SL Benfica no futebol internacional

Os troféus da Taça dos Campeões Europeus de 1961 e 1962 expostos no Museu Cosme Damião.

O Sport Lisboa e Benfica é um clube de futebol profissional português com sede em Lisboa cuja participação nas competições europeias remonta à década de 1950. Como campeão de Portugal, o Benfica deveria ter participado na edição inaugural da Taça dos Campeões Europeus em 1955, mas não foi convidado pelos organizadores. Dois anos depois, fez a sua estreia europeia contra o Sevilla na competição, a 19 de setembro de 1957.

O Benfica conquistou o seu primeiro título internacional em 1950, ao bater o Bordeaux em solo nacional para conquistar a Taça Latina. O primeiro título europeu europeu veio em 1961, ao derrotar o Barcelona para conquistar a Taça dos Campeões Europeus, sucesso que se repetiu no ano seguinte depois de derrotar o Real Madrid. Após estes sucessos, o clube chegou a mais cinco finais (1963, 1965, 1968, 1988 e 1990), mas não reconquistou o título. Este insucesso foi atribuído a uma suposta maldição (agora quebrada, após a conquista da Liga Jovem da UEFA de 2021–22) pelo técnico húngaro Béla Guttmann. O Benfica também alcançou três finais da Taça UEFA/Liga Europa da UEFA (1983, 2013 e 2014).

Com dois títulos consecutivos da Taça dos Campeões Europeus, um recorde português, o Benfica é a segunda equipa portuguesa mais condecorada em todas as competições da UEFA e detém o recorde português de mais jogos em finais das competições da UEFA, com dez jogos. Adicionalmente, as suas 43 participações na Liga dos Campeões (antiga Taça dos Campeões Europeus) só são superadas pelo Real Madrid e, a partir de maio de 2025, o Benfica ocupa o oitavo lugar no ranking de todos os tempos da competição.

A maior vitória europeia do Benfica veio contra o Stade Dudelange, do Luxemburgo, por 10–0 na Taça dos Campeões Europeus de 1965–66, e a sua vitória agregada de 18–0 (8–0 na primeira mão) constitui um recorde da competição. O defesa brasileiro Luisão detém o recorde do clube com mais jogos na Europa, com 124 jogos, enquanto o avançado português Eusébio é o melhor marcador europeu do clube, com 56 golos.

Contexto

Antes do início das competições organizadas pela UEFA, o Benfica já havia participado na Taça Latina, um torneio internacional disputado entre clubes campeões de Portugal, Espanha, França e Itália. A Taça Latina, criada em 1949 e reconhecida pela FIFA, é considerada uma das precursoras das competições europeias de clubes, era organizada pelas respetivas federações nacionais e tinha um grande prestígio à época. O Benfica participou em várias edições, destacando-se as finais alcançadas em 1950 e Taça Latina de 1957, frente a Real Madrid e Bordeaux.[1]

A primeira competição continental organizada pela UEFA foi a Taça dos Campeões Europeus em 1955. Concebida por Gabriel Hanot, o editor do L'Équipe, como uma competição para os vencedores das ligas nacionais europeias de futebol, é considerada a mais prestigiada competição europeia de futebol.[2] Nesse ano, o Benfica tinha conquistado a Primeira Liga, mas os organizadores da Taça dos Campeões selecionaram o Sporting CP para participar na primeira edição. Outra competição de clubes, a Taça das Cidades com Feiras, foi criada em 1955 e disputada em paralelo com a Taça dos Campeões Europeus. Eventualmente, ficou sob os auspícios da UEFA em 1971, que a rebatizou como Taça UEFA. Desde a temporada 2009–10, a competição é conhecida como Liga Europa da UEFA.[3]

