Ubirajara (filme)

Ubirajara
Ubirajara (filme)
O ator Manoel F. de Araújo em uma cena do filme.
Brasil
1919 •  p&b •  100[1] min 
Género drama
Direção Luiz de Barros
Produção Luiz de Barros
Roteiro Luiz de Barros
Elenco Álvaro Fonseca
Antônia Denegri
Otília Amorim
Manoel F. de Araújo
João de Deus
Fausto Muniz
Edição Luiz de Barros
Companhia produtora Guanabara-Film
Idioma mudo (intertítulos em português)

Ubirajara é um filme mudo brasileiro do gênero drama, dirigido por Luiz de Barros em 1919. O roteiro feito por Barros é uma adaptação do romance homônimo do escritor José de Alencar, publicado originalmente em 1874. Além de dirigir e roteirizar, Barros também exerceu as funções de cenógrafo e montador. João Stamato, que havia trabalhado com Barros anteriormente, foi o operador da câmera. A Guanabara-Film foi a companhia produtora, sendo a Empresa Cinematográfica Americana a distribuidora.[2]

Nos papeis principais estavam os atores Álvaro Fonseca, Antônia Denegri, Otília Amorim, Manoel F. de Araújo e João de Deus. Lançado no Cinema Parisiense, no Rio de Janeiro, em 20 de junho de 1919, marcou a estreia de Adhemar Gonzaga, futuro fundador da Cinédia, nas telas do cinema.[3]

Ubirajara é considerado um filme perdido, pois nenhuma cópia da obra é conhecida.

Sinopse

Ubirajara, chefe dos Araguaias, é noivo de Jandyra. Um dia, porém, apaixona-se por Aracy, filha de Itaquê, chefe dos Tocantins e irmã de Pojucã, seu prisioneiro. Liberta Pojucã, para poder declarar guerra a Itaquê e buscar-lhe a filha. Itaquê é ferido por outros inimigos. Fica cego. As duas tribos unem-se e elegem Ubirajara para chefe.

Elenco

Produção

Para o local de filmagem foi escolhido o Parque Lage, que oferecia um aspecto bem "selvagem". Os figurinos foram confeccionados pelos operários de uma fábrica de tecidos, e que tiveram de ser pintados o corpo todo com uma tinta feita por eles mesmos com vermelhão de sapateiro e glicerina. Os enfeites, os arcos, as tábuas, as flechas e os demais ornamentos foram cedidos pela Seção Etnográfica do Museu Nacional e pela Seção de Proteção aos Índios.[3]

Recepção

Crítica especializada

A imprensa do Rio de Janeiro, no geral, fez elogios a fita, dizendo ser trabalhada com muita arte e perfeição.[4]

O periódico Rio-Jornal, do Rio de Janeiro, fez um crítica positiva ao filme. "É um trabalho bem feito, muito nítido, tendo seus interpretes representado a valer. O assunto foi extraído com habilidade do romance de José de Alencar "Ubirajara".".[5]

O jornal A Época, também do Rio de Janeiro, elogia o filme e a produtora, Guanabara-Film. "Essa fábrica brasileira de filmes conseguiu extrair do romance "Ubirajara", de José de Alencar, um trabalho cinematográfico, no qual, é de crer, observa todos os pormenores, dando ás figuras os relevos mais característicos, e reconstruindo cenários naturais.".[6]

Referências

  1. Noronha, Jurandyr Dicionário Jurandyr Noronha de cinema brasileiro EMC Edições, 2008
  2. «FILMOGRAFIA - UBIRAJARA». Cinemateca Brasileira. Consultado em 28 de dezembro de 2025 
  3. a b BARROS, Luiz de Minhas memórias de cineasta Artenova, 1978
  4. «Ubirajara». O Estado de Florianópolis. 29 de agosto de 1919. Consultado em 28 de dezembro de 2025 
  5. «NOTICIARIO». Rio-Jornal. 28 de agosto de 1919. Consultado em 28 de dezembro de 2025 
  6. «A exibição de uma "fita" nacional». A Epoca. 28 de agosto de 1919. Consultado em 28 de dezembro de 2025 

Ligações externas