Mercúrio (mitologia)
| Mercúrio | |
|---|---|
| Deus do comércio, das mensagens, da comunicação, da eloquência, dos viajantes, das fronteiras, da sorte, dos ladrões e dos truques | |
![]() Mercúrio, por Artus Quellinus, identificado por seu chapéu, bolsa fechada por um fio, caduceu, sandálias aladas, galo e bode, no Amsterdam Town Hall, hoje Royal Palace | |
| Outro(s) nome(s) | Mercúrio Artaios, Mercúrio Arvernus, Mercúrio Cissônio, Mercúrio Gebrínio, Mercúrio Visúcio |
| Nome nativo | Mercurius |
| Local de culto | Império Romano, Gália, Britânia, Germânia |
| Planeta | Mercúrio |
| Morada | Monte Olimpo |
| Artefato(s) | Caduceu, sandálias aladas (talaria), chapéu alado (petasos), bolsa |
| Símbolo | Caduceu, galo, carneiro, tartaruga, serpentes |
| Dia | 15 de maio (Mercurália) |
| Região | Mundo romano |
| Festividade | Mercurália |
| Genealogia | |
| Cônjuge(s) | Larunda |
| Pais | Júpiter e Maia Maiestas |
| Irmão(s) | Vulcano, Minerva, Baco, Apolo, Diana |
| Filho(s) | Lares, Hermafrodito |
| Equivalentes | |
| Grego | Hermes |
| Etrusco | Turms |
Mercúrio (em latim: Mercurius), na mitologia romana, é o deus dos limites e viajantes que os cruzam, do comércio (especialmente do grão), da comunicação (incluindo adivinhação), da eloquência, do ganho financeiro, da linguagem, da sorte, dos ladrões e da trapaça.[1] Ele também é o guia das almas para o submundo e, portanto, é considerado o protetor dos viajantes.[2] É um dos principais deuses da religião romana e da mitologia romana, sendo um dos 12 Dii Consentes (os doze deuses principais) do panteão romano antigo.[carece de fontes]
Na mitologia romana, associado ao deus grego Hermes, é um mensageiro e deus da venda, lucro e comércio, o filho de Maia Maiestas, a deusa da primavera, do crescimento, e fertilidade e Júpiter.[3] Seu nome é relacionado à palavra latina merx ("mercadoria"; comparado a mercador, comércio), bem como possivelmente à raiz proto-indo-europeia merĝ- para "limite, fronteira".[carece de fontes] Em suas formas mais antigas, ele aparenta ter sido relacionado ao deus etrusco Turms, mas a maior parte de suas características e mitologia são emprestadas do deus grego, Hermes.[4]
Origens e desenvolvimento histórico
Mercúrio não aparece entre os numinous di indigetes da antiga religião romana.[5] Ao contrário, ele incluiu o antigo Dei Lucrii (deuses dos lucros) quando a religião romana foi sincretizada com a religião grega durante o tempo da República Romana, iniciando-se pelo século IV a.C.[6] A introdução do culto de Mercúrio em Roma data de 495 a.C., quando foi dedicado um templo em sua honra próximo ao Circo Máximo.[7]
Influência etrusca
Antes da helenização da religião romana, Mercúrio compartilhava características com o deus etrusco Turms, cujo nome era de origem distintamente etrusca.[8] Turms era representado com os mesmos atributos distintivos de Hermes e Mercúrio: um caduceu, um petasus (frequentemente alado) e sandálias aladas. Ele era retratado como um mensageiro dos deuses, particularmente de Tínia (equivalente etrusco de Júpiter), embora também servisse outras divindades. A arte etrusca frequentemente retrata Turms em seu papel de psicopompo, conduzindo a alma para a vida após a morte, função que Mercúrio herdaria na tradição romana.
Atributos e simbolismo
Mercúrio é o deus romano encarregado de levar as mensagens de Júpiter. Os seus atributos incluem uma bolsa, umas sandálias e um capacete com asas, uma varinha de condão e o caduceu.[9] No princípio, Mercúrio tinha essencialmente os mesmos aspectos que Hermes, vestindo os sapatos alados talaria e um petasos alado, e carregando um caduceu, uma baqueta heráldica com duas cobras entrelaçadas que foi o presente de Apolo a Hermes.
Caduceu
O caduceu é um dos símbolos mais distintivos de Mercúrio. Este bastão com duas serpentes entrelaçadas tem origens que remontam à Mesopotâmia, com o deus sumério Ningishzida, cujo símbolo - um bastão com duas serpentes entrelaçadas - data de 4000 a.C. a 3000 a.C. Como símbolo, representa Hermes (ou o romano Mercúrio) e, por extensão, profissões ou empreendimentos associados ao deus. O caduceu simboliza comércio e negociação, dois domínios nos quais a troca equilibrada pela reciprocidade é reconhecida como um ideal.