Em 1957, o Benfica venceu o campeonato e garantiu a sua estreia europeia na Taça dos Campeões Europeus de 1957–58. Nos anos seguintes, a UEFA criou competições de clubes adicionais. A primeira, a Taça dos Clubes Vencedores de Taças, foi inaugurada em 1960 para os vencedores das taças nacionais. Fundada em 1973, a Supertaça da UEFA era originalmente uma partida disputada entre os vencedores da Taça dos Campeões Europeus e da Taça das Taças. Desde 2000, tem sido disputado pelos vencedores da Liga dos Campeões (antiga Taça dos Campeões Europeus) e da Liga Europa (antiga Taça UEFA).[4]

A Taça Intercontinental foi uma competição para os vencedores da Taça dos Campeões Europeus (mais tarde Liga dos Campeões da UEFA) e o seu equivalente sul-americano, a Copa Libertadores. Fundada em 1960, a Taça Intercontinental foi organizada conjuntamente pela UEFA e pela Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL). Ela funcionou até 2004, quando foi substituída pelo Mundial de Clubes da FIFA, que inclui os vencedores das principais competições de clubes das seis confederações continentais.[5]

A partir de 2025, a FIFA introduziu um novo formato do Mundial de Clubes, que passou a contar com 32 equipas, incluindo os vencedores das competições continentais das quatro temporadas anteriores. O torneio é disputado de quatro em quatro anos, à semelhança do Mundial de seleções, e representa o mais alto nível competitivo de clubes a nível global.[6]

Taça Latina e Ascenção Europeia

O primeiro título europeu do Benfica veio em 1950, quando, comandado por Ted Smith, derrotou o Bordeaux no Estádio Nacional, em Oeiras, Portugal, para ganhar a Taça Latina. Sete anos depois, a equipa chegou à sua segunda e última final da Taça Latina, a qual perdeu com o Real Madrid de Alfredo Di Stéfano.

Depois de uma estreia mal sucedida nas competições da UEFA na Taça dos Campeões Europeus de 1957–58, onde foi elimindado pelo Sevilha na fase inicial,[7] o Benfica contratou o treinador húngaro Béla Guttmann, que levou a equipa à sua primeira final da Taça dos Campeões Europeus a 31 de Maio de 1961. Tendo derrotado Hearts, Újpest Dózsa, AGF Aarhus e Rapid Wien, o Benfica enfrentou o Barcelona na final, onde os golos de José Águas, Mário Coluna e um auto-golo de Antoni Ramallets ajudaram o clube a conquistar a sua primeira Taça dos Campeões Europeus. No ano seguinte, já com Eusébio no plantel, Guttmann guiou a equipa para a segunda vitória consecutiva na Taça dos Campeões Europeus. Depois de derrotar o Austria Wien, 1. FC Nürnberg e Tottenham Hotspur,[8] o Benfica enfrentou o Real Madrid na final a 2 de maio de 1962. Um hat-trick de Ferenc Puskás colocou os campeões espanhóis na frente antes do intervalo, mas dois golos de Coluna e da estrela em ascensão Eusébio viraram o placar para 5–3.[9]

Após duas vitórias consecutivas na Taça dos Campeões Europeus, Béla Guttmann terá se aproximado do conselho de administração do clube pedindo um aumento salarial. Como o seu pedido foi recusado, deixou o clube e terá então proferido a alegada “maldição”.[10] O Benfica substituiu-o por Fernando Riera e, apesar de o treinador chileno ter conduzido a equipa à sua terceira final consecutiva da Taça dos Campeões Europeus, não conseguiu repetir o sucesso de Guttmann. A 25 de maio de 1963, frente ao Milan, as hipóteses do Benfica reduziram-se após uma entrada dura de Gino Pivatelli que lesionou gravemente Coluna.[11] Numa altura em que ainda não eram permitidas substituições, o Benfica disputou o resto do jogo condicionado, e dois golos de José Altafini na segunda parte garantiram o troféu para os italianos.[8] Após um desempenho decepcionante na edição de 1963–64, o Benfica regressou à final na temporada seguinte. Sob o comando do técnico romeno Elek Schwartz, a equipa eliminou o Real Madrid por 5–1 nos quartos de final, antes de enfrentar o campeão em título, a Inter de Milão, na final disputada no Estádio Giuseppe Meazza, em terreno enlameado e encharcado. Um erro de Alberto da Costa Pereira permitiu que um remate de Jair passasse por entre as suas pernas, ditando a derrota e a segunda tentativa falhada do Benfica de reconquistar a coroa europeia.

