Gustavo Petro
Gustavo Petro | |
|---|---|
![]() Retrato oficial, 2022 | |
| 34.° Presidente da Colômbia | |
| Período | 7 de agosto de 2022 à atualidade |
| Vice-presidente | Francia Márquez |
| Antecessor(a) | Iván Duque |
| Senador da República da Colômbia | |
| Período | 20 de julho de 2018 até 20 de julho de 2022 |
| Período | 20 de julho de 2006 até 20 de julho de 2010 |
| Prefeito de Bogotá | |
| Período | 23 de abril de 2014 até 31 de dezembro de 2015 |
| Antecessor(a) | 1°- María Mercedes Maldonado 2°- Enrique Peñalosa |
| Período | 1 de janeiro de 2012 até19 de março de 2014 |
| Sucessor(a) | 1°- Samuel Moreno 2°- Rafael Pardo |
| Congressista da Câmara dos Representantes da Colômbia | |
| Período | 20 de julho de 1998 até 20 julho 2006 |
| Distrito | Distrito da Capital |
| Período | 20 de dezembro de 1991 até 20 julho 1994 |
| Distrito | Cundinamarca |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 19 de abril de 1960 (65 anos) Ciénaga de Oro, Córdova |
| Nacionalidade | colombiano italiano[1][2] |
| Progenitores | Mãe: Clara Nubia Urrego Pai: Gustavo Petro Sierra |
| Cônjuge | Verónica Alcocer (c. 2000)[3] |
| Partido | Colômbia Humana[4] |
| Religião | catolicismo |
| Ocupação | |
| Residência | Bogotá, Colômbia |
| Website | gustavopetro |
Gustavo Francisco Petro Urrego (Ciénaga de Oro, Córdoba, 19 de abril de 1960) é um político e economista colombiano, ex-integrante da extinta guerrilha M-19 e atual presidente da Colômbia. Foi senador da República pelo período 2018-2022, fundador do movimento político Colombia Humana. Petro foi candidato à presidência da Colômbia em 2010 e 2018. Em 2020, a Corte Interamericana de Direitos Humanos emitiu uma decisão contra o Estado colombiano por ter removido e obstruído Petro do cargo de prefeito de Bogotá em 2013.
Desde muito jovem viveu em Zipaquirá, Cundinamarca e nesta cidade ocupou vários cargos públicos. Na juventude fez parte da organização guerrilheira rebelde colombiana Movimiento 19 de Abril, que se desmobilizou em 8 de março de 1990. Foi senador da República pelo Polo Democrático Alternativo (PDA), cargo a que acedeu nas eleições de 2006. Em 2009, renunciou para concorrer à Presidência da Colômbia nas eleições de 2010 em nome da mesma comunidade. Foi prefeito de Bogotá entre 2012 e 2015. Nas eleições de 2022, foi eleito presidente da Colômbia.
Primeiros anos
Petro nasceu em 19 de abril de 1960 no município de Ciénaga de Oro, no Departamento de Córdoba, filho de Gustavo Petro Sierra e Clara Nubia Urrego.[a] Petro descende predominantemente de famílias colombianas mestiças estabelecidas há muito tempo, embora seu pai seja um quarto de ascendência italiana por meio de seu bisavô paterno, Francesco Petro, que migrou do Sul da Itália em 1870,[5] e sua mãe tem metade de ascendência italiana por meio de sua avó materna, Lucia Pellegrini, natural de Conza della Campania,[6][7] o que lhe garantiu dupla nacionalidade colombiana e cidadania italiana.[8]
Petro foi criado na fé católica e afirmou ter uma visão de Deus a partir da teologia da libertação,[9] embora também tenha questionado a existência de Deus.[10] Buscando um futuro melhor, a família de Petro decidiu migrar para a mais próspera cidade do interior colombiano de Zipaquirá, ao norte de Bogotá, durante a década de 1970.[11]
Militância no M-19
Convencido de que a luta guerrilheira poderia mudar o sistema político e econômico da Colômbia, por volta dos 17 anos Petro tornou-se membro do Movimento 19 de Abril (M-19),[12] organização guerrilheira colombiana que surgiu em 1974 em oposição à coalizão da Frente Nacional após alegações de fraude nas eleições de 1970.[13] Ele usava o pseudônimo de Aureliano, um personagem do romance Cem anos de solidão.[14]
Durante seu período no M-19, Petro destacou-se como líder; foi eleito ombudsman de Zipaquirá em 1981 e vereador de 1984 a 1986.[15] Em 1985, o M-19 assassinou 13 políticos colombianos no Palácio da Justiça. O grupo também esteve envolvido em sequestros e episódios de violência em povoados de todo o país. Petro liderou a tomada de terras pelo M-19 para abrigar 400 famílias pobres deslocadas à força por grupos paramilitares e depois contribuiu para a construção do que se tornaria o bairro Bolívar 83. Em seguida, entrou na clandestinidade e aliou-se a Carlos Pizarro, um dos principais comandantes do M-19, insistindo na necessidade de uma solução política negociada para o conflito armado colombiano e na transição para uma Assembleia Constituinte.[14]
Em 1985, Petro foi preso pelo Exército por posse ilegal de armas. Foi torturado por dez dias nos estábulos da XIII Brigada,[14] e depois condenado a 18 meses de prisão.[16][11] Foi durante o encarceramento que Petro mudou sua ideologia, deixando de ver a resistência armada como estratégia viável para obter apoio público. Em 1987, o M-19 iniciou negociações de paz com o governo.[17]
Educação
Petro formou-se em 1982 em economia pela Universidad Externado de Colombia[18] e iniciou estudos de pós-graduação na Escuela Superior de Administración Pública (ESAP). Mais tarde, começou um mestrado em economia na Universidad Javeriana, mas não concluiu o curso.[19][20] Em seguida, viajou para a Bélgica e iniciou estudos de pós-graduação em Economia e Direitos Humanos na Université catholique de Louvain. Também começou estudos para um doutorado em administração pública na Universidade de Salamanca (Espanha).[21][22][23]
Carreira política
Início de carreira
Após a desmobilização do movimento M-19, ex-membros do grupo (incluindo Petro) formaram um partido político chamado Aliança Democrática M-19, que conquistou um número significativo de cadeiras na Câmara dos Representantes em 1991, representando o departamento de Cundinamarca.[24] Em julho de 1994, ele se encontrou com o tenente-coronel Hugo Chávez (recém-libertado da prisão após a Tentativa de golpe de Estado na Venezuela em fevereiro de 1992) durante um evento sobre pensamento bolivariano na Fundação Cultural Simón Rodríguez, em Bogotá, dirigida por José Cuesta, assessor parlamentar de Petro.[25][26]
Em 2002, Petro foi eleito para a Câmara dos Representantes representando Bogotá, desta vez como membro do movimento político Vía Alterna, que ele fundou com o ex-colega Antonio Navarro Wolff e outros ex-membros do M-19. Durante esse período, Petro recebeu 25 votos de 125 representantes consultados para ser escolhido o “Melhor Congressista” de 2006, contra 24 que defenderam que nenhum representante merecia tal reconhecimento, pois o período legislativo foi marcado por absenteísmo e escassez de sessões.[27]
Como integrante da Vía Alterna, Petro criou uma coalizão eleitoral com a Frente Social y Político para formar o Polo Democrático Independente, que se fundiu com a Alternativa Democrática em 2005, formando o Polo Democrático Alternativo, reunindo um grande número de figuras políticas de esquerda.
