Rainha da Sucata
| Rainha da Sucata | |
|---|---|
![]() | |
| Informações gerais | |
| Formato | Telenovela |
| Gêneros | |
| Criação | Silvio de Abreu |
| Roteiristas | Alcides Nogueira José Antônio de Souza |
| Direção | Jorge Fernando |
| Elenco | Lista
|
| Tema de abertura | "Me Chama Que Eu Vou", Sidney Magal |
| Compositores |
|
| País de origem | Brasil |
| Idioma original | português |
| Episódios | 179 |
| Produção | |
| Produtor executivo | Roberto Talma |
| Localização | São Paulo |
| Editor | |
| Duração | 50 minutos |
| Distribuição | TV Globo |
| Formato | |
| Formato de imagem | 480i (SDTV) |
| Exibição original | |
| Emissora | TV Globo |
| Transmissão | 2 de abril – 26 de outubro de 1990 |
Rainha da Sucata é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela TV Globo de 2 de abril até 26 de outubro de 1990, em 179 capítulos.[1] Substituiu Tieta e foi substituída por Meu Bem, Meu Mal, sendo a 42ª "novela das oito" a ser transmitida pela emissora.
Criada e escrita por Silvio de Abreu, com colaboração de Alcides Nogueira e José Antônio de Souza. Conta com a direção de Fábio Sabag, Mário Márcio Bandarra e Jodele Larcher, sob a direção geral e de núcleo de Jorge Fernando.[2]
Contou com as atuações de Regina Duarte, Glória Menezes, Tony Ramos, Antônio Fagundes, Renata Sorrah, Daniel Filho, Aracy Balabanian e Claudia Raia.[1]
Enredo
Ambientada em São Paulo, a trama retrata o universo dos novos-ricos e da decadente elite paulistana, contrapondo duas personagens femininas distintas: a emergente Maria do Carmo Pereira e a socialite falida Laurinha Figueroa.
Empresária, Maria do Carmo enriquecera com os negócios de ferro-velho do pai, o português Onofre, comprando um prédio na Avenida Paulista, no qual fundou uma concessionária, a Do Carmo Veículos, além de uma casa de shows, a lambateria Sucata. Mesmo bem sucedida, Maria do Carmo não perdeu os hábitos simples, permanecendo no bairro de Santana, na zona norte, com o pai e a mãe, Neiva. Mulher batalhadora e decidida, mas grosseira e exagerada no modo de agir, Maria do Carmo almeja conquistar a high society paulistana, percorrendo um árduo caminho para isso.
O caminho de Maria do Carmo volta a cruzar com o de sua paixão juvenil, Edu, playboy que a humilhara na época do colegial e que hoje vive uma situação de falência ao lado de sua tradicional família, os Albuquerque Figueroa. Vendo nisso uma oportunidade para se vingar de Edu e adentrar na alta sociedade, Maria do Carmo propõe um acordo: um casamento de conveniência, afinal eles possuem o sobrenome e ela o dinheiro. Após o casamento, Maria do Carmo vai morar na mansão dos Figueroa, no bairro dos Jardins, mas precisará enfrentar a indiferença do marido, que não a ama verdadeiramente, além da oposição de Laurinha, madrasta de Edu. Sofisticada e ardilosa, a megera se nega a aceitar a situação financeira da família e despreza Maria do Carmo, suportando-a apenas por conta de seu dinheiro e chamado-a pejorativamente de "sucateira". Casada com o ex-milionário Betinho, muito mais velho que ela, Laurinha nutre uma paixão secreta por Edu, fazendo de tudo para prejudicar a união do casal e arruinar a nova vida de Maria do Carmo.
Além das maldades de Laurinha, Maria do Carmo ainda precisará enfrentar as armações de seu sócio, Renato Maia, que administra seus empreendimentos. Dissimulado e amoral, Renato é um psicopata charmoso que deseja se apoderar de todos os negócios e da fortuna de Maria do Carmo. Após a morte de Onofre, um caso entre ele e a vizinha Salomé vem à tona, revelando a paternidade de Caio e Mariana Szimanski, amigos de infância de Maria do Carmo. De olho em sua parte na herança, Renato seduz Mariana, uma tímida e romântica bibliotecária, com quem acaba se casando. Ela, não percebendo as verdadeiras intenções e caráter do marido, passa a sofrer com o gaslighting cometido por Renato.
Já Caio é um tímido, ingênuo e atrapalhado professor de paleontologia que sofre de gagueira e vive um romance tumultuado com sua vizinha Nicinha, moça falsa e fogosa, que se faz passar por religiosa. No entanto, ele acaba se apaixonando pela dançarina Adriana Ross, filha de Laurinha; ansiosa e desengonçada, a "bailarina das coxa grossa" vive sendo humilhada pela mãe, enquanto almeja uma carreira de sucesso nos palcos, envolvendo-se em uma série de confusões e passando a disputar o amor do professor com Nicinha.
Maria do Carmo ainda precisará enfrentar a oposição de sua vizinha Dona Armênia, viúva fofoqueira, rabugenta e de origem homônima, que trata "suas três filhinhas" Gerson, Gera e Gino, como crianças. Legítima dona do terreno onde está situado a Sucata, Dona Armênia passa a querer implodir o prédio e colocá-lo "na chon" das mais variadas maneiras, após Maria do Carmo terminar seu noivado de anos com Gerson. Mesmo ainda apaixonado por ela, ele começa a disputar o coração da curiosa francesinha Ingrid, sobrinha de Betinho, ao lado de seus irmãos, formando um quadrado amoroso.
Na mansão dos Figueroa ainda vive o misterioso Jonas, mordomo que passa a trabalhar de graça para a família e anota cada passo dos patrões, investigando-os secretamente, além de esconder a sete chaves um caso do passado com Isabelle, mãe de Ingrid e irmã de Betinho, e tentar proteger Mariana, por quem se apaixona, das maldades de Renato. A jovem jornalista Paula é outra interessada na vida dos Figueroa, acabando por se apaixonar por Edu, sem nem desconfiar que é filha biológica de Jonas. Já a estudante Alaíde trabalha como arrumadeira na mansão para ajudar a mãe, a empregada Lena, a quem deseja dar um futuro melhor. Apesar de detestar Laurinha, ela acaba se apaixonando pelo filho dela, o mulherengo e inconsequente Rafael; paixão essa prejudicada após Lena revelar que ela é filha de Betinho, sem nem desconfiar que Rafael e Adriana são frutos de uma traição do passado de Laurinha.
