Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima
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![]() Esplanada dos Ministérios em Brasília | |
| Resumo do ministério | |
|---|---|
| Formação | 15 de março de 1985 (41 anos) |
| Tipo | Ministério |
| Jurisdição | |
| Sede | Esplanada dos Ministérios |
| Orçamento anual | R$ 3,2 bilhões (2022) [1] |
| Executivos da agência |
|
| Agência mãe | Poder Executivo do Brasil |
| Sítio oficial | www |
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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil é responsável, resumidamente, pela política nacional do meio ambiente. Desde 1º de abril de 2026, o atual ministro de estado é o biólogo e ambientalista João Paulo Capobianco[3], ocupando o cargo deixado pela historiadora, ativista ambiental e gestora pública acreana Marina Silva[4][5]
História
Foi criado com a denominação de Ministério do Desenvolvimento Urbano e do Meio Ambiente, em 15 de março de 1985, no governo de José Sarney, através do decreto nº 91.145, tendo tido como primeiro titular, o ministro Flávio Rios Peixoto da Silveira que havia sido anteriormente Secretário estadual de Planejamento do Estado de Goiás entre 1983 e 1985[6].
Anteriormente as atribuições desta pasta ficavam a cargo da Secretaria Especial de Meio Ambiente (SEMA), do então denominado Ministério do Interior, criada através do decreto nº 73.030, de 30 de outubro de 1973[7], a qual teve o biólogo e advogado Paulo Nogueira Neto como único secretário entre 1973 e 1985[8].
Em 1990, no governo Fernando Collor de Mello, o Ministério do Meio Ambiente foi transformado em Secretaria do Meio Ambiente, diretamente vinculada à Presidência da República. Esta situação foi revertida pouco mais de dois anos depois, em 19 de novembro de 1992, no governo Itamar Franco, com a promulgação da lei que reestruturou a organização administrativa do Poder Executivo e deu à pasta ministerial o nome Ministério do Meio Ambiente (MMA)[9], tendo como ministro Fernando Coutinho Jorge, economista e ex-senador paraense.[10]
Em 1993, este órgão público foi transformado em Ministério do Meio Ambiente e da Amazônia Legal[9][11] e, em 1995, em Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal, adotando, posteriormente, o nome de Ministério do Desenvolvimento Urbano e do Meio Ambiente. Em 1999, no governo Fernando Henrique Cardoso, retornou à denominação de Ministério do Meio Ambiente, tendo como ministro Sarney Filho.[12]
Em 29 de Dezembro de 2022, pouco após ter sido anunciada como Ministra de Estado, Marina Silva anuncia que o MMA adotará o novo nome de Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática[13] a partir de 1º de Janeiro de 2023, o que efetivamente ocorreu, com uma pequena variação da nomenclatura anunciada, com a publicação do Decreto presidencial no D.O.U. do citado dia em que já se apresenta o novo nome da pasta ministerial: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima[5].
Competências administrativas
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima[5] foi criado para realizar o planejamento, coordenação, supervisão e controle das ações relativas ao meio ambiente[9][14]. Assim, ele possui a atribuição de executar as seguintes políticas públicas que são de sua responsabilidade:
- Política nacional do meio ambiente[9][11][8][14];
- Políticas e programas ambientais para a Amazônia e para os demais biomas brasileiros[14][8];
- Política dos recursos hídricos[8][14];
- Política nacional de segurança hídrica[14];
- Políticas de preservação, conservação e utilização sustentável de ecossistemas, biodiversidade e florestas[14];
- Políticas para a integração da proteção ambiental com a produção econômica[14];
- Estratégias, mecanismos e instrumentos regulatórios e econômicos para a melhoria da qualidade ambiental e o uso sustentável dos recursos naturais[14];
- Política nacional sobre mudanças climáticas[13][14];
- Zoneamento ecológico-econômico e outros instrumentos de ordenamento territorial, incluído o planejamento espacial marinho, em articulação com outros Ministérios competentes[8][14];
- Gestão de florestas públicas para a produção sustentável[14];
- Gestão do Cadastro Ambiental Rural (CAR) em âmbito federal[14];
- Políticas para a integração entre a política ambiental e a política energética[14];
- Políticas de proteção e de recuperação da vegetação nativa[14];
- Qualidade ambiental dos assentamentos humanos, em articulação com o Ministério das Cidades[14];
- Política nacional de educação ambiental, em articulação com o Ministério da Educação[14]; e
- Gestão compartilhada dos recursos pesqueiros, em articulação com o Ministério da Pesca e Aquicultura[14].
