Guaratinguetá

Guaratinguetá
Estância Turística de Guaratinguetá
Vista aérea da cidade
Vista aérea da cidade
Vista aérea da cidade
Hino
LemaPavlistarvm arx
"Cidadela dos Paulistas"
Gentílicoguaratinguetaense
Localização da Guaratinguetá em São Paulo
Localização da Guaratinguetá em São Paulo
Localização da Guaratinguetá em São Paulo
Guaratinguetá está localizado em: Brasil
Guaratinguetá
Localização da Guaratinguetá no Brasil
Mapa da Guaratinguetá
Coordenadas: 🌍
PaísBrasil
Unidade federativaSão Paulo
Região metropolitanaVale do Paraíba e Litoral Norte
Municípios limítrofesAparecida, Campos do Jordão, Cunha, Delfim Moreira (MG), Lagoinha, Lorena, Pindamonhangaba, Piquete e Potim.
Distância até a capital175 km[1]
Fundação13 de junho de 1630 (395 anos)
Governo
  Prefeito(a)Antônio Gilberto Filippo Fernandes Júnior (PSD, 2025–2028)
Área
  Total [2]752,636 km²
Altitude530 m
População
  Total (Censo 2022-IBGE[3])118 044 hab.
  PosiçãoSP: 67º
Densidade156,8 hab./km²
Climatropical de altitude
Fuso horárioHora de Brasília (UTC−3)
IDH (PNUD/2010[4])0,798 alto
  PosiçãoSP: 47.º
PIB (IBGE/2023[5])R$ 8 369 820,87 mil
  Per capita (IBGE/2023[5])R$ 70 904,25

Guaratinguetá é um município brasileiro do estado de São Paulo, sede da Região Geográfica Imediata de Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, uma das subsedes da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte e um dos polos sub-regionais do Brasil. Possuía 118 044 habitantes, segundo o censo de 2022[3]. Sua microrregião vive um processo de urbanização e foi elevada a Região Metropolitana.[6]

O município é um dos mais importantes do Vale do Paraíba, possuindo importância turística, industrial e comercial.[7][8] É um importante centro de comércio e prestação de serviços da região do fundo do Vale do Paraíba, atraindo pessoas dos municípios vizinhos e do sul de Minas Gerais.[9] É também a segunda maior economia[10] e um dos maiores municípios da região em relação à população. Além disso, possui o melhor índice de distribuição de renda de sua região e baixos índices de criminalidade.[11] Destaca-se, também, por ser um dos mais industrializados da região e por ter sido pioneiro nessa atividade econômica.[12][13] Ele abriga o maior complexo químico da América Latina, a BASF.[14] Apesar de a indústria dar destaque ao município, este não é o setor econômico que mais emprega no município, e sim os de comércio e serviços.[7]

O município ganha destaque por ser um importante ponto turístico de caráter religioso,[7] juntamente com o município vizinho de Aparecida. Juntos, movimentam grande quantidade de turistas durante o ano. Guaratinguetá, juntamente com os municípios vizinhos Aparecida e Cachoeira Paulista, desenvolveu o Circuito da Fé, na tentativa de ampliar seu setor turístico.[15] O turismo também vem se diversificando com o passar do tempo, e o município hoje apresenta também roteiros turísticos urbanos, históricos e ecológicos.[16]

O município é recortado pela Rodovia Presidente Dutra, sendo esta responsável pela recuperação econômica de todo o Vale do Paraíba; é recortado também por rodovias como a SP-171, que liga Guaratinguetá ao município de Cunha; a SP-62, que liga o município a Lorena; e a BR-459, que parte de Lorena, ligando o município ao sul de Minas Gerais, entre outras.

É conhecido na região pela tradição da comemoração do carnaval, iniciada pela tradição portuguesa do entrudo.[17] Atualmente, o município possui desfiles de escolas de samba e blocos carnavalescos.

Toponímia

Do tupi gûyratinga, garça, + etá, muitos (literalmente "numerosos", pois etá é um adjetivo em tupi), formando o que na gramática do tupi é conhecido como uma composição atributiva. Essas composições não ensejam a inversão dos termos da composição. Gûyratinga, por sua vez, é outra composição atributiva: gûyrá, pássaro, ting, branco, -a, sufixo substantivador.

De origem tupi, a palavra "Guaratinguetá" significa "muitas garças", pela junção de gûyrá, pássaro, ting, branco (garça: literalmente, "pássaro branco"), e etá, muitos.[18][19] Recebeu esse nome pela grande quantidade de garças existente nos domínios do município.[20]

Apelidos

Guaratinguetá, durante sua existência, recebeu diversos apelidos, tais como:

  • Capital do Fundo do Vale[7]

É como é chamado na sua região, por ser um importante polo comercial e industrial, abastecendo comercialmente municípios vizinhos e do sul de Minas. Além disso, o município é um dos maiores da região, tanto em população como em importância econômica. O alto indicador social também contribuiu para tal título.

  • Atenas do Vale do Paraíba[21]
Monumento às Três Garças.

Foi o título dado ao município principalmente ente 1920 e 1960, por causa da instalação da Escola Normal, na época uma das poucas do interior do Brasil. Com isso, outras instituições de ensino se instalaram no município, atraindo professores e estudantes. Outro fator que influenciou esse apelido foi a grande quantidade de eventos culturais que havia na época na cidade, como: o Clube Literário, as serenatas, cabarés, o Centro Social, os grêmios, hipódromos, teatros e cinemas.

  • Cultura

É como Guaratinguetá é conhecido por muitos. Por ser o município mais velho do Vale do Paraíba e terra natal de muitas personalidades artísticas, como Dilermando Reis e Bonfiglio de Oliveira, Guaratinguetá é considerado o município mais rico em cultura na região.

  • Guará

Como o nome do município é grande, os moradores preferem, muitas vezes, utilizar-se de sua abreviatura "Guará". O que, muitas vezes, gera confusão com o município de Guará, no nordeste do estado.

  • Garça do Vale

Apelido dado a Guaratinguetá pela grande quantidade de garças brancas no município. Hoje, esse apelido também está ligado ao time de futebol do município.

