
  20. Leandro Prazeres; Mariana Schreiber (9 de setembro de 2025). «Bolsonaro a um voto da condenação: como votaram Moraes e Dino». BBC News Brasil. Consultado em 12 de setembro de 2025 
  21. a b Ricardo Brito; Luciana Novaes Magalhães (11 de setembro de 2025). «Brazilian judge votes do acquit Bolsonaro of coup plot, breaking with peers». Reuters (em inglês). Consultado em 12 de setembro de 2025 
  22. André Richter (10 de setembro de 2025). «Fux absolve Bolsonaro dos cinco crimes da trama golpista». Agência Brasil. Consultado em 12 de setembro de 2025 
  23. a b c «Com 13 horas, voto de Fux no julgamento de Bolsonaro entra na lista dos mais longos da história do STF». CBN. 11 de setembro de 2025. Consultado em 12 de setembro de 2025 
  24. a b Míriam Leitão (10 de setembro de 2025). «Fux não vota contra Alexandre ou Gonet, vota contra ele mesmo. É Fux versus Fux». O Globo. Consultado em 12 de setembro de 2025 
  25. a b c d e Ana Pompeu; Cézar Feitoza; José Marques (10 de setembro de 2025). «Fux vota para absolver Bolsonaro por trama golpista e abre divergência com Moraes». Folha de S. Paulo. Consultado em 12 de setembro de 2025 
  26. a b Renata Galf (10 de setembro de 2025). «Fux dá cavalo de pau em relação a voto de condenados do 8/1». Folha de S. Paulo. Consultado em 12 de setembro de 2025 
  27. a b «Ministro Luiz Fux absolve seis réus na ação sobre golpe de Estado». Supremo Tribunal Federal. 10 de setembro de 2025. Consultado em 12 de setembro de 2025 
  28. Matheus Leitão (10 de setembro de 2025). «A grande contradição de Fux». Veja. Consultado em 12 de setembro de 2025 
  29. a b Marcelo Veiga Backhausen (10 de setembro de 2025). «Fux versus Fux». Folha de S. Paulo. Consultado em 12 de setembro de 2025 
  30. Cleber Lourenço (10 de setembro de 2025). «Fux cita Lula para defender nulidade de Bolsonaro, mas 'esquece' que votou contra anulação». ICL Notícias. Consultado em 12 de setembro de 2025 
  31. Flávia Maia (11 de setembro de 2025). «Fux veste a capa garantista, agrada bolsonaristas, mas deve se manter isolado na turma». JOTA. Consultado em 12 de setembro de 2025 
  32. André Richter (11 de setembro de 2025). «Cármen Lúcia forma maioria pela condenação de Bolsonaro e aliados». Agência Brasil. Consultado em 12 de setembro de 2025 
  33. a b c d «STF condena os oito réus do Núcleo 1 da ação por tentativa de golpe de Estado». Supremo Tribunal Federal. 11 de setembro de 2025. Consultado em 12 de setembro de 2025 
  34. Renata Galf (10 de setembro de 2025). «Saiba quasi recursos Bolsonaro pode apresentar ao STF». Folha de S. Paulo. Consultado em 12 de setembro de 2025 
  35. a b Falcão, Márcio; Vivas, Fernanda; Barbiéri, Luiz Felipe; Turollo Jr, Reynaldo; Ferreira, Afonso (11 de setembro de 2025). «Trama golpista: veja as penas de prisão e as multas para cada um dos condenados». G1. Consultado em 12 de setembro de 2025 
  36. «O que é 'dias-multa' e qual o valor que Bolsonaro terá que pagar após condenação do STF». Terra. 11 de setembro de 2025. Consultado em 12 de setembro de 2025 
  37. Richter, Andre (13 de setembro de 2025). «Bolsonaro pode ser preso até dezembro se recursos forem rejeitados». Agência Brasil. Consultado em 16 de setembro de 2025 
  38. Vivas, Fernanda; Soares, Gabriella (11 de setembro de 2025). «Condenado na trama golpista, Bolsonaro só poderá disputar eleição 8 anos após cumprir pena». G1. Consultado em 12 de setembro de 2025 
  39. Ferreira Borges, Gabriel (11 de setembro de 2025). «Ramagem e Torres perdem os cargos de delegado da PF». O Tempo. Consultado em 12 de setembro de 2025 
  40. Richter, André (11 de setembro de 2025). «STM vai julgar perda de patente de Bolsonaro e militares condenados». Agência Brasil. Consultado em 12 de setembro de 2025 
  41. Sadi, Andréia (11 de setembro de 2025). «Polícia Federal tem sala separada para Bolsonaro; decisão sobre prisão será do STF». G1. Consultado em 16 de setembro de 2025 
  42. Rechmann, Aline (12 de setembro de 2025). «Onde Bolsonaro poderá cumprir pena? Cinco locais são cotados». Gazeta do Povo. Consultado em 16 de setembro de 2025 
  43. «Trump reacts to Bolsonaro conviction» [Trump reage à condenação de Bolsonaro]. CNN (em inglês). 11 de setembro de 2025. Consultado em 12 de setembro de 2025 
  44. a b Venturini, Lilian; Aguiar, Sofia; Truffi, Renan (12 de setembro de 2025). «Trump calls Bolsonaro conviction 'surprising'; U.S. warns of response» [Trump chama condenação de Bolsonaro de "surpreendente"; EUA alertam sobre resposta]. Valor Econômico (em inglês). Consultado em 12 de setembro de 2025 
  45. «Condenação de Bolsonaro gera reações de Boric e Petro». Jornal de Brasília. 11 de setembro de 2025. Consultado em 12 de setembro de 2025