História do Sport Lisboa e Benfica

Símbolo do Sport Lisboa e Benfica em 1908, ano da fusão dos dois clubes que lhe deram origem.

A história do Sport Lisboa e Benfica está intimamente ligada à história de dois clubes: o Sport Lisboa e o Sport Clube de Benfica. A fusão dos mesmos deu-se em setembro de 1908,[1] durante a presidência de João José Pires, que passou do cargo no Sport Clube de Benfica para o recém-unificado Sport Lisboa e Benfica.[2][3]

Nas suas vitrines conta com trinta e oito campeonatos de Liga, vinte e seis Taças de Portugal, oito Taças da Liga e dez Supertaças, fazendo-lhe o clube mais vencedor de Portugal com 87 títulos, mas um do que o FC Porto, conta ainda com duas Liga dos Campeões da UEFA e uma Taça Latina.[1]

Sport Lisboa

Cosme Damião
Cosme Damião
Emblema do Sport Lisboa (1904)
Emblema do Sport Lisboa (1904).
Ata da Fundação, cuja escrita se atribui a Cosme Damião, apesar de não estar assinada por este.
Equipa de futebol do Sport Lisboa no ano de 1905, quando jogou as primeiras partidas oficiais.

As origens remontam a dezembro de 1903, quando foram realizados dois desafios entre a Associação do Bem e o Grupo dos Catataus, ambos os grupos na génese do Sport Lisboa. O segundo jogo teria sido ganho, por 1–0, pela Associação do Bem, quando anteriormente num primeiro desafio havia perdido por 1–0. Os dois desafios foram disputados nas Salésias e no final do segundo jogo celebrou-se a vitória numa cervejaria em frente à Farmácia Franco. Dessa festa partiu a ideia dos jogadores unirem-se em um só clube, o que foi discutido posteriormente.

O Grupo dos Catataus (entre eles José Rosa Rodrigues) e a Associação do Bem (entre eles Cosme Damião) fundada em 31 de Julho de 1903 tinha por fins a beneficência, solidariedade, jogos, aulas de esgrima, festas e reuniões,[4] sendo também frequentadas por alunos da Casa Pia. Esta ligação seria meses mais tarde utilizada para recrutar alguns alunos para jogarem no Sport Lisboa, formando com eles acordos que não iam além da promessa verbal de pagamento das passagens de elétrico ou comboio, embora ocasionalmente os brindasse com uns pratinhos de iscas com batatas.[4]

A 28 de Fevereiro de 1904, um grupo de 24 ex-alunos da Casa Pia de Lisboa, dos quias destava-se a figura de Cosme Damião, cria nas traseiras da Farmácia Franco, na zona aristocrática de Belém, o novo clube com uma única secção, a de futebol.[5][6][7][8] Houve uma hesitação no nome: Sport Lisbonense de Lisboa ou Sport Lisboa, tendo sido escolhida a última designação.[9] Nessa reunião histórica, ficaria definido que o recém-criado clube jogaria de vermelho e branco (simbolizando a bravura e a paz), tomando por emblema uma águia (simbolizava a elevação das aspirações do clube) e o moto em latim "E Pluribus Unum",[10] que significa de muitos, um!, simbolizando, a união entre os associados e o espírito de família que caracterizou a criação do Clube.[11][12] A aclamada reunião foi realizada na Farmácia propriedade do 1.º Conde do Restelo, Pedro Augusto Franco, e que havia sido Presidente da Câmara Municipal de Belém, Vereador e Presidente da Câmara Municipal de Lisboa.[13]

Cosme Damião, a quem se atribuiu a autoria da ata, não consta no documento nem o seu nome nem a sua assinatura. Apesar deste facto, este viria a tornar-se o principal impulsionador nas primeiras décadas de vida do novo Clube como secretário, jogador, capitão, e treinador.[14][15]

A 1 de Janeiro de 1905, o Sport Lisboa realizou o primeiro jogo de futebol «formal», contra o Campo de Ourique. O treinador foi Manuel Gourlade e a vitória, por 1–0, acabou por sorrir ao Sport Lisboa.[16]