Em 2006, Petro foi eleito para o Senado, mobilizando o segundo maior comparecimento de eleitores do país. Naquele ano, ele também denunciou o escândalo da parapolítica, acusando membros e seguidores do governo de se misturarem com grupos paramilitares com o objetivo de “reivindicar” a Colômbia.[28][29]
Oposição ao governo Uribe
Ver também O senador Petro se opôs de forma veemente ao governo de Álvaro Uribe. Em 2005, quando era membro da Câmara dos Representantes, Petro denunciou a empresária de loterias Enilse López (também conhecida como “La Gata” [a gata]). Em maio de 2009, ela estava presa e sob investigação por vínculos com o grupo paramilitar (hoje dissolvido) Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC). Petro alegou que as AUC contribuíram financeiramente para a campanha presidencial de Álvaro Uribe em 2002. Uribe refutou essas afirmações, mas, durante sua campanha de reeleição presidencial em 2006, admitiu ter recebido apoio financeiro de Enilse López.[30]
Durante o segundo mandato de Álvaro Uribe como presidente, Petro incentivou o debate sobre o escândalo da parapolítica. Em fevereiro de 2007, Petro iniciou uma disputa verbal pública com o presidente Uribe ao sugerir que ele deveria ter se declarado impedido de negociar o processo de desmobilização de paramilitares na Colômbia; isso ocorreu após acusações de que o irmão de Uribe, Santiago Uribe, teria sido membro do grupo paramilitar Doze Apóstolos em meados da década de 1990. O presidente Uribe respondeu acusando Petro de ser um “terrorista em roupas civis” e convocando a oposição para um debate aberto.[31]
Em 17 de abril de 2007, Petro iniciou no Congresso um debate sobre CONVIVIR e o desenvolvimento do paramilitarismo no departamento de Antioquia. Em um discurso de duas horas, ele revelou diversos documentos que demonstravam a relação entre membros das Forças Armadas colombianas, a liderança política vigente, narcotraficantes e grupos paramilitares. Petro também criticou as ações de Álvaro Uribe como governador de Antioquia durante os anos do CONVIVIR e apresentou uma fotografia antiga do irmão de Uribe, Santiago, ao lado do narcotraficante colombiano Fabio Ochoa Vásquez.[32]
O ministro do Interior e da Justiça, Carlos Holguín Sardi, e o ministro dos Transportes, Andrés Uriel Gallego, foram chamados a defender o presidente e seu governo. Ambos questionaram o passado de Petro como membro revolucionário e o acusaram de “não condenar a guerra de pessoas violentas”. A maioria dos argumentos de Petro foi condenada como difamação. No dia seguinte ao debate, o presidente afirmou: “Eu teria sido um grande guerrilheiro porque não teria sido um guerrilheiro de lama, mas um guerrilheiro de fuzis. Eu teria sido um sucesso militar, não um protagonista falso”.[33]
O irmão do presidente Uribe, Santiago Uribe, afirmou que seu pai e os irmãos Ochoa haviam crescido juntos e atuavam juntos no negócio de cavalos Paso Fino. Em seguida, mencionou que também possuía muitas fotografias tiradas com diversas pessoas.[34]
Em 18 de abril de 2007, a Superintendência de Vigilância e Segurança divulgou um comunicado rejeitando as acusações de Petro sobre os grupos CONVIVIR. A Superintendência afirmou que muitos dos grupos mencionados foram autorizados pelos departamentos de Sucre e Córdoba, mas não pelo governo de Antioquia; acrescentou ainda que Álvaro Uribe, então governador de Antioquia, havia eliminado a responsabilidade jurídica de oito grupos CONVIVIR em 1997. Também foi mencionado que o líder paramilitar conhecido como “Julian Bolívar” ainda não havia sido identificado como tal e não estava associado a nenhum CONVIVIR no momento da autorização desses grupos.[35]
Ameaças de morte
Petro relatou com frequência ameaças contra sua vida e as de sua família, bem como perseguição por organizações de segurança estatais.[36] Em 7 de maio de 2007, o Exército colombiano capturou dois suboficiais de inteligência que estavam espionando Petro e sua família no município de Tenjo, em Cundinamarca. Esses membros inicialmente se identificaram como integrantes do Departamento Administrativo de Segurança (DAS), a agência de inteligência colombiana, mas suas alegações foram posteriormente negadas por Andrés Peñate, diretor do órgão.[37]
Campanha presidencial de 2010
Em 2008, Petro anunciou seu interesse em uma candidatura presidencial para 2010.[38] Ele se distanciou das políticas do governo e, juntamente com Lucho Garzón e Maria Emma Mejia, liderou uma facção dissidente dentro do Polo Democrático Alternativo. Após a renúncia de Garzón ao partido, Petro propôs um “grande acordo nacional para pôr fim à guerra da Colômbia”, baseado em retirar o crime organizado do poder, limpar o sistema judiciário, reforma agrária, socialismo democrático e uma política de segurança consideravelmente diferente das políticas do presidente Uribe. Em 27 de setembro de 2009, Gustavo Petro derrotou Carlos Gaviria em uma eleição interna, tornando-se o candidato do Polo Democrático Alternativo para a eleição presidencial de 2010.[39]
Na eleição presidencial realizada em 30 de maio de 2010, Petro teve desempenho melhor do que o previsto pelas pesquisas. Obteve 1.331.267 votos, 9,1% do total, terminando como o quarto candidato mais votado, atrás de Germán Vargas Lleras e à frente de Noemí Sanín.[40]
Prefeitura de Bogotá (2012–2014; 2014–2015)
Em 30 de outubro de 2011, Gustavo Petro venceu a eleição municipal em Bogotá. Tomou posse em 1.º de janeiro de 2012. Foi o primeiro ex-guerrilheiro a ocupar um cargo desse porte na Colômbia.
O programa de seu movimento Bogotá Humana era combater a pobreza e a desigualdade por meio de políticas públicas voltadas aos mais pobres, proteger o meio ambiente e enfrentar as mudanças climáticas, fortalecer a participação cidadã nas decisões e combater a corrupção estrutural, pois o prefeito anterior e seu irmão senador teriam enriquecido ao conceder contratos públicos a empresas em troca de subornos. Contudo, o programa não foi bem recebido pelas classes tradicionais no poder; mesmo antes da posse, vários meios de comunicação pediam sua renúncia.[14]
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Durante a administração Petro, avançaram medidas como a proibição do porte de armas de fogo, que levou à redução da taxa de homicídios, atingindo o menor índice das duas décadas anteriores;[41][42] a polícia realizou intervenções no setor de El Bronx da cidade, com apreensões de drogas e armas; foi criada a Secretaria da Mulher; inaugurou-se o Centro de Cidadania LGBTI; e também foram criados 49 centros de planejamento familiar e de atendimento ao aborto nos casos permitidos por lei.[43]
As políticas sociais implementadas e a melhora dos serviços públicos aceleraram a redução da pobreza; durante sua administração, quase meio milhão de pessoas saíram da pobreza e a mortalidade infantil caiu. Isso resultou da combinação de políticas públicas (fornecimento mínimo de água potável para cada família, programa preventivo de saúde em bairros pobres, jardins de infância, fortalecimento da educação pública, centros juvenis para educação artística, tarifas preferenciais de transporte para os mais pobres).[14]
Petro propôs uma política de conservação das áreas úmidas de Bogotá e o planejamento da preservação da água diante do aquecimento global. Também anunciou planos para plantar mais de 200.000 árvores.[44] Em cumprimento a uma ordem da Corte Constitucional, iniciou-se um processo de eliminação de veículos de tração animal usados por catadores de lixo, deixando muitos sem trabalho; parte deles foi substituída por veículos automotores e subsídios.[45]
Em junho de 2012, Petro proibiu as touradas na Praça de Touros Santamaría, medida que depois foi rejeitada pela Corte Constitucional.[46]
Na área de saúde pública, foram estabelecidos Centros Móveis de Atenção a Dependentes Químicos (CAMAD).[47] Com essas medidas, buscava-se reduzir a dependência de pessoas em situação de rua em relação aos fornecedores de drogas, oferecendo assistência psicológica e médica.[48]
Durante sua administração, o Distrito colocou em funcionamento duas clínicas de atenção primária no Hospital San Juan de Dios, que havia fechado em 2001. O prefeito prometeu destinar recursos para comprar o terreno do hospital e reabrir um dos prédios do complexo.[49] O projeto foi atrasado devido à suspensão da venda das propriedades pelo governo de Cundinamarca.[50] Em 11 de fevereiro de 2015, como prefeito de Bogotá, foi formalizada a cerimônia protocolar de reabertura do Complexo Hospitalar San Juan de Dios. O Distrito comprou o hospital com a intenção de reabri-lo. Durante seu último mês no cargo, antes da liquidação da Saludcoop em 1.º de dezembro de 2015, o Distrito teve dificuldades com os novos pacientes que passaram a integrar a EPS Capital Salud.[51]
Durante a administração Petro, começou a aplicação do Sistema Integrado de Transporte Público (SITP), inaugurado em meados de 2012.[52] Do mesmo modo, foram criados subsídios pagos pelo Distrito para reduzir as tarifas do TransMilenio. A partir do início de 2014, a administração passou a conceder subsídio de 40% no valor da passagem para a população afiliada ao SISBEN 1 e 2, destinando 138 bilhões de pesos. Esse subsídio não ficou disponível a todos imediatamente, pois exigia cadastro em uma base de dados.[53][54]
Petro propôs a construção de um metrô para a cidade.[55] Durante sua administração, foram contratados estudos da infraestrutura metroviária a uma empresa colombo-espanhola por 70 bilhões de pesos, concluídos com sucesso ao fim de 2014.[56] Os planos do metrô contratados pela administração Petro foram descartados por seu sucessor, Enrique Peñalosa, que optou por um sistema elevado com menor investimento de capital e maior cobertura. Críticos do novo plano afirmaram que o custo social e econômico de um sistema elevado seria maior que o do sistema subterrâneo originalmente planejado.