Na temporada seguinte, o Benfica derrotou o Stade Dudelange por 18–0 no total das duas mãos, estabelecendo um recorde europeu para a maior vitória no total.[12] No entanto, em uma fase posterior da competição, sofreu uma derrota recorde em casa com o Manchester United e foi eliminado, nos quartos-de final. Depois de um ano competindo na Taça das Cidades com Feiras, o Benfica voltou à Taça dos Campeões Europeus, chegando à sua quinta final em 1968. Depois de eliminar a Juventus por 3–0 nas meias-finais, o Benfica enfrentou o Manchester United no Estádio de Wembley a 29 Maio de 1968. Bobby Charlton abriu o placar, mas Jaime Graça empatou aos 79 minutos. Perto do final do tempo regulamentar, Eusébio desperdiçou uma chance cara a cara com Alex Stepney e, no prolongamento, três golos em oito minutos deram à equipa inglesa o seu primeiro título europeu.

Na temporada seguinte, o Benfica foi travado nos quartos de final pelo Ajax de Johan Cruijff após um jogo de desempate disputado em Paris. Depois de vencer o Ajax por 3–1 em Amesterdão[13] e de perder pelo mesmo resultado em Lisboa na segunda mão,[14] o Benfica acabou eliminado ao sofrer três golos no prolongamento do jogo de desempate, realizado em Paris.[15] A eliminatória é frequentemente descrita como uma simbólica "passagem de testemunho": o Benfica, uma das forças dominantes do futebol europeu durante a década de'60, bicampeão e cinco vezes finalista da Taça dos Campeões Europeus, cedeu o protagonismo a um Ajax em ascensão, que viria a dominar a década seguinte sob a liderança de Cruijff e Rinus Michels.[16][17][18]

Recorde Competitivo

Note: O marcador do Benfica está listado primeiro.

Fim de um Ciclo Europeu

Na época de 1969–70, o Benfica foi eliminado na segunda eliminatória pelo futuro finalista Celtic, após perder por 3–0 em Glasgow e vencer pelo mesmo resultado em Lisboa. O desempate foi decidido através de uma moeda ao ar.[19]

Após um período de grande sucesso na década de 1960, durante o qual o Benfica figurava entre os principais candidatos à conquista europeia, o clube começou a atravessar uma fase de renovação. Com a saída de jogadores fundamentais no sucesso europeu, como José Augusto, Mário Coluna, Cruz e Cavém, as equipas latinas perderam o protagonismo no panorama europeu, enquanto clubes ingleses, holandeses e alemães assumiam a dianteira.

Depois de uma eliminação precoce na Taça das Taças de 1970–71, o Benfica alcançou as meias-finais da Taça dos Campeões Europeus de 1971–72, eliminando o Feyenoord por 5–1 em casa nos quartos de final,[20] mas sendo derrotado nas meias-finais pelo futuro vencedor, o Ajax de Johan Cruyff.[21]

Após duas campanhas abaixo das expectativas, o Benfica chegou aos quartos-de-final da Taça das Taças de 1974–75, sendo eliminado pelo PSV Eindhoven após uma derrota por 2–1 em casa.[22]

No final da década de 1970, com a saída de jogadores históricos como Eusébio, Simões, Torres e Jaime Graça, o Benfica não conseguiu manter o mesmo nível competitivo da década anterior. Ainda assim, conseguiu duas presenças nos quartos-de-final da Taça dos Campeões Europeus: em 1975–76, sendo derrotado por 5–1 pelo campeão em título Bayern de Munique,[23] e em 1977–78, onde foi eliminado pelo atual campeão Liverpool com um resultado agregado de 6–2.[24]

Recorde Competitivo

Note: O marcador Benfica está listado primeiro.