Sandálias aladas (Talaria)
As sandálias aladas, conhecidas em latim como talaria, eram botas de couro curtas e aladas que davam a Mercúrio a vantagem da velocidade. Estas sandálias simbolizavam sua capacidade de se mover rapidamente entre diferentes reinos, tanto físicos quanto divinos, permitindo-lhe servir como mensageiro dos deuses e guia das almas para o submundo.
Outros símbolos
Ele é frequentemente acompanhado de um galo jovem, mensageiro do novo dia, de um carneiro ou bode, simbolizando fertilidade, e de uma tartaruga, referindo-se à legendária invenção de Mercúrio da lira a partir do casco de uma tartaruga. Mercúrio também é frequentemente representado segurando uma bolsa, simbólica de suas funções comerciais.
Mitologia e funções
Nascimento e genealogia
Mercúrio era filho de Júpiter, rei dos deuses, e Maia Maiestas, uma Deusa e filha do Deus Fauno.Segundo a tradição romana, Maia evitava a companhia dos deuses, vivendo numa gruta do monte Cilene na Arcádia. O mês de maio foi nomeado em honra a Maia, estabelecendo uma conexão especial entre mãe e filho na tradição romana.
Papel como mensageiro e psicopompo
Como seu correspondente grego, Mercúrio é o protetor dos rebanhos, dos viajantes e comerciantes: muito rápido, é o mensageiro dos deuses.[10] Como Hermes, ele foi também um psicopompo romano, conduzindo almas recém falecidas à vida após a morte. Adicionalmente, Ovídio escreveu que Mercúrio carregou os sonhos de Morfeu do vale de Somno aos humanos dormentes.[11]
Funções comerciais e proteção
Mercúrio protegia tanto mercadores, especialmente aqueles que comercializavam grãos, quanto viajantes.[12] Os comerciantes oravam a ele por lucros altos e proteção de suas mercadorias comerciais. Como Hermes, ele foi também um deus de mercantilismo, particularmente do mercado de grãos. Mercúrio também foi considerado um deus de abundância e sucesso comercial, particularmente na Gália.[13]
Relacionamentos e descendência
A consorte mais conhecida de Mercúrio era Larunda, uma náiade ninfa cuja língua foi cortada por Júpiter. Segundo os Fastos de Ovídio, Mercúrio e Larunda tiveram dois filhos - divindades sem nome conhecidas apenas como os Lares.[14] Como a versão romana de Hermes, Mercúrio também era conhecido por outros amores. Seu caso com a bela Vênus produziu uma criança andrógina conhecida como Hermafrodito.
Adoração e culto
Templo no Aventino
O templo de Mercúrio no Circo Máximo, entre os montes Aventino e Palatino, foi construído em 495 a.C..[15] Esse era um local adequado para adorar um deus rápido do comércio e viagem, já que ele era um grande centro de comércio assim como uma pista de corrida. Já que ele ficava entre a fortaleza dos plebeus no Aventino e o centro patrício no Palatino, isso também enfatizava Mercúrio como um mediador. O templo foi dedicado por um centurião, M. Plaetorius, a quem o povo havia dado essa honra.[16]
Mercurália
Pelo fato de Mercúrio não ser uma das divindades antigas sobrevivendo no Império Romano, a ele não foi atribuído um flâmine ("sacerdote"), mas ele tinha uma festividade maior em 15 de maio, a Mercurália.[17] Durante a Mercurália, os mercadores aspergiam em suas cabeças a água da sua fonte sagrada próxima a Porta Capena.[18]
A data de 15 de maio (Idos de Maio) não foi escolhida aleatoriamente. Os "idos" eram considerados pelos romanos antigos como datas muito importantes dentro do calendário. Segundo o mito romano, Mercúrio era filho da deusa Maia, em cuja honra o mês de maio recebeu o nome. Portanto, ter a dedicação do templo nos Idos de Maio seria apropriado, considerando a ascendência divina de Mercúrio.
Rituais e práticas cultuais
Na Mercurália, os comerciantes romanos pegavam água do poço de Porta Capena, um poço que se acreditava ser sagrado para Mercúrio, e a borrifavam sobre si mesmos, seus navios e sua carga para protegê-los durante a viagem. A água no poço de Mercúrio era conhecida como acqua Mercurii e acreditava-se que ajudava no perdão dos pecados - tanto aqueles cometidos no passado quanto quaisquer que pudessem ser cometidos no futuro - e pensava-se que trazia boa sorte.