Revogação de mandato

Durante sua administração como prefeito, Petro enfrentou um processo de revogação de mandato iniciado por partidos de oposição e apoiado por assinaturas de mais de 600.000 cidadãos. Após a verificação legal, 357.250 assinaturas foram validadas,[57] número muito superior ao exigido pela lei para dar início ao processo.[58][59] Em 9 de dezembro de 2013, ele foi destituído do cargo e inabilitado para atividade política por 15 anos,[60] pelo procurador-geral Alejandro Ordóñez Maldonado, em virtude das sanções previstas em lei. A sanção teria sido causada por má gestão e decretos ilegais assinados durante a implementação de seu sistema de coleta de lixo.[61] Isso gerou protestos que consideraram a decisão controversa, politicamente tendenciosa e antidemocrática.[62][63]
Apesar de ter obtido uma liminar da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que suspendeu a sanção imposta pelo procurador Ordóñez, o presidente Juan Manuel Santos manteve a destituição, e Petro foi afastado do cargo em 19 de março de 2014.[64] Para sua substituição temporária, Santos nomeou como prefeito o ministro do Trabalho Rafael Pardo Rueda. Em 19 de abril de 2014, um magistrado do Tribunal Superior de Bogotá determinou que o presidente cumprisse as recomendações da Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Petro foi reintegrado como prefeito em 23 de abril de 2014 e concluiu seu mandato.[65][66]
Campanha presidencial de 2018

Em 2018, Gustavo Petro voltou a ser candidato presidencial, desta vez com o segundo melhor resultado no primeiro turno em 27 de maio, avançando ao segundo turno.[67] Sua campanha foi dirigida pelos publicitários Ángel Beccassino, Alberto Cienfuegos e Luis Fernando Pardo.[68] Cidadãos ingressaram com uma ação contra Iván Duque, adversário de direita de Petro, alegando compra de votos e fraude. A cadeia de notícias W Radio tornou pública a ação em 11 de julho, apresentada ao CNE (Consejo Nacional Electoral, Conselho Nacional Eleitoral).[69] O desfecho da ação seria definido pelo magistrado Alberto Yepes.[carece de fontes]
A plataforma de Petro enfatizou apoio à saúde universal, à criação de banco público, rejeição a propostas de expansão do fraturamento hidráulico e da mineração em favor do investimento em energia limpa, e reforma agrária.[70] Antes do segundo turno, Petro recebeu apoios do senador eleito Antanas Mockus e da senadora Claudia López Hernández, ambos da Aliança Verde.[71]
No segundo turno, Duque venceu com mais de 10 milhões de votos, enquanto Petro ficou em segundo lugar com 8 milhões. Duque tomou posse em 7 de agosto; por sua vez, Petro retornou ao Senado.[72] Ele permaneceu até a posse do novo Congresso em 2022.[73][74]
Petro recebeu ameaças de morte do grupo paramilitar Águilas Negras.[75]
Campanha presidencial de 2022

Em 2021, Petro declarou que concorreria às eleições de 2022.[76] Em setembro de 2021, anunciou que se retiraria da política caso sua campanha não tivesse sucesso, afirmando não querer ser um “candidato eterno”.[77] A plataforma de Petro incluía a promoção de energia verde em vez de combustíveis fósseis e a redução da desigualdade econômica.[78] Ele prometeu priorizar as mudanças climáticas e reduzir as emissões de gases de efeito estufa ao encerrar a exploração de combustíveis fósseis no país.[78] Também se comprometeu a elevar impostos sobre os 4.000 colombianos mais ricos e afirmou que o neoliberalismo acabaria por “destruir o país”. Petro ainda declarou que aceitaria que o presidente Iván Duque fosse julgado por brutalidade policial durante os protestos de 2021.[79] Além disso, prometeu criar o Ministério da Igualdade. Após vencer a prévia do Pacto Histórico, escolheu a ativista afro-colombiana de direitos humanos e ambiental, vencedora do Prêmio Goldman de Meio Ambiente, Francia Márquez, como candidata a vice.[80]
Entre os pontos centrais do programa, ele propôs uma reforma agrária para recuperar a produtividade de 15 milhões de hectares de terra a fim de acabar com o “narcofeudalismo” (em espanhol, “narco-latifundismo”); a paralisação de toda nova exploração de petróleo para reduzir a dependência do país da indústria extrativa e fóssil; infraestrutura de acesso à água e desenvolvimento da malha ferroviária; investimento em educação pública e pesquisa; reforma tributária e reforma do sistema de saúde amplamente privatizado.[81] Petro anunciou que seu primeiro ato como presidente seria declarar estado de emergência econômica para combater a fome generalizada. Defendeu propostas progressistas sobre direitos das mulheres e da comunidade LGBTQ.[82][83] Petro também afirmou que restabeleceria relações diplomáticas com a Venezuela.[84] Ele propôs combater o comércio de cocaína na Colômbia com o crescimento da maconha legal e se opôs à extradição de acusados de crimes relacionados a drogas para os Estados Unidos.[85]
Petro e sua vice Francia Márquez enfrentaram várias ameaças de morte de grupos paramilitares durante a campanha. Petro cancelou atos na região cafeeira da Colômbia no início de maio de 2022, após sua equipe de segurança descobrir uma suposta conspiração do grupo La Cordillera.[86] Em resposta a esse e a outros episódios, 90 autoridades eleitas e personalidades de mais de 20 países assinaram uma carta aberta expressando preocupação e condenando tentativas de violência política contra Márquez e Petro. A carta também destacou o assassinato de mais de 50 líderes sociais, sindicalistas, ambientalistas e outros representantes comunitários em 2022. Entre os signatários estavam o ex-presidente do Equador Rafael Correa, o linguista e filósofo norte-americano Noam Chomsky e o deputado francês Jean-Luc Mélenchon.[87] Durante a campanha, Petro recebeu apoio de políticos estrangeiros, como o ex-presidente uruguaio José Mujica e o ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero.[88][89]
Durante a campanha, adversários disseram que Petro planejava medidas de expropriação se fosse eleito e apontaram semelhanças com a Venezuela de Nicolás Maduro. As propostas de mudar o modelo econômico do país foram criticadas por aumentar impostos sobre proprietários de terras improdutivas e por inquietar investidores de petróleo e carvão devido à plataforma de transição para energia limpa. Críticos afirmaram que a redistribuição de riqueza poderia transformar a Colômbia em “outra Venezuela”, comparando suas ideias ao início do governo de Hugo Chávez.[90] Em resposta, ele assinou um documento público em 18 de abril, comprometendo-se a não realizar qualquer expropriação caso fosse eleito.[91] Em um debate presidencial promovido por El Tiempo em 14 de março, os candidatos responderam a uma pergunta sobre relações com a Venezuela e Nicolás Maduro. Enquanto outros participantes afirmaram que a Venezuela era uma ditadura e demonstraram relutância em restabelecer relações, Petro respondeu que, se a tese fosse que não se pode ter relações diplomáticas com ditaduras, então deveria se questionar por que o governo colombiano mantém relações com os Emirados Árabes Unidos, que também seriam uma ditadura. Ele acrescentou que relações diplomáticas são estabelecidas com nações, não com indivíduos.[92] Embora tenha elogiado Hugo Chávez por promover igualdade, Petro disse em entrevista ao jornal francês Le Monde, em maio de 2022, que Chávez cometeu um “grave erro ao vincular seu programa social às receitas do petróleo”. Também criticou o compromisso de Maduro com o petróleo. Petro argumentou que “a Venezuela de Maduro e a Colômbia de Duque são mais parecidas do que parecem”, citando a aposta em energia não renovável e a “deriva autoritária” de ambos os governos.[93] O general Eduardo Zapateiro, comandante do Exército Nacional da Colômbia, também criticou Petro durante a campanha, gerando controvérsia.[94] Depois das eleições, o meio colombiano Noticia Uno afirmou que a campanha de Petro havia sido espionada por agentes de inteligência colombianos e que informações foram repassadas à imprensa para tentar descreditá-lo.[95]
