Neolítico

Artefatos do período neolítico
História
Pré-história Idade da Pedra

Paleolítico

Paleolítico Inferior c. 3,3 milhões - c. 300.000 a.C.
Paleolítico Médio c. 300.000 - c. 30.000 a.C.
Paleolítico Superior c. 30.000 - c. 10.000 a.C.
Mesolítico c. 13.000 - c. 9.000 a.C.

Neolítico

c. 10.000 - c. 3.000 a.C.
Idade dos Metais Idade do Cobre c. 3.300 - c. 1.200 a.C.
Idade do Bronze c. 3.300 - c. 700 a.C.
Idade do Ferro c. 1.200 a.C. - c. 1.000 d.C.
Idade Antiga Antiguidade Oriental c. 4.000 - c. 500 a.C.
Antiguidade Clássica c. 800 a.C. - 476 d.C.
Antiguidade Tardia c. 284 d.C. - c. 750
Idade Média Alta Idade Média 476 - c. 1000
Baixa Idade Média Idade Média Plena c. 1000 - c. 1300
Idade Média Tardia c. 1300 - 1453
Idade Moderna 1453 - 1789
Idade Contemporânea 1789 - hoje
Relacionados

Plioceno  · Pleistoceno  · Sistema de Três Idades  · História  · História da escrita  · Hominina  · Homo  · Homo erectus  · Homo sapiens arcaico  · Modernidade  · Passado  · Presente  · Futuro  · Tempo

Neolítico (do grego néos, novo, e lithos, pedra, "pedra nova") ou Período da Pedra Polida é o período histórico que vai aproximadamente do X milênio a.C.[1] (12 mil anos atrás) quando a agricultura apareceu no Oriente Próximo e Mesopotâmia e mais tarde no resto do mundo, Durou no Oriente Próximo até o período de transição do Calcolítico (Era do Cobre) de cerca de 6.500 anos atrás (4500 a.C), marcado pelo desenvolvimento da metalurgia, levando à Idade do Bronze e à Idade do Ferro. O Neolítico marcou o início da sedentarização e surgimento da agricultura, ao III milênio a.C., dando lugar à Idade dos Metais. Não se aplica à pré-história americana, subsaariana, nem oceânica.[2] Em outros lugares, o Neolítico sucedeu o Mesolítico e se estendeu até períodos posteriores. No Egito Antigo, o Neolítico perdurou até o período Protodinástico, por volta de 3150 a.C.[2] Na China, durou até cerca de 2000 a.C., com a ascensão da cultura Erlitou pré-Shang, assim como na Escandinávia.[3]

Origem

Centros aproximados de origem da agricultura na Revolução Neolítica e sua disseminação na pré-história: Crescente Fértil (12.000 a.C.), bacias dos rios Yangtzé e Amarelo (9.000 a.C.) e Terras Altas da Nova Guiné (9.000–6.000 a.C.), México Central (5.000–4.000 a.C.), norte da América do Sul (5.000–4.000 a.C.), África subsaariana (5.000–4.000 a.C., localização exata desconhecida), leste da América do Norte (4.000–3.000 a.C.).[4]

Por volta de 10 000 a.C., ou seja, há cerca de 12 mil anos, no Período Mesolítico, deram-se várias transformações climáticas que viriam a criar condições favoráveis para a prática da agricultura e criação de animais. A invenção da agricultura ocorreu nos vales férteis dos grandes rios do Oriente Próximo, em uma região chamada Crescente Fértil.[5]

No VIII milénio a.C. já se cultivavam cereais como trigo e cevada. O feijão, a lentilha, a ervilha, o grão-de-bico, a ervilhaca-amarga, o linho, o milho, o arroz e etc. estão inclusos entre as primeiras espécies cultivadas por humanos. Na mesma época animais como o cão, o carneiro ou a cabra já eram domesticados.[6][5] Humanos passaram assim de nômades a pastores, horticultores e agricultores.[5] Cria-se, assim, um novo tipo de economia, chamada de economia de produção, em que os seres humanos já sabem produzir os alimentos necessários à sua sobrevivência, graças à criação de animais e ao cultivo da terra.[5]

Nem todos esses elementos culturais e característicos do Neolítico surgiram em todos os lugares na mesma ordem: as primeiras sociedades agrícolas do Oriente Próximo não utilizavam cerâmica. Em outras partes do mundo, como África, Sul da Ásia e Sudeste Asiático, eventos independentes de domesticação levaram ao surgimento de culturas neolíticas distintas em cada região, que se desenvolveram completamente à parte daquelas da Europa e do Sudoeste Asiático. As primeiras sociedades japonesas e outras culturas do Leste Asiático utilizavam cerâmica antes de desenvolver a agricultura.[7][8]

Revolução neolítica

Essas mudanças de comportamento foram consideradas tão importantes que o arqueólogo Gordon Childe designou este momento de Revolução neolítica, ou Revolução agrária, fator decisivo para a sobrevivência dos povos nesse período.