Regresso à Elite Europeia

No início da década de 1980, o domínio doméstico do Benfica começou a diminuir, levando a equipa a disputar competições europeias de segundo plano, nomeadamente a Taça das Taças e a Taça UEFA.

Em 1980–81, o Benfica chegou às meias-finais da Taça das Taças, sendo eliminado pelo Carl Zeiss Jena da Alemanha Oriental.[25] Este desempenho seria superado duas épocas depois, quando o clube alcançou a final da Taça UEFA de 1983, eliminando, nos quartos-de-final, a Roma de Falcão e Bruno Conti.[26] Na final a duas mãos, frente ao Anderlecht, o Benfica perdeu por 1–0 em Bruxelas a 4 de maio de 1983, com um golo de Kenneth Brylle. Na segunda mão, 14 dias depois, o treinador Sven-Göran Eriksson optou por deixar de fora Zoran Filipović e João Alves, ambos titulares indiscutiveis, e a equipa empatou 1–1, perdendo assim mais uma final europeia.[27] O Benfica regressou à Taça dos Campeões Europeus nas duas épocas seguintes, mas derrotas frente ao Liverpool em ambas as participações mostraram que a equipa ainda não estava pronta para competir com a elite europeia.[28][29]

Após duas épocas menos conseguidas, o Benfica voltou à final da Taça dos Campeões Europeus. Depois de se vingar do Anderlecht nos quartos-de-final,[30][31] e de eliminar o Steaua Bucareste nas meias-finais,[32][33] o clube chegou à sua sexta final da competição, disputada frente ao PSV no Neckarstadion, em Estugarda, a 25 de maio de 1988. Após um empate sem golos no prolongamento, o jogo foi decidido nos penáltis. A equipa holandesa, que contava com cinco jogadores da seleção dos Países Baixos que venceriam o Euro 1988 um mês depois, converteu todas as grandes penalidades, enquanto António Veloso viu o seu remate ser defendido por Hans van Breukelen, marcando a quarta final europeia consecutiva perdida pelo Benfica.[34]

Dois anos depois, o Benfica voltou a uma final da Taça dos Campeões Europeus, novamente sob o comando de Sven-Göran Eriksson, com uma equipa que incluía os internacionais brasileiros Ricardo Gomes e Aldair, e os médios Valdo e Jonas Thern. O clube eliminou o Marselha nas meias-finais com um polémico golo de Vata, alcançando a sua sétima final da Taça dos Campeões Europeus.[35] Antes da final, Eusébio visitou o túmulo de Béla Guttmann, numa tentativa simbólica de quebrar a suposta “maldição”.[36] No dia 23 de maio de 1990, em Viena, o Benfica enfrentou o campeão em título AC Milan no Praterstadion, mas não conseguiu evitar o golo solitário de Frank Rijkaard, que deu à equipa italiana o seu segundo título consecutivo da prova.

Em 1991–92, o Benfica participou na última edição da Taça dos Campeões Europeus antes da competição ser reformulada como Liga dos Campeões. O clube atingiu a fase de grupos após eliminar o campeão inglês Arsenal em Highbury,[37] com Isaías e Vasili Kulkov a marcarem no prolongamento. Na fase de grupos, o Benfica terminou em terceiro lugar, atrás do Barcelona e do Sparta Praga, sendo eliminado após derrota frente aos catalães no último jogo. Na época seguinte, o Benfica chegou aos quartos-de-final da Taça UEFA, vencendo a Juventus em casa, a única derrota da equipa italiana na competição, mas perdendo por 3–0 em Turim.[38][39]

Na temporada seguinte, o Benfica voltou à Taça das Taças, chegando às meias-finais após um empate 5–5 no agregado contra o Bayer Leverkusen nos quartos-de-final, decidido pela regra dos golos fora. Em Lisboa, o Benfica venceu o Parma por 2–1 na primeira mão das meias-finais, mesmo com Vítor Paneira a desperdiçar uma grande penalidade. No entanto, na segunda mão, o defesa Mozer foi expulso aos 20 minutos e a equipa resistiu por 55 minutos antes de Roberto Sensini marcar o único golo da partida, que apurou os italianos. Na sua estreia na Liga dos Campeões em 1994-95, o Benfica venceu o seu grupo, mas caiu perante o campeão europeu Milan nos quartos-de-final.