Petro recebeu o maior número de votos no primeiro turno de 29 de maio, mas não alcançou os 50% necessários para evitar o segundo turno. Ele e Márquez enfrentaram o ex-prefeito de Bucaramanga e empresário Rodolfo Hernández Suárez e sua vice Marelen Castillo no segundo turno em 19 de junho.[96][97] Pouco depois do primeiro turno, Luis Gilberto Murillo, que havia sido vice de Sergio Fajardo pela Coalizão Centro Esperança, declarou apoio a Petro para o segundo turno.[98] No segundo turno, Petro e Márquez venceram a eleição com 50,44% dos votos válidos contra Hernández.[99][100]
Presidência (2022–presente)


Petro tomou posse em 7 de agosto de 2022.[101]
Ele passou o mês e meio entre sua eleição e sua posse negociando com partidos políticos de centro e de direita para construir uma maioria no Congresso, onde a esquerda tinha minoria em ambas as casas. Segundo a Fitch, ele teve um sucesso inicial ao formar uma coalizão no Congresso.[102] Em troca de vários cargos em seu governo, obteve o apoio do Partido Liberal, a maior força na Câmara e a terceira maior no Senado, e do Partido da U. Ambos os partidos haviam pedido voto contra ele no primeiro e no segundo turnos da eleição presidencial. No fim, sua coalizão incluiu uma dúzia de grupos políticos, contou com ministros experientes e foi considerada “moderada” pela The Economist.[103] O Partido Liberal deixaria a coalizão governista de Petro em 28 de novembro de 2023, citando diferenças ideológicas significativas.[104] O conservador reformista Álvaro Leyva foi nomeado para o Ministério das Relações Exteriores, e três ex-ministros liberais foram nomeados para as pastas da Fazenda, Agricultura e Educação. A ativista de direitos humanos Leonor Zalabata foi nomeada embaixadora na Organização das Nações Unidas, tornando-se a primeira pessoa indígena a ocupar o cargo, que até então sempre fora exercido por diplomatas de carreira.[105]
Poucos dias antes de sua posse, em 26 de julho, ele passou por seu primeiro teste político com a aprovação, pelo Senado, do Acordo de Escazú, o mais importante tratado de proteção ambiental adotado na América Latina, que já havia sido rejeitado quatro vezes pelos senadores. Petro havia feito sua ratificação uma promessa de campanha.[106] No entanto, a equipe encarregada da transição do governo anterior advertiu que “a situação fiscal e o nível de endividamento são ainda mais críticos do que imaginávamos”.
A chegada de Gustavo Petro à presidência não foi bem recebida pelo comando do Exército, e vários generais se manifestaram na imprensa. O comandante-chefe do Exército, Enrique Zapateiro, renunciou ao cargo. Em 12 de agosto, Petro nomeou um novo comando militar com o objetivo de “aumentar substancialmente o respeito aos direitos humanos e às liberdades públicas”.[107]
A Colômbia e a Venezuela restabeleceram relações diplomáticas em 11 de agosto, após uma interrupção de três anos.[108][109] Petro anunciou planos para retomar as negociações de paz com as guerrilhas do Exército de Libertação Nacional (ELN), que haviam sido suspensas após o atentado com carro-bomba em Bogotá em 2019, no qual mais de 20 cadetes de uma academia de polícia foram mortos.[110] Devido à política de “paz total” de Petro, o Exército tem sido acusado de permanecer nos quartéis enquanto organizações ilegais ganham terreno.[111]
Gabinete
O gabinete do governo de Petro tomou posse em 7 de agosto de 2022, junto com a posse do presidente. Depois de assumir o cargo, Petro foi considerado por analistas como o primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia,[112][99][100][113] embora essa afirmação tenha sido contestada por Charlotte Eaton, da London School of Economics, que sustentou que esse título caberia ao presidente de dois mandatos Alfonso López Pumarejo (1934–1938 e 1942–1946), do Partido Liberal Colombiano, em vez disso.[114][115]
José Antonio Ocampo, professor da área de Concentração em Desenvolvimento Econômico e Político da Escola de Assuntos Internacionais e Públicos da Universidade Columbia e ex-subsecretário-geral para Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas, foi nomeado ministro da Fazenda.
Em 2025, Petro demitiu todo o seu governo após sua escolha anterior de nomear o operador político envolvido em escândalos Armando Benedetti como chefe de gabinete, enquanto promovia Laura Sarabia, confidente de 30 anos, a ministra das Relações Exteriores apesar de sua falta de experiência em política externa. Ambos estavam envolvidos em um escândalo de financiamento de campanha.[116]
Protestos
Uma série de protestos começou na Colômbia em 26 de setembro de 2022 contra as reformas estruturais intersetoriais do presidente Petro[117] e contra o governo. Os protestos continuaram em 20 de junho de 2023 nas principais cidades, motivados por sua agenda política, pelas supostas verbas do narcotráfico envolvidas em sua campanha presidencial de 2022 e por acusações de possíveis interceptações ilegais de civis por membros próximos de seu gabinete.[118] Surgiu um escândalo apelidado de “Nannygate”, envolvendo gravações do embaixador na Venezuela, Armando Benedetti, conversando com a chefe da Casa Civil de Petro, Laura Sarabia, sobre possível financiamento ilegal e ameaças de revelar informações comprometedoras sobre a campanha. Ambos tiveram de renunciar aos seus cargos como resultado disso. Isso reduziu seriamente a credibilidade e a aprovação de Petro, expondo possível corrupção dentro do governo atual,[119][120] fazendo sua taxa de aprovação presidencial cair para apenas 26% segundo a Bloomberg.[121]
Reforma agrária
No início de sua presidência, Gustavo Petro anunciou que queria iniciar uma reforma agrária para promover o acesso à propriedade para famílias camponesas pobres em um país onde 1% das fazendas detém 80% das terras cultiváveis. Várias dificuldades precisam ser superadas: o cadastro fundiário é amplamente deficiente (segundo uma estimativa oficial, 65% das terras não têm título formal), o Estado carece de instituições e de funcionários para fazer cumprir a lei, e há temor de que grandes proprietários de terra rearmem suas milícias paramilitares. Por fim, movimentos indígenas e camponeses aumentaram as ocupações de terras para pressionar o novo governo.[122]
Embora não preveja qualquer expropriação, o governo pretende aplicar o primeiro capítulo do acordo de paz assinado em 2016 entre o Estado e as FARC. Esse capítulo, dedicado à questão agrária, previa a distribuição de três milhões de hectares a camponeses, mas o governo de Iván Duque nunca o implementou. Por outro lado, o governo comprometeu-se a comprar três milhões de hectares de terras aráveis a preço de mercado. Um acordo nesse sentido foi firmado no início de outubro de 2022 com a poderosa Federação de Pecuaristas (Fedegan). No entanto, o acordo foi criticado pela prefeita de Bogotá, Claudia López Hernández, que afirmou que “os grileiros devem ouvir a verdade e receber indenização. Eles não merecem impunidade, muito menos bilhões”, lembrando que o relatório da Comissão da Verdade confirma a responsabilidade histórica dos pecuaristas no paramilitarismo, no deslocamento forçado e na pilhagem de terras. Além disso, alguns especialistas em questões agrárias estimaram que as compras de terras teriam alto custo para as finanças públicas: “Como o mercado não é competitivo, os pecuaristas venderão a um preço elevado”. O governo também se comprometeu a construir infraestrutura para permitir que agricultores vendam suas colheitas.