Elenco
| Intérprete | Personagem[1] |
|---|---|
| Regina Duarte | Maria do Carmo Pereira |
| Glória Menezes | Laura Magalhães de Almeida Albuquerque Figueroa (Laurinha) |
| Tony Ramos | Eduardo Albuquerque Figueroa (Edu) |
| Daniel Filho | Renato Maia |
| Renata Sorrah | Mariana Szimanski |
| Raul Cortez | Jonas Qüeiroz Scott |
| Antônio Fagundes | Caio Szimanski |
| Aracy Balabanian | Dona Armênia Giovanni |
| Paulo Gracindo | Alberto Albuquerque Figueroa (Betinho) |
| Cláudia Raia | Adriana Albuquerque Figueroa / Adriana Ross |
| Patricia Pillar | Alaíde Ribeiro / Beatriz Vasconcelos (Bia) |
| Maurício Mattar | Rafael Albuquerque Figueroa |
| Cláudia Ohana | Paula Ramos |
| Cleyde Yáconis | Isabel Albuquerque Figueroa de Bresson (Isabelle) |
| Nicette Bruno | Neiva Matias Pereira |
| Gianfrancesco Guarnieri | Irineu Saldanha (Saldanha) / Credolfo Saldanha |
| Lolita Rodrigues | Maria Helena Ribeiro (Lena) |
| Marisa Orth | Eunice Moreira (Nicinha) |
| Andréa Beltrão | Ingrid Albuquerque Figueroa de Bresson |
| Gerson Brenner | Gerson Giovanni |
| Marcello Novaes | Geraldo Giovanni (Gera) |
| Jandir Ferrari | Gino Giovanni |
| Flávio Migliaccio | Oswaldo Moreira (Seu Moreiras) |
| Mônica Torres | Margarida Viana (Guida) |
| Paulo Reis | Gustavo Mota Mello (Guga) |
| José Augusto Branco | Dr. Ademar Rodrigues |
| Ivan Cândido | Franklin |
| Aldine Müller | Ângela |
| André Di Mauro | Manuel Muniz de Souza (Maneco) |
| Dill Costa | Vilmar Castro |
| Moacyr Deriquém | Dr. Marcelo Ramos |
Participações especiais
| Intérprete | Personagem[1] |
|---|---|
| Lima Duarte | Onofre Pereira |
| Fernanda Montenegro | Salomé Szimanski |
| Maria Helena Dias | Samira Zaída |
| Paulo Guarnieri | Sérgio Saldanha |
| Laura Cardoso | Yolanda Maia |
| Milton Moraes | Vicente Pinheiro |
| Reginaldo Faria | Edson Paes de Mello |
| Neuza Amaral | Dalva Teresa de Jesus |
| Jorge Dória | Alberico Cassinelli |
| Ilka Soares | Júlia Cassinelli |
| Cláudio Cavalcanti | Delegado Rodrigo Lambertini |
| Serafim Gonzalez | Gianlucca Muniz de Souza |
| Henri Pagnoncelli | Dr. Carlos Calu Aranha (Aranha) |
| Cláudio Correia e Castro | Dr. Rogério Marques |
| Jorge Cherques | Cyro Laurenza |
| Carlos Kroeber | Giácomo Di Lampedusa |
| Rodrigo Santiago | Pedro de Oliveira |
| Mário Gomes | Clóvis Castro |
| Ruth de Souza | Juíza Elizabeth Andrade |
| Mário Lago | Dr. Almeida |
| Carlos Zara | Olegário |
| Rosita Thomaz Lopes | Estela |
| Felipe Wagner | Detetive Lourival Fretas / Fontes |
| Ênio Santos | Delegado Jota |
| Gracindo Júnior | Delegado Rodolfo Mendes |
| Hilda Rebello | Dona Jorgina |
| Sylvia Bandeira | Heloísa |
| Edgard Amorim | Fernando |
| Humberto Martins | Osvaldinho |
| Inês Galvão | Marisa (Manon) |
| Ivan Mesquita | Carlos Gouveia |
| Claude Haguenauer | Julien Sorel |
| Suely Franco | Clotilde Matias |
| Beatriz Lyra | Olga Matias |
| Neusa Borges | Inês |
| Oswaldo Louzada | Sebastião (Tião) |
| Dary Reis | Gervásio |
| Carlos Gregório | Osmar Maia |
| Nildo Parente | Jaime |
| Nestor de Montemar | Giorgio Le Blanche |
| Jorge Fernando | Diretor Fernando Rebello (Rebello) |
| Gilberto Martinho | Geraldo Gomes |
| Paulo Pinheiro | Abílio |
| André Barros | Dênis |
| Zeny Pereira | Mãe Mercedes |
| Cláudia Netto | Vesga |
| Chaguinha | Genésio |
| Stênio Garcia | mendigo bêbado |
| Emiliano Queiroz | diretor do colégio |
| Zilka Salaberry | madre superiora |
| Tuca Andrada | iluminador da Sucata |
| Anderson Müller | asessor de Rebello |
| Marilu Bueno | amiga dos Figueroa |
| Guti Fraga | médico de Edu |
| Nelson Freitas | comprador do avião |
| Jaime Leibovitch | juiz |
| Ibanez Filho | tabelião |
| Alexandre Lippiani | policial |
| Cazarré | militar |
| Castro Gonzaga | jornalista |
| Gisele Fróes | enfermeira da maternidade |
| Totia Meireles | prostituta |
| Marcelo Mansfield | garçom |
| Adilson Barros | assaltante |
| Norival Rizzo | funcionário do cemitério |
| Romeu Evaristo | cliente de La Bodeguita |
| José Steinberg | juiz de paz |
| Anja Bittencourt | vendedora da loja de chocolates |
| Soraya Ravenle | atendente de clínica |
| Yaçanã Martins | freira do orfanato |
| Duda Mamberti | agente de viagens de Betinho |
| Thelma Reston | enfermeira do sanatório |
| André Gonçalves | filho do dono da vaca |
| Oscar Magrini | figurante no enterro de Onofre |
| Marília Pêra | ela mesma |
| Agnaldo Rayol | ele mesmo |