A 10 de Fevereiro de 1907, no campo da Quinta Nova, em Carcavelos, o Sport Lisboa venceu, por 2 a 1, os "mestres ingleses" do Carcavellos Club, que estavam à nove anos invictos.[11] Este resultado contribuiu para aumentar a estima pelo clube e atrair mais adeptos. A 24 de Novembro de 1907, o Sport Lisboa atuou pela primeira vez na Feiteira, campo do Sport Clube Benfica, considerado na altura campo neutro. Nesse encontro, a contar para o Campeonato Regional de Lisboa, o Internacional (CIF) perderia, por 1–0.

O Sport Lisboa, estando a passar por uma complexa situação financeira, e sem dispor de campo próprio (nos primeiros tempos foi alugado o campo das Terras do Desembargador), viu em 1907, oito dos seus jogadores (sete da 1.ª categoria e um da 2.ª categoria) passarem para o mais abastado Sporting Clube de Portugal. Cosme Damião e Marcolino Bragança foram a «alma» da resistência, tendo inclusive Marcolino Bragança perdido o ano no Liceu, decidindo ficar e apostar na continuidade do clube.[9][17] A equipa de reserva passou a ser a equipa de primeira categoria do Sport Lisboa e o primeiro derby realizou-se no dia 1 de Dezembro de 1907 com uma vitória do Sporting Clube de Portugal por 2–1, com um golo de Corga para o Sport Lisboa e um golo de Cândido Rodrigues, e um auto-golo de Cosme Damião para o Sporting.

Em setembro de 1908, devido às extremas dificuldades financeiras que atravessava, o Sport Lisboa aprovou a sua fusão com o Sport Clube de Benfica, sendo absorvido por este.[16][18]

Sport Clube de Benfica

A 26 de Julho de 1906, foi fundado um outro clube em Lisboa, denominado Grupo Sport Benfica, com José Duarte como Presidente e que contou desde logo com a adesão de 15 associados, entre eles Luís Carlos de Faria Leal.[16][19]

Primeiro emblema do Grupo Sport Benfica em 1906.

A 26 Maio de 1907 esse mesmo clube tomou oficialmente posse do terreno da Quinta da Feiteira, propriedade de César de Figueiredo, ficando deste modo o Grupo Sport de Benfica a dispor de um espaço para organizar festas e atividades desportivas, tal como para jogos de futebol. Este clube, era no entanto, especialmente virado para a prática de velocipedismo (ciclismo, daí a roda como símbolo), mas também para a prática de pedestrianismo (atletismo).[19]

No seu primeiro aniversário que se prolongou por três fins de semana em julho de 1907, a revista de desportos "Tiro e Sport", dedicou uma página inteira às festividades que reuniram muitos atletas e espetadores de Lisboa e arredores na Quinta da Feiteira. Foram realizadas competições de ciclismo, atletismo, salto em altura, lançamento do peso, corrida de sacos e luta de tração à corda.[20]

Meses depois, em Março de 1908, o Grupo Sport Benfica muda o nome para Sport Clube de Benfica.[19] João José Pires, Presidente desta instituição, tornou-se o primeiro Presidente do Sport Lisboa e Benfica em 1908.[3]

Luís Carlos de Faria Leal desfilará em 1954 na inauguração do Estádio da Luz, como sócio nº 01, acompanhado por António Sobral Júnior e Luís Joaquim Gato, sendo que todos faziam parte da estrutura inicial do Sport Clube de Benfica.[21]

Sport Lisboa e Benfica

Acta da AG de 4 de Setembro de 1908
Extracto da acta de 4 de Setembro de 1908, onde Félix Bermudes alvitra o nome do clube.
Primeiros artigos que determinaram a absorção do Sport Lisboa pelo Sport Clube de Benfica em 1908.

Devido às diversas dificuldades atravessadas pelo Sport Lisboa foi decidido unirem-se, em 4 de Setembro de 1908, ao Sport Clube Benfica.