Índices de aprovação
Petro assumiu o cargo em agosto de 2022 com uma taxa de aprovação de 48%.[123] No início de 2023, mais colombianos desaprovavam o desempenho de Petro do que o aprovavam. Em março de 2023, 53% desaprovavam sua atuação. Os residentes da região oriental da Colômbia, de Bogotá e da região central eram os mais propensos a desaprovar Petro.[124]
Em junho de 2023, 33% dos colombianos aprovavam o desempenho de Petro, e 61% o desaprovavam.[125] Sua taxa de desaprovação subiu para 66% em dezembro, com apenas 26% de aprovação.[126] Em junho de 2025, sua aprovação permanecia na casa de 27%, com desaprovação de 67%.[127]
Desde que tomou posse, Petro e seus aliados se envolveram em vários escândalos.[128] Em 2025, Petro demitiu todo o seu governo após sua escolha anterior de nomear o operador político envolvido em escândalos Armando Benedetti como chefe de gabinete, enquanto promovia Laura Sarabia, confidente de 30 anos, a ministra das Relações Exteriores apesar de sua falta de experiência em política externa. Ambos estavam envolvidos em um escândalo de financiamento de campanha.[129] Vários fatores, como o aumento da criminalidade,[128] suas reformas travadas no Legislativo, a incapacidade de aprovar reformas trabalhista e de saúde,[128] bem como seu uso frequente de decretos presidenciais — sendo o primeiro presidente desde 1904 a usá-los para um orçamento em 2024 —,[128] seus desentendimentos com a Procuradoria-Geral da Nação e o ataque violento de seus apoiadores à Suprema Corte,[130] a prisão de seu filho Nicolás em um escândalo de lavagem de dinheiro envolvendo financiamento de campanha,[131][132] e o escândalo envolvendo seus ministros,[133] contribuíram para a queda do apoio público a Petro.[134]
A imagem pública de Petro também foi prejudicada por seu “comportamento errático”. Em 2025, o Financial Times observou que Petro “frequentemente chegava tarde a reuniões importantes ou faltava a elas e desaparecia da cena pública por dias”, e que tinha o hábito de fazer “longas e divagantes postagens em redes sociais nas primeiras horas da manhã”.[135] Uma dessas postagens notáveis ocorreu após uma troca pública de farpas com Donald Trump, na qual ele fez referências variadas a Sacco e Vanzetti, à sua gastrite, ao Califado de Córdova e a ver “negros e latinos lutando” em Washington, D.C.[136] Em abril de 2025, Álvaro Leyva, ex-ministro das Relações Exteriores de Petro, acusou publicamente Petro de ser dependente de drogas, dizendo que ele desapareceu por dois dias durante uma visita a Paris. Isso ocorreu após um artigo de novembro de 2023 da jornalista investigativa de esquerda María Jimena Duzán, que também sugeriu que o comportamento de Petro “tinha a ver com um problema de dependência”.[135] Petro negou tais alegações e disse que “a única dependência que tenho é de café pela manhã”.[135]
Relações com os Estados Unidos
Disputas
Em janeiro de 2025, surgiu uma disputa entre a Colômbia e os Estados Unidos depois que o presidente Petro se recusou a permitir que dois aviões militares dos EUA, previamente autorizados, que transportavam nacionais colombianos deportados, pousassem na Colômbia. Cada voo carregava aproximadamente 80 colombianos. Em resposta, o presidente Trump dos EUA inicialmente ameaçou impor tarifas de 25% sobre todas as importações colombianas, implementar proibições de viagem e revogações de visto para autoridades do governo colombiano e realizar inspeções alfandegárias e de proteção de fronteiras reforçadas para todos os nacionais colombianos e cargas oriundas da Colômbia.[137][138] Trump afirmou que dobraria as tarifas para 50% em uma semana se Petro não revertesse sua decisão.[139] O governo não levou esses planos adiante depois que a Colômbia concordou em aceitar os migrantes deportados sem restrições.[140] Diplomatas de ambos os países chegaram a um acordo que levou a Colômbia a enviar aviões de sua própria força aérea para buscar os migrantes, processo que Petro disse garantir que eles fossem tratados “com dignidade” e sem algemas.[141][142] O governo dos EUA fez concessões à Colômbia ao concordar em não algemar nem fotografar os deportados, além de enviar funcionários do Departamento de Segurança Interna, em vez de oficiais militares, como acompanhantes de voo.[143]
Mais cedo na disputa, o presidente Petro criticou o uso de militares dos EUA em voos de deportação e observou: “Somos o oposto dos nazistas”, acrescentando que nunca realizaria uma operação para devolver americanos algemados aos EUA.[144][145] Durante a troca em redes sociais, Petro declarou: “Eu não aperto a mão de escravizadores brancos” e questionou se Trump estaria tentando derrubá-lo.[146] A filha do presidente, Andrea Petro, publicou: “Para cada colombiano deportado, vamos devolver um gringo do Poblado”, aparentemente fazendo alusão ao pedido de extradição aos EUA, em 2024, de um cidadão americano.[147][148]
Ameaças dos Estados Unidos
Em 27 de setembro de 2025, os Estados Unidos revogaram o visto de Petro depois que ele discursou em uma manifestação pró-palestina em 26 de setembro de 2025, na Praça Dag Hammarskjöld em frente à Sede das Nações Unidas durante a 80.ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque. Petro instou soldados norte-americanos a “não apontarem suas armas para as pessoas. Desobedeçam às ordens de Trump. Obedeçam às ordens da humanidade”.[149][150]
Em 19 de outubro de 2025, Trump acusou Petro de ser o líder dos cartéis colombianos e chamou de fraude os subsídios ao governo colombiano para conter e interromper a produção de drogas, afirmando que seriam bloqueados permanentemente.[151] Em 24 de outubro, o Departamento do Tesouro dos EUA sancionou Petro, junto com sua esposa, filho e Armando Benedetti, ao incluí-los na Lista de Nacionais Especialmente Designados e Pessoas Bloqueadas, acusando o grupo de envolvimento no tráfico global ilícito de drogas.[152][153][154][155][156] Petro respondeu: “Eu não faço negócios como você — eu sou socialista. Eu acredito na solidariedade, no bem comum e nos recursos compartilhados da humanidade, o maior de todos: a vida, agora ameaçada pelo seu petróleo”.[157] Trump disse que, se a produção de cocaína não for interrompida em território colombiano, os Estados Unidos tomariam medidas diretas para deter a produção e o tráfico em massa, inclusive em território colombiano.[158][159]
Políticas e posições
Questões ambientais
Em um discurso amplamente reconhecido perante a Assembleia Geral das Nações Unidas em 20 de setembro de 2022, Petro fez a pergunta: “O que é mais venenoso para a humanidade, a cocaína, o carvão ou o petróleo?”. Ele disse que o “vício em poder irracional, lucro e dinheiro” está no centro da crise climática e declarou que a guerra às drogas é um fracasso, acusando o norte global de fechar os olhos para a destruição da Floresta Amazônica.[160]
De acordo com uma declaração do governo e com o Instituto de Hidrologia, Meteorologia e Estudos Ambientais (Colômbia) (IDEAM), as taxas de desmatamento na Amazônia colombiana caíram 70% nos primeiros 9 meses de 2023, passando de 59 345 hectares desmatados para 17 909 hectares,[161] em comparação com o mesmo período do ano anterior, o que pode ser atribuído às políticas de conservação do governo, como pagar moradores locais para conservarem a floresta.[162] No entanto, a ministra do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Susana Muhamad, acompanhou a divulgação com a afirmação de que: “Esses números indicam uma tendência, não são os dados oficiais. Como prometemos, queremos mostrar ao país como o desmatamento está evoluindo. É um número encorajador, mas não queremos ser triunfalistas nem comunicar que já estamos vencendo a batalha contra o desmatamento” (tradução do espanhol).[161]