A Revolução Neolítica durou por volta de 10.000 anos, e seus principais pontos são:

  • A crosta terrestre aquece, aumentando o nível dos mares e resultando em alterações climáticas;
  • Formam-se grandes rios e desertos, além de florestas temperadas e tropicais;
  • Animais de grande porte desaparecem e dão origem à fauna que conhecemos hoje;
  • A vida vegetal modifica-se, favorecendo a sobrevivência humana;
  • Dão-se grandes conquistas técnicas do ser humano que, aliadas às transformações do ambiente, os permitem controlar gradativamente a natureza;
  • O ser humano aprende aos poucos a reproduzir plantas, domesticar animais e armazenar alimentos;
  • A agricultura e a domesticação de animais favorecem um sensível aumento populacional em algumas regiões;
  • Ampliam-se as conquistas técnicas, como a produção de cerâmica;[9]

O Neolítico, pelo fato de ter sido o último período da Idade da Pedra, terminou com o surgimento da Idade dos Metais. Mas a transição do Neolítico para a Idade dos Metais (Idade do Cobre, Bronze e Ferro) caracterizou a transição da Pré-História para a História em alguns locais, já que a escrita surgiu quase na mesma época.

Períodos por região

Europa

Mapa da Europa neolítica no apogeu da expansão das áreas do Danúbio e Mediterrâneo

No sudeste da Europa, as sociedades agrárias apareceram pela primeira vez no sétimo milênio a.C. atestada por um dos primeiros locais agrícolas da Europa, descoberto em Vashtëmi, sudeste da Albânia e que remonta a 6500 a.C.[10][11] Na maior parte da Europa Ocidental em seguido nos próximos dois mil anos, mas em algumas partes do noroeste da Europa é muito mais tarde, durando pouco menos de 3.000 anos a partir de c. 4500 a.C.1700 a.C. Os recentes avanços na arqueogenética confirmaram que a disseminação da agricultura do Oriente Médio para a Europa estava fortemente correlacionada com a migração de agricultores primitivos da Anatólia há cerca de 9.000 anos, e não era apenas um intercâmbio cultural.[12][13]

Estatuetas antropomórficas foram encontradas nos Bálcãs a partir de 6000 a.C.[14] e na Europa Central por volta de 5800 a.C. (La Hoguette). Entre os primeiros complexos culturais desta área estão a cultura Sesklo na Tessália, que mais tarde se expandiu nos Bálcãs, dando origem a Starčevo-Körös (Cris), Linearbandkeramik e Vinča. Através de uma combinação de difusão cultural e migração de povos, as tradições neolíticas se espalharam para o oeste e para o norte para chegar ao noroeste da Europa por volta de 4500 a.C.. A cultura Vinča pode ter criado o sistema mais antigo de escrita, os signos de Vinča, embora o arqueólogo Shan Winn acredite que eles provavelmente representavam pictogramas e ideogramas em vez de uma forma verdadeiramente desenvolvida de escrita.[15]

A cultura Cucuteni-Trypillian construiu enormes assentamentos na Romênia, Moldávia e Ucrânia entre 5300 e 2300 a.C. Os complexos megalíticos de templos de Ġgantija, na ilha mediterrânea de Gozo (no arquipélago maltês), e de Mnajdra (Malta) são notáveis ​​por suas gigantescas estruturas neolíticas, as mais antigas datando de cerca de 3600 a.C. O Hipogeu de Ħal-Saflieni, em Paola, Malta, é uma estrutura subterrânea escavada por volta de 2500 a.C.; originalmente um santuário, tornou-se uma necrópole, o único templo subterrâneo pré-histórico do mundo, e exibe um grau de arte em escultura em pedra único na pré-história das ilhas maltesas. Após 2500 a.C., essas ilhas ficaram despovoadas por várias décadas até a chegada de um novo fluxo de imigrantes da Idade do Bronze, uma cultura que cremava seus mortos e introduziu em Malta estruturas megalíticas menores chamadas dólmens. Na maioria dos casos, são pequenas câmaras com cobertura feita de uma grande laje colocada sobre pedras verticais. Acredita-se que pertençam a uma população diferente daquela que construiu os templos megalíticos anteriores. Presume-se que essa população tenha vindo da Sicília, devido à semelhança dos dólmens malteses com algumas pequenas construções encontradas lá.[16]