História

Séculos XVI, XVII e XVIII

Na época da chegada dos europeus ao Brasil, em 1500, a região do Vale do Paraíba Paulista, onde Guaratinguetá se situa, era habitada por indígenas guaianás, guaramomis, tamoios e puris.[22]

A área vale-paraibana paulista foi ocupada por colonos e bandeirantes vindos do Planalto de Piratininga no final do século XVI e início do século XVII. Esses colonizadores se fixaram em busca de terras férteis para a agricultura e indígenas para escravizar e fundaram povoações que dariam origem a cidades, como Guaratinguetá, Taubaté e Jacareí.[23][24][25]

Em 13 de junho de 1630, dia de Santo Antônio, o bandeirante Jaques Félix ergueu uma capela de pau-a-pique coberta de sapé em louvor a esse santo, em terreno alto, no local da atual matriz de Guaratinguetá, surgindo assim a povoação com o mesmo nome da cidade atual, elevada à categoria de vila em 13 de fevereiro de 1651, com o nome de Santo Antônio de Guaratinguetá, por iniciativa do Capitão Domingos Luís Leme.[26][18]

O traçado do povoado e posteriormente vila apresentava uma característica muito peculiar. A matriz fora construída em um terreno alto e irregular, o que exigiu que a praça principal, tipicamente posta em frente ao templo, precisasse ser construída em outro ponto, na praça atualmente denominada Conselheiro Rodrigues Alves, ali abrigando a Casa da Câmara e Cadeia e o pelourinho. A divisão do traçado urbano em duas praças deu um aspecto diferenciado a Guaratinguetá, em que a praça de baixo concentrava o comércio e a administração e a praça alta era restrita ao templo.[27]

Segundo o viajante português Augusto Emílio Zaluar, em sua passagem pela Província de São Paulo em meados do século XIX:

O capitão Domingos Leme foi o fundador desta vila, na qual tendo levantado pelourinho por ordem do capitão-mor ouvidor Dionísio da Costa, em nome do donatário D. Diogo de Faro e Sousa, a 13 de fevereiro de 1651, lhe fez as justiças em 5 de julho de 1656 o capitão-mor ouvidor em nome do donatário Luís Carneiro, conde da Ilha do Príncipe.”[28]

A cidade ganhou importância estratégica, por estar nos caminhos que ligavam a Minas Gerais e ao Rio de Janeiro. No início do século XVIII, foram estabelecidos dois postos de pedágio nas margens do Rio Paraíba do Sul, em Guaratinguetá, de onde se cobravam impostos para viajantes e mercadorias que circulavam pela região. Em 1788, a arrecadação desses pedágios era a segunda maior de toda a Capitania de São Paulo, perdendo apenas para os pedágios de Curitiba, por onde passavam as tropas e mulas vindas do sul do país. Além disso, a vila se destacava por abastecer as jazidas de Minas Gerais.[29]

Em 1717, nas proximidades do município, onde hoje é o município de Aparecida (emancipada de Guaratinguetá em 1928), três pescadores encontraram uma pequena imagem de Nossa Senhora da Conceição nas águas do Rio Paraíba do Sul, assim nascendo a devoção a Nossa Senhora Aparecida, que se tornaria a padroeira do Brasil. Em 1739, nasceu, na vila de Santo Antônio de Guaratinguetá, Antônio de Sant’Ana Galvão (1739-1822), o Frei Galvão, aquele que, em 1998, se tornaria o primeiro santo brasileiro. Nesse século, novos templos religiosos se ergueram na cidade, como é o caso da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos (demolida em 1935).[30][18]

Até meados para final do século XVIII, a economia local era baseada na agricultura de subsistência, de gêneros como milho, feijão, arroz e mandioca.[31]

No final do século XVIII, Guaratinguetá perdeu uma grande parte de seu território, com a emancipação do município de Cunha. Ainda assim, a economia do município começou a se desenvolver, junto com o plantio da cana-de-açúcar, que passou a ser a principal fonte de renda de Guaratinguetá. Por consequência, Guaratinguetá se tornou uma das principais vilas da Capitania de São Paulo.[7][18]

Século XIX

Vista de Guaratinguetá em 1835 (1942), de José Canella Filho. Acervo do Museu do Ipiranga.

No início do século XIX, a vila recebeu a visita de viajantes que passavam pelo Brasil, como von Spix e von Martius (1817) e Saint-Hilaire (1822).[32]

Às portas da cidade, havia uma figueira monumental, plantada por tropeiros, cuja sombra poderia abrigar uma porção de cavaleiros. Em 1860, em seu tronco, podia-se ver (a altura de 3 homens) entalhada a assinatura de D. Pedro I, que passara por Guaratinguetá em 11 de julho de 1822, a caminho do Ipiranga para proclamar a independência do Brasil, e se hospedara na casa do capitão-mor Manuel José de Melo.[28]

Em 1844, a vila de Santo Antônio de Guaratinguetá foi elevada à categoria de vila, com o nome Guaratinguetá e, em 1852, se tornou comarca. Em 1848, nasceu, nesse município, Francisco de Paula Rodrigues Alves, que seria governador do estado de São Paulo por mais de um mandato e presidente da República.[7][18]

O café foi introduzido em Guará nas primeiras décadas do século XIX, logo se tornando a principal atividade econômica da vila. No entanto, a vila manteve uma produção agrícola mais diversa que outras vilas vale-paraibanas, conciliando o cultivo do grão com o de cana-de-açúcar, feijão, milho, arroz, algodão, fumo e mandioca. Em 1854, a produção cafeeira da cidade atingiu 100,8 mil arrobas. Para trabalhar nas lavouras cafeeiras, foram trazidos negros escravizados, os quais, no censo de 1872, representavam 21% da população da vila.[33]

Junto com o progresso do café, veio à vila o desenvolvimento econômico, político, social e urbano.[7]

Em 1860, a cidade de 34 mil habitantes era acessada da estrada por uma viela estreita e tortuosa, povoada por casebres. A partir dela, passava-se por uma calçada ladeirenta e pedregosa, para chegar a uma "praça de aspecto desolador", mesmo aspecto que tinham as ruas, as praças e os largos. Bois, vacas, carneiros e porcos se alimentavam tranquilamente nas praças públicas com o que sobrava do último mercado.[28]

Edifícios públicos e construções particulares possuíam o mesmo aspecto arquitetônico. O edifício que abriga cadeia e a casa da câmara precisava de reparos urgentes. A igreja matriz de Santo Antônio era grande, com fachada de "severa arquitetura", edificada no alto, mas sem uma praça em sua frente. O custo de sua construção foi arcado pelos fiéis. Havia também a capela do Santíssimo Sacramento, dourada, custeada pelo finado alferes Antônio de Paula e Silva. Além delas, existiam as igrejas do Rosário, de S. Gonçalo, Santa Rita e a capela de S. Miguel; e outras seis capelas (cinco delas abandonadas; a de Nossa Senhora da Aparecida era a única ainda em uso). Eram dois cemitérios fora da cidade: o da irmandade de São Miguel, pequeno e com uma capela; e o da irmandade dos Passos, espaçoso e onde todos os falecidos dentro da cidade eram sepultados.[28]