| Sidney Magal | ele mesmo |
| Beto Barbosa | ele mesmo |
| Diogo Vilela | ele mesmo |
Produção
Desenvolvimento
Rainha da Sucata foi a primeira novela "das 8" escrita por Sílvio de Abreu, que até então havia assinado várias tramas apresentadas às 19 horas. Ele foi designado para escrever uma telenovela humorística para às 20 horas. A ideia era também reunir o maior número de veteranos no elenco, uma homenagem aos 25 anos da Rede Globo. Com Rainha da Sucata, o autor fazia uma sátira aos novos-ricos e a decadência das elites brasileiras.[1] Nesta época, havia uma determinação do Departamento de Teledramaturgia da Globo em evitar a apresentação de enredos excessivamente dramáticos neste horário, que começou com a exibição de O Salvador da Pátria (1989). Entretanto, esta proposta só prevaleceu no início da trama; Devido à rejeição do público à comédia excessiva (fator esse que era notado na audiência), a partir de junho de 1990, Abreu decidiu deixar a comédia em segundo plano e apostar mais no drama.[3]
Ainda no meio da trama, Silvio de Abreu precisou se afastar dos trabalhos devido o falecimento de seu irmão, Ubaldo. Ele então pediu o auxílio de seu amigo Gilberto Braga, que escreveu nove capítulos e o ajudou a reformular a história, separando a comédia do drama.[4][5]
Em junho de 1990, a trama passou a mostrar capítulos mais longos. O objetivo era amenizar o impacto que a novela Pantanal causava nos programas posteriores. Essa ação também fazia com que Pantanal perdesse publicidade, pelo fato de começar cada vez mais tarde. Além disso, a seção "cenas do próximo capítulo" também foi extinta.[6]
| “ | “As duas nunca concorreram, mas a imprensa só publicava comparações. Tinha noites que eu chegava aos 70 pontos de pico e mais tarde o Benedito atingia 40. Aí só falavam dele!” | ” |
— Silvio de Abreu em relato para o livro "Biografia da Televisão Brasileira".[1] | ||
Para enfrentar Pantanal, a Globo tomou uma série de medidas, algumas até inéditas na emissora. A principal delas foi implementar um novo horário para novela às 22 horas, com a exibição de Araponga.
O Plano Collor, que foi um plano econômico implementado pelo então presidente brasileiro, Fernando Collor de Mello, foi incorporado à história de novela. A Globo foi acusada de saber das intenções de Collor e não ter alertado a população sobre o tal plano. Mas o que aconteceu na verdade foi que, por causa desse plano do governo, muitas cenas que já estavam prontas tiveram que ser reescritas, para se adaptarem à realidade e não ocorrer a mesma situação que houve em Cambalacho (1986), do mesmo autor, que estreou com os personagens fazendo referências a quantias em cruzeiros e a tela apresentando a legenda que convertia os valores para cruzados, unidade monetária que entrou em vigor no período entre o início das gravações da novela.[7]
No primeiro capítulo, Maria do Carmo relembra a formatura de seu colégio, onde levava um banho de lixo após ser coroada rainha da festa. A sequência foi inspirada no filme Carrie (1976).[1]
Locações e cenografia

Rainha da Sucata foi a primeira novela das 20h da Globo ambientada em São Paulo. As tramas anteriores se passavam no Rio de Janeiro ou em alguma cidade de Minas gerais.
Os principais cenários da história eram os bairros de Santana, na Zona Norte, onde moravam Maria do Carmo e seus vizinhos pobres, e do Jardim Europa, na Zona Sul, onde morava a rica (mas falida) família Albuquerque Figueroa. Construída em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, a cidade cenográfica reproduziu um quarteirão de Santana e a mansão dos Figueroa, do Jardim Europa.[1]
O prédio que serviu de fachada para o edifício da Avenida Paulista onde, na trama, funcionava a Sucata — aquele que Dona Armênia queria “ver na chon” e de onde Laurinha Figueroa se jogou — é o Cetenco Plaza, localizado na Avenida Paulista, nº 1842, na esquina com a Alameda Ministro Rocha Azevedo. Segundo o pesquisador Nilson Xavier, em seu site Teledramaturgia[8], o imponente edifício espelhado possui uma torre idêntica, que abriga o Tribunal Regional Federal. As cenas da novela foram gravadas no Cetenco Torre Norte, o prédio mais próximo ao restaurante Spot. Ainda é possível observar, entre o 18º e o 19º andar, na face voltada para o Spot, as marcas dos parafusos que sustentavam o icônico totem da Sucata — instalado de verdade no prédio especialmente para as gravações.