Com algumas exceções, os níveis populacionais aumentaram rapidamente no início do Neolítico até atingirem a capacidade de suporte do ambiente.[17] Isso foi seguido por um declínio populacional de "enorme magnitude" após 5000 a.C., com os níveis permanecendo baixos durante os próximos 1500 anos.[17] As populações começaram a aumentar após 3500 a.C., com novas quedas e aumentos ocorrendo entre 3000 e 2500 a.C., mas variando em data entre as regiões.[17] Por volta dessa época ocorreu o declínio neolítico, quando as populações entraram em colapso em grande parte da Europa, possivelmente devido a condições climáticas, pestes ou migrações em massa.[18]

Características culturais

Em geral

As primeiras aldeias eram criadas em proximidade de rios, de modo a usufruir da terra fértil (onde eram colocadas sementes para plantio) e água para seres humanos e animais. Também nesse período começou a domesticação de animais (cabra, boi, cão, dromedário, etc.). A disponibilidade de alimento permite também às populações um aumento do tempo de lazer; e a necessidade de armazenar os alimentos e as sementes para cultivo leva à criação de peças de cerâmica, que vão gradualmente ganhando fins decorativos.[9]

Surge também o comércio com o aparecimento do dinheiro, que facilita a troca de materiais e que começou por ser, na época, baseado em sementes.[9] Estas, diferenciadas umas das outras, tinham cada tipo o seu valor. Uma aldeia, ao produzir mais do que o necessário e, para não perder grande parte da produção que não iria ser utilizada, troca o excesso por peças de artesanatos, roupas e outros utensílios com outras aldeias.[19]

Com a ascenção da agricultura e do pastoreio, surgiram as primeiras aldeias, normalmente juntas ou próximas dos grandes rios como o Nilo, Eufrates, Tigre ou Jordão (Jericó), devido à necessidade de água para regar e fertilizar os campos. No entanto, há também aldeias em planaltos, como Çatalhüyük, na Anatólia.[20]

Com a criação das aldeias e com uma nova economia, surgiu a chamada divisão do trabalho e a diferenciação social. Esses dois novos mecanismos de sobrevivência baseavam-se no sexo e na idade: os mais velhos exerciam a autoridade sobre os mais novos.[21] Com a criação dos aldeamentos, a população cresceu. À medida que isso aconteceu, as tarefas e a divisão do trabalho foram-se tornando mais complexas. Enquanto que uns produziam e cuidavam do gado e da terra, outros dedicavam-se à criação de vestuário e à defesa do território. Assim, os guerreiros, curandeiros e sacerdotes passaram a ter mais autoridade sobre os outros, destacando assim a diferenciação social.

Religião

A arqueologia registra certas descobertas relativas aos períodos Paleolítico e do Neolítico que são por alguns interpretadas - embora em caráter um tanto subjetivo - pela possibilidade de ter havido a primeira manifestação humana de uma religião a qual baseou-se no culto à mulher,[22] ao feminino e a associação desta à Natureza, ao poder de dar a vida.[23] Foram descobertas, no abrigo de rochas Cro-Magnon em Les Eyzies, conchas cauris, descritas como "o portal por onde uma criança vem ao mundo" e cobertas por um pigmento de cor ocre vermelho, que simbolizava o sangue e que estavam intimamente ligados ao ritual de adoração às estatuetas femininas. Constatou-se por escavações que estas estatuetas eram encontradas muitas vezes numa posição central, em oposição aos símbolos masculinos, localizados em posições periféricas ou ladeando as estatuetas femininas.[24]