O inspetor era Flamínio Antônio do Nascimento Lessa, deputado à assembleia provincial. Havia duas escolas públicas de ensino primário com 115 alunos ao todo; duas particulares, com 48 alunos; uma escola para meninas com 30 alunas; uma cadeira de latim e francês para 16 alunos; e um colégio particular para meninas com 16 alunas. O número dos alunos que frequentavam as escolas era muito menor do que o número de matriculados. Havia duas bandas de excelente música e também um pequeno teatro improvisado, sem forro ou assoalho, com quase nenhuma condição artística necessária para esse tipo de edifício. Mas era mais urgente a construção de um chafariz, já que a população bebia água diretamente do Rio Paraíba; e de um hospital de Misericórdia, pela existência de grande número de morféticos.[28]

Em 1860, havia uma grande cruz de madeira, pintada de preto, no alto de uma das calçadas da cidade. Sua função era servir de apoio para as cruzes utilizadas nas procissões de penitência. A cruz anterior havia caído. Essa segunda cruz fora benzida pelo padre Antônio Martiniano de Oliveira, então vigário de Guaratinguetá. Manuel era um homem de 40 anos, magro, de voz grave e perplexa, com semblante austero como São Jerônimo. Esteve envolvido na criação do Asilo Religioso das Irmãs do Bom Pastor (nos moldes das Recolhidas de Bordéus, de Mme Lamuŕu). O asilo foi iniciado na casa patrimonial em 21 de outubro de 1856 e depois transportado para a Rua Nova da Ponte; onde metade da casa fora comprada com verba do vigário e de seus fiéis, e a outra metade fora cedida pela finada D. Antônia Francisca das Chagas Paula. Atendia a 57 recolhidas, sendo 22 órfãs e menores, era dirigido por D. Maria Rosa de Jesus, e D. Mariana Antônia de Jesus. Era mantido pelo trabalho das recolhidas e por esmolas dos fiéis.[28]

Por duas vezes, a cidade foi visitada pela família imperial brasileira: em 1868 e em 1884. Em 1860, a cidade enviou, para a Guerra do Paraguai, voluntários, guardas nacionais e escravos.

Em 1869, Guaratinguetá recebeu a Santa Casa de Misericórdia, regida na época pela Irmandade dos Passos, que já tinha, em 1855, dado origem ao Cemitério dos Passos.

A Estrada de Ferro do Norte chegou à cidade em 1877, ligando Guaratinguetá à corte no Rio de Janeiro e a São Paulo. Data da mesma época a criação de um Clube Republicano, junto a intensa atividade abolicionista.

Com a abolição da escravatura, o município buscou a colaboração estrangeira para o cultivo do solo. Em 1892, ocorreu a instalação da Colônia do Piaguí, com a integração de mão de obra de imigrantes italianos, austríacos, alemães, suecos, belgas, franceses e poloneses.

Nesta mesma época, ocorreu a inauguração do Teatro Carlos Gomes (abrigou a sede da prefeitura entre 1933 e 2013), a construção da ponte metálica que ligava a cidade ao bairro do Pedregulho, a inauguração do Banco Popular e do Mercado Municipal, inaugurado em 7 de novembro de 1889 com estilo imitando uma galeria clássica toscana.[34] Foi instalada a Caixa d’Água e a rede de esgoto urbano. Nessa mesma época, foi fundado o primeiro grupo escolar, no Edifício Doutor Flamínio Lessa.[7][18]

Ainda durante o final do século XIX, no ano de 1890, a então ferrovia, inaugurada 13 anos antes, que cortava a região foi encampada pela Estrada de Ferro Central do Brasil, que possibilitou a ligação direta e sem baldeações de Guaratinguetá com o Rio de Janeiro, então capital federal.[18]

No final do século XIX, a produção de café vale-paraibana entrou em decadência, devido à concorrência com outras regiões do interior paulista e o esgotamento dos solos.[35]

Século XX

No ano de 1902, ocorreu a instalação da Escola Complementar e da Escola Normal, para a formação de professores. Nessa época, também houve a criação do Ginásio Nogueira da Gama e do seu internato. As escola de comércio, farmácia e odontologia foram fundadas. Com a abertura das escolas, principalmente da Escola Normal, Guaratinguetá tornou-se um importante centro de cultura, pois atraía para a cidade estudantes e professores vindos de diversas regiões do estado e de Minas Gerais.[7]

A rede de energia elétrica foi inaugurada na cidade em 1905, e com isso foi instalada uma linha de bonde elétrico, ligando Guaratinguetá ao seu antigo distrito de Aparecida. O bonde deixaria de funcionar em 1952.

Com a decadência do café, a policultura de gêneros como a cana-de-açúcar e arroz se tornou a base econômica do município. Na década de 1920, a pecuária leiteira foi introduzida no Vale do Paraíba por migrantes vindos do Sul de Minas Gerais e logo se tornou uma importante fonte de renda para Guaratinguetá.[36][37]

O desenvolvimento da economia do município fez com que surgissem na cidade as primeiras associações de classe, como a Associação dos Empregados do Comércio, a Associação Comercial e Industrial de Guaratinguetá, a União Produtora de Laticínios, a Cooperativa de Laticínios de Guaratinguetá e a Associação Agropecuária, além de uma loja maçônica e de uma caixa rural.

Prédio destruído por bombardeio aéreo durante a Revolução Constitucionalista de 1932.

Na Revolução Constitucionalista de 1932, a cidade foi palco de batalhas entre tropas paulistas e tropas federais lideradas por Getúlio Vargas. Em setembro de 1932, no último mês do conflito, Guaratinguetá foi a última linha defensiva dos soldados paulistas, cujas trincheiras localizavam-se no atual bairro Engenheiro Neiva, nos arredores da Estação Ferroviária Engenheiro Neiva e alinhadas no sentido noroeste-sudeste. Trata-se do local da "Última Trincheira" a que Guilherme de Almeida fez referência em seu poema Oração ante a última trincheira. O poeta e imortal da Academia Brasileira de Letras foi combatente nesse setor durante aquele conflito e escreveu o poema quando da retirada geral das tropas paulistas da localidade. Consta também que o município foi muito visado pela artilharia e pelos aviões "vermelhinhos" das tropas federais.[38][39]

A partir da década de 1950, a atividade industrial cresceu em Guaratinguetá, com a abertura da Rodovia Presidente Dutra.[37] Na área educacional, chegaram à cidade o SENAC "Nelson Antônio Mathídios dos Santos" e a FATEC (Faculdade Tecnológica), além de ter ocorrido a criação dos museus Frei Galvão e Rodrigues Alves. Também nessa década foi criada a Escola de Especialistas de Aeronáutica, dando grande impulso à economia da cidade.

Em 1991, o município sofreu a última perda territorial, com a emancipação do distrito de Potim.[40]

Século XXI

No início do século, com a canonização de Frei Galvão, em 2007, a atividade turística começou a aumentar no município.[7][18][41]

Geografia

Rua Monsenhor Filippo, no centro da cidade.

