V.tal

V.tal
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Razão socialV.tal - Rede Neutra de Telecomunicações S.A.
Nome(s) anterior(es)InfraCo (divisão da Oi S.A.)
Empresa de capital fechado
Fundação5 de agosto de 2021 (4 anos)
SedeSão Paulo, SP, Brasil
Área(s) servida(s) Brasil  Colômbia
PresidenteFelipe Campos
Serviços
  • Rede neutra
  • Fornecedora de infraestrutura de rede
DivisõesTec.to (Data Center)
SubsidiáriasGlobeNet (incorporada)
Acionistas
Valor de mercadoR$ 12,9 bilhões (valor de venda em 2021)
Antecessora(s)Oi S.A. (InfraCo)
Websitehttps://vtal.com

A V.tal - Rede Neutra de Telecomunicações S.A., comercialmente conhecida como V.tal, é uma empresa brasileira de infraestrutura de telecomunicações que atua como operadora de uma rede neutra de fibra ótica por atacado.

É a maior operadora de rede neutra do Brasil, apresentando uma infraestrutura com mais de 426 mil quilômetros de fibra ótica terrestre que interconectam 2380 municípios no Brasil e 26 países.[1] Em agosto de 2022 a V.tal somava mais de 40 clientes em rede neutra, com 17 milhões de casas cobertas com fibra ótica no país.[2]

História

InfraCO e a recuperação judicial da Oi

Em 2020, a Oi dando continuidade em seu plano de recuperação judicial, resolve separar a divisão de infraestrutura de fibra ótica do restante da empresa, emergindo desta forma a unidade corporativa isolada denominada de InfraCO.[3] A nova companhia ficou responsável exclusivamente com a parte estrutural da rede de fibra ótica da Oi. Em junho de 2021 após leilão judicial, a InfraCO foi arrematada pelos fundos BTG Pactual e GlobeNet, pelo valor de 12,9 bilhões de reais, totalizando assim 57,9% de participação na nova empresa.[4] A V.Tal foi ao Supremo Tribunal Federal para tentar impedir a entrada na recuperação judicial da Oi para evitar que os ativos dela ainda fossem atreladas ao Grupo Oi, devido a uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho em dezembro de 2024.[5] Dias Toffoli, acolheu o processo em 8 de novembro de 2025 e indeferiu a entrada pois considerou que a empresa não tinha mais vínculos com a holding já que ela foi vendida em sua totalidade. Tal decisão de Toffoli ocorrera 2 dias antes da falência da multinacional. [6]

Compra pelo BTG Pactual

Em agosto de 2021 é anunciado o novo nome da companhia, agora denominado de V.tal, finalizando assim a separação da Oi e consolidando a V.tal como uma empresa autônoma.[7] A conclusão da venda da V.tal aconteceu em junho de 2022, quando os termos finais do negócio foram concretizados pelas partes envolvidas. Desta forma, o negócio ficou consolidado com a composição acionária em que o BTG Pactual se tornou o acionista majoritário e a Oi o segundo principal acionista.[8] Em setembro de 2022, o BTG Pactual que também é proprietário da empresa de infraestrutura de fibra ótica GlobeNet, anunciou que terminou o processo de incorporação da GlobeNet a V.tal.[9]

Aumento de capital

Em novembro de 2022, foi celebrado acordo para uma operação de aumento de capital por meio de um aporte de R$ 2,5 bilhões do fundo de pensão canadense Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB), reduzindo a participação da Oi no capital social da V.tal para aproximadamente 34,12%.[10]

Compra da ClientCo

Em setembro de 2024, em segunda rodada de leilão realizado pela 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a V.tal apresentou proposta de R$ 5,6 bilhões pela carteira de clientes de fibra óptica da ClientCo, subsidiária de banda larga da Oi. A empresa é a terceira maior operadora de internet banda larga do país, com 9,3% de participação de mercado e tem 4,3 milhões de clientes em 296 cidades. A proposta depende ainda do aval dos credores, do Cade e da Anatel. Em março de 2025, foi anunciado que a empresa de banda larga do grupo V.tal se chamará Nio.[11][12]

Referências

Ligações externas