O cultivo da terra deu origem a cultos agrários, já que acreditava-se que haviam fenômenos naturais e forças sobrenaturais que influenciavam as colheitas. Surgiram assim as primeiras estátuas, que mostram uma deusa, ligando a fertilidade da mulher à fertilidade da terra. Outra manifestação artística foi a criação dos monumentos megalíticos, para o culto funerário. Os mais simples são os menires e os dólmens. Ao agrupamento de vários menires em linha ou círculo dá-se o nome de cromeleques.[25]

Progressos técnicos

O Neolítico caracteriza-se essencialmente pelo surgimento da pedra polida, que era usada em machados e outros instrumentos. Técnicas como a cerâmica, a tecelagem, cestaria, moagem, a descoberta da roda e a tração animal mostram os grandes progressos técnicos observados neste período.[9][26]

Tecnologia Efeito Ano aproximado
Pedra polida Ferramentas mais eficientes (machados, lâminas) 10.000 a.C.
Agricultura Produção de alimentos, sedentarização 10.000 a.C. – 9.000 a.C.
Construção de habitações permanentes Sedentarização, proteção, organização social 9.000 a.C. – 8.000 a.C.
Domesticação de animais Fonte de alimento, transporte e trabalho 9.500 a.C. – 8.000 a.C.
Ferramentas de osso e chifre Agulhas, anzóis, utensílios domésticos 9.000 a.C. – 8.000 a.C.
Cerâmica Armazenamento e cozimento de alimentos 9.000 a.C. – 8.500 a.C.
Moagem de grãos Transformar cereais em farinha 9.000 a.C.
Cestaria Confecção de cestos, transporte e armazenamento 8.500 a.C. – 7.500 a.C.
Tanoaria e curtimento de peles Produção de roupas e abrigo 8.500 a.C. – 7.500 a.C.
Impressões e gravações decorativas Comunicação simbólica e expressão cultural 8.500 a.C. – 7.000 a.C.
Tecelagem (fragmentos) Produção de tecidos e roupas (fragmentos têxteis de Çatalhöyük) 7.000 a.C. – 6.500 a.C.
Tecelagem de cordas e cordoaria (fuso) Corda para transporte, pesca, ferramentas 7.500 a.C. – 7.000 a.C.
Tração animal Trabalho agrícola e transporte 4.000 a.C.3.500 a.C.
Roda Transporte de cargas e veículos 3.500 a.C.
Torno de oleiro / roda de oleiro Produção mais rápida de cerâmica 3.500 a.C.3.000 a.C.

Agricultura

Uma mudança significativa e abrangente na subsistência e no estilo de vida humano ocorreu nas áreas onde a agricultura e o cultivo foram desenvolvidos pela primeira vez: a dependência anterior de uma técnica de subsistência essencialmente nômade de caçadores-coletores ou da transumância pastoral foi inicialmente complementada e, posteriormente, cada vez mais substituída pela dependência dos alimentos produzidos em terras cultivadas. Acredita-se também que esses desenvolvimentos tenham incentivado consideravelmente o crescimento de assentamentos, visto que a crescente necessidade de dedicar mais tempo e trabalho ao cultivo exigia moradias mais localizadas. Essa tendência continuou na Idade do Bronze, dando origem, eventualmente, a cidades agrícolas permanentemente estabelecidas e, mais tarde, a cidades e estados cujas populações maiores podiam ser sustentadas pelo aumento da produtividade das terras cultivadas.

As profundas diferenças nas interações humanas e nos métodos de subsistência associados ao início das práticas agrícolas primitivas no Neolítico foram denominadas Revolução Neolítica, um termo cunhado na década de 1920 pelo arqueólogo australiano Vere Gordon Childe.

Um dos benefícios potenciais do desenvolvimento e da crescente sofisticação da tecnologia agrícola era a possibilidade de produzir excedentes de colheitas, ou seja, suprimentos alimentares acima das necessidades imediatas da comunidade. Os excedentes podiam ser armazenados para uso posterior ou, possivelmente, trocados por outros bens de primeira necessidade ou luxo. A vida agrícola oferecia segurança que a vida nômade não podia proporcionar, e as populações agrícolas sedentárias cresciam mais rapidamente do que as nômades.