As festividades da Mercurália começavam com rituais realizados em templos dedicados a Mercúrio, onde oferendas de incenso, flores e comida eram feitas para honrar o deus. As pessoas buscavam as bênçãos de Mercúrio para prosperidade no comércio, viagens seguras e eloquência na fala.
Associação com Maia
Maia parece também ter compartilhado este templo com seu filho.[19] Na religião romana antiga e no mito, Maia incorporava o conceito de crescimento, pois seu nome foi pensado para estar relacionado ao adjetivo comparativo maius, maior "maior". No primeiro dia de maio, os Lares Praestites eram honrados como protetores da cidade, e o flamen de Vulcano sacrificava uma porca prenhe a Maia, uma oferenda costumária a uma deusa da terra que reitera a ligação entre Vulcano e Maia na fórmula de oração arcaica.
Sincretismo e interpretatio romana
Sincretismo céltico

Quando eles descreviam os deuses das tribos celtas e germânicas, em vez de considerá-las deidades separadas, os Romanos as interpretaram como manifestações locais ou aspectos de seus próprios deuses, um traço cultural chamado interpretatio romana.[20] Mercúrio em particular foi reportado como se tornando extremamente popular entre as nações que o Império Romano conquistou; Júlio César escreveu de Mercúrio sendo o Deus mais popular na Britânia e na Gália, considerado como o inventor de todas as artes.[21]
Isso é provavelmente porque no sincretismo romano, Mercúrio foi igualado ao deus celta Lugus, e neste aspecto foi comumente acompanhado pela deusa celta Rosmerta. Apesar de que Lugus pode ter sido originalmente uma deidade de luz ou o sol (apesar de que isso é contestado), similar ao Apolo romano, sua importância como um deus de troca e comércio o fizeram mais comparável com Mercúrio, e Apolo foi em vez disso igualado com a deidade céltica Belenos.[22]
Em áreas célticas, Mercúrio foi às vezes retratado com três cabeças ou faces, e em Tongeren, Bélgica, uma estatueta de Mercúrio com três falos foi encontrada, com os dois extras sobressaindo de sua cabeça e substituindo seu nariz; isto foi provavelmente porque número três era considerado mágico, fazendo de tais estátuas encantos de boa sorte e fertilidade.[23]
Sincretismo germânico
Os Romanos associaram Mercúrio com o deus germânico Odin, por interpretatio romana. O escritor do primeiro século Tácito identifica os dois como o mesmo, e o descreve como o deus chefe dos povos Germânicos.[24] Júlio César, numa seção de sua Guerras da Gália, descrevendo os costumes das tribos Germânicas, escreveu "Os Germânicos adoram principalmente Mercúrio", aparentemente identificando Wotan com Mercúrio.[25]
A identificação aparente de Odin com Mercúrio tem pouco a ver com o papel clássico de Mercúrio como mensageiro dos deuses, mas parece ser devido ao papel de Mercúrio como psicopompo.[carece de fontes] Outras evidências contemporâneas também podem ter levado à equação de Odin com Mercúrio; Odin, como Mercúrio, pode já ter sido retratado com um bastão e chapéu nesta época, pode ter sido considerado um deus comerciante, e os dois podem ter sido vistos como paralelos em seus papéis como divindades errantes.
Nomes e epítetos
Mercúrio é conhecido pelos Romanos como Mercurius e ocasionalmente nos escritos antigos como Mercvrivs, Mirqurios ou Mircurios, tinha um número de epítetos representando diferentes aspectos ou funções, ou representando sincretismos com deidades não romanas. Os mais comuns e significantes destes epítetos incluíam:
- Mercurius Artaios, uma combinação de Mercúrio com o deus celta Artaios, uma deidade de ursos e caça que foi adorada em Beaucroissant, França.
- Mercurius Arvernus, uma combinação do celta Arvernus com Mercúrio. Arvernus foi adorado na Renânia, possivelmente como uma deidade particular da tribo dos Arvernos, apesar de que nenhuma dedicação a Mercurius Arvernus é feita em seu território na região Auvérnia da França central.
- Mercúrio Cássio (Mercurius Cassius), uma combinação do deus celta que é equivalente ao deus romano Baco com Mercúrio, adorado como o deus do êxtase religioso que produz frutos.
- Mercúrio Cissônio (Mercurius Cissonius), uma combinação de Mercúrio com o deus celta Cissônio, sobre quem é escrito na área que abrange Colônia, Alemanha até Saintes, França.