Em assembleia geral do Sport Clube de Benfica, é decidida a fusão entre o Sport Lisboa e o Sport Clube de Benfica.[22] Manteve-se como, o Presidente em funções do Sport Clube de Benfica. Destacaram-se na negociação Cosme Damião e Félix Bermudes, do Sport Lisboa, e Luís Carlos de Faria Leal, António dos Santos Sobral, Alexandre Luiz da Silva, António Alberto Marques, e António Freire Sobral, em sessão presidida por João José Pires, todos do Sport Clube de Benfica.[17] O Sport Lisboa cedeu todos os jogadores, cores, símbolo, e o seu escudo, e com o Sport Clube Benfica estabeleceram-se nove normas, sendo que na primeira ficou determinado que os sócios do Sport Lisboa passariam a fazer parte do Sport Clube de Benfica, e na segunda ficou acordado que "os dois grupos não perderão a sua individualidade, passando a denominar-se Sport Clube de Lisboa e Benfica".

Dá-se a fusão das estruturas, e por sugestão de Félix Bermudes, finalmente a nova organização passa a designar-se Sport Lisboa e Benfica. Passam a utilizar a sede que era do Sport Clube de Benfica e o seu campo da Quinta da Feiteira, onde a nova estrutura se manteve a jogar até 1911, contribuindo para a sua estabilidade e crescimento.[23]

João Mascarenhas de Mello, sócio desde 1908, foi nomeado Presidente da Assembleia Geral e reconduzido nesse posto por quase duas décadas, granjeando alto reconhecimento interno, de tal forma que lhe é dedicada a capa do primeiro número do Boletim do Sport Lisboa e Benfica em março de 1927, realçando dever "figurar na lista dos gloriosos pioneiros que lançaram à terra a boa semente da obra que hoje desabrocha".[24]

A imprensa da época informa sobre os festejos do quarto aniversário do Sport Lisboa e Benfica a 24 de julho de 1910 (um domingo), coincidindo essa data com o aniversário da fundação do Sport Clube Benfica em julho de 1906.[25]

Discórdia sobre a data e processo de fundação

Os aniversários do clube hoje são alvo de controvérsia entre os amantes do clube e alguns cronistas, que também realçam o exagerado papel que é atribuído a Cosme Damião, não existindo indícios históricos que tenha sido fundador do Sport Lisboa.[26] Quanto às datas de comemoração, existe informação na imprensa da época dos festejos do seu quarto aniversário em 24 de julho de 1910 (um domingo), o que realça o facto de que, pelo menos na primeira década, tendo o Sport Lisboa sido absorvido no processo de fusão pelo Sport Clube Benfica, a data de aniversário coincidia com a de fundação do Sport Clube Benfica em julho de 1906.[25]

Efetuando a leitura do acordo de 1908 verifica-se que no artigo primeiro ficou determinado que a estrutura e os sócios do Sport Lisboa seriam absorvidos pelo Sport Clube de Benfica e o presidente deste, João José Pires, manteve-se por isso à frente dos destinos do agora Sport Lisboa e Benfica, tendo mesmo que suportar dívidas que vinham do clube de Belém.[16]

Não obstante estes factos, nenhuma discórdia sobre este assunto é levantada atualmente entre os órgãos sociais do Sport Lisboa e Benfica e a sua massa associativa.

Primeiros Anos (de 1908 a 1919)

Durante a década de 1910, o Benfica viria a afirmar-se como um dos principais clubes de Lisboa, começando com a conquista do seu primeiro Campeonato de Lisboa em 1909–10, título que viria a conquistar mais seis títulos ao longo da década, marcando o primeiro período de domínio do clube. À época, esta competição era a mais prestigiada em Portugal, e os sucessos do Benfica contribuíram para aumentar a sua popularidade.