Segundo o World Resources Institute, a perda de floresta primária na Colômbia foi quase reduzida à metade em 2023, em parte devido às políticas de Gustavo Petro. A gerente de recursos naturais do instituto na Colômbia, Alejandra Laina, declarou: “A história do desmatamento na Colômbia é complexa e profundamente entrelaçada com a política do país, o que torna a queda histórica de 2023 particularmente poderosa…”, acrescentando: “Não há dúvida de que a ação recente do governo e o compromisso das comunidades tiveram um impacto profundo nas florestas da Colômbia, e encorajamos os envolvidos nas atuais negociações de paz a usar esses dados como ponto de partida para acelerar novos avanços.” O instituto observou que, no total, o mundo ainda perdeu 10 campos de futebol de florestas tropicais por minuto em 2023.[163]
Relações exteriores
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Desde 2019, antes de assumir a presidência, Petro tinha uma posição ambígua sobre a Venezuela sob Hugo Chávez e Nicolás Maduro.[164] Embora não tenha denunciado as alegadas violações de direitos humanos nem chamado Maduro de ditador, diferentemente de Iván Duque, também não expressou apoio irrestrito, ao contrário de Evo Morales.[165]
Petro encontrou Chávez em 1994, na Sétima Avenida em Bogotá, após convidá-lo a ir à Colômbia para conhecer melhor a nova Constituição Política de 1991. Na Ponte de Boyacá, ambos “juraram um compromisso de integração bolivariana para a América Latina”.[166] Após a morte de Chávez em 2013, Petro afirmou que ele era um “grande líder latino-americano”, dizendo: “Você viveu nos tempos de Chávez e talvez achasse que ele era um palhaço. Você foi enganado. Você viveu nos tempos de um grande líder latino-americano”. Ele também declarou: “Mesmo que muitos não gostem, Hugo Chávez será um homem lembrado pela história da América Latina, seus críticos serão esquecidos”, e que “um amigo e uma esperança se foram”.[165]
Em 2016, Petro ironizou a crise na Venezuela, em um ano em que a escassez e a desnutrição eram generalizadas, ao publicar no Twitter uma foto de um supermercado com prateleiras cheias e escrever: “Entrei em um supermercado em Caracas e vejam o que encontrei. A RCN me enganou?”.[165] Em uma entrevista de 2018 ao Al Punto, o jornalista mexicano Jorge Ramos perguntou a Petro se ele considerava Chávez um líder político; Petro respondeu que acreditava que “ele foi eleito pelo povo”, mas que o autoritarismo na Venezuela sob Maduro estava acabando com todas as liberdades.[167]
Em 2019, Petro criticou a ideia de uma intervenção militar americana contra o regime de Maduro, afirmando que “apenas os venezuelanos devem resolver os problemas da Venezuela”, que “não é um golpe de Estado apoiado por estrangeiros que trará democracia à Venezuela” e que “o que acontece na Venezuela é uma luta frontal pelo controle do petróleo”.[164] Em 2020, Petro disse que, se a Colômbia restabelecesse as relações diplomáticas, cortadas por Maduro, e vendesse alimentos à Venezuela, a imigração venezuelana cessaria.[168]
Em resposta ao ataque de Maduro contra ele e contra o presidente do Chile Gabriel Boric e o presidente do Peru Pedro Castillo, descrevendo-os como uma “esquerda covarde” que atacava a Revolução Bolivariana em fevereiro de 2022, Petro respondeu nas redes sociais: “Sugiro a Maduro que pare com seus insultos. Covardes são os que não abraçam a democracia”, acrescentando: “Tire a Venezuela do petróleo, leve-a à democracia mais profunda; se tiver de se afastar, afaste-se”.[165]
Após os resultados do segundo turno das eleições presidenciais colombianas de 2022, Maduro parabenizou Petro pela vitória, dizendo: “Parabenizo Gustavo Petro e Francia Márquez pela vitória histórica nas eleições presidenciais na Colômbia. A vontade do povo colombiano foi ouvida, que saiu para defender o caminho da democracia e da paz. Novos tempos estão no horizonte para este país irmão”.[165]
Em entrevista de agosto de 2022 à revista colombiana Semana, Petro declarou que reconheceria apenas Nicolás Maduro como presidente venezuelano e que o presidente interino parcialmente reconhecido da Venezuela, Juan Guaidó, era um presidente “inexistente”, sem controle sobre o país.[169][170] Guaidó repreendeu a falta de reconhecimento de seu governo interino e respondeu em uma coletiva de imprensa: “Eu teria esperado que sua primeira decisão não fosse se aproximar de alguém que hoje abriga o terrorismo mundial na Venezuela”.[171]
Em 28 de setembro de 2022, o embaixador da Colômbia na Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Ernesto Vargas, declarou que condenaria violações de direitos humanos na Nicarágua quando necessário, mas que priorizaria a integração dos países da região.[172]
Em outubro de 2022, Petro afirmou que o número de migrantes retornando à Venezuela naquele momento superava o de pessoas deixando o país, argumentando que havia mais colombianos entrando na Venezuela do que venezuelanos entrando na Colômbia.[173][174]
Em maio de 2025, Petro concedeu asilo ao ex-presidente panamenho Ricardo Martinelli, que havia se refugiado na embaixada da Nicarágua na Cidade do Panamá após uma condenação por lavagem de dinheiro em 2023.[175]
Palestina
Petro condenou as ações de Israel na Faixa de Gaza durante a Guerra de Gaza e acusou Israel de cometer genocídio contra os palestinos.[176] Petro expressou indignação após os ataques aéreos de al-Mawasi em 13 de julho de 2024,[177] e foi um dos primeiros líderes mundiais a condenar o bloqueio israelense a Gaza imediatamente após os ataques de 7 de outubro.[178]
A Colômbia apoiou formalmente o caso da África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça (CIJ).[179] Em maio de 2024, a Colômbia suspendeu as relações diplomáticas com Israel.[180] Posteriormente, a Colômbia anunciou a abertura de uma missão diplomática em Ramallah, chefiada por um embaixador na Palestina.[181] Em julho de 2025, foi noticiado que a Colômbia promoveu um acordo com outros países para deixar de comprar armas de empresas israelenses.[182]
A posição de Petro se intensificou de forma relevante em setembro de 2025 durante a Assembleia Geral da ONU. Em seu discurso, declarou que a diplomacia havia falhado e pediu a formação de um “exército poderoso” de países que “não aceitam genocídio” para “libertar a Palestina”.[183] Ele argumentou que “palavras já não bastam” e invocou o espírito de “liberdade ou morte” de Simón Bolívar.[184] Alguns dias depois, em um ato pró-Palestina em Nova Iorque, ele repetiu o apelo e instou soldados dos EUA a “desobedecerem às ordens de Trump”.[185] Em resposta, o Departamento de Estado dos Estados Unidos revogou seu visto, chamando suas ações de “imprudentes e incendiárias”.[186] Petro condenou a decisão, dizendo que ela “quebra todas as normas de imunidade” para participantes da ONU.[187]
Questões sociais
Promovendo posições e políticas progressistas sobre temas LGBTQ, ele abriu o Centro de Cidadania LGBTI quando foi prefeito de Bogotá.[188][189] A abertura da Subdiretoria de Assuntos LGBT tinha como objetivo restaurar direitos e erradicar a discriminação.[188] Diversas pessoas LGBTQ ocuparam cargos administrativos.[188]
Ele apoiou avanços na eliminação de obstáculos e estigmas para reconhecer a união de casais do mesmo sexo e seus direitos à adoção e à seguridade social. Além disso, afirmou que apoiará e acompanhará, com suporte médico e psicossocial, a transição de gênero, com protocolos explícitos e participação da população trans, e promoverá um programa nacional de cidades seguras, livres de violência e discriminação contra mulheres e pessoas com orientações sexuais e identidades de gênero diversas.[190]
No passado, ele recebeu críticas de Francia Márquez, que mais tarde foi a candidata a vice-presidente do Pacto Histórico. Ela denunciou que Petro traiu o acordo de incluir lideranças femininas e afro em suas listas ao Congresso. Em resposta, e após a polêmica, Petro pediu que os homens registrados para o Senado cedessem uma vaga, saindo de onze para abrir espaço e cumprir o que ela havia dito.[191] Comunidades afro-colombianas foram destacadas pela vitória de Gustavo Petro nas eleições presidenciais de 2022, quando ele venceu de forma ampla as regiões do Pacífico e do Caribe,[192] ambas com as maiores demografias afro-colombianas.[193]
Petro é apoiador do movimento feminista,[194] e seu programa de governo incluiu propostas como a criação do Ministério da Igualdade e um capítulo dedicado às mulheres.[191] No entanto, algumas de suas propostas dentro do movimento foram controversas.