A conurbação de Guaratinguetá com cidades vizinhas como Aparecida, Potim, Roseira, Lorena, Cruzeiro e Cachoeira Paulista é visível a todos que passam pela região. Apesar de este processo se dar de forma lenta, a população da área conurbada gira em torno de 430 mil habitantes.[25]

A Microrregião de Guaratinguetá inteira possui por volta de quinhentos mil habitantes e um grande potencial agrícola, industrial e turístico.

Guaratinguetá se limita com as cidades de Aparecida ao sul, com Lorena ao leste, com Potim ao oeste, Campos do Jordão a noroeste, Delfim Moreira e Itajubá ao norte e Cunha ao leste.

Relevo

Guaratinguetá está assentada sobre terreno arqueano, formado do grande galho da Serra do Mar que parte do espigão principal nas cabeceiras do Rio Paraíba do Sul. Para margem do Rio Paraíba do Sul, o que se estende pelo município está sobre formação moderna considerada como terciária com uma sobrecapa de quaternário. A cidade cresceu à beira do Rio Paraíba do Sul e se estendeu sobre colinas e morros que recortam o município.[42]

Guaratinguetá localiza-se a 530 metros de altitude em relação ao nível do mar.

A área urbana localiza-se praticamente toda em região de planície. Morros recortam a cidade entre as zonas Norte e Oeste, entre o Centro Expandido e a Zona Sul e entre as zonas Sul e Leste.[25]

Meio ambiente

Em 1860, a vegetação do local era pouco opulenta, com pontos de "tufos de arbustos e alguns grupos de árvores mais ou menos corpulentas".[28]

Nas montanhas mais altas como a Serra do Mar e a Serra da Mantiqueira, a vegetação é formada por uma mata densa nas áreas mais altas, contrastando com a vegetação da parte mais baixa, repleta de plantas miúdas e retorcidas, típicas de áreas frias.

A região onde hoje se encontra a cidade era composta pela mata ciliar do Rio Paraíba do Sul, hoje praticamente devastada em muitas partes. Também havia ocorrência de áreas de campos, com uma vegetação mais espaçada.

A vegetação no município foi muito devastada desde a época do café. Hoje, com a ajuda da iniciativa privada,[43] a cidade vem passando por um processo de reflorestamento da mata ciliar do Rio Paraíba do Sul e de alguns ribeirões.

Na Zona Leste de Guaratinguetá, existe uma área de preservação ambiental denominada "Mata Viva",[42] que cobre aproximadamente 28 km de margem do Rio Paraíba do Sul.[42] Na cidade, há também o Ribeirão de Guaratinguetá, de onde é retirada a água que abastece o município, ao contrário das outras cidades do Vale, que utilizam a água do Rio Paraíba do Sul. No Ribeirão de Guaratinguetá, a empresa Basf,[44] que está situada no município, fez um projeto e reflorestou as margens do ribeirão,[45] ajudando na preservação do mesmo.

Hidrografia

O município é recortado pelo Rio Paraíba do Sul e pelo Ribeirão de Guaratinguetá, este último responsável pelo abastecimento de água do município. Alguns dos principais afluentes do Rio Paraíba do Sul são os ribeirões de Guaratinguetá, dos Lemes, dos Motas, Gomeral, São Gonçalo e Pilões; todos influem no traçado urbano de Guaratinguetá, delimitando zonas e separando bairros.[46] A empresa SAAEG (Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Guaratinguetá), que fornece o abastecimento de água na cidade, utiliza a água desse afluente, que segundo estudos é mais limpa que a do Rio Paraíba do Sul, com o que a água de Guaratinguetá é a mais limpa do Vale do Paraíba.[47]

Clima

O clima é subtropical úmido, com diminuição de chuvas no inverno (Köppen: Cfa), com temperatura média mínima de 16 °C e máxima de 25 °C, sendo a temperatura média de 20 °C.[48] As massas de ar equatorial continental, tropical atlântica e frente intertropical influenciam o clima da região.

Dados climatológicos para Guaratinguetá
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 27,5 28,0 26,9 25,7 23,2 22,8 22,7 24,5 26,0 26,8 26,2 27,2 25,6
Temperatura média (°C) 23,0 23,3 22,4 21,1 18,5 17,7 17,3 18,5 20,1 21,4 21,4 22,6 20,6
Temperatura mínima média (°C) 19,5 19,5 18,9 17,6 14,8 13,7 13,0 13,8 15,5 17,2 17,7 18,9 16,7
Precipitação (mm) 303 213 207 89 62 37 41 40 98 154 213 252 1 709
Fonte: Climate-Data.org[48]

Rodovias

Ferrovias

Demografia

População

Crescimento populacional
AnoPopulação
187220 837
189030 69047,3%
190038 26324,7%
191051 77235,3%
192043 101−16,7%
192557 34733,1%
193430 353−47,1%
193732 4496,9%
194029 345−9,6%
194640 42437,8%
195036 657−9,3%
195846 87527,9%
196052 57712,2%
197068 86931,0%
198084 86423,2%
1991102 07220,3%
2000104 2192,1%
2010112 0727,5%
2022118 0445,3%
Est. 2025121 916[50]3,3%
Fontes: [51][52][53][54]
Censos IBGE e Estimativas Fundação SEADE

Dados demográficos

Papa Bento XVI na Fazenda da Esperança.
Matriz de Santo Antônio

Segundo o Censo 2022, a população de Guaratinguetá é de 118 044 habitantes, dos quais 61 506 (52,1%) são mulheres e 56 538 habitantes (47,9%) são homens. A taxa de urbanização da população é de quase 96% (113 199 hab.).[55]

O maior crescimento da cidade ocorreu entre 1950 e 1960, quando houve um acréscimo populacional de 22 935 habitantes; já o período de menor crescimento da cidade foi entre 1930 e 1940, quando a população aumentou em apenas 1 671 habitantes.[56]

Conforme os resultados do Censo de 2010, a pirâmide etária da cidade de Guaratinguetá seguia a tendência da pirâmide etária nacional, com a maior parte da população na faixa etária entre 20 e 29 anos.[57]

Composição étnica

Em 2022, segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população do município era composta por 76.371 brancos (64,7%), 34.286 pardos (29,05%), 6.925 pretos (5,87%), 405 amarelos (0,34%) e 56 indígenas (0,05%).[58]

Religião

De acordo com o Censo 2022 (IBGE), 88,73% da população do município é cristã, sendo 65,64% católicos e 23,09% evangélicos. Outras religiões representam 6,91% da população total.[59]

Catolicismo

A população é predominantemente católica segundo o censo de 2022 (65,6%).[55] Em seu antigo território foi encontrada a imagem de Nossa Senhora Aparecida, que depois daria origem ao município de Aparecida, e depois nasceu Frei Galvão, o primeiro santo brasileiro.

