Função inclusão

é um subconjunto de e é um superconjunto de

Na matemática, se é um subconjunto de então a aplicação de inclusão (ou mapa de inclusão) é a função que envia cada elemento de para tratado como um elemento de


Uma aplicação de inclusão também pode ser referida como uma função de inclusão, uma inserção,[1] ou uma injeção canônica.

Uma "seta com gancho" (U+21AA RIGHTWARDS ARROW WITH HOOK)[2] é às vezes usada no lugar da seta de função acima para denotar uma aplicação de inclusão; assim:

(No entanto, alguns autores usam esta seta com gancho para qualquer mergulho — embedding.)

Esta e outras funções injetivas análogas[3] a partir de subestruturas são às vezes chamadas de injeções naturais.

Dado qualquer morfismo entre objetos e , se houver uma aplicação de inclusão no domínio , então pode-se formar a restrição de Em muitas instâncias, também é possível construir uma inclusão canônica no contradomínio conhecida como a imagem (range) de

Aplicações das aplicações de inclusão

As aplicações de inclusão tendem a ser homomorfismos de estruturas algébricas; assim, tais aplicações de inclusão são mergulhos. Mais precisamente, dada uma subestrutura fechada sob algumas operações, a aplicação de inclusão será um mergulho por razões tautológicas. Por exemplo, para alguma operação binária exigir que é simplesmente dizer que é calculada consistentemente na subestrutura e na estrutura maior. O caso de uma operação unária é semelhante; mas também se deve observar as operações nulárias, que selecionam um elemento constante. Aqui, o ponto é que o fechamento significa que tais constantes já devem ser dadas na subestrutura.

Aplicações de inclusão são vistas na topologia algébrica onde, se é um retrato por deformação forte de a aplicação de inclusão produz um isomorfismo entre todos os grupos de homotopia (isto é, é uma equivalência de homotopia).

Aplicações de inclusão na geometria apresentam-se de diferentes tipos: por exemplo, mergulhos de subvariedades. Objetos contravariantes (ou seja, objetos que têm pullbacks; estes eram chamados de covariantes em uma terminologia mais antiga e não relacionada), como as formas diferenciais, restringem-se a subvariedades, fornecendo um mapeamento na outra direção. Outro exemplo, mais sofisticado, é o dos esquemas afins, para os quais as inclusões e podem ser morfismos diferentes, onde é um anel comutativo e é um ideal de

Ver também

  • Cofibração
  • Função de identidade

Referências

  1. MacLane, S.; Birkhoff, G. (1967). Algebra. Providence, RI: AMS Chelsea Publishing. p. 5. ISBN 0-8218-1646-2. Note que "inserção" é uma função SU e "inclusão" uma relação SU; toda relação de inclusão dá origem a uma função de inserção.
  2. «Arrows – Unicode» (PDF). Consórcio Unicode. Consultado em 7 de fevereiro de 2017
  3. Chevalley, C. (1956). Fundamental Concepts of Algebra. New York, NY: Academic Press. p. 1. ISBN 0-12-172050-0