Tintinábulo (Roma Antiga)


Na Roma Antiga, um tintinábulo (em latim: tintinnabulum; menos frequentemente tintinnum)[1] era um sino de vento ou um conjunto de sinos. Um tintinnabulum frequentemente assumia a forma de uma figura itifálica de bronze ou de um fascinum, um falo mágico-religioso que se acreditava afastar o mau-olhado e trazer boa sorte e prosperidade.
Um tintinnabulum agia como um amuleto de porta.[2][3] Eles eram pendurados perto das soleiras[4] de uma loja ou casa, sob os peristilos (ao redor do pátio interno ou jardim) perto do quarto, ou do venereum, onde o vento os fazia tilintar.[5][2] Eles também eram feitos para tocar como campainhas, uma série delas sendo amarradas a uma corda presa a um puxador de campainha.[6]
Acreditava-se que os sons dos sinos afastavam os maus espíritos; compare o papel apotropaico do sino no ritual do "sino, livro, e vela" da Igreja Católica primitiva.[2][7] Também foi conjecturado que oscillas penduradas em ganchos ao longo de pórticos com colunatas podem ter intenções comparáveis de afastar o mal.[8]
Sinos de mão foram encontrados em santuários e outros locais que indicam seu uso religioso, e foram usados no Templo de Iuppiter Tonans, "Júpiter, o Trovejante".[9] Pingentes elaboradamente decorados para tintinnabula ocorrem em cenários etruscos, retratando, por exemplo, mulheres cardando lã, fiando, e tecendo.[10] Sinos eram pendurados no pescoço de animais domésticos, como cavalos e ovelhas, para monitorar os animais, mas talvez também para propósitos apotropaicos.[11]
Um número de exemplos fazem parte da coleção do Museu Secreto no Museu Arqueológico Nacional de Nápoles.[12]
Ver também
- Arte erótica em Pompeia e Herculano
- Amuleto da sorte
- Mutuno Tutuno
- Príapo
- Sexualidade na Roma Antiga
Referências
Citações
- ↑ In the Latin of 6th-century Roman Gaul; J.N. Adams, The Regional Diversification of Latin, 200 BC–AD 600 (Cambridge University Press, 2007), p. 321.
- ↑ a b c Johns, Catherine (2000), Sex Or Symbol?: Erotic Images of Greece and Rome, ISBN 978-0-415-92567-9, Taylor & Francis, pp. 67–68
- ↑ Montserrat, Dominic (2013), Huskinson, Janet, ed., «Reading gender in the Roman world», ISBN 9781134693146, Routledge, Experiencing Rome: Culture, Identity and Power in the Roman Empire, p. 171
- ↑ Taylor, Rabun (2005), «Roman oscilla: An assessment», ISBN 9780873657662, ES: Anthropology and Aesthetics (48): 95
- ↑ Fanin (1871), p. 58.
- ↑ Deiss, Joseph Jay (1989), Herculaneum, Italy's buried treasure, ISBN 978-0-892-36164-9, Getty Publications, p. 38
- ↑ «Bronze phallic wind chime (tintinabulum)». Highlights from the British Museum. Consultado em 15 de junho de 2017. Arquivado do original em 18 de outubro de 2015
- ↑ (Taylor 2005, pp. 83, 95)
- ↑ Duncan Fishwick, Imperial Cult in the Latin West (Brill, 1990), vol. II.1, pp. 504-5.
- ↑ Larissa Bonfante, Etruscan Life and Afterlife: A Handbook of Etruscan Studies (Wayne State University Press, 1986), p. 252.
- ↑ Adams, Regional Diversification, p. 321.
- ↑ (Fanin 1871, pp. 58ff)
- Fontes
- Colonel Fanin (pseud. of César Famin) (1871). «Votive Phalli». The Royal Museum at Naples. Being Some Account of the Erotic Paintings, Bronzes, and Statues Contained in that Famous "Cabinet Secret". [S.l.]: Chez David. pp. 58–
Leitura adicional
- Sex or symbol: erotic images of Greece and Rome by Catherine Johns, The British Museum Press (1982) ISBN 0-7141-8042-4
- Eros in Pompeii: the erotic art collection of the Museum of Naples by Michael Grant, Antonia Mulas, Museo nazionale di Napoli (1997)
- The Roman cultural revolution by Thomas N. Habinek, Alessandro Schiesaro (1997) p. 171
Ligações externas
- Highlights from the British Museum: Lion-phallus, winged phallus, diphallic figure
- Metropolitan Museum of Art: Bronze phallic ornament






_(14596770967).jpg)