Escolha de elenco
Originalmente, a personagem Dona Armênia seria uma mamma italiana interpretada por Nair Bello. Na época contratada do SBT, Nair não pode aceitar o convite e o papel ficou com Aracy Balabanian. Silvio de Abreu decidiu então aproveitar as origens armênias da atriz, mudando a nacionalidade da personagem. Dona Armênia e "suas três filhinhas" fizeram tanto sucesso que voltaram na novela seguinte de Abreu, Deus Nos Acuda (1992).[1]
Cláudia Ohana foi convidada para viver a jornalista Paula após seu ótimo desempenho na primeira fase da novela antecessora, Tieta. Foi a primeira novela da atriz Marisa Orth, egressa dos programas infantis e educativos da TV Cultura. Sua personagem, a puritana Nicinha, passava por uma transformação e tornava-se a "biscate" do bairro após ser trocada pelo noivo, o gago Caio, por Adriana, a "bailarina das coxa grossa". Por seu papel, Orth venceu o Prêmio APCA de melhor revelação feminina.[9]
Rainha da Sucata foi repleta de participações especiais: Lima Duarte e Fernanda Montenegro apareceram no primeiro capítulo como Onofre e Salomé Szimanski, pai e vizinha de Maria de Carmo, que descobria-se serem amantes após a morte de ambos. Lima voltou a aparecer como o personagem em cenas de flashback. Ainda no primeiro capítulo, Emiliano Queiroz aparecia como o diretor do colégio onde Edu e Maria do Carmo estudaram; Marília Pêra aparecia como ela mesma, apresentando-se com seu musical Elas por Ela na Sucata. Jorge Fernando, que além da novela, também dirigia a peça, aparecia junto com a atriz nas cenas.[1]; Já Stênio Garcia aparecia como um mendigo que desafiava Edu, bêbado, a pular do alto da Sucata.[1] No segundo capítulo, Milton Moraes vivia Vicente, homem que possuía uma dívida de jogo com o vilão Renato e acabava assassinado por ele. No capítulo 88, exibido em 17 de julho de 1990, o cantor Beto Barbosa aparecia como ele mesmo, cantando na festa de lançamento do carro de Edu. Nas últimas semanas da trama, Laura Cardoso fez uma participação como a mãe de Renato (capítulos 167 e 168[10]), enquanto Cláudio Cavalcanti viveu o delegado que investigava a morte de Laurinha e prendia Maria do Carmo. No capítulo 176, exibido em 23 de outubro de 1990, o cantor Agnaldo Rayol aparecia como ele mesmo, cantando no casamento de Nicinha e Maneco.[11] Já no último capítulo, Reginaldo Faria aparecia como Edson Paes de Mello, novo namorado de Paula.[1]
Nas cenas onde o vilão Renato aparecia tocando trompete, o ator e diretor Daniel Filho era dublado pelo músico Guilherme Dias Gomes, filho dos escritores Janete Clair e Dias Gomes.[1]
Abertura
A abertura de Rainha da Sucata foi desenvolvida pelos designers Hans Donner e Nilton Nunes. As sequências exibiam uma boneca de sucata (com cabeça de ventilador, cabelos de mola, pés de ferro de passar, tórax de balde e quadril de bacia de alumínio) dançando com bailarinos reais ao som de “Me Chama que Eu Vou”, música cantada por Sidney Magal e lançada em seu disco Magal, lançado no mesmo ano.
A novela popularizou ainda mais o gênero musical lambada no país, além das chamadas "lambaterias", casas de show e boates em que o ritmo era a atração principal.[1]
Suicídio de Laurinha Figueroa
A vilã Laurinha teve seu fim 8 capítulos antes do final da novela. No capítulo 171, exibido em 17 de outubro de 1990, ela comete suicídio, jogando-se do alto do prédio da Sucata, após arrancar um brinco de sua rival, Maria do Carmo, e deixar suas impressões digitais sobre seu corpo, para incriminá-la. Um boneco com o peso aproximado da atriz Glória Menezes foi utilizado para a queda e a gravação aconteceu sob forte esquema de segurança e sigilo, para que nenhum detalhe vazasse para a imprensa. No dia seguinte à cena, o corpo da personagem estampou a capa do jornal O Globo, afinal, era a primeira cena explícita de suicídio exibida na televisão brasileira. Três finais diferentes foram escritos para o desfecho, mantendo assim segredo sobre o destino de Maria do Carmo.[1][12]
Exibição
Reprises
Foi reexibida pelo Vale a Pena Ver de Novo de 28 de fevereiro a 16 de setembro de 1994, em 145 capítulos, substituindo Direito de Amar e sendo substituída por sua antecessora original, Tieta.[13]
Foi reexibida na íntegra pelo Viva de 21 de janeiro a 27 de setembro de 2013, substituindo Que Rei Sou Eu? e sendo substituída por Água Viva, à 00h.[14][15]
Foi novamente reapresentada no Vale a Pena Ver de Novo de 3 de novembro de 2025 a 3 de abril de 2026, em 109 capítulos, substituindo A Viagem e sendo substituída por Avenida Brasil. A reprise fez parte das comemorações dos 60 anos da TV Globo, coincidindo com o aniversário de 35 anos da trama.[16][17] Não foi ao ar em 6 de fevereiro de 2026 em ocasião da transmissão da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno.[18] Nos dias 17 e 18 de fevereiro, a novela não foi ao ar especificamente nos estados de São Paulo (17) e Rio de Janeiro (18) em razão da cobertura jornalística da apuração dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial de cada carnaval de suas respectivas capitais. Contudo, a trama foi ao ar normalmente no restante do país nos dias citados.[19][20]