- Mercurius Esibraeus, uma combinação da deidade ibérica Esibraeus com a deidade romana Mercúrio. Esibraeus é mencionado apenas em uma inscrição encontrada em Medelim, Portugal, e é possivelmente a mesma deidade que Bandua Isibraiegus, que é invocada em uma inscrição das proximidades da vila de Bemposta.
- Mercúrio Gebrínio (Mercurius Gebrinius), uma combinação de Mercúrio com o deus céltico ou germânico Gebrínio, conhecido por uma inscrição em um altar em Bonn, Alemanha.
- Mercurius Moccus, de um deus celta, Moccus, que foi igualado a Mercúrio, conhecido por evidência em Langres, França. O nome Moccus ("porco") implica que esta deidade foi conectada com caça de javalis.
- Mercúrio Visúcio (Mercurius Visucius), uma combinação do deus celta Visúcio com o deus romano Mercúrio, atestado em uma inscrição de Estugarda, Alemanha. Visúcio é adorado primeiramente na área fronteiriça entre o império na Gália e Germânia. Apesar que ele foi primeiramente associado com Mercúrio, Visúcio foi também às vezes ligado com o deus romano Marte, como uma inscrição dedicatória a Marte Visúcio (Mars Visucius) e Visúcia, a "contraparte feminina" de Visúcio, foi encontrada na Gália.
Presença na literatura e fontes antigas
Mercúrio aparece extensivamente na literatura romana clássica. Ovídio dedicou várias passagens a Mercúrio em suas obras Metamorfoses e Fastos, descrevendo suas aventuras e funções divinas.[26] Em particular, Ovídio relata uma história de Mercúrio como mestre ladrão, onde ele engana um servo chamado Bato que estava cuidando de um rebanho de éguas quando viu Mercúrio roubar um rebanho de gado.
Plínio, o Velho menciona Mercúrio em sua História Natural, particularmente em relação aos artistas e estátuas do deus.[27] Ele descreve uma estátua gigantesca de Mercúrio, uma das maiores do mundo antigo, que foi erigida no centro da província da Gália. Os Arvernos encomendaram a estátua ao escultor de Nero, Zenódoro, que passou dez anos trabalhando nela e recebeu uma enorme quantia.
Macróbio em suas Saturnália discute extensivamente a relação entre Mercúrio e Maia, fornecendo informações valiosas sobre os rituais e festivais associados a ambas as divindades.[28] Ele explica como diferentes tradições romanas viam Maia - algumas como esposa de Vulcano (chamada Maiesta), outras como mãe de Mercúrio - e como essas tradições influenciaram os rituais do mês de maio.
Influência cultural e legado
Mercúrio influenciou o nome de uma série de coisas em vários campos da ciência, tais como o planeta Mercúrio e o elemento mercúrio.[29] O planeta Mercúrio provavelmente recebeu este nome porque se move rapidamente no céu, refletindo a velocidade característica do deus.
A palavra mercurial é geralmente usada para se referir a algo ou alguém errático, volátil ou instável, derivado da rapidez dos voos de Mercúrio de um lugar a outro. O termo vem da astrologia e descreve o comportamento esperado de alguém sob a influência do planeta Mercúrio.
Moedas e representações numismáticas
Mercúrio apareceu em vários tipos de moedas durante a República Romana e o Império. Durante o Império, estranhamente, moedas mostrando Mercúrio raramente o nomeavam. Uma que o fez foi um antoniniano de Póstumo de 265 d.C., com a legenda MERCVRIO FELICI, dedicada a Mercúrio que traz felicidade e prosperidade.
Dias da semana
Na semana romana, a quarta-feira era o dia de adoração a Mercúrio. Os romanos chamavam este dia Mercurii dies, e algumas culturas ainda usam uma forma diferente deste nome. Esta tradição reflete a identificação de Mercúrio com o deus germânico Odin/Wodan, já que em várias línguas germânicas a quarta-feira é chamada "dia de Wodan" (como Wednesday em inglês, de "Wodan's day").
Os Romanos também faziam extenso uso de pequenas estátuas de Mercúrio, provavelmente pegando emprestado da tradição da Grécia Antiga e mercadores de Hermae. Estas pequenas representações do deus eram amplamente distribuídas por todo o império, servindo tanto propósitos religiosos quanto decorativos.
Ver também
Referências
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- ↑ «Mercury (Deity)». World History Encyclopedia. Consultado em 2 set. 2025
- ↑ «Mercury - Roman god». Encyclopædia Britannica. Consultado em 2 set. 2025
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