O Sport Lisboa e Benfica viria a realizar o seu primeiro jogo internacional, a 22 de Maio de 1911, e coincidentemente o seu último jogo na Quinta da Feiteira. O jogo realizou-se contra o Stade Bordelais Université Club e acabou por ser a equipa francesa a vencer por 4–2.[19]

Nestes primeiros tempos, o Benfica salta de campo em campo: Em 1913 muda-se para Sete Rios, mas, devido à elevada renda, quatro anos depois, vê-se obrigado a mudar para o campo de Benfica, onde em 1919 efetua, pela primeira vez em toda a Península Ibérica, jogos noturnos.

Em 1915, na edição inaugural da Taça de Honra, sofre uma derrota por 3–1 contra o Sporting Clube de Portugal, conquistando a Taça pela primeira vez em 1920.

Félix Bermudes, eleito a 15 de Julho de 1916 como Presidente do Sport Lisboa e Benfica, ultimou a incorporação do Desportos de Benfica a 17 de Setembro 1916, que tinha sido criada algum tempo antes como a primeira sucursal do clube encarnado.[27] Foram elaborados novos estatutos, que só viriam a ser impressos em 1918.[28] Ficou o Clube, até 1981, com uma magnífica sede em Benfica, um novo campo para futebol, rinque de patinagem, campos de ténis e carreira de tiro. Após a assimilação, Nuno Freire Themudo foi eleito presidente.[29][30]

Em 1925, o clube mudou-se para o seu primeiro estádio próprio, o Estádio das Amoreiras, com capacidade para 15 000 espectadores, o que proporcionou ao clube maior estabilidade e visibilidade.[31] Durante este período, o Benfica conquistou um Campeonato de Lisboa e começou também a competir no Campeonato de Portugal, uma prova nacional a eliminar que mais tarde evoluiria para a Taça de Portugal.[32]

Dos jogadores que atuaram no periodo, destacaram-se Ribeiro dos Reis, Raul Figueiredo e Alberto Augusto.

A década ficou também marcada pela criação da secção de basquetebol, hóquei em campo, râguebi, basquetebol, andebol, bilhar e voleibol, contribuindo para o desenvolvimento do Benfica como um clube eclético.

Década de 30

O Benfica iniciou a década com conquistas consecutivas no Campeonato de Portugal de 1929–30 e 1930–31,[33] os primeiros troféus nacionais da história do clube, aos quais juntou o Campeonato de Lisboa de 1932–33.

A 5 de Março de 1932 o clube foi agraciado Comendador da Ordem Militar de Cristo,[34] e a 11 de Janeiro de 1936 tornou-se Oficial da Ordem de Benemerência.[34]

A primeira edição da Primeira Liga disputou-se em 1934. O Benfica terminou em terceiro lugar na edição inaugural, mas já após vencer dez Campeonatos de Lisboa,[6] conquistou o Campeonato de Portugal de 1934–35 e sob o comando do treinador húngaro Lippo Hertzka, conquistou três títulos consecutivos de campeão nacional (1935–36, 1936–37 e 1937–38), o primeiro tricampeonato da história do clube.[35]

No ciclismo, é de destacar a importância de José Maria Nicolau, vencedor de duas edições da Volta a Portugal, em 1931 e 1934, cuja ação espalhou a camisola encarnada e admiração pelo clube por todo o país, numa altura em que a televisão não existia, eram poucos os jornais, e uma parte importante da população era analfabeta e não tinha acesso aos meios de comunicação.[36] A José Maria Nicolau é atribuído o verdadeiro início da rivalidade entre o Sporting Clube de Portugal e o Sport Lisboa e Benfica, pois apesar de ser bom amigo do atleta sportinguista Alfredo Trindade quando não estavam em competição, o que granjeava adeptos ao desporto.[37][38][39]

Em 1938–39, o Benfica esteve perto de conquistar o quarto título consecutivo, mas um empate a três bolas frente ao rival Porto na última jornada deu o campeonato ao rival.[40] O clube ainda terminou como finalista vencido na edição de 1939 da Taça de Portugal, encerrando a década com três títulos de campeão nacional, duas Taças de Portugal e um campeonato regional.