Outras mídias
Em setembro de 2015, a telenovela foi lançada em formato DVD pela Loja Globo, em um box contendo 12 discos.[21]
Em 7 de outubro de 2024, foi disponibilizada na íntegra pelo Globoplay, como parte do Projeto Resgate.[22]
Exibição internacional
A trama também fez grande sucesso no exterior, sendo vendida para Angola, Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Espanha, Costa Rica, Estados Unidos, Guatemala, México, Nicarágua, Paraguai, Uruguai entre outros países. A novela foi exibida em Portugal pela 1ª vez em 1991, na RTP1, às 20h30 de segunda a sexta feira, em horário nobre, no seu formato original, e depois na TV Globo Portugal, de 23 de novembro de 2009 a 18 de junho de 2010 às 19h30, em 148 capítulos. Na América Latina foi transmitida pela TNT de segunda a sexta as 18h (México DF), 21h (Buenos Aires), 19h (Bogotá) e 20h (Caracas).[carece de fontes]
Repercussão
Audiência
Exibição original
Na época de sua exibição, alcançou média geral de 61 pontos no IBOPE, ocupando a 6ª colocação entre as novelas de maior audiência da história da TV Globo.[23] O seu maior índice foi registrado no dia 23 de julho de 1990 com 73 pontos, média essa que nunca mais foi alcançada em produções futuras da Globo, apesar de América (2005) ter se aproximado em seu último capítulo com 68 pontos.[24]
Primeira reprise
Estreou com 30 pontos. Seu maior índice foi registrado no último capítulo com 40 pontos e o menor foi registrado em 25 de março de 1994 com 19 pontos. Teve média geral de 26.54 pontos.[nota 1]
Segunda reprise
Estreou com 13,85 pontos e 29,84% de share em São Paulo, ficando atrás das estreias de antecesoras e superando apenas Alma Gêmea e Paraíso Tropical. No Rio, registrou 19,31 pontos e 38,05% de share.[25] O quarto capítulo registrou 14,5 pontos e 31,4% de share.[26] Em 10 de novembro de 2025 registrou 14,8 pontos.[27]
Apesar do bom desempenho em suas primeiras semanas, a novela foi perdendo público, ao contrário das antecessoras, que ficavam estáveis ou elevavam os índices, chegando a registrar médias na casa dos 12 e 13 pontos, indo até mesmo aos 10 de antipico, um dos piores desempenhos do Vale a Pena Ver de Novo desde 2023.[28] Por conta disso, a Globo decidiu acelerar a primeira fase da trama, considerada pelo público a mais amena pelo excesso de humor e menos drama, antecipando alguns momentos importantes.[29] Seu menor índice foi registrado em 10 de dezembro de 2025 com 8,6 pontos, sendo prejudicada por um apagão em São Paulo, em consequência das fortes chuvas.[30]
Em 23 de fevereiro de 2026, bateu seu primeiro recorde desde a reestreia com 15,2 pontos.[31] No dia 9 de março bateu seu segundo recorde com 15,6 pontos.[32] No dia 19 registrou 15,8 pontos, sendo essa a sua maior audiência em toda a reexibição.[33]
O último capítulo registrou apenas 12,4 pontos, correspondendo ao pior índice de um desfecho na faixa desde Celebridade, sendo prejudicada pelo feriado da sexta-feira santa, onde o número de televisores ligados é relativamente baixo.[34] Teve média geral de 13 pontos, sendo a terceira novela menos assistida da história do Vale a Pena Ver de Novo e empatando com Paraíso Tropical. Entre as causas dos baixos índices estavam a diferença entre as histórias exibidas anteriormente, que destoavam dos estilos humorísticos-dramáticos em Tieta e A Viagem, onde as cenas cômicas se misturavam com temas sensíveis, não tendo o mesmo efeito no público.[35]
Trilha sonora
Rainha da Sucata
| Rainha da Sucata | ||||
|---|---|---|---|---|
![]() Cláudia Raia como Adriana Ross[1] | ||||
| Trilha sonora de Vários artistas | ||||
| Lançamento | 1990 | |||
| Gênero(s) | ||||
| Duração | 55:37 | |||
| Idioma(s) | ||||
| Formato(s) | ||||
| Gravadora(s) | Som Livre | |||
| Cronologia de Vários artistas | ||||
|
| ||||
Rainha da Sucata, comumente chamado de Rainha da Sucata - Nacional, é o primeiro álbum da trilha sonora da novela homônima, lançado em CD, fita cassete, e LP pela Som Livre, em 1990 no Brasil,[36] e em 1991 em Portugal, pela Columbia Records.[37] O álbum conta com uma seleção variada de canções, de vários gêneros, como MPB, música latina, pop rock, lambada, e bossanova, interpretadas por diferentes artistas brasileiros.