Estrutura organizacional
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima[5] possui sua estrutura organizacional composta pelos seguintes órgãos e unidades:
- Órgãos de assistência direta e imediata: Gabinete do(a) Ministro(a); Secretaria-Executiva[7]; Assessoria Especial de Controle Interno (AECI); e Consultoria Jurídica (CONJUR)[14].
- Órgãos específicos singulares: Secretarias temáticas que formam o segundo escalão do governo federal (estas se subdividem em Departamentos especializados que formam o terceiro escalão)[7].
Órgãos colegiados
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima[5] já possuiu ou possui os seguintes colegiados administrativos com funções consultivas, deliberativas e normativas sob sua responsabilidade:
- Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA)[7][8];
- Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH)[8];
- Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGen)[14];
- Conselho Nacional da Amazônia Legal (CONAMAZ)[11][8];
- Conselho Nacional da Borracha (CNB)[11];
- Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD)[14];
- Comitê Gestor do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima[14];
- Conselho Deliberativo do Fundo Nacional do Meio Ambiente[11].
Entidades vinculadas
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima[5] já possuiu ou possui as seguintes entidades da Administração Pública indireta (autarquias, fundações, agências reguladoras) sob sua responsabilidade:
Ver também
- Ministérios do Brasil
- Lista de ministros
Referências
- ↑ Orçamento da União (2022). «Lei nº 14.303, de 21 de janeiro de 2022». Imprensa Nacional. Anexo II. Consultado em 20 de fevereiro de 2022
- ↑ CartaCapital, Wendal Carmo Repórter do site de (31 de março de 2026). «Quem é João Paulo Capobianco, novo ministro do Meio Ambiente». CartaCapital. Consultado em 1 de abril de 2026
- ↑ «Aliado histórico de Marina Silva assume Ministério do Meio Ambiente; saiba quem é João Capobianco». G1. 31 de março de 2026. Consultado em 8 de abril de 2026
- ↑ «Quem é quem: os 37 ministros empossados por Lula». G1. Consultado em 1 de janeiro de 2023
- 1 2 3 4 5 6 «DECRETO DE 1º DE JANEIRO DE 2023». Diário Oficial da União. 1 de janeiro de 2023. Consultado em 2 de janeiro de 2023
- ↑ Venturini, Fabio (2017). «Direcionamento da agenda no processo de construção da "Aliança Democrátcia frente Liberal-PMDB" para as eleições Indiretas de 1985». Revista Estudos Políticos. Consultado em 2 de janeiro de 2023
- 1 2 3 4 Abers, Rebecca Neaera; Oliveira, Marília Silva de (2015). «Nomeações políticas no Ministério do Meio Ambiente (2003-2013): interconexões entre ONGs, partidos e governos». Opinião Pública. Consultado em 2 de janeiro de 2023
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Gusmão, Paulo Pereira de; Pavão, Bianca Borges Medeiros (2020). «(Des)construção da gestão ambiental no Brasil: De Paulo Nogueira Neto (1973) a Ricardo Salles (2020)». AMBIENTES: Revista de Geografia e Ecologia Política. Consultado em 2 de janeiro de 2023
- 1 2 3 4 «LEI N° 8.490, DE 19 DE NOVEMBRO DE 1992». Diário Oficial da União. 19 de novembro de 1992. Consultado em 2 de janeiro de 2023
- ↑ Cabral, Eugênia Rosa (2007). «ARTICULAÇÃO DE INTERESSES DO EMPRESARIADO INDUSTRIAL NO PROCESSO DE PRODUÇÃO DA REGULAÇÃO AMBIENTAL: convergências e divergências» (PDF). UFMG. Consultado em 1 de janeiro de 2023
- 1 2 3 4 5 «LEI Nº 8.746, DE 9 DE DEZEMBRO DE 1993». Diário Oficial da União. 9 de dezembro de 1993. Consultado em 2 de janeiro de 2023
- ↑ Boeira, Sergio Luís (2003). «POLÍTICA & GESTÃO AMBIENTAL NO BRASIL: DA RIO-92 AO ESTATUTO DA CIDADE». Revista Alcance. Consultado em 2 de janeiro de 2023
- 1 2 «Marina anuncia novo nome do ministério: Meio Ambiente e Mudança Climática». UOL. Consultado em 31 de dezembro de 2022
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 «MEDIDA PROVISÓRIA Nº 1.154, DE 1º DE JANEIRO DE 2023». Diário Oficial da União. 1 de janeiro de 2023. Consultado em 2 de janeiro de 2023
Ligações externas
- «Página oficial»
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