A cidade foi visitada pelo papa Bento XVI em 12 de maio de 2007. Ele esteve na Fazenda da Esperança, localizada na zona rural da cidade. O papa também conduziu a cerimônia de canonização de Frei Galvão, que aconteceu no dia 11 de maio no Campo de Marte na cidade de São Paulo.[60]

A antiga matriz de Santo Antônio, atual Catedral de Santo Antônio, é datada de antes da elevação de Guaratinguetá a cidade. A casa onde nasceu Frei Galvão é hoje um museu a ele dedicado, bem como a Igreja de Frei Galvão. Guaratinguetá possui um seminário, além de diversas igrejas e templos de outras religiões.

Guaratinguetá pertence à jurisdição da Arquidiocese de Aparecida.[61]

Protestantismo

Os evangélicos também possuem destaque na população da cidade, compondo 23,1% da mesma.[55] Encontram-se na cidade igrejas protestantes históricas, pentecostais e neopentecostais.[62]

Política e administração

Subdivisões

Regiões

Divisão por Zonas Urbanas de Guaratinguetá

A cidade de Guaratinguetá é dividida em cinco regiões:[63]

  • Zona Norte (no mapa - verde)
  • Zona Leste (no mapa - azul)
  • Zona Oeste (no mapa - vermelha)
  • Zona Sul (no mapa - amarela)
  • Centro (no mapa - rosa)

O Centro da cidade pode ser dividido em centro histórico e centro expandido.

As zonas que mais crescem na cidade são a Zona Norte (frente residencial) e a Zona Sul (frente comercial). Na Zona Oeste da cidade existe uma tendência à comercialização, principalmente nos arredores da Avenida João Pessoa. A Zona Leste abriga os polos industriais. Entre as zonas Sul e Leste e as zonas Norte e Leste, existe o intitulado "Cinturão de Pobreza", região considerada a mais pobre da cidade, que sofre de falta de rede de esgoto e água encanada.

Na região central da cidade os setores de comércio e serviços predominam.

Bairros

Obras do CDHU, na Zona Norte da cidade
  • Zona Norte: Parque das Alamedas, Cohab Bandeirantes, Mirante, Portal das Colinas, Parque do Sol, Beira Rio I e II, Jardim do Vale I e II, Jardim Esperança, Nova Guará, Vila Paraíba, Jardim Pérola e São Manoel, entre outros.
  • Zona Sul: São Benedito, Campinho, Santa Rita, Vila Santa Rita, Campo do Galvão, Pedreira, Chácaras Selles, Jardim Tamandaré, Vila Santa Maria, Residencial Augusto Filippo e Jardim David Fernandes Coelho I (Serra Pelada), entre outros.
  • Zona Oeste: Pedregulho, Parque das Árvores, Jardim Rony, Vila Mollica, Vila Indiana, Parque São Francisco, Jardim Independência, Vila Comendador, Matadouro, Parque Santa Clara, Vila Municipal I e II, Vila dos Funcionários e Residencial Broca Filho, entre outros.
  • Zona Leste: Vila Rosa, Vila Guará, Vila Santa Mônica, Vila Angelina, Chácaras Patury, Clube dos 500, Jardim Primavera, Vila Brasil, Engenheiro Neiva e Nova República, entre outros.
  • Centro: Centro Histórico e Centro Expandido.[63]

Economia

Composição da economia (2023)[64]
Comércio e serviços

47,49 %

Indústria

36,4 %

Construção Civil

15,48 %

Agropecuária

0,63 %

Em 1860, Guaratinguetá produziu 500~600.000 arrobas de café. Também cultivava cana (para fazer rapadura e açúcar) e gêneros alimentícios. O comércio e a indústria de Guaratinguetá estavam em bom desenvolvimento. Aos domingos, acontece uma grande feira ou mercado no largo do Rosário. Havia uma padaria, um barbeiro, uma tipografia (que publica o jornal Mosaico duas vezes por semana).[28]

Pioneira na industrialização do Vale do Paraíba Paulista, hoje Guaratinguetá mantém sua importância econômica.[65]

Foi eleita a 90.ª melhor economia do Brasil, a 24.ª do estado de São Paulo e a segunda melhor do Vale do Paraíba.[66]

Localizada no eixo Rio–São Paulo, Guaratinguetá é considerada a segunda melhor economia do Vale do Paraíba para se investir[7] e a segunda em importância na região.

Setor primário

Agricultura
Pecuária[7]
RebanhoQuantidade
Bovino (Leite) 17 mil
Bovino (Corte) 6 mil
Suinos 2 mil
Equinos 2 mil
Produção Agrícola[7]
ProdutoQuantidade
Cana 72,0 mil ton
Arroz 9,7 mil ton
Frutas 35,0 mil ton
Mandioca 0,7 mil ton
Milho 0,6 mil ton

A agricultura e a pecuária estão ligadas ao setor econômico de Guaratinguetá desde o começo da história do município, e hoje ainda contribuem para a sua economia, embora de forma menos expressiva.

Na agricultura, destaca-se a plantação de arroz,[67] que se concentra no entorno das Zonas Norte e Leste, no chamado Cinturão Verde da cidade. Nessas regiões, e também na Zona Rural, vem ocorrendo um aumento na produção de frutas, verduras e legumes, ou seja, a agricultura aponta uma tendência de crescimento no setor de hortifrutigranjeiros.[21]

Pecuária

Na pecuária, a produção de bovinos, suínos, equinos e ovinos ganha destaque.[21] Com a pecuária extensiva que começou no município nos anos 1950, Guaratinguetá chegou a ser uma das principais bacias leiteiras do país.[21]

Setor secundário

Indústria

No fim do século XIX, foram instaladas em Guaratinguetá algumas pequenas fábricas, mas elas começaram a surgir com mais frequência nas primeiras décadas do século XX,[68] e algumas perduram até os tempos de hoje. O processo de industrialização pode ser marcado pela criação, em 1920, da União dos Operários Católicos, pelo monsenhor João Filippo, e pela Sociedade Operária de Guaratinguetá.

A industrialização concretizou-se com a inauguração da Rodovia Presidente Dutra, em 1950. O marco arquitetônico da rodovia foi a construção do Hotel Clube dos 500,[69] com projeto assinado por Oscar Niemeyer e plano urbanístico de Prestes Maia, tendo seu restaurante sido enriquecido por um grande afresco de Di Cavalcanti.[carece de fontes?]

A vocação industrial de Guaratinguetá esteve e está voltada para o setor alimentício e de laticínios, mas há um pequeno número de indústrias de outros ramos como têxtil, química, e metalomecânico.[carece de fontes?]