O álbum abre com "Me Chama que Eu Vou", de Sidney Magal, que serve de tema de abertura da novela.[38] A segunda faixa, "Foi Assim (Juventude e Ternura)", de Wanderléa, especialmente regravada para Rainha da Sucata, serve de tema do casal Maria do Carmo e Edu, vivido por Regina Duarte e Tony Ramos.[39] A canção, originalmente gravada para o álbum A Ternura de Wanderlea, de 1966, não chegou a ser uma dos grandes sucessos da cantora na época, mas, ao integrar a trilha, virou um dos temas românticos mais executados nas rádios em 1990.[38]
A terceira faixa, "Coração Pirata", de Roupa Nova, serve como tema da protagonista Maria do Carmo.[39] A quarta faixa, "Cigano", de Djavan, é tema do vilão Renato, vivido por Daniel Filho.[38] A quinta faixa é a canção "Próxima Parada", de Marina Lima, que conta com texto incidental de Jorge Salomão, e serve de tema do casal Rafael e Alaíde, vivido por Maurício Mattar e Patrícia Pillar.[39]
A sexta faixa é "A Mais Bonita", composição de Chico Buarque, e interpretada por Maria Bethânia, que serve de tema da vilã Laurinha Figueroa.[39] A sétima faixa é "Na Captura", canção instrumental de Ary Sperling que serve de tema de locação da novela.[39] A oitava faixa é "Coisas da Vida", de Milton Nascimento, tema do protagonista Edu.[38]
A nona faixa é "Nua Ideia (Leila XII)", de Gal Costa, e serve de tema do atrapalhado professor gago Caio, vivido por Antônio Fagundes.[39] A décima faixa é "Meninos e Meninas", de Legião Urbana, tema da jornalista Paula, vivida por Cláudia Ohana.[38] A décima primeira faixa é "Mais Você", de Ritchie, tema da atrapalhada bailarina da “Coxa Grossa” Adriana, vivida por Claudia Raia.[39] A décima segunda faixa é "Lanterna dos Afogados", de Paralamas do Sucesso, tema da francesinha Ingrid, vivida por Andréa Beltrão.[38]
A décima terceira faixa é "Naquela Estação (Leila L)", de Adriana Calcanhotto, que serve de tema da tímida e complicada Mariana, vivida por Renata Sorrah.[39] O álbum fecha com a décima quarta faixa, a canção instrumental "Em Busca do Amor", de Ary Sperling, que serve como tema da mãe de Maria do Carmo, dona Neiva, vivida por Nicete Bruno.[38]
Lista de faixas
| Rainha da Sucata – Edição brasileira | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| N.º | Título | Compositor(es) | Artista(s) | Duração | ||||||
| 1. | "Me Chama que Eu Vou" |
| Sidney Magal | 3:15 | ||||||
| 2. | "Foi Assim (Juventude e Ternura)" |
| Wanderléa | 4:17 | ||||||
| 3. | "Coração Pirata" |
| Roupa Nova | 4:42 | ||||||
| 4. | "Cigano" | Djavan | Djavan | 4:48 | ||||||
| 5. | "Próxima Parada" (texto incidental de Jorge Salomão) |
| Marina Lima | 3:48 | ||||||
| 6. | "A Mais Bonita" | Chico Buarque | Maria Bethânia | 3:56 | ||||||
| 7. | "Na Captura" (instrumental) | Ary Sperling | Ary Sperling | 3:26 | ||||||
| 8. | "Coisas da Vida" |
| Milton Nascimento | 4:59 | ||||||
| 9. | "Nua Ideia (Leila XII)" |
| Gal Costa | 3:00 | ||||||
| 10. | "Meninos e Meninas" |
| Legião Urbana | 3:20 | ||||||
| 11. | "Mais Você" |
| Ritchie | 4:39 | ||||||
| 12. | "Lanterna dos Afogados" | Herbert Vianna | Paralamas do Sucesso | 3:06 | ||||||
| 13. | "Naquela Estação (Leila L)" |
| Adriana Calcanhotto | 4:43 | ||||||
| 14. | "Em Busca do Amor" (instrumental) | Sperling | Ary Sperling | 3:38 | ||||||
Duração total: |
55:37 | |||||||||
| Rainha da Sucata – Edição portuguesa | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| N.º | Título | Compositor(es) | Artista(s) | Duração | ||||||
| 1. | "Foi Assim (Juventude e Ternura)" |
| Wanderléa | 4:17 | ||||||
| 2. | "Me Chama que Eu Vou" |
| Sidney Magal | 3:15 | ||||||
| 3. | "Sabor de Pecado" | Cid Guerreiro | Angel | 3:08 | ||||||
| 4. | "Gira Gira Pião" | Dido Oliveira | Dido Oliveira | 3:54 | ||||||
| 5. | "Naquela Estação (Leila L)" |
| Adriana Calcanhotto | 4:43 | ||||||
| 6. | "Em Busca do Amor" (instrumental) | Sperling | Ary Sperling | 3:38 | ||||||
| 7. | "Coisas da Vida" |
| Milton Nascimento | 4:59 | ||||||
| 8. | "Lambança" (instrumental) | Richard Lupin | Grupo Sucata | 3:11 | ||||||
| 9. | "Cigano" | Djavan | Djavan | 4:48 | ||||||
| 10. | "Melô da Sucata" (instrumental) | Richard Lupin | Grupo Sucata | 3:12 | ||||||
| 11. | "Beijo na Boca" |
| Sidney Magal | 3:19 | ||||||
| 12. | "Na Captura" (instrumental) | Ary Sperling | Ary Sperling | 3:26 | ||||||
Duração total: |
45:50 | |||||||||
Rainha da Sucata - Internacional
| Rainha da Sucata - Internacional | ||||
|---|---|---|---|---|
![]() Cláudia Ohana como Paula Ramos[1] | ||||
| Trilha sonora de Vários artistas | ||||
| Lançamento | 1990 | |||
| Gênero(s) | ||||
| Duração | 52:16 | |||
| Idioma(s) | ||||
| Formato(s) | ||||
| Gravadora(s) | Som Livre | |||
| Cronologia de Vários artistas | ||||
| ||||
Rainha da Sucata - Internacional é o segundo álbum da trilha sonora da novela homônima, lançado em CD, fita cassete, e LP pela Som Livre, em 1990.[40] O álbum conta com Sérgio Motta como selecionador de repertório, a atriz Cláudia Ohana, que vive a repórter Paulinha na trama, estampando a capa, e nomes como Jimmy Cliff, Colin Haye Band, Janet Jackson, Carly Simon, Mariah Carey, entre outros.[41]