Recorde Competitivo

Note: O marcador Benfica está listado primeiro.

Crise Europeia

Na segunda metade da década de 1990, as atuações europeias do clube não corresponderam ao recorde histórico do Benfica, com apenas uma presença nas quartos-de-final da Taça das Taças de 1996-97 como destaque. As atuações da equipa foram abaixo do esperado, com o ponto mais baixo vindo numa derrota por 7–0 com o Celta de Vigo, que permanece como a derrota europeia mais pesada da história europeia do Benfica.[40]

Após não participar das competições europeias por duas temporadas consecutivas, pela primeira vez desde 1959–60, o Benfica voltou às competições da UEFA em 2003–04. Começando na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, derrotas com a Lazio transferiram o clube para a Taça UEFA.[41][42] Lá, a equipa chegou até à quarta eliminatória, onde foi eliminada pela Inter de Milão com uma derrota fora de casa por 4–3.[43]

Depois de mais uma temporada sem jogar na Liga dos Campeões, o Benfica voltou à principal competição da UEFA em 2005–06, conseguindo o seu melhor desempenho em onze anos. O Benfica eliminou o Manchester United da competição na fase de grupos, vencendo-os por 2–1 em casa,[44] e ao vencer ambos os jogos eliminou o campeão Liverpool nos oitavos-de-final,[45] conquistando a primeira vitória do clube em Anfield.[46] Nos quartos-de-final, o Benfica foi eliminado pelo Barcelona após uma derrota por 2–0 no Camp Nou.[47]

As duas temporadas seguintes foram semelhantes; em 2006–07 e 2007–08, o Benfica terminou em terceiro na fase de grupos e foi transferido para a Taça UEFA, não conseguindo ir além dos quartos-de-final.

Recorde Competitivo

Note: O marcador do Benfica está listado primeiro.

Renascimento Europeu

Em 2009–10, o Benfica teve uma performance notável na recém-criada Liga Europa da UEFA, progredindo desde o play-off até aos quartos de final. A campanha incluiu cinco vitórias em seis jogos na fase de grupos, com destaque para a goleada sobre o clube inglês Everton por 5–0,[48] e uma vitória a duas mãos por 3–2 sobre o Marselha nos oitavos-de-final.[49] Apesar de vencer o Liverpool na primeira mão dos quartos de final, acabou por ser eliminado na segunda mão.[50] Na época seguinte, o Benfica regressou à Liga dos Campeões, mas, tal como em 2006–07 e 2007–08, foi eliminado na fase de grupos e transferido para a Liga Europa. Desta vez, a equipa foi além dos quartos de final, alcançando a sua primeira meia-final europeia em 17 anos. No entanto, o Benfica foi surpreendido pelo Braga, que impediu o acesso à final.[51]

O Benfica melhorou o seu desempenho europeu na Liga dos Campeões de 2011–12, chegand aos quartos-de-final.[52] Na fase de grupos, o Benfica terminou em primeor do grupo, eliminando o Manchester United das competições europeias mais uma vez, derrotou o Zenit São Petersburgo nos oitavos-de-final, mas foi derrota por 3–1 no agregado pelo eventual vencedor Chelsea.[53]

