Secretaria-Geral do Governo
| Secretário-Geral do Governo | |
|---|---|
![]() | |
| Abreviação | SGG |
| Responde a | Primeiro-Ministro |
| Lugar | Campus XXI |
| Instrumento constituinte | Decreto-Lei n.º 43-B/2024, de 2 de julho |
| Criado em | 1 de janeiro de 2025 |
| Primeiro titular | Carlos Costa Neves |
| Vice | Secretários-Gerais Adjuntos |
A Secretaria-Geral do Governo é um serviço central do Estado português, que tem por missão prestar apoio técnico, administrativo e logístico ao Conselho de Ministros, ao Primeiro-Ministro e aos demais membros do Governo.[1]
A Secretaria-Geral do Governo é dirigida por um secretário-geral, coadjuvado por seis secretários-gerais adjuntos. A Secretaria-Geral depende directamente do Primeiro-Ministro, embora este tenha a faculdade de delegação da tutela a outro membro do Governo.[1] No atual governo, a tutela da Secretaria-Geral do Governo foi delegada no Ministro da Presidência, António Leitão Amaro.[2]
Entre as suas atribuições estão, por exemplo, apoiar reuniões e processos administrativos e legislativos, apoiar a implementação do Código de Conduta do Governo, coordenar a participação dos membros do Governo em atos de natureza protocolar, garantir a gestão da rede informática do Governo, e administrar a Residência Oficial do Primeiro-Ministro e o Campus XXI.[1]
História
A Secretaria-Geral do Governo iniciou funções a 1 de janeiro de 2025, tendo sido criada pelo XXIV Governo Constitucional de Luís Montenegro, no âmbito da reforma do funcionamento e organização interna da administração pública prevista no seu programa, com vista a agregar vários serviços e secretarias-gerais de diferentes ministérios numa estrutura única, com ganhos de racionalização e eficência.[1]
O primeiro titular do cargo de foi Carlos Costa Neves. Inicialmente, Hélder Rosalino, ex-administrador do Banco de Portugal, tinha sido apontado para exercer as funções de primeiro Secretário-Geral do Governo, mas este viria a manifestar a sua indisponibilidade para assumir o cargo na sequência de polémica em torno do seu vencimento: o Governo mudou, antes da sua nomeação, as regras de remuneração dos quadros dirigentes da nova estrutura de modo a permitir que Rosalino continuasse a auferir o mesmo salário mensal de quase 16 mil euros que recebia enquanto consultor do Banco de Portugal, ainda que este excedesse o vencimento do primeiro-ministro. A medida originou críticas, com a oposição a pedir a apreciação parlamentar do diploma que define o salário, e com o Governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, a adiantar-se a declarar que o supervisor não iria arcar com os custos, invocando estar proibido pelo Eurosistema.[3]
Referências
- ↑ a b c d «Decreto-Lei n.º 43-B/2024, de 2 de julho». Diário da República n.º 126/2024, Suplemento, Série I. 2 de julho de 2024. Consultado em 13 de janeiro de 2025
- ↑ «Montenegro delega em Leitão Amaro tutela da secretaria-geral do Governo». Público. 3 de janeiro de 2025. Consultado em 13 de janeiro de 2025
- ↑ Abreu, Patrícia (30 de dezembro de 2024). «Hélder Rosalino desiste de ser secretário-geral do Governo após polémica sobre salário». ECO. Consultado em 13 de janeiro de 2025