No entanto, os primeiros agricultores também foram afetados negativamente em tempos de fome, como as causadas por secas ou pragas. Nos casos em que a agricultura se tornou o modo de vida predominante, a sensibilidade a essas escassez podia ser particularmente aguda, afetando as populações agrícolas a um ponto que, de outra forma, não teria sido rotineiramente experimentado pelas comunidades de caçadores-coletores anteriores.[27] Contudo, as comunidades agrícolas em geral mostraram-se bem-sucedidas, e seu crescimento e a expansão do território cultivado continuaram.

Outra mudança significativa pela qual muitas dessas comunidades recém-agrícolas passaram foi na dieta. As dietas pré-agrícolas variavam de acordo com a região, a estação do ano, os recursos vegetais e animais locais disponíveis e o grau de pastoreio e caça. A dieta pós-agrícola restringia-se a um conjunto limitado de cereais cultivados com sucesso, plantas e, em graus variáveis, animais domesticados e produtos de origem animal. A suplementação da dieta por meio da caça e da coleta foi, em diferentes graus, prejudicada pelo aumento da população acima da capacidade de suporte da terra e pela alta concentração de população sedentária local. Em algumas culturas, houve uma mudança significativa para um maior consumo de amido e proteína vegetal. Os benefícios e desvantagens nutricionais relativos dessas mudanças alimentares e seu impacto geral no desenvolvimento inicial da sociedade ainda são debatidos.

Além disso, o aumento da densidade populacional, a diminuição da mobilidade populacional, a maior proximidade contínua com animais domésticos e a ocupação contínua de locais comparativamente densamente povoados teriam alterado as necessidades de saneamento e os padrões de doenças.

Cerâmica

A cerâmica no Neolítico representa um marco significativo no desenvolvimento tecnológico das sociedades pré-históricas, refletindo tanto avanços na produção material quanto mudanças socioeconômicas. Trata-se da confecção de recipientes de argila moldada e posteriormente cozida, destinados principalmente ao armazenamento, preparo e transporte de alimentos e líquidos.[8][28]

Os vasos cerâmicos neolíticos apresentavam diferentes formas e tamanhos, muitas vezes decorados com padrões geométricos ou impressões obtidas por instrumentos rudimentares, como cordas ou dentes de pedra. O cozimento da argila em fogo controlado conferia resistência e durabilidade aos objetos, permitindo maior segurança no armazenamento de grãos, sementes e água.[29][30][31]

A introdução da cerâmica está frequentemente associada à sedentarização e ao desenvolvimento da agricultura, uma vez que o armazenamento eficiente de excedentes alimentares possibilitou a estabilidade das comunidades. Além disso, a cerâmica desempenhou papel simbólico e cultural, evidenciado por estilos e decorações regionais que refletem identidade e comunicação social entre grupos neolíticos.[29]

Estudos arqueológicos indicam que as primeiras cerâmicas neolíticas surgiram independentemente em várias regiões, incluindo o Crescente Fértil, a China e o Japão, destacando o caráter universal do avanço tecnológico proporcionado por essa técnica.[32]

Tecelagem

A tecelagem no Neolítico constitui um avanço técnico relevante,[33] vinculado à produção de tecidos a partir de fibras vegetais ou animais.[34] Esse processo envolvia a preparação das fibras (como linho, cânhamo, algodão ou lã), o entrelaçamento sistemático por meio de técnicas manuais ou com auxílio de instrumentos rudimentares, como teares simples, e a obtenção de tecidos com diferentes densidades, texturas e padrões.

O desenvolvimento da tecelagem está associado à necessidade de vestuário, proteção, armazenamento e utensílios domésticos, além de ter implicações econômicas e sociais, como a diferenciação de status e o comércio de produtos manufaturados. Evidências arqueológicas, como restos de fibras, fragmentos de tecidos e impressões em cerâmica, permitem identificar a prática da tecelagem em diversas regiões neolíticas, incluindo o Crescente Fértil, a Europa e a China.[34][33]

A técnica evoluiu gradualmente, influenciando outras atividades, como a cestaria e a confecção de cordas, demonstrando a interdependência entre diferentes progressos tecnológicos do período.[35]

Cestaria

A cestaria refere-se à confecção de recipientes, cestos e esteiras a partir de fibras vegetais ou outros materiais naturais, como juncos, cipós, canas e palha, utilizando técnicas de entrelaçamento, trançado ou urdidura. Essa tecnologia é considerada uma das mais antigas formas de manufatura de objetos funcionais, precedendo e, muitas vezes, coexistindo com a tecelagem de tecidos.[36]

