Dímetro anapéstico
Dímetro anapéstico, em poema, é um verso hexassílabo (de arte menor), em que o ritmo utilizado é o anapesto, apresentado em dupla.[1]
Foi utilizado na antiguidade, no teatro grego, em peças teatrais, um ritmo de marcha, geralmente cantadas ou recitadas, muito usado nos diálogos líricos para contrastar duas emoções, como em um diálogo coro-ator, em que o coro canta e o ator recita.[2]
Ocorre, também, em alguns casos, nos versos curtos (3 e 4) do Limerick.[3]
Estrutura
Compõe-se de dois pés anapestos, ou seja, duas vezes a sequência de duas sílabas átonas e uma sílaba tônica, formando seis sílabas poéticas.
Exemplos
E sem pressa de_amar
eu te_espero_outra vez,
pois o meu coração
inda guarda_o calor
que_o teu corpo_irradia.Outro dia, talvez... (Paulo Camelo)[4][5]
Caminhando_e cantando_
e seguindo_a canção,
somos todos iguais,
braços dados ou não.Pra não dizer que não falei das flores (Geraldo Vandré)[6]
Quem não gosta de samba
bom sujeito não é:
ou é ruim da cabeça
ou doente do pé.Samba da minha terra (Dorival Caymmi)[7]
Referências
- ↑ LOHNER, José Eduardo dos Santos. A utilização de recursos formais na tragédia 'Fedra' de Sêneca. LETRAS CLÁSSICAS, n. 3, p. 163-180, 1999
- ↑ «Estrutura da Peça Teatral - Teatro Grego - Antiguidade». Arte IFBA Irece. Consultado em 11 de janeiro de 2026
- ↑ «Five Short Poetic Forms You Should Try» (em inglês). Consultado em 11 de janeiro de 2026
- ↑ Camelo, Paulo - Eu amante louco - Recife: Indústrias Gráficas Barreto, 1995.
- ↑ Paulo Camelo (30 de março de 2005). «Outro dia, talvez». Recanto das Letras. Consultado em 11 de janeiro de 2026
- ↑ «Pra não dizer que não falei das flores». Consultado em 11 de janeiro de 2026
- ↑ «Samba da minha terra». Consultado em 11 de janeiro de 2026