Setor terciário

A cidade possui mais de setenta hotéis, com 2,5 mil leitos.[70]

Considerada a segunda cidade mais importante do Vale do Paraíba,[7] Guaratinguetá abastece o comércio de sua microrregião administrativa e de todo o fundo do Vale. A cidade, desde o seu início, apresenta uma vocação comercial,[7] e o comércio, antes feito na beira de estrada, se modernizou com o passar dos anos. O setor de serviços também cresce na cidade, e pela qualidade dos serviços de saúde, educação, entre outros, Guaratinguetá é procurada por moradores de cidades vizinhas, como Aparecida e Potim.[7] Algumas avenidas da cidade vivem o processo de comercialização, como é o caso das avenidas João Pessoa e Juscelino Kubitschek.[carece de fontes?]

Turismo

O turismo na cidade em Guaratinguetá se desenvolveu com o passar dos anos, e é, hoje, um dos principais meios lucrativos do município. O turismo religioso é talvez o principal e o que mais atrai visitantes para a cidade, tendo havido um aumento ainda maior nesse setor após a canonização de Frei Galvão. Os turismos urbano, histórico e ecológico também atraem visitantes e lucro para o município.[16]

O desenvolvimento desse setor teve início no final do século XX, mas ganhou força no século XXI. Em parceria com o Sebrae e as cidades de Aparecida e Cachoeira Paulista, Guaratinguetá lançou um pacote de turismo chamado Circuito da Fé, envolvendo visitas a pontos turísticos dos três municípios.[71]

O turismo urbano e histórico prevalece na região central da cidade, com visitas a antigos casarões construídos na época do café, visitas à Estação Ferroviária de Guaratinguetá e ao Mercado Municipal. No turismo ecológico, os bairros do Gomeral, das Pedrinhas, do Taquaral e dos Pilões são os roteiros principais, já que ficam nas bases de montanhas como a Serra da Mantiqueira e a Serra do Mar.[16]

O turismo religioso envolve visitas à casa de Frei Galvão, ao seminário do Santo, à Gruta de Nossa Senhora de Lourdes e a Igrejas como a Catedral de Santo Antônio e a Igreja de Frei Galvão.[16]

Infraestrutura

Mapa de IDH da área urbana (Fonte: IPEA DATA)

Guaratinguetá enfrenta alguns problemas urbanos como a falta de espaço para a manipulação do lixo, o déficit habitacional, empobrecimento da periferia e a corrupção.

Dados de Guaratinguetá em relação à infraestrutura urbana, no ano de 2010:[72]

  • Domicílios com espaço suficiente: 99,79%
  • Domicílios com infraestrutura interna urbana adequada: 96,50%
Água e esgoto
  • Abastecimento de água, nível de atendimento: 99,24%
  • Coleta de esgoto sanitário, nível de atendimento: 97,63%
  • Nível de esgoto sanitário tratado: 92,54%

Transportes

Ônibus da Transportes Urbanos de Guaratinguetá

Guaratinguetá está às margens da Rodovia Presidente Dutra e tem dentro do território da cidade a linha férrea da Estrada de Ferro Central do Brasil. Disponibiliza grande rede viária, com largas avenidas e grande número de vias públicas asfaltadas.

No acesso rodoviário, destaca-se a Rodovia Presidente Dutra. A rodovia estadual Rodovia Paulo Virgínio (SP-171) é pavimentada e liga Guaratinguetá à Estância Climática de Cunha e à divisa com o estado do Rio de Janeiro, podendo-se prosseguir viagem em estrada asfaltada e de terra (apenas 10 km) até Paraty, Monumento Histórico Nacional. A estrada SP-62 faz a ligação entre Guaratinguetá e Lorena e com o acesso ao sul do estado de Minas Gerais por meio da BR-459, passando por Itajubá e Pouso Alegre até Poços de Caldas.

Em tempos mais antigos, a ferrovia servia para transporte de passageiros, mas hoje serve às indústrias como rota de saída de produtos. A ferrovia recorta a cidade nas áreas residenciais, industriais e comerciais.

O Aeroporto Edu Chaves ou Aeroclube de Guaratinguetá comporta voos leves e médios, além de helicópteros de porte médio. Está localizado na Zona Oeste da cidade.

Comunicações

Telefonia

O sistema de telefones automáticos foi inaugurado na cidade em 1961 pela empresa Serviços Municipais de Telefones Automáticos (SMTA), administrada pela Companhia Telefônica Brasileira (CTB).[73] Já o sistema de discagem direta à distância (DDD) foi implantado em 1977 pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP) com o código de área (0125).[74]

Na década de 90 o código DDD da cidade foi alterado para (012), para padronização do sistema telefônico com a telefonia celular que estava sendo implantada em todo o estado.[75]

Jornais

Guaratinguetá é considerada a cidade pioneira da imprensa do Vale do Paraíba, juntamente com Taubaté. O primeiro jornal foi O Mosaico, que circulou entre o final da década de 1850 e o início da seguinte. Posteriormente vieram os jornais O Parahyba (1865), Gazeta Paulista (1865) e Gazeta do Norte (1866).

Até o final do século XIX surgiram outros jornais, a maioria com vida efêmera, como Gazetinha, Correio do Norte, O Século, Estrela do Norte, Pequeno Jornal, O Cometa, O Liberal e o Norte de São Paulo, que tinham como características principais serem noticiosos, comerciais, literários e políticos.[76]

No começo do século XX, com os avanços tecnológicos, surgiu um grande número de outros jornais, com as mesmas características dos anteriores, ligados aos mais diversos setores da sociedade, principalmente de entidades estudantis e agremiações políticas.

Saúde

Hospital Frei Galvão

Portadora do segundo melhor IDH do Vale, Guaratinguetá conta com mais de quarenta estabelecimentos de saúde, que atendem, além da população municipal, a das cidades vizinhas.

Guaratinguetá possui dois hospitais de porte médio a grande, diversos postos e clínicas de saúde. No centro expandido da cidade, existem a Santa Casa de Misericórdia de Guaratinguetá e o Hospital e Maternidade Frei Galvão. Existe também, na EEAR,[77] o Hospital da Aeronáutica de Guaratinguetá.

Nos bairros, o atendimento é feito nos postos e clínicas de saúde da cidade. Na Zona Sul, existe o CEPOG (Centro Pediátrico e Ortopédico de Guaratinguetá); na Zona Oeste existe também o AME (Atendimento Médico Especializado), que atende a população da região.

Educação

Escola Estadual Embaixador Rodrigues Alves

Guaratinguetá conta com 67 escolas públicas e particulares, que absorvem não só os alunos do município, mas os das cidades vizinhas também. Em Guaratinguetá existe o Colégio Técnico Industrial de Guaratinguetá Professor Carlos Augusto Patrício Amorim, conhecido como COTEC, pertencente à Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá. O CTIG é a mais concorrida escola de Guaratinguetá e um dos principais centros de ensino técnico e médio do Vale do Paraíba. A UNESP tem sede em Guaratinguetá, e por causa da grande e crescente procura, está aumentando seu espaço físico para poder absorver mais alunos.

