Verso de arte menor
Verso de arte menor, em uma composição poética, é o verso que tem 7 sílabas métricas ou menos.[1]
Entre os versos de arte menor estão:
verso com 7 sílabas métricas.
Um ponto final do sonho
um dia todos teremos
e ao porto escuro e tristonho
entre névoas chegaremos.
Tema para uma canção elegíaca (César Leal)[2]
Hexassílabo
verso com 6 sílabas métricas:
verso composto por 3 iambos.
No alvorecer da vida
o acalentar materno,
ao clarear da vida,
o belo fulge em flor
e na manhã da vida
o fraquejar do inverno
alçando em sua lida
o errante viajor.
Dúvida transcendental (Carlos Severiano Cavalcanti)[3]
Ninguém é de ninguém,
na vida tudo passa.
Ninguém é de ninguém,
até quem nos abraça.
Não há recordação
que não tenha seu fim.
Ninguém é de ninguém;
a vida é mesmo assim.
"Ninguém é de ninguém" (Cauby Peixoto)[4]
verso composto por 2 anapestos.
E sem pressa de amar
eu te espero outra vez,
pois o meu coração
inda guarda o calor
que o teu corpo irradia.
Outro dia, talvez... (Paulo Camelo)[5]
verso com 5 sílabas poéticas.
Olival de Prata,
veludosos pinhos,
clara madrugada,
dourados caminhos,
lembrai-vos da graça...
Ida e volta em Portugal (Cecília Meireles)[6]
Tetrassílabo
verso com 4 sílabas poéticas.[7]
Meu coração,
não sei por quê,
bate feliz
quando te vê...
Mais raros, ainda existem versos com 3 e com 2 sílabas.
Ver também
Referências
- ↑ Campos,Geir - Pequeno Dicionário de Arte Poética - Rio de Janeiro:Edições de Ouro,1960.
- ↑ Leal, César - Constelações - Poesia - Recife: Conselho Municipal de Cultura, 1986
- ↑ Cavalcanti, Carlos - A Gênese do Tempo - Recife:Ed. do autor, 2008.
- ↑ «Ninguém é de ninguém». Consultado em 11 de janeiro de 2026
- ↑ Camelo, Paulo - Eu amante louco - Recife: Indústrias Gráficas Barreto, 1995.
- ↑ Meireles, Cecília - Flor de poemas - Rio de Janeiro:Editora Nova Fronteira, 1972
- ↑ «O ritmo, a métrica, o pé». Consultado em 16 de fevereiro de 2025
- ↑ «Carinhoso». Letras de músicas. Consultado em 16 de fevereiro de 2025