A posição de Petro sobre o aborto tem sido ambígua. Durante 2020 e 2021, ele apoiou a ideia de “aborto zero”, mas, em entrevista, afirmou que “toda sociedade deve evitar, com educação sexual e medidas tecnológicas, que o aborto exista; eu chamo isso de aborto zero. O aborto não é positivo nem deve ser incentivado, mas isso não implica criminalizar as mulheres dessa forma; se você criminaliza as mulheres, não está alcançando uma sociedade de aborto zero”.[195] Vários apoiadores do movimento manifestaram discordância com as falas de Petro, enquanto alguns analistas, professores e políticos contrariaram a proposta, dizendo que uma sociedade de aborto zero é “ficção científica”,[196] e que suas declarações buscavam captar votos do movimento antiaborto. Em outubro de 2021, Márquez disse que Petro deveria “aprender mais sobre feminismo”.[191] Para amenizar as críticas feitas por feministas à época, Petro publicou a foto do presente de Natal que sua filha Sofía lhe deu: um livro intitulado “Feminismo para iniciantes”.[191][197]
Em 22 de fevereiro de 2022, um dia depois de a Corte Constitucional colombiana descriminalizar o aborto, Petro escreveu no Twitter: “Parabenizo as mulheres que travaram a luta contra a criminalização do aborto, que as criminalizava e as matava. A vitória é delas. O empoderamento das mulheres que nasce daqui, a educação sexual e as liberdades são o melhor caminho para proteger a vida”,[195][198] e, apesar de duas semanas após a decisão judicial voltar a mencionar o tema de “aborto zero”, não retomou o assunto e ele não aparece em seu programa de governo.[191]
Em junho de 2022, Petro participou do Debate Feminista, espaço convocado por mais de 30 organizações sociais de mulheres, feministas e da população LGBTIQ+, para apresentar propostas aos candidatos presidenciais.[191] Petro usou um lenço verde durante todo o evento. Ele prometeu que cumprirá a decisão constitucional que descriminalizou a interrupção da gravidez até a 24.ª semana.[194] Também afirmou: “Quando uma mulher toma essa decisão livre, não é crime (...) o aborto é uma decisão livre da mulher e, portanto, não deve haver sanção social”.[194]
Quanto ao conflito fundiário que afetava povos indígenas no país, ele convidou o movimento indígena, o setor agroindustrial da cana-de-açúcar (Asocaña) e movimentos sociais do norte do Cauca a iniciar “o primeiro diálogo regional da Colômbia pela Paz”, buscando uma “solução para o conflito sobre a terra”.[199]
Em agosto de 2022, Petro propôs descriminalizar a produção de cocaína e maconha, declarando: “É hora de uma nova convenção internacional que aceite que a guerra às drogas fracassou.”[200]
Em janeiro de 2023, Petro indicou que queria encaminhar a Colômbia para um sistema de saúde preventiva em que as doenças sejam evitadas tanto quanto possível. Nesse modelo, o Estado empregaria médicos para atender pessoas que vivem em regiões remotas e agricultores pobres. Petro também disse que entregaria um bônus mensal de cerca de US$ 110 a quase três milhões de beneficiários da pensão estatal por idade.[201]
Política econômica
Em discurso de 1.º de maio, Gustavo Petro propôs que bancos privados fossem obrigados a investir em projetos definidos pelo governo, como agricultura e turismo.[202]
Controvérsias
Destituição como prefeito de Bogotá

Em 8 de dezembro de 2013, ele foi destituído do cargo de prefeito de Bogotá e inabilitado para exercer cargos públicos por quinze anos, decisão tomada pelo então procurador-geral Alejandro Ordóñez.[203]
A Procuradoria-Geral determinou que o prefeito havia falhado na implementação de um novo modelo de coleta de lixo. A mudança teria sido desnecessária, organizada de forma improvisada e criada sem autorização legal.
O prefeito deixou o cargo em 20 de março de 2014 e foi sucedido pelo governo interino de Rafael Pardo, que permaneceu até 21 de abril de 2014, quando María Mercedes Maldonado foi nomeada a partir de uma lista tríplice enviada ao presidente Santos pelo grupo político de Petro. Ela ficou no posto por dois dias, até que uma decisão judicial ordenou a Santos que reconduzisse Petro ao cargo em 23 de abril de 2014.[204]

O modelo de Petro baseava-se em devolver ao setor público a responsabilidade pela coleta de lixo, em detrimento dos operadores privados. A decisão foi controversa porque, por vários dias, o lixo se acumulou em espaços públicos e, segundo a Procuradoria-Geral, violou o princípio da livre concorrência ao deixar o serviço nas mãos de entidades distritais.
Segundo Ordóñez, Petro sabia que suas decisões eram irregulares e assumiu o risco de implementar aquele modelo. O ex-prefeito argumentou que a destituição foi um golpe de Estado realizado pela Procuradoria-Geral e convocou os cidadãos a se mobilizarem na capital em protesto.[205]
A decisão foi criticada por diversos políticos que a consideraram excessiva, enquanto outros a viram como legítima e defenderam o procurador-geral. Por fim, o Tribunal Superior de Bogotá decidiu a favor de uma tutela apresentada por Petro, sustentando que a destituição só poderia ser aplicada por meio de um processo de revogação de mandato baseado na coleta de assinaturas. Em 23 de abril de 2014, o presidente Juan Manuel Santos anunciou a recondução de Petro ao cargo de prefeito de Bogotá. Petro concluiu seu mandato normalmente em 31 de dezembro de 2015.[206]
Perseguição e ameaças contra sua vida
Gustavo Petro relatou repetidamente ameaças contra sua vida e a de seus familiares, bem como perseguição por agências estatais de segurança, que, segundo ele, teriam sido motivadas por denúncias feitas por ele no Congresso.[207] Em 7 de maio de 2007, o Exército Colombiano confirmou a prisão de dois suboficiais de inteligência que haviam sido vistos dias antes nas proximidades da casa da família Petro, em Tenjo, Cundinamarca, e que foram capturados pela polícia local.[208]
Em outubro de 2008, Petro alegou, com provas documentais,[209][210] que funcionários do Departamento Administrativo de Segurança (DAS) haviam ordenado vigilância ilegal de membros do Polo Democrático, incluindo ele próprio, por se oporem ao governo de Álvaro Uribe. Como resultado, María del Pilar Hurtado renunciou e mais tarde foi julgada, condenada e extraditada para a Colômbia após fugir para o Panamá.[211]
Ele recebeu ameaças de morte do grupo paramilitar Águilas Negras em 2020.[212]
Exatidão de seu currículo acadêmico
Em abril de 2016, uma investigação do El Espectador concluiu que três títulos acadêmicos listados por Gustavo Petro eram falsos, pois ele não havia obtido uma especialização em Administração Pública, um mestrado em Economia nem um doutorado (PhD) em Novas Tendências em Gestão Empresarial, como constava em seu currículo.[213] Petro confirmou a investigação em uma coluna publicada no mesmo veículo, respondendo ao artigo sobre os títulos falsos,[214] embora tenha explicado que, quanto à especialização, concluiu as disciplinas, mas não finalizou a tese nem escolheu outra opção de graduação, dizendo que “simplesmente queria estudar a especialização.”[188] Sobre o mestrado, afirmou também ter concluído as disciplinas, mas não recebeu o título por não ter conseguido chegar a um acordo com a Pontifícia Universidade Javeriana sobre sua dissertação e, portanto, não a finalizou.[188] A respeito do suposto doutorado, declarou que completou apenas o ciclo teórico, sem desenvolver pesquisa, e que cursou os semestres ministrados na Colômbia, sem viajar à Espanha, onde ocorreriam os semestres finais.[188] A defesa de Petro argumentou que, embora seu currículo tivesse inconsistências semelhantes às de Enrique Peñalosa, ele de fato iniciou estudos em nível de doutorado, ainda que não os tenha concluído, de modo que os casos não seriam comparáveis.[188]