Em 2012–13 e 2013–14, o desempenho do Benfica na Liga dos Campeões foi modesto, sendo eliminado em ambas as ocasiões na fase de grupos. No entanto, a equipa compensou as eliminações com duas campanhas notáveis na Liga Europa, alcançando consecutivamente as finais da competição, as primeiras presenças do clube em finais europeias após uma espera de 23 anos. Na edição de 2012–13, disputada a 15 de maio de 2013, o Benfica perdeu por 2–1 com o Chelsea, campeão europeu em título, com Branislav Ivanović a marcar o golo decisivo nos descontos.[54] No ano seguinte, a 14 de maio de 2014, o Benfica voltou à final, desta vez frente ao Sevilla. Após um empate a zeros no tempo regulamentar e no prolongamento, a decisão veio através das grandes penalidades, nas quais o clube espanhol saiu vencedor, num jogo marcado por vários decisões polémicas por parte da arbitragem.[55] Com este resultado, o Benfica ampliou para oito o número total de finais europeias perdidas.

Em 2015–16 e 2016–17, o Benfica alcançou os oitavos-de-final da Liga dos Campeões por duas temporadas consecutivas, a primeira vez desde a reformulação da competição. Na primeira, eliminou o Zenit antes de ser afastado pelo Bayern de Munique nos quartos de final, por 3–2 no total.[56] Na época seguinte, foi eliminado pelo Borussia Dortmund nos oitavos-de-final.

Nas temporadas seguintes, o clube não conseguiu obter bons resultados. Em 2017–18, registou a pior campanha europeia de sempre de uma equipa portuguesa, com seis derrotas em seis jogos e uma diferença de 13 golos negativos,[57] incluindo uma derrota por 5–0 com o Basileia, igualando a maior goleada sofrida na competição, frente ao Borussia Dortmund em 1963–64.[58] Em 2018–19, voltou a ser eliminado na fase de grupos da Liga dos Campeões, acabando por chegar aos quartos-de-final da Liga Europa.

Recorde Competitivo

Note:O marcador do Benfica está listado primeiro.

Panorama Europeu Atual

Após uma nova eliminação na fase de grupos da Liga dos Campeões em 2019–20 e uma saída precoce na Liga Europa,[59] o Benfica, novamente sob o comando de Jorge Jesus, falhou pela primeira vez em dez anos a qualificação para a fase de grupos da Liga dos Campeões de 2020–21.[60]

Na temporada seguinte, o clube voltou a destacar-se na Liga dos Campeões, avançando pela primeira vez em quatro anos da fase de grupos, após eliminar o Barcelona com uma vitória por 3–0 em Lisboa.[61] Nos oitavos-de-final, frente ao Ajax, o Benfica empatou 2–2 em casa e venceu por 1–0 na Johan Cruijff Arena, alcançando os quartos de final pela primeira vez em cinco anos,[62] onde seria eliminado pelo Liverpool, empatando na segunda mão em Anfield a três bolas.[63] Em 2022–23, o Benfica terminou em primeiro lugar no seu grupo da Liga dos Campeões, batendo por duas vezes e eliminando a Juventus pelo caminho.[64] A equipa avançou novamente até aos quartos de final, onde foi afastada pela Inter de Milão, de novo empatando na segunda mão a três bolas fora de casa.[65]

Na época 2023–24, o Benfica não conseguiu repetir o sucesso das temporadas anteriores, sendo eliminado na fase de grupos da Liga dos Campeões e transferido para a Liga Europa. Na competição secundária, alcançou os quartos-de-final, mas após uma vitória em Lisboa, foi eliminado na segunda mão nas grandes penalidades pelo Marselha.[66] Na temporada seguinte, já no novo formato de liga da Liga dos Campeões, o Benfica adaptou-se bem, vencendo quatro e empatando um dos seus oito jogos. Destacaram-se a goleada por 4–0 sobre o Atlético de Madrid,[67] e as vitórias fora frente à Juventus[68] e ao Mónaco.[69] Nos oitavos de final, após eliminar o Mónaco no play-off, o Benfica foi afastado pelo Barcelona.