Durante este período, Vítor Silva destacou-se como a primeira grande estrela do Benfica e também como a primeira transferência paga pelo clube.[41] Outras figuras importantes incluíram Rogério de Sousa, Gustavo Teixeira e Albino. Já no final da década, jogadores como Gaspar Pinto, Valadas, Espírito Santo e Francisco Rodrigues começaram a destacar-se, formando a espinha dorsal da equipa nos anos seguintes.

Durante a década, o Benfica também fundou as secções de voleibol e andebol.

Anos 40

Após quinze anos no Estádio das Amoreiras, em 1940, o Benfica mudou-se para o Estádio do Campo Grande, onde por várias vezes lutaria contra o domínio do Sporting.[36]

Sob o comando do treinador János Biri, o clube iniciou um novo período de sucesso, conquistando o Campeonato de Lisboa e a Taça de Portugal de 1939–40, aos quais somou três campeonatos nacionais ('4142,4243, 4445) e duas Taças de Portugal ('42–43 e '43–44), assim fazendo, em 1943, a sua primeira dobradinha.[42][43]

No resto da década, o clube somou mais uma Taça de Portugal, em 1948–49, mas deixou escapar vários campeonatos, incluindo o de 1946, conquistado pelo Belenenses na última jornada, e três títulos consecutivos ganhos pelo Sporting. Encerrando a década com três campeonatos nacionais e três Taças de Portugal. De entre jogadores de maior destaque estiveram Jacinto Marques, Félix Antunes, Julinho, Rogério Pipi e Arsénio.

Para além do futebol, o Benfica obteve os seus primeiros grandes êxitos no basquetebol, vencendo três campeonatos nacionais[44] e duas Taças de Portugal.[45]Também criou as secções de xadrez e damas, cicloturismo, tiro com arco, pesca desportiva e campismo.[43]

A década de 50

O Benfica iniciou a década de 50 acabando com uma seca de títulos que durava três anos, conquistando o campeonato de 1949–50 sob o comando do treinador inglês Ted Smith. No mesmo ano, o clube alcançou o seu primeiro grande triunfo internacional ao vencer a Taça Latina de 1950. Após ultrapassar a Lazio nas meias-finais, o Benfica defrontou o Bordéus, no Estádio Nacional do Jamor em Lisboa, na final que, após um empate a três golos, foi repetida uma semana depois, acabando aí por ser o Benfica a vencer por 2–1, com o golo de ouro de Julinho a ser marcado, após dois prolongamentos, ao minuto 146.[46] Tornando-se no primeiro clube português a conquistar um troféu internacional.[47] O clube encarnado foi o único clube português a ter vencido a prestigiada competição, considerada predecessora da Taça dos Campeões Europeus, como consta na lista de honras da FIFA.[48]

O início da década trouxe ainda três conquistas consecutivas da Taça de Portugal ('50–51, '51–52, '52–53), que, juntamente com a edição de 1948–49, tornaram o Benfica no primeiro e único clube a vencer quatro edições consecutivas (a de 1949–50 não se realizou).[49] Em 1952, Joaquim Ferreira Bogalho foi eleito presidente e, em 1954, inaugura o Estádio da Luz, com capacidade para 40 mil espectadores.[50][51][52]

Com campo próprio e com a chegada de Otto Glória, que introduz o profissionalismo em toda a estrutura encarnada e adopta treinos inovadores em Portugal,[53] o Benfica começa a fazer frente ao domínio sportinguista. Sob o comando de Glória, o Benfica sagrou-se campeão nacional em 1954–55 e 1956–57, completando a dobradinha em ambas as épocas, e por pouco não conquistando o título em 1955–56, terminando empatado em pontos com o Porto, mas em segundo com um pior saldo de golos. O clube chegou ainda à final da Taça Latina de 1957, perdendo com o Real Madrid no Estádio Santiago Bernabéu.[54] Nesse mesmo ano, além de vencer por 4–0 o Barcelona, Maurício Vieira de Brito sucedeu a Bogalho na presidência, abrindo caminho para a era dourada do clube.