A cidade abriga ainda a Escola de Especialistas de Aeronáutica, “Berço dos Especialistas” e maior instituição de ensino técnico militar da América do Sul. Por ano, mais de mil militares especialistas em diversas áreas são formados ali para atuarem na Força Aérea Brasileira.[78]

Ensino superior
Universidade Metodista
  • Universidade Estadual Paulista (UNESP) – Campus Júlio de Mesquita Filho. Conhecida como Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá (FEG),[79] localiza-se na Zona Norte da Cidade. Entre os cursos de Graduação se destacam: Engenharia de Materiais, de Produção Mecânica, Mecânica, Civil, Elétrica e Bacharelado em Física. Oferece também Pós-Graduação stricto sensu (Mestrado e Doutorado) em Engenharia Mecânica, Produção Mecânica e Física, e cursos de especialização em diversas áreas, como Gestão da Produção, Logística Internacional, entre outros.
  • Universidade Metodista – Campus de Guaratinguetá; alguns dos cursos são: Pedagogia, Administração, Comércio Exterior e Sistema de Informação.[80]
  • Faculdade de Tecnologia de Guaratinguetá (FATEC) - oferece cursos de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Gestão da Tecnologia da Informação, Gestão Empresarial (Processos Gerenciais), Gestão Financeira e Logística. Localiza-se na Zona Norte da cidade.
  • Faculdade Nogueira da Gama – Guaratinguetá – oferece cursos em diversas áreas,[81] destacando-se Linguagem e Comunicação, Didáticas do Ensino Superior, Metodologia da Pesquisa Científica e Gerenciamento de Sistemas de Informação.

Lixo

O lixo é um problema comum para as cidades de Guaratinguetá, Aparecida, Potim, Roseira e Lorena. Após o fechamento do "Lixão de Guaratinguetá" e a transformação deste em um parque ambiental, o lixo da cidade tem sido levado para a cidade de Cachoeira Paulista.[82] O lixão foi um problema para Guaratinguetá, pois se localizava na Zona Oeste e acabou sendo envolvido pela mancha urbana, sendo também considerado por órgãos avaliadores como tendo uma infraestrutura muito ruim.[83] O problema será resolvido com a construção do aterro sanitário, que atenderá não só Guaratinguetá, mas também alguns municípios vizinhos.

Coleta de lixo[72]
  • Coleta de lixo, nível de atendimento: 99,80%
  • Lixo domiciliar/comercial destinado às formas sanitariamente recomendáveis: 100%

Cinturão de pobreza

Com o desenvolvimento urbano da cidade de Guaratinguetá, duas regiões acabaram vivendo o empobrecimento. Este se deu de duas formas, como na maioria das cidades brasileiras: pela vinda de moradores de outras cidades para o município e pela vinda de moradores rurais do próprio município para a área urbana. No caso de Guaratinguetá, o cinturão de pobreza se localiza entre as zonas Sul e Leste e as zonas Norte e Leste.[42]

Os bairros mais atingidos pela falta de saneamento básico e de infraestrutura urbana são Jardim Esperança, Jardim Primavera e Vila Angelina.[42]

Na Zona Sul da cidade, existem alguns dos bairros mais antigos do município como Pedreira, Tamandaré e Alto das Almas, regiões que apresentam alguns problemas de infraestrutura por serem muito antigas. Essa falta de infraestrutura inclui desde deslizamentos de terra[84] e falta de rede de esgoto até ruas estreitas e baixo valor da terra.

Na tentativa de retirar as pessoas do Cinturão de Pobreza, unidades do CDHU estão sendo construídas em Guaratinguetá,[85] na Zona Norte.

Cultura e lazer

Parque Ecológico

Guaratinguetá, entre as décadas de 1920 e 1960, era conhecida em todo Brasil como a Atenas do Vale do Paraíba.[21] Este título estava relacionado à instalação da Escola Normal uma das primeiras instaladas no interior do Brasil, polo de atração de professores e estudantes para a cidade.[21] Enquanto as outras cidades do Vale do Paraíba viviam na época um período de estagnação econômica e social,[21] Guaratinguetá se revitalizava com os estudantes, pensões, bares, serenatas, pequenos e grandes jornais, com o Clube Literário e Recreativo, Centro Social, Grêmios, Teatros, Cinemas, Hipódromo, entre outras estabelecimentos, que deram a Guaratinguetá o título de "Capital Cultural do Interior".[21]

O Teatro Municipal de Guaratinguetá, atual sede da prefeitura, foi considerado o mais belo teatro do interior paulista.[86] Os assentos da plateia tinham a forma de uma ferradura, as cadeiras eram feitas de palhinha austríaca, existiam quinhentos lugares e na parte superior ficavam os camarotes de primeira e de segunda classe. A frontaria do palco apresentava nas colunas laterais os emblemas da música e da comédia e no frontão um escudo com a divisa de Jean-Baptiste Poquelin, mais conhecido como Molière, "Ridendo Castigat Mores", que significa "Corrige os costumes rindo".[87] O pano de boca apresentava a figura de um jardim de um palácio. A caixa do teatro era a maior do Brasil[88] na época, e foi a única no país que possibilitou a representação completa da Ópera Zazà de Ruggero Leoncavallo.[89] Quando o teatro foi transformado em prefeitura, as pessoas tradicionalistas da cidade foram contra tal ato e condenaram o feito como um "crime contra a cultura".

Guaratinguetá conta com a Biblioteca Municipal Doutor Diomar Pereira da Rocha, instalada no Centro expandido da cidade. Outras bibliotecas de porte menor estão instaladas nas "Pirâmides do Conhecimento", distribuídas nas demais regiões da cidade.[42]

Museus

Museu Histórico Casa de Frei Galvão no Centro Histórico.

A cidade possui três importantes museus e alguns centros de artes, além de alguns pequenos museus, criados pelos moradores.[42]

  • Museu Frei Galvão – Praça Conselheiro Rodrigues Alves – Centro Histórico
  • Museu Histórico Pedagógico Conselheiro Rodrigues Alves - Centro Histórico
Espaços artísticos
  • Exposição Internacional de Presépio - no Seminário Franciscano Frei Galvão (renovada anualmente, conta com presépios de mais de vinte países). A visitação é gratuita e pode ser feita diariamente, inclusive nos finais de semana e feriados.
  • Exposição Franciscana - no Seminário Franciscano Frei Galvão (a sala conta com uma estrutura esculpida em isopor, dando a impressão de se estar num castelo medieval. Pode-se apreciar mais de 100 representações de São Francisco de Assis). A visitação é gratuita e pode ser feita diariamente, inclusive nos finais de semana e feriados.
  • Espaço VivArte – Zona Oeste da cidade
  • Sede Histórica do Itaguará Country Club (onde ocorrem apresentação musicais) – Zona Oeste
  • Auditório do Museu Frei Galvão – Centro Histórico
  • Casa do Artesão – Centro Histórico
  • Casa E - Zona Oeste
  • Estação Cultura – Centro Histórico

Esportes

Guaratinguetá possui diversas quadras poliesportivas, as principais localizadas, no Estádio Municipal Professor Dario Rodrigues Leite, no Itaguará Country Club e no Ginásio da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá.