Em 2025, o Benfica estreou-se no reformulado Mundial de Clubes da FIFA, terminando em primeiro lugar do seu grupo, após um empate a duas bolas com o Boca Juniors,[70] uma vitória por 6–0 sobre o Auckland City e uma vitória histórica por 1–0 frente ao Bayern de Munique, a primeira da história do clube sobre o gigante alemão.[71] Nos oitavos-de-final, o Benfica seria eliminado por 4–1, após prolongamento, pelo eventual vencedor Chelsea.[72]

Recorde Competitivo

O marcador do Benfica está listado primeiro.

Honras

Competição Títulos Vice Ano(s) campeão Ano(s) que foi vice
Taça dos Campeões Europeus 2 5 1960–61, 1961–62 1962–63, 1964–65, 1967–68, 1987–88, 1989–90
Taça UEFA / Liga Europa da UEFA - 3 - 1982–83, 2012–13, 2013–14
Taça Intercontinental - 2 - 1961, 1962
Taça Latina 1 1 1950 1957

Estatísticas

Recordes

Eusébio é o jogador do Benfica com o maior número de golos em competições internacionais, com 56 golos marcados.

O Benfica foi a primeira equipa portuguesa a chegar à final da Taça dos Campeões Europeus, a primeira a ganhá-la e a única até hoje a conquistar o troféu em dois anos consecutivos. Na década de 1960, chegou à final cinco vezes, mais do que qualquer outra equipa, superando o Real Madrid e Milan, que chegaram apenas a três finais cada. As suas dez finais europeias são também um recorde nacional, e com 41 participações na Liga dos Campeões (antiga Taça dos Campeões Europeus), apenas o Real Madrid disputou mais épocas na competição.

  • Mais participações em competições europeias: Luisão (127)
  • Mais golos em competições europeias: Eusébio (56)
  • Primeiro jogo europeu: Sevilha 3–1 Benfica na Taça dos Campeões Europeus, a 19 de Setembro de 1957
  • Maior vitória: Benfica 10–0 Stade Dudelange na Taça dos Campeões Europeus, a 5 de Outubro de 1965
  • Primeiro golo nas competições europeias: Francisco Palmeiro, aos 40 minutos, frente ao Sevilha, a 19 de Setembro de 1957
  • Maior derrota: Celta Vigo 7–0 Benfica na Taça UEFA, a 25 de Novembro de 1999
  • Maior público em casa em jogos europeus: 110.000, contra o Marselha na Taça dos Campeões Europeus, a 18 de abril de 1990

Recorde do S.L. Benfica no futetbol Internacional

Última atualização a 6 de Fevereiro de 2026.

Finais de Competições Internacionais

Taça dos Clubes Campeões Europeus/Liga dos Campeões da UEFA

Taça Intercontinental

Taça UEFA/Liga Europa

Taça Latina

Ver também

Referências

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  2. UEFA.com. «History | UEFA Champions League». UEFA.com (em inglês). Consultado em 8 de agosto de 2022 
  3. «Uefa Cup given new name in revamp» (em inglês). 26 de setembro de 2008. Consultado em 8 de agosto de 2022 
  4. UEFA.com (1 de julho de 2021). «UEFA Super Cup history | UEFA Super Cup». UEFA.com (em inglês). Consultado em 8 de agosto de 2022 
  5. «uefa.com - European-South American Cup». archive.ph. 8 de julho de 2012. Consultado em 8 de agosto de 2022 
  6. «FIFA Club World Cup 2025™». FIFA.com. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  7. UEFA.com. «Season 1957/58 | UEFA Champions League 1957/58». UEFA.com (em inglês). Consultado em 9 de agosto de 2022 
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  9. Real Madrid V Benfica - European Cup Final In Amsterdam (1962), consultado em 9 de agosto de 2022 
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  11. «Trapattoni inocente no "caso Coluna"». www.record.pt. Consultado em 9 de agosto de 2022 
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  16. «Benfica exibe documentário "The Birth of the Great Ajax"». S.L. Benfica. Consultado em 19 de setembro de 2025 
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