Apesar de ser campeão nacional em 1955, o Benfica não foi convidado para a edição inaugural da Taça dos Campeões Europeus, fazendo a sua estreia continental em 1957–58 frente ao Sevilla.[55][56] Nessa temporada, chegou ainda à final da Taça de Portugal e, em 1958–59, terminou novamente como vice-campeão nacional, de novo empatado em pontos com o Porto, mas com pior saldo de golos, no entanto conquistou a Taça de Portugal frente ao mesmo adversário.[57]

Entre os jogadores mais marcantes estiveram José Bastos, Fernando Caiado, Francisco Calado, Francisco Palmeiro, Mário Coluna e José Águas. Nas modalidades, o clube conquistou também os seus primeiros títulos nacionais no hóquei em patins, com quatro campeonatos nacionais e cria também as secções de boxe, badminton, patinagem artística e caça submarina, expandindo assim o seu eclectismo.[52]

A década de 1960

Em 1960 foi acrescentado um terceiro anel (embora incompleto) ao Estádio da Luz, aumentando a capacidade para 70 000 espectadores, ao mesmo tempo que chegava para treinador, vindo do rival FC Porto, um húngaro que teria um impacto imediato: Béla Guttmann.[58]

Guttmann conduziu o Benfica ao título da Primeira Divisão de 1959–60, o décimo campeonato nacional do clube, garantindo também a qualificação para a Taça dos Clubes Campeões Europeus. Na época seguinte, o Benfica reteve o título de campeão nacional e alcançou a sua primeira final da Taça dos Campeões Europeus, onde enfrentaria o Barcelona.[59] Num jogo bastante emotivo, os encarnados vencem por 3–2 e conquistam a sua primeira taça europeia, conquistando uma histórica dobradinha continental.[59][60] O melhor marcador da campanha europeia foi o capitão José Águas, com onze golos. Na Taça de Portugal, o Benfica foi polémicamente eliminado pelo Vitória de Setúbal; a segunda mão da eliminatória foi agendada para o dia seguinte à final europeia, obrigando o Benfica a alinhar apneas com reservas. Apesar da derrota por 4–1, o jogo marcou a estreia de Eusébio, que marcou o seu primeiro golo pelo clube.[61]

Eusébio em 1968.
José Águas após a conquista da 1ª Taça dos Clubes Campeões Europeus pelo Benfica.

Na temporada seguinte, o Benfica participou na final do Torneio de Paris contra o Santos de Pelé, perdendo por 6–3, mas com Eusébio a marcar um hat-trick.[62]

Em 1961–62, o Benfica tentou defender os títulos nacionais e europeus, competindo também na Taça Intercontinental e na Taça de Portugal. O clube terminou em terceiro no campeonato e perdeu a final da Taça Intercontinental com o Peñarol, mas triunfou nas duas competições a eliminar, vencendo o Vitória de Setúbal na final da Taça de Portugal e já com Eusébio na equipa, o Benfica recupera de dois golos de desvantagem no marcador para vencer por uns sensacionais 5–3 o Real Madrid, com dois golos do Pantera Negra,[63] sagrando-se bicampeão da Europa.[64][65] O melhor marcador português da campanha europeia voltou a ser o capitão José Águas, com seis golos.[65]

Após divergências com a direção, Guttmann deixou o clube, sendo substituído pelo treinador chileno Fernando Riera, que levou o Benfica a mais um título de campeão nacional e à terceira final consecutiva da Taça dos Campeões Europeus, perdendo por 2–1 com o AC Milan, tendo uma lesão de Mário Coluna, a meio do jogo, sido fulcral para o desfecho.[66]

O sucessor de Riera, o húngaro Lajos Czeizler, venceu o campeonato de 1963–64 com um recorde do clube de 103 golos em 26 jogos, vencendo também a Taça de Portugal (vitória de 6–2 na final frente ao FC Porto),[67] e a Taça de Ouro da Imprensa (vitória por 5–0 na final frente ao Sporting.