No Neolítico, a cestaria estava intimamente ligada à sedentarização e à agricultura, já que cestos e recipientes trançados permitiam o armazenamento, transporte e proteção de sementes, grãos e outros alimentos.[36][37] Além disso, a cestaria tinha aplicações domésticas e utilitárias, como a confecção de esteiras, tapetes e armadilhas, e também desempenhava papel econômico e social, servindo em trocas, comércio e na diferenciação de status entre indivíduos ou grupos.[37][36]

Evidências arqueológicas incluem fragmentos de cestos carbonizados, impressões em cerâmica e fibras preservadas em condições especiais, encontradas em sítios do Crescente Fértil, Europa, China e América do Sul.[36][37] A análise desses achados demonstra uma variedade de técnicas de trançado e padrões, evidenciando um domínio crescente da manipulação de fibras e sua relação com outras tecnologias neolíticas, como tecelagem e cordaria.[38][36]

Moagem

A moagem consiste no processamento mecânico de plantas, principalmente cereais e leguminosas, com o objetivo de obter farinha, flocos ou sementes descascadas, facilitando o consumo e o armazenamento. No registro arqueológico, essa prática é documentada pelo conjunto de ferramentas denominado lítica de moagem, incluindo pedras de mós, mós superiores ou manuais (manos), mós do tipo vai‑e‑vem (saddle quern) e, posteriormente, mós rotativas, além de microresíduos de amido e fitólitos e sinais de desgaste nas superfícies das pedras.[39][40]

No Neolítico, as técnicas mais comuns incluíam o uso de mós do tipo vai‑e‑vem, compostas por uma laje inferior e uma pedra manual superior utilizada em movimento recíproco, e conjuntos portáteis de mão e base (mano e metate). Em algumas regiões, surgem mós rotativas, mais eficientes, permitindo moagem contínua. Estudos experimentais demonstram diferenças de esforço e produtividade entre os tipos de moagem.[40]

A moagem era usada para transformar grãos em farinha com maior digestibilidade e menor tempo de cozimento, processar raízes e outras plantas, além de possibilitar preparações culinárias e, possivelmente, rituais domésticos. As evidências incluem depósitos de mós associados a habitações, microresíduos de cereais e padrões de desgaste nas superfícies líticas. Exemplos notáveis incluem sítios no Crescente Fértil, Europa e Mediterrâneo ocidental, como Göbekli Tepe, Ohalo II e La Marmotta.[41][42]

Além do aspecto alimentar, estudos indicam que algumas mós tinham significado social ou simbólico, como em deposições ritualizadas. A intensidade do processamento cerealífero acompanha a transição para modos de vida mais sedentários e agrícolas, refletindo diferenças regionais de tecnologia e organização do trabalho coletivo.[43]

Roda

A roda é considerada uma das inovações tecnológicas mais importantes do período pré-histórico, surgindo de forma gradual. Inicialmente, o conceito de disco rotativo foi aplicado em torno de oleiro, antes de ser adaptado a veículos com eixo.[44]

Os primeiros indícios arqueológicos do uso da roda datam do IV milénio a.C., no Crescente Fértil e em áreas da Europa central. O vaso de Bronocice, encontrado na Polônia, apresenta motivos incisos interpretados como um veículo de quatro rodas, datados do meio do IV milénio a.C.[44]

A roda preservada mais antiga, com eixo completo, foi descoberta nos Pântanos de Liubliana (Eslovénia) e data de aproximadamente 3200–3350 a.C.[45] A partir do II milénio a.C., surgem as rodas com raios, associadas a veículos leves e carros de guerra na Anatólia e no Cáucaso, indicando evolução técnica contínua conforme novas funções surgiam.[44]

A descoberta e difusão da roda permitiu avanços no transporte, na agricultura e na indústria artesanal, sendo uma inovação central no processo de sedentarização e desenvolvimento das primeiras sociedades complexas.[45][44]

Declínio na Saúde

Durante o Neolítico, a transição de sociedades caçadoras-coletoras para comunidades agrícolas sedentárias teve impacto significativo na saúde humana. Evidências osteoarqueológicas indicam que, embora a agricultura tenha permitido o aumento populacional e a estabilidade alimentar, ela também trouxe consequências negativas à saúde das populações.[46][47]

