Oi Fixo
| Oi Fixo | |
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| Razão social | Oi S.A. |
| Nome(s) anterior(es) | Telemar Norte Leste S.A. (1998–2021) |
| Subsidiária | |
| Atividade | Telecomunicações |
| Fundação | 1998 (como Telemar) |
| Sede | Rio de Janeiro, RJ |
| Área(s) servida(s) | |
| Locais | Todas as unidades federativas do Brasil (exceto estado de São Paulo) |
| Proprietário(s) | Grupo Oi |
| Produtos | Telefonia fixa |
| Website | www |
A Oi Fixo é o serviço de telefonia fixa da operadora Oi. A operadora possui concessão de telefonia fixa em todas as unidades federativas do Brasil (exceto São Paulo), além de autorizações nas regiões onde não detinha concessão. Em 2024, o regime de concessão da Oi foi migrado para o regime de autorização. Atualmente, a companhia possuí aproximados 5,3 milhões de linhas fixas em operação no país, sendo a terceira maior empresa do setor.[1]
Surgimento
Em 1998, o Ministério das Comunicações decidiu dividir a Telebrás em doze companhias: três holdings das concessionárias regionais de telefonia fixa, uma holding da operadora de longa distância e oito holdings das concessionárias da telefonia móvel Banda A. A maior delas era Tele Norte Leste S.A., transformada em Telemar em abril de 1999. O nome TELEMAR vem de TELE (telefonia - o serviço que a empresa presta) e MAR (a região no qual a operadora atua, que é o litoral sudeste, nordeste e norte do Brasil).
A Telemar absorveu assim, indiretamente, as antigas empresas de telefonia fixa dos estados em que opera: a TELERJ, a TELEMIG, a TELEST, a TELERGIPE, a TELASA, a TELPE, a TELPA, a TELERN, a TELECEARÁ, a TELEPISA, a TELMA, a TELEPARÁ, a TELAMAZON, a TELEAMAPÁ, a TELAIMA e a TELEBAHIA.
Em 2007 a mesma passou a adotar a marca Oi, assim como a sua empresa de telefonia celular.
Em 2009 a mesma comprou a operadora de telefonia fixa e móvel Brasil Telecom, e sendo assim passou a operar com telefonia fixa em todas as unidades federativas do Brasil exceto São Paulo.
Abrangência
A Oi tem concessão de telefonia fixa em todo o território nacional (exceto São Paulo).
Aquisição
A Oi fez uma oferta de 5,8 bilhões de reais para comprar a operadora de telefonia fixa e móvel Brasil Telecom. O negócio foi acertado entre as duas empresas e a Oi incorporou a Brasil Telecom no dia 17 de maio de 2009.
Migração do regime de concessão
Em novembro de 2024, a Anatel aprovou a migração do regime de concessão de telefonia fixa da Oi para o regime de autorização. [2]
O acordo foi fechado em agosto de 2024 entre Anatel, AGU (Advocacia Geral da União), TCU (Tribunal de Contas União), Ministério das Comunicações e a empresa V.tal e prevê investimentos de cerca de R$ 5,8 bilhões até 2028 por meio da V.tal em infraestrutura e conectividade, com a implantação de novos datacenters, ampliação da rede de cabos submarinos do país e instalação de banda larga fixa de alta velocidade dm 4 mil escolas. A empresa também deverá manter a manutenção da telefonia fixa em 2.845 municípios onde não há outra alternativa de prestação de serviço para os clientes.[2]
Com o fim da concessão, a Oi poderá realizar o desligamento da rede de cobre de telefonia fixa em cidades onde houver competidores. A empresa alegava que a manutenção da infraestrutura apresentava custos elevados mesmo com uma queda crescente no número de usuários de telefone fixo e das receitas de telefonia. O acordo também garante para a Oi a posse e a propriedade dos bens reversíveis, ativos que foram cedidos na privatização da Telebras e que deveriam ser devolvidos à União ao fim da concessão, de modo que a companhia poderá vender os ativos sem a necessidade de autorização da Anatel. A Oi informou que passaria a focar no segmento corporativo e empresarial com a Oi Soluções.[2][3]
Falência de grande parte do Grupo Oi
Em 10 de novembro de 2025 o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou a falência de grande parte do Grupo Oi inclusive a própria empresa de telefonia.[4] Mais de 300 mil credores foram prejudicados após as ações do grupo despencarem na B3 após o decreto judicial. [5] Entretanto, a Oi Soluções não entrou na falência e continua em recuperação judicial. A justiça entendeu que esta empresa ainda tem condições de se recuperar. [6] Um dia antes, o Ministério Público Federal tentou desconsiderar o acordo de funcionamento das operações da Oi Fixo e manter a postergação das dívidas do grupo com a União. Também no despacho, pediu para que a ANATEL colocasse em prática planos para evitar prejuízo com os clientes da companhia e acionistas. Para o MP, a decisão feita em 2022 prejudicou credores e clientes pois condicionava a obrigatoriedade do pagamento de dívidas com o governo sem apresentar outras soluções viáveis além de considerar que estas partes não foram ouvidas. Mas com a falência decretada, tal tentativa não surtiu efeito.[7]
Referências
- ↑ «teleco.com.br». Teleco. Consultado em 13 de março de 2025
- ↑ a b c Possebon, Samuel (14 de novembro de 2024). «Termo de migração da Oi é aprovado». TELETIME News. Consultado em 16 de novembro de 2024
- ↑ «TCU aprova desconto bilionário para Oi - revista piauí». revista piauí - _pra quem tem um clique a mais. 3 de julho de 2024. Consultado em 16 de novembro de 2024
- ↑ https://www.conjur.com.br/2025-nov-10/7a-vara-empresarial-do-rio-de-janeiro-decreta-falencia-do-grupo-oi/
- ↑ https://www.moneytimes.com.br/adeus-oi-b3-suspende-negociacoes-das-acoes-apos-justica-decretar-falencia-lmrs-lils/
- ↑ https://telesintese.com.br/falencia-da-oi-nao-alcanca-serede-e-tahto-que-entram-em-recuperacao/
- ↑ https://telesintese.com.br/mp-rj-pede-invalidacao-do-acordo-de-migracao-da-oi/