A cidade é bem representada em diversos esportes como tênis, natação, basquete e futebol de salão. Cidade natal de Geraldo Cesar Meirelles Freire, piloto de automóveis, recordista mundial de resistência em circuito fechado, Autódromo de Interlagos - outubro e novembro de 1964, em destaque a marca dos 21 dias, rodados 48 977,139Km, à média de 97,180 km/h.

Estádio Municipal Profº Dario Rodrigues Leite

Guaratinguetá já possuiu diversos clubes recreativos, como o antigo Clube de Regatas de Guaratinguetá, à beira do Rio Paraíba do Sul, na época em que este era próprio para o banho. O clube ficava onde hoje é a Câmara Municipal.

O Clube Literário e Recreativo, com sede no centro e depois uma unidade esportiva na Vila Paraíba. O antigo Clube Aliança, que depois foi reaberto como Clube Centro Social, famoso na cidade pelos seus saraus e por suas comemorações carnavalescas. Hoje o Itaguará Country Club, a SABAP e a Sociedade Hípica de Guaratinguetá são os clubes de maior porte e mais famosos da cidade. Uma boa opção para quem busca qualidade de vida é a prática de yôga.[90]

Em 2007, o Guaratinguetá Esporte Clube disputou a série A1 do Campeonato Paulista de Futebol, conquistando o título de Campeão do Interior do Estado de São Paulo.[91] Em 2011, o nome do clube foi alterado para Guaratinguetá Futebol Ltda. Em 2016, o time disputou a série A3 do Campeonato Paulista.[92]

O kartódromo que funciona em Guaratinguetá é um kartódromo internacional, que se localiza na Zona Leste da cidade às margens da Rodovia Presidente Dutra. Ele possui boxes cobertos e várias possibilidades de trajeto, abrigando diversos tipos de competições e campeonatos, além de ser usado pelos moradores da cidade e região como forma de diversão.[93]

Parques e praças

Estátua de Rodrigues Alves.

A principal praça da cidade se localiza no Centro Histórico, a Praça Conselheiro Rodrigues Alves, que nos tempos antigos era o principal ponto de encontro da cidade. A praça hoje é um dos principais pontos de comércio popular da cidade. Existem no município diversas praças, tais como a segunda maior do município, Praça Dr. Benedito Meirelles Freire, médico benemérito, onde se encontra a erma do mesmo; a Praça Dr. Homero Ottoni, onde se encontra a Prefeitura Municipal; a Praça Antônio Geraldo de Carvalho (Zona Oeste), a Praça Seitaro Honda (Zona Norte), a Praça Joaquim Vilela de Oliveira Marcondes (Zona Sul) e a Praça Francisco Marques Azevedo (Zona Leste).[42]

Destacam-se, entre os parques, o Parque Ecológico Municipal Anthero dos Santos, na Zona Norte da cidade, que conta com áreas verdes e playgrounds, e o Parque Ambiental Santa Luzia, na Zona Oeste, construído no lugar do antigo depósito de lixo da cidade, que hoje conta com grande área verde, quadras poliesportivas e dois playgrounds.[42]

Na cidade, há também o Bosque da Amizade, localizado entre as zonas Sul e Norte, às margens do Rio Paraíba do Sul, que conta com áreas para caminhadas, bancos, pequenos quiosques e um parquinho para as crianças.[42]

Eventos e datas comemorativas

Em Guaratinguetá, são destaques as festas de origem religiosa.[94]

  • Festa do Divino Espírito Santo.
  • Festa de São Benedito.
  • Festa de São Benedito e Santa Cruz (Campo do Galvão).
  • Festa de Santo Antônio, padroeiro da cidade.
Feriados municipais
  • Segunda-feira após a Páscoa - Dia de São Benedito
  • 11 de maio - Dia da canonização de Frei Galvão, santo nascido na cidade.
  • 13 de junho - Dia de Santo Antônio, padroeiro da cidade. Aniversário da cidade.
  • 25 de outubro - Dia de Frei Galvão.

Carnaval

A "Banda Mole", fundada em 1975, é um dos destaques no sábado de Carnaval. A concentração acontece no centro da cidade e o desfile sai a partir das 19 horas, quando o prefeito entrega a chave da cidade ao Rei Momo e sua corte.

Os "Blocos de Embalo" são agremiações carnavalescas que desfilam pela cidade. A característica destes blocos é o uso de uma camiseta relacionada ao tema do ano.

As Escolas de Samba, em número de seis, apresentam seus enredos, com carnavalescos, cantores, mestres-salas e porta-bandeiras. As agremiações "Bonecos Cobiçados" (1957) e a "Embaixada do Morro" (1944) são as mais antigas da cidade.[17]

A Prefeitura incentiva o Carnaval apoiando a "Organização das Escolas de Samba de Guaratinguetá" (OESG), fundada em 2002.[95]

Filhos ilustres

  • Ver: Lista de ilustres guaratinguetaenses

Ver também

  • História de São Paulo
  • Escola de Especialistas de Aeronáutica
  • Lista de municípios de São Paulo por data de criação
  • Lista de municípios de São Paulo por população (2022)
  • Lista de municípios de São Paulo por domicílios
  • Lista de municípios de São Paulo por área (2023)
  • Lista de municípios de São Paulo por CEP
  • Lista de municípios de São Paulo por DDD

Referências

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  2. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (julho de 2019). «Estimativas da população residente no Brasil e unidades da federação com data de referência em 1º de julho de 2019»
  3. 1 2 «Farid Madi (Pode) é eleito prefeito de Guarujá». G1. 7 de outubro de 2024. Consultado em 12 de janeiro de 2025
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 31 de julho de 2013
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  10. «Pagina da Prefeitura – ir em: Mais notícias, 2008, maio, dia 6»
  11. «– Empresas Vale»
  12. Monografia: Guaratinguetá através dos séculos, nº211, 2001, Museu Frei Galvão, MAIA, Thereza, e MAIA, Tom
  13. Guaratinguetá, JÚNIOR, Ferreira, 1962, Gráfica Frei Galvão, Indústrias da Cidade, pág 92
  14. «BASF.»
  15. Sugestões de roteiros: Circuito Turístico Religioso (Aparecida, Cachoeira Paulista e Guaratinguetá), SEBRAE SP, 2008
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Bibliografia

Ruzzene, Felipe Daniel (2023). Breve História de Guaratinguetá e Região: o município e o Vale do Paraíba, da Pré-História ao Império do Brasil (1822-1889). Curitiba: Saca-Rolhas 

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