Problemas dentários e nutricionais

O consumo intensivo de cereais processados levou a um aumento de cáries dentárias e desgaste dentário, em comparação com populações caçadoras-coletoras que apresentavam dieta mais diversificada e rica em proteínas animais.[46][48][49][47] Além disso, a dependência de poucos tipos de plantas cultivadas pode ter causado deficiências nutricionais, como anemia por deficiência de ferro.[50]

Doenças infecciosas

O sedentarismo e a densidade populacional mais elevada favoreceram a propagação de doenças infecciosas. Enteroparasitoses, tuberculose e outras infecções foram mais frequentes em assentamentos permanentes, devido à proximidade entre indivíduos e ao contato mais constante com animais domésticos.[51][52][53]

Alterações esqueléticas

A análise de esqueletos neolíticos revela alterações musculoesqueléticas relacionadas ao trabalho agrícola, como degeneração articular, deformidades vertebrais e sobrecarga em membros superiores e inferiores. Tais modificações refletem a intensificação de atividades físicas repetitivas, como a moagem, o cultivo e o transporte de cargas pesadas.[54]

Habitações

A habitação dos primeiros humanos mudou drasticamente do Paleolítico Superior para o Neolítico. No Paleolítico, as pessoas normalmente não viviam em construções permanentes. No Neolítico, começaram a surgir casas de tijolos de barro revestidas com gesso.[55][56] O aumento do uso de argila na construção, juntamente com o desenvolvimento da cerâmica e de outros artefatos feitos de argila, levou alguns a se referirem ao período Neolítico como a Era da Argila.[57] O crescimento da agricultura tornou as casas permanentes muito mais comuns. Em Çatalhöyük, há 9.000 anos, as entradas eram feitas no telhado, com escadas posicionadas tanto na parte interna quanto na externa das casas.[55] Os assentamentos com casas sobre palafitas eram comuns na região dos Alpes e da Planície Padana (Terramare).[58] Restos mortais foram encontrados no pântano de Ljubljana, na Eslovênia, e nos lagos Mondsee e Attersee, na Alta Áustria, por exemplo.

Vestuário

Aparentemente, a maior parte das roupas era feita de peles de animais, como indicam os achados de um grande número de alfinetes de osso e chifre, ideais para prender couro. Tecidos de e linho podem ter se tornado disponíveis durante o Neolítico tardio,[59][60][61] conforme sugerem as descobertas de pedras perfuradas que (dependendo do tamanho) podem ter servido como fusos ou pesos de tear.[62][63]

Referências

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Ligações externas

Ver também

  • Civilização da Europa Antiga
  • Neolítico pré-cerâmico A
  • Neolítico pré-cerâmico B

Bibliografia complementar

  • J. Cauvin, Naissance des divinités, Naissance de l'agriculture. La révolution des symboles au Néolithique (CNRS 1994). Nascimento das Divindades. Nascimento da Agricultura. (Instituto Piaget 1999).
  • CHILDE, Vere Gordon. A evolução social. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.
  • BICHO, Nuno Ferreira. Manual de arqueologia pré-histórica. Lisboa: Edições 70, 2006. (ISBN: 9724413280).
  • SAHLINS, Marshall. Economia da Idade da Pedra. São Paulo: Jorge Zahar, 1972. (ISBN: 9788571107564).
  • CUNLIFFE, Barry. Europe Between the Oceans: Themes and Variations, 9000 BC-AD 1000. New Haven: Yale University Press, 2008. (ISBN: 9780300119237).
  • HODDER, Ian. The Leopard's Tale: Revealing the Mysteries of Çatalhöyük. London: Thames & Hudson, 2006. (ISBN: 9780500051412).
  • CAUVIN, Jacques. The Birth of the Gods and the Origins of Agriculture. Cambridge: Cambridge University Press, 2000. (ISBN: 9780521651356).
  • CLARK, Grahame. A Pré-História. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.
  • SCARRE, Chris. The Human Past: World Prehistory and the Development of Human Societies. London: Thames & Hudson, 2013. (ISBN: 9780500290637).
  • DIAMOND, Jared. Armas, germes e aço: os destinos das sociedades humanas. Rio de Janeiro: Record, 1997. (ISBN: 9788501053428).
  • REDMAN, Charles L. The Rise of Civilization: From Early Farmers to Urban Society in the Ancient Near East. San Francisco: W.H. Freeman, 1978. (ISBN: 9780716700562).