Taurirte

 Nota: Não confundir com o casbá (castelo) homónima de Uarzazate ou com a aldeia do oásis de Aït Antar, na comuna de Akka, na província de Tata
Taurirte
تاوريرتⵜⴰⵡⵔⵉⵔⵜ
Tawrīrt
Município
Localização
Taurirte está localizado em: Marrocos
Taurirte
Localização de Taurirte em Marrocos
Coordenadas 🌍
País Marrocos
Região Oriental
Região (1997-2015) Oriental
Características geográficas
População total (2004) [1][2] 79 664 hab.
 • Estimativa (2012) 101 681
Altitude 400 m
Outras informações
Soco semanal domingo
Sítio www.taourirt.info

Taurirte (em francês: Taourirt; em árabe: تاوريرت; romaniz.: Tawrirt; em tifinague: ⵜⴰⵡⵔⵉⵔⵜ) é uma cidade do nordeste de Marrocos, capital da província homónima, que faz parte da região Oriental. Em 2004 tinha 79 664 habitantes[1] e estimava-se que em 2012 tivesse 101 681 habitantes.[2]

Situa-se 50 km a leste de Guercife, 160 km a leste de Taza, 230 km a leste de Fez, 140 km a sul de Melilha e 125 km a oeste de Ujda (distâncias por estrada). Hoje, como no passado, é o cruzamento de duas das mais importantes vias de transporte do nordeste de Marrocos: a que liga Melilla e Nador na costa mediterrânica com o sul, e a que liga Fez com o extremo leste e a Argélia.

Embora seja um cidade com importância e dimensão apreciável, tem poucos atrações turísticas para além do grande soco (mercado semanal) de domingo. Nos arredores, as principais atrações turísticas são as cascatas de Zá, situadas cerca de 15 km a noroeste da cidade, as gargantas do Zá, a aproximadamente a mesma distância, mas a sudeste,[3], as ruínas da casbá construída pelos merínidas no século XIV, 3 km a oeste, e a nascente termal de Gouttitir, usada principalmente por reumáticos, 5 km a oeste.[4] O clima é árido, com precipitações variáveis cuja média anual é de 280 mm.

História

Taurirte é herdeira da antiga cidade de Zá, que chegou a ser uma das maiores cidades de Marrocos. A região ainda se chama Zá,[carece de fontes?] bem como o rio que a atravessa, um afluente do Mulucha. Devido à sua posição estratégica e consequente importância comercial e militar, a região foi muito disputada, principalmente durante a época áurea de Segelmeça, chegando a mudar de mãos dez vezes em menos de cinquenta anos.[4]

Em 1298 foi conquistada pelos Merínidas,[4] que lhe chamam Taurirte e a dotam de uma casbá, dos quais ainda há vestígios atualmente. No final do século XIII os merínidas perdem a cidade, que se vê envolvida nas diversas guerras dinásticas dos séculos XIII e XIV. No reinado do sultão alauita Mulei Ismail (r. 1672–1727) passou a chamar-se Casbá Mulei Ismail e foi dotada de muralhas. A cidade tinha então um papel importante na defesa do reino xerifano.

No século XIX, a casbá pertencia exclusivamente às tribos Kerarma e Ahlaf que a usavam como celeiro. Mais tarde, com a chegada dos franceses no incício do século XX, afluíram para Taurirte diversas tribos, como os Beni Bou Zeggou, Beni Bou Yhi, Mtalssa, Iqualaan e isnassanitas. Em volta da cidade encontravam-se diversas outras tribos, como os Beni Faxate, Sija, Ulade Solimão, Ulade Amar, etc., que ali se sedentarizaram. Atualmente, embora todos falem árabe, são comuns diferentes variantes das línguas berberes.

A cidade desenvolveu-se no século XX, devido principalmente ao comércio de ovinos e à exploração das minas dos arredores de ferro, zinco, flúor e chumbo. Atualmente apresenta um crescimento demográfico apreciável. A economia baseia-se principalmente numa agricultura rentável à base da oliveira, e em indústrias de transformação. As remessas dos muitos emigrantes, sobretudo em Espanha, também tem um contributo importante para a economia local.

Notas e referências

  • Este artigo foi inicialmente traduzido, total ou parcialmente, do artigo da Wikipédia em francês cujo título é «Taourirt», especificamente desta versão.
  1. a b «Recensement général de la population et de l'habitat 2004». www.hcp.ma (em francês). Royaume du Maroc - Haut-Comissariat au Plan. Consultado em 6 de março de 2012 
  2. a b «Maroc: Les villes les plus grandes avec des statistiques de la population». gazetteer.de (em francês). World Gazeteer. Consultado em 6 de março de 2012 
  3. Ellingham, Mark; McVeigh, Shaun; Jacobs, Daniel; Brown, Hamish (2004). The Rough Guide to Morocco (em inglês) 7ª ed. Nova Iorque, Londres, Deli: Rough Guide, Penguin Books. p. 181. 824 páginas. ISBN 9-781843-533139 
  4. a b c Le Guide Vert - Maroc (em francês). Paris: Michelin. 2003. p. 413. 460 páginas. ISBN 978-2-06-100708-2