O tema ganhou notoriedade depois que circulou um vídeo no qual Petro disse possuir um doutorado durante uma entrevista com Yamid Amat. Petro afirmou depois que isso foi um lapso ao se defender de perguntas sobre sua experiência administrativa e reiterou que, embora não tivesse o título de doutor, havia completado o ciclo teórico (os primeiros semestres) de um doutorado.[188]
Religião
Em 2018, em uma reunião política em Magangué sobre temas não relacionados à religião (o deslocamento forçado de camponeses por grupos paramilitares), Petro disse: “No fim, se Deus existe, e tomara que exista, isso não tem perdão.”[215] Isso levou um portal de internet a acusá-lo de ser ateu. Verificadores de fatos classificaram tais acusações como falsas.[216] Questionado sobre suas crenças, Petro disse ter formação católica porque a escola onde estudou era dirigida por padres lassalistas, onde conheceu a teologia da libertação, que descreveu como “uma opção preferencial pelos pobres, a partir de uma visão muito cristã.” Também declarou que, apesar de sua formação católica, não frequenta missas e não é uma “pessoa de oração”, pois, para ele, isso é aparência, e o que importa é o “compromisso.”[217]
Gravação na qual recebe maços de cédulas
Em 27 de novembro de 2018, durante um debate de controle político sobre o escândalo Odebrecht, convocado por Petro e outros membros da oposição, no qual o então procurador-geral Néstor Humberto Martínez foi chamado a responder sobre supostas ligações com a multinacional brasileira,[218] a senadora Paloma Valencia divulgou um vídeo mostrando Petro recebendo vinte milhões de pesos (cerca de US$ 5.000), em notas de pequeno valor, de Juan Carlos Montes, ex-funcionário da prefeitura de Bogotá durante a administração Petro. Segundo Petro, o vídeo foi gravado em 2005 e teria sido obtido ilegalmente na casa de Montes; ele acusou Martínez de ter participado da operação.[219] Petro afirmou que o dinheiro veio do arquiteto Simón Vélez, de quem teria solicitado um empréstimo. Ele também criticou o fato de o vídeo ter sido exibido inicialmente sem áudio e de sua origem ser muito anterior ao que Valencia alegava.[220]
Em entrevista à Caracol Radio, Vélez disse que jamais emprestou dinheiro em nome da campanha presidencial de Petro em 2010, mas esclareceu que ajudou buscando doadores para as campanhas de Petro.[221]
Em fevereiro de 2021, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) encerrou a investigação antes conduzida pela Procuradoria e pela Suprema Corte da Colômbia, afirmando que as supostas irregularidades estavam prescritas, pois a lei só permite investigar fatos dos últimos três anos. Os magistrados também disseram não haver motivos para duvidar da declaração de Montes sobre o momento dos fatos. Na audiência, Montes afirmou que os cerca de vinte milhões de pesos eram resultado de pequenas doações, incluindo contribuições de até cinco mil pesos, arrecadadas para a campanha de Petro ao Senado em 2006. Montes também declarou que não se tratava de uma gravação oculta.[222][223] Petro argumentou que o vídeo foi apresentado naquele debate para desviar a atenção do papel de Martínez no escândalo Odebrecht.[224]
Vacinação
Em 30 de julho de 2021, Gustavo Petro afirmou no Twitter que as vacinas não funcionavam contra a variante Delta “segundo as primeiras investigações”, acrescentando: “Ela se espalha mais rápido. Já está na Colômbia. O debate sobre saúde deve ser retomado.” A mensagem gerou controvérsia nas redes sociais. O ministro da Saúde e Proteção Social, Fernando Ruiz Gómez, o ex-prefeito de Medellín Federico Gutiérrez e a congressista Catalina Ortiz Lalinde reagiram.[225] O Twitter rotulou o tuíte de Petro como enganoso.[226] Petro explicou em outro tuíte que quem havia dito que as vacinas não funcionavam para aquela variante, segundo estudos iniciais, foi o epidemiologista norte-americano Dr. Fauci.[227] No dia seguinte, ele se retratou, dizendo que seu tuíte anterior poderia “enganar um leitor desavisado”, e esclareceu que as vacinas “funcionam para prevenir morte e hospitalização”, pedindo que as pessoas se vacinassem. Mais tarde, alegou que o tuíte lhe custou entre 100 mil e 200 mil votos na eleição presidencial de 2022. Em 3 de agosto, recebeu a segunda dose da Pfizer e voltou a incentivar os colombianos a se vacinarem, dizendo: “Segunda dose. Vacinem-se já. A Delta já chegou ao país.”[225]
Local de nascimento
Durante a campanha presidencial de 2022, surgiram dúvidas sobre seu verdadeiro local de nascimento. Petro e sua família afirmam que ele nasceu em Ciénaga de Oro,[228] no departamento de Córdoba. Entretanto, opositores ligados ao uribismo e o ex-candidato Jorge Enrique Robledo[229] divulgaram um vídeo em que Petro declarou, em audiência judicial, ter nascido em Zipaquirá, Cundinamarca, e depois publicaram cópias de documentos privados de identidade indicando Zipaquirá como seu local de nascimento.[230][231] Petro disse a diversos meios de comunicação que, de fato, nasceu em Ciénaga de Oro — cidade natal de seu pai —, mas que sua família se mudou para Bogotá quando ele tinha apenas alguns meses de vida, e que ali foi criado até os dez anos. Segundo ele, a família depois se mudou para Zipaquirá, onde sua mãe o registrou porque o registro de batismo estava em Ciénaga de Oro e a distância dificultava a viagem, que na época exigia cerca de 50 horas de ônibus.[232] [a]
Decretazo
Em junho de 2025, Gustavo Petro editou um decreto que convocava uma consulta popular apesar de o Congresso ter emitido parecer prévio negativo. Isso desencadeou várias ações de anulação no Conselho de Estado. Petro revogou o decreto dias depois, mas foram abertas investigações disciplinares contra seus ministros por tê-lo assinado, e o tema continua sendo discutido em algumas publicações.[233][234][235]
Crise diplomática com os Estados Unidos
Declarações em Nova Iorque
Em um evento público em Nova Iorque, em setembro de 2025, o presidente Gustavo Petro propôs criar uma força voluntária de colombianos para lutar em Gaza.[236] O anúncio foi criticado por setores que lembraram que ele já havia rejeitado a participação de colombianos como “mercenários” nas guerras na Ucrânia e na Guerra no Sudão,[237] o que foi visto como uma contradição em sua posição sobre conflitos internacionais.
No mesmo dia, em um discurso na Times Square, Petro pediu que militares dos Estados Unidos “não obedecessem a certas ordens” do presidente Donald Trump. Em resposta, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou a revogação do visto de Petro, chamando suas declarações de “irresponsáveis e incendiárias”.[238]
Inclusão na Lista Clinton

Em 24 de outubro de 2025, o governo Trump incluiu Petro na Lista Clinton de pessoas acusadas de vínculos com o tráfico de drogas, tornando-o o primeiro presidente colombiano a entrar na lista.[239] A decisão foi anunciada na conta do X do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos:
The Treasury sanctions Colombia’s President, Gustavo Petro, for his role in global illicit drug trafficking. Under President Petro, cocaine production in Colombia has surged to record levels. Petro has given benefits to narco-terrorist organizations. Under President Trump’s leadership, we will not tolerate Colombia trafficking drugs into our nation and poisoning Americans.
— [240]
Petro rejeitou a decisão, chamando-a de “arbitrária”, e afirmou que seu governo apreendeu mais cocaína do que administrações anteriores.[241]
Horas depois, a Associação Bancária Colombiana (Asobancaria) confirmou que as entidades financeiras do país cumpririam estritamente as normas e protocolos internacionais exigidos pelo Office of Foreign Assets Control (OFAC), órgão que administra a lista.[242]
Reconhecimentos
Em 2018 foi premiado como professor honorário da Universidade Nacional de Lanús, na Argentina, por sua defesa dos Direitos Humanos e da paz.
Notas e referências
Notas
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Referências
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| Precedido por Iván Duque Márquez |
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