Wilson Figueiredo
| Wilson Figueiredo | |
|---|---|
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| Nascimento | Wilson Augusto Figueiredo 29 de julho de 1924 |
| Morte | 20 de abril de 2025 (100 anos) |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Cônjuge | Maria de Lourdes Salles Coelho |
| Filho(a)(s) | 4 |
| Ocupação | jornalista, poeta e escritor |
| Período de atividade | 1940–2025 |
Wilson Augusto Figueiredo (Castelo, 29 de julho de 1924 – Rio de Janeiro, 20 de abril de 2025) foi um jornalista, poeta e escritor brasileiro. Nascido em 1924[1] no Espírito Santo e criado em Minas Gerais, foi para o Rio de Janeiro na década de 1950, onde se estabeleceu em definitivo e desenvolveu sua carreira como jornalista e escritor.[2]
Carreira
Por quase 50 anos foi editorialista, redator, colunista e comentarista político do Jornal do Brasil.[3] Neste tempo, trabalhou com nomes como Fernando Sabino, Henfil, Ricardo Boechat, Antônio Calado, Ferreira Gullar, Alberto Dines e outros nomes da imprensa brasileira.
A sua longa trajetória no Jornal do Brasil foi marcada pela reforma gráfica e editorial,[4] iniciada por Reynaldo Jardim, no Suplemento Dominical e Odilo Costa Filho, no próprio Jornal do Brasil, que levou este veículo a se consolidar com uma das vozes mais relevantes na imprensa brasileira no século XX, com capas e opiniões marcantes.[5]
Além do Jornal do Brasil, passou por várias redações, como a Agência Meridional, dos Diários Associados, Folha de Minas, foi diretor de redação do O Jornal e trabalhou uma curta temporada nos últimos tempos do Ultima Hora, com Samuel Wainer. Em revistas, trabalhou na Manchete e Mundo Ilustrado, editada pelo Diário de Notícias.
Poeta[6] na juventude em Belo Horizonte — no tempo em que seus amigos Fernando Sabino, Otto Lara Resende, Paulo Mendes Campos, Sábato Magaldi e Hélio Pellegrino também se iniciavam na literatura — lançou o livro de poesias "A Mecânica do Azul" (1946), com capa de Burle Marx e apresentação de Tristão de Athayde. Esta obra é citada no livro de memórias de Fernando Sabino, o "Jogo de Damas" e elogiada por Mário de Andrade, por quem era chamado de "Figueiró".
Segundo Nelson Rodrigues, Wilson Figueiredo conseguiu fazer jornalismo com uma percepção mais sensível da realidade: “Geralmente, nós jornalistas modernos, temos a mania da objetividade, por isso, não enxergamos nada, somos cegos para as evidências mais ululantes. O Wilson não. É poeta e, como tal, está sempre a um milímetro de delírio”.[7]
Morte
Wilson morreu de causas naturais no dia 20 de abril de 2025 aos 100 anos.[8][9]
Obras
- Poesia
- A Mecânica do Azul (1946)
- Poemas narrativos (1947)
- Política
- Os idos de março e a queda em abril (1964), em conjunto com oito autores, redatores do Jornal do Brasil
- Jornalismo
- 1964: o último ato (Gryphus, 2015)
- De Lula a Lula (Gryphus, 2016)
- Os mineiros: modernistas, sucessores & avulsos (Gryphus, 2018)
Referências
- ↑ «Jornalista Wilson Figueiredo conta sua história ao 'JB'». Jornal do Brasil. Consultado em 9 de maio de 2016
- ↑ «MEMÓRIA. Wilson Figueiredo, ícone do JB e um gentleman do jornalismo». Brazil Journal. 22 de abril de 2025. Consultado em 24 de abril de 2025
- ↑ «Wilson Figueiredo | Centro de Cultura e Memória do Jornalismo». www.ccmj.org.br. Consultado em 9 de maio de 2016
- ↑ Fonseca, Letícia. «A Construção visual do Jornal do Brasil na primeira metade do século XX.» (PDF). A Construção visual do Jornal do Brasil na primeira metade do século XX. PUC-Rio. Consultado em 10 de maio de 2016
- ↑ «Jornal do Brasil 1891 – 2010 | Diário do Rio». Diário do Rio. 14 de julho de 2010. Consultado em 10 de maio de 2016
- ↑ «Biblioteca Nacional»
- ↑ «Jornal da ABI 387». Issuu. Consultado em 9 de maio de 2016
- ↑ «Morre, aos 100 anos, o jornalista, escritor e poeta Wilson Figueiredo». Estado de Minas. 20 de abril de 2025. Consultado em 21 de abril de 2025
- ↑ Rafael Nascimento e Cristina Boeckel (21 de abril de 2025). «Wilson Figueiredo, jornalista e escritor, morre no Rio». g1. Consultado em 22 de abril de 2025