O álbum abre com a dançante "Into My Life", de Colin Haye Band, tema do personagem Rafael, vivido por Maurício Mattar.[40] A segunda faixa, "All Around the World", de Lisa Stansfield, serve de tema de Adriana, a bailarina da coxa grossa, vivida por Cláudia Raia, e foi uma das canções mais tocadas nas rádios no Brasil em 1990.[41]
A terceira faixa é "Rebel in Me", de Jimmy Cliff, que serve de tema do casal Maria do Carmo e Edu, vivido por Regina Duarte e Tony Ramos.[41] A quarta faixa é "Listen to Your Heart", de Sonia, tema de locação da novela.[40] A quinta faixa é "Come Back to Me", de Janet Jackson, tema da repórter Paulinha, personagem de Cláudia Ohana.[40]
A sexta faixa é "Forever", da banda Kiss, serve de tema da francesinha Ingrid, vivida por Andrea Beltrão.[40] A sétima faixa é "Inside of You", de Howard Thomas & Sarah Bishop, serve como tema do edifício Sucata.[41] A oitava faixa é "My Romance", interpretada por Carly Simon, serve de tema da vilã Laurinha Figueroa, vivida por Glória Menezes.[40]
A nona faixa é "Send Me an Angel", de Real Life, serve de tema da ninfomaníaca Nicinha, personagem de Marisa Orth.[40] A décima faixa, "Vision of Love", de Mariah Carey, é tema de Edu, o playboy falido, vivido por Tony Ramos.[40] A décima primeira faixa é "It Had to Be You", de Harry Connick Jr., tema de do casal formado pelo vilão Renato (Daniel Filho) e pela sonhadora Mariana (Renata Sorrah).[41]
A decima segunda faixa é "Blue", de Geoffrey Williams, tema de Alaíde, personagem de Patrícia Pillar.[40] A decima terceira faixa é "Reve d’Amour", de Nuages, é tema da chiquérrima cunhada de Laurinha Figueroa, Isabelle de Bresson, vivida por Cleyde Yáconis.[41] O álbum fecha com a décima quarta faixa, "Too Many Lonely Hearts", de Petula Clark, que serve como tema romântico geral da novela.[41]
Lista de faixas
| N.º | Título | Compositor(es) | Artista(s) | Duração | |
|---|---|---|---|---|---|
| 1. | "Into My Life" | Colin Hay | Colin Haye Band | 4:16 | |
| 2. | "All Around the World" |
| Lisa Stansfield | 4:26 | |
| 3. | "Rebel in Me" | Jimmy Cliff | Jimmy Cliff | 3:46 | |
| 4. | "Listen to Your Heart" | Stock Aitken Waterman | Sonia | 3:15 | |
| 5. | "Come Back to Me" |
| Janet Jackson | 4:55 | |
| 6. | "Forever" | Kiss | 4:06 | ||
| 7. | "Inside of You" |
| Howard Thomas & Sarah Bishop | 2:44 | |
| 8. | "My Romance" |
| Carly Simon | 2:32 | |
| 9. | "Send Me an Angel" |
| Real Life | 3:50 | |
| 10. | "Vision of Love" |
| Mariah Carey | 3:27 | |
| 11. | "It Had to Be You" |
| Harry Connick Jr. | 2:36 | |
| 12. | "Blue" |
| Geoffrey Williams | 4:07 | |
| 13. | "Reve d'Amour" |
| Nuages | 3:00 | |
| 14. | "Too Many Lonely Hearts" |
| Petula Clark | 5:16 | |
Duração total: |
52:16 | ||||
Lambateria Sucata
| Lambateria Sucata | ||||
|---|---|---|---|---|
![]() | ||||
| Trilha sonora de Vários artistas | ||||
| Lançamento | 1990 | |||
| Gênero(s) | ||||
| Duração | 46:14 | |||
| Idioma(s) | ||||
| Formato(s) | ||||
| Gravadora(s) | Som Livre | |||
| Cronologia de Vários artistas | ||||
|
| ||||
Capa: Coxas de uma dançarina (ilustração)[1]
| N.º | Título | Música | Personagem | Duração | |
|---|---|---|---|---|---|
| 1. | "Preta" | Beto Barbosa | Tema Geral | 03:21 | |
| 2. | "Conversa Bonita" | Fafá de Belém | Tema Geral | 03:41 | |
| 3. | "É Bom Suar" | Moraes Moreira e Pepeu Gomes | Tema Geral | 02:59 | |
| 4. | "Maracangalha" | Gerônimo | Tema Geral | 03:02 | |
| 5. | "Beijo na Boca" | Sidney Magal | Tema Geral | 03:20 | |
| 6. | "Gira, Gira Pião" | Dido Oliveira | Tema Geral | 03:55 | |
| 7. | "Melô da Sucata (instrumental)" | Grupo Sucata | Tema Geral | 03:13 | |
| 8. | "Ouro Puro (Ao Vivo)" | Elba Ramalho | Tema Geral | 05:34 | |
| 9. | "Paixão e Loucura" | Jorge Altinho | Tema Geral | 02:38 | |
| 10. | "Sabor de Pecado" | Angel | Tema Geral | 03:07 | |
| 11. | "Vem Lambadear Comigo" | Banana Split | Tema Geral | 03:21 | |
| 12. | "Loirinha" | José Orlando | Tema Geral | 02:52 | |
| 13. | "Marmelada (Bas Moin Laia)" | Margareth Menezes | Tema Geral | 03:57 | |
| 14. | "Lambança (Instrumental)" | Grupo Sucata | Tema Geral | 03:08 | |
Duração total: |
48:16 | ||||
- Outras canções não incluídas nos álbuns
- "Pagode do Gago", Aluísio Machado, David Correa e Gracia do Salgueiro (tema do churrasco de Maria do Carmo)
- "Você Não Gosta de Mulher (Vegetariano)", Aluísio Machado, David Correa e Gracia do Salgueiro (tema do churrasco de Maria do Carmo)
- "Adagio for Strings", Samuel Barber (tema da morte de Laurinha)
- "Cabaret", Cláudia Raia
Prêmios
- APCA (1990) - Marisa Orth (Revelação Feminina)
Notas e referências
Notas
- ↑ De acordo com uma tabela de audiência da época.
Referências
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 «Rainha da Sucata». Teledramaturgia. Cópia arquivada em 14 de novembro de 2016
- ↑ «Rainha da Sucata». Memória Globo. Consultado em 2 de junho de 2015
- ↑ «Em 1990, Globo tentou inovar com Rainha da Sucata e quebrou a cara». Notícias da TV. 7 de junho de 2015. Consultado em 12 de novembro de 2017
- ↑ «Mortes, brigas e tragédias mudam rumo de novelas; veja exemplos». Terra. 24 de junho de 2012. Consultado em 12 de novembro de 2017
- ↑ LOPES, FERNANDA (26 de outubro de 2025). «Como um socorro do autor de Vale Tudo transformou Rainha da Sucata num sucesso». Notícias da TV. Consultado em 27 de outubro de 2025
- ↑ James Cimino (8 de julho de 2013). «Silvio de Abreu conta que Globo esticava "Rainha da Sucata" para "Pantanal" perder anunciantes». UOL. Consultado em 12 de novembro de 2017
- ↑ Nilson Xavier (25 de outubro de 2015). «Há 25 anos, Rainha da Sucata enfrentou Plano Collor e sucesso de Pantanal». UOL. Consultado em 12 de novembro de 2017
- ↑ Xavier, Nilson. «Rainha da Sucata». Teledramaturgia. Consultado em 25 de outubro de 2025
- ↑ «Marisa Orth revela climão com Antonio Fagundes em bastidores: "Deu trabalho"». Ana Maria. 21 de maio de 2020. Consultado em 27 de outubro de 2025
- ↑ «Rainha da Sucata - cap. 168». Globoplay. 13 de outubro de 1990. Consultado em 27 de outubro de 2025
- ↑ «Rainha da Sucata - cap. 176». Globoplay. 23 de outubro de 1990. Consultado em 27 de outubro de 2025
- ↑ Redação (26 de abril de 2020). «Há 30 anos, novela da Globo exibiu cena terrível de suicídio na avenida Paulista». Notícias da TV. Consultado em 27 de outubro de 2025
- ↑ «Novela que defendeu Plano Collor volta». Folha de S.Paulo. 27 de fevereiro de 1994. Consultado em 12 de novembro de 2017
- ↑ Nilson Xavier (1 de outubro de 2012). «Canal Viva vai reprisar a novela "Rainha da Sucata"». UOL. Consultado em 6 de julho de 2021
- ↑ «Sucesso dos anos 1990, "Rainha da Sucata" volta no canal Viva». Folha Ilustrada. 20 de janeiro de 2013. Consultado em 10 de setembro de 2015
- ↑ Secco, Duh (22 de outubro de 2025). «Rainha da Sucata substitui A Viagem em Vale a Pena Ver de Novo». Duh Secco. Consultado em 22 de outubro de 2025
- ↑ «Clássico dos anos 90, 'Rainha da Sucata' é o próximo título do 'Vale a Pena Ver de Novo'». TV Globo. 22 de outubro de 2025. Consultado em 2 de novembro de 2025
- ↑ «TV Globo exibe nesta sexta-feira a Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno». Rede Globo. 3 de fevereiro de 2026. Consultado em 7 de fevereiro de 2026
- ↑ Purepeople (17 de fevereiro de 2026). «Quando é a apuração do Carnaval 2026 do Rio com mudança INÉDITA no regulamento? Globo exibe ao vivo? Saiba dia e hora da leitura oficial das notas!». www.purepeople.com.br. Consultado em 17 de fevereiro de 2026
- ↑ Redação (17 de fevereiro de 2026). «Saiba qual é a programação da Globo nesta terça-feira, 17/02/2026». TV Pop. Consultado em 17 de fevereiro de 2026
- ↑ «Rainha da Sucata chega em DVD». Gazeta do povo. 3 de setembro de 2015. Consultado em 12 de novembro de 2017
- ↑ «Novela 'Rainha da sucata', clássico de Silvio de Abreu, vai chegar ao catálogo do Globoplay. Saiba quando». O Globo. 28 de setembro de 2024. Consultado em 29 de setembro de 2024
- ↑ «De volta à Globo, Rainha da Sucata alcançou audiência que nenhuma outra novela conseguiu». NaTelinha. Consultado em 3 de novembro de 2025
- ↑ «Rainha da Sucata bateu 73 pontos de audiência em 1990». Mix de Séries. 22 de outubro de 2025. Consultado em 3 de novembro de 2025
- ↑ Redação (3 de novembro de 2025). «Rainha da Sucata: Saiba qual foi a audiência de estreia da novela em SP e no RJ». Portal Alta Definição. Consultado em 4 de novembro de 2025
- ↑ Redação (7 de novembro de 2025). «Audiência da TV: Consolidados de São Paulo, quinta-feira, 06/11/2025». Portal Alta Definição. Consultado em 7 de novembro de 2025
- ↑ Oliveira, Gabriel de (11 de novembro de 2025). «Nova estrela do SBT, Galvão Bueno marca menos audiência que madrugada da Band». TV Pop. Consultado em 11 de novembro de 2025
- ↑ «Globo amarga fracassos de audiência em reprises; confira lista». ISTOÉ Independente. 21 de dezembro de 2025. Consultado em 25 de dezembro de 2025
- ↑ «Globo passa a tesoura em Rainha da Sucata após baixa audiência». Jornal de Brasília. Consultado em 25 de dezembro de 2025
- ↑ REDAÇÃO (23 de dezembro de 2025). «Rainha da Sucata sofre vexame histórico e é superada até por Terra Nostra no Ibope». Notícias da TV. Consultado em 25 de dezembro de 2025
- ↑ Oliveira, Gabriel de (24 de fevereiro de 2026). «Renata Fan dribla SBT, se aproxima da Record e vira maior audiência da Band». TV Pop. Consultado em 24 de fevereiro de 2026
- ↑ Oliveira, Gabriel de (10 de março de 2026). «SBT vence a Record por 25 minutos, mas perde para a Band por mais de 5 horas». TV Pop. Consultado em 10 de março de 2026
- ↑ Oliveira, Gabriel de (20 de março de 2026). «Hoje em Dia crava maior ibope em 5 meses e bate todas as atrações do SBT e da Band». TV Pop. Consultado em 20 de março de 2026
- ↑ LIMA, DÉBORA (6 de abril de 2026). «Jornal da Band dispara na frente do SBT e se mantém no 3º lugar do Ibope». Notícias da TV. Consultado em 6 de abril de 2026
- ↑ «Crítica de Rainha da Sucata: Fracasso de reprise não tira os méritos da novela». NaTelinha. Consultado em 6 de abril de 2026
- ↑ (1990) Créditos do álbum Rainha da Sucata por Vários artistas [LP]. Brasil: Som Livre (4050007).
- ↑ (1991) Créditos do álbum Rainha da Sucata por Vários artistas [LP]. Portugal: Som Livre (4715261).
- 1 2 3 4 5 6 7 Evaldiano de Sousa (27 de julho de 2017). «Trilha Sonora Eterna – Rainha da Sucata Nacional (1990)». e10blog.blogspot.com. Consultado em 15 de fevereiro de 2026
- 1 2 3 4 5 6 7 8 «Rainha da Sucata - Trilha Sonora - Nacional». Memória Globo. Grupo Globo. Consultado em 15 de fevereiro de 2026
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 «Rainha da Sucata - Trilha Sonora - Internacional». Memória Globo. Grupo Globo. Consultado em 16 de fevereiro de 2026
- 1 2 3 4 5 6 7 Evaldiano de Sousa (18 de outubro de 2024). «Trilha Sonora Eterna - Rainha da Sucata Internacional (1990)». e10blog.blogspot.com. Consultado em 16 de fevereiro de 2026