Equipa do Benfica em 1965

Em 1964–65, sob o comando de Elek Schwartz, o Benfica voltou a conquistar o campeonato, o segundo tricampeonato da história do clube, e chegou às finais da Taça de Portugal e da Taça dos Campeões Europeus, perdendo ambas para Vitória de Setúbal e Inter de Milão, respetivamente.[68] No caminho para a final, o Benfica protagonizou uma das maiores exibições europeias ao vencer o Real Madrid por 5–1 nos quartos de final.[69] Defrontando a Inter de Milão em San Siro, o Benfica perde por 1–0, ficando famoso o "frango" de Costa Pereira e a lesão do mesmo, minutos depois, obrigando o Benfica a jogar grande parte da partida com dez elementos e Germano na baliza, pois na altura ainda não existiam substituições.[70]

Procurando a conquista de uma terceira Taça dos Campeões Europeus, o clube recontratou Guttmann em 1965, mesmo ano em que Eusébio, tornaria-se no primeiro jogador a conquistar a Bola de Ouro ao serviço de um clube português.[71] Mas a pasagem revela-se a única temporada da década de 1960 sem títulos para o futebol do Benfica, e com o Benfica eliminado pelo Manchester United nos quartos de final da comeptição europeia. O regresso aos títulos viria na temporada seguinte, quando Riera, na sua segunda passagem pelo clube, trouxe mais um título de campeão nacional.

A década encerrou sob o comando de Otto Glória, que conquista o campeonato de 1967–68, e na Europa, após vencer a Juventus nas meias-finais (2–0 em casa, 1–0 fora), o Benfica chegou à sua quinta final da Taça dos Campeões Europeus em 1968, perdendo 4–1 com o Manchester United após prolongamento.[72] Eusébio teve uma oportunidade de ouro no minuto 90 para vencer a Taça para o Benfica, mas não conseguiu transpor o guarda-redes do Manchester United.[73]

Em 1968–69 o Benfica vence campeonato e a taça, completando mais uma dobradinha e o terceiro tricampeonato da história do clube. A final da Taça de Portugal é vencida frente à Académica de Coimbra, num encontro marcado por grande importância política, devido à oposição dos estudantes ao regime ditatorial.[74] Na Taça dos Campeões Europeus, enfrentou o emergente Ajax de Johan Cruyff nos quartos de final da Taça dos Campeões Europeus, numa eliminatória frequentemente descrita como uma simbólica "passagem de testemunho".[75] Após uma vitória fora por 3–1 em Amesterdão ser anulada por uma derrota caseira por 3–1, o confronto foi decidido num playoff em Paris, onde o Benfica foi eliminado por 3–0, após prolongamento.[76]

Nas modalidades, o hóquei em patins e o basquetebol destacam-se ambos com seis campeonatos conquistados. Nesta década o Benfica vence por três vezes a Volta a Portugal.

A década de 1970

Em 1969, Borges Coutinho tornou-se presidente do Benfica, começando o mandato com mais uma Taça de Portugal, vencida na final sobre o Sporting por 3–1. Após uma temporada pouco conseguida, chega o treinador inglês Jimmy Hagan para a temporada de 1970–71. Conhecido por utilizar métodos de treino intensos, Hagan começou a sua passagem, recuperando de uma grande desvantagem pontual no campeonato, levando o Benfica ao título de campeão nacional. Na temporada seguinte, o clube conquistou mais uma vez o campeonato e conquistou a sua 15.ª Taça de Portugal, derrotando o Porto por 6–0 nas meias-finais e o Sporting na final por 3–2, no prolongamento, com um hat-trick de Eusébio. Na Europa, o Benfica eliminou o Feyenoord por 5–1 em casa, antes de cair perante o campeão europeu em título, o Ajax, nas meias-finais.[77]

A terceira temporada de Hagan produziu uma das melhores campanhas da história do clube: o Benfica completou o seu quarto tricampeonato, chegando ao seu o vigésimo título de campeão nacional e terminando como o primeiro campeão invicto da história do futebol português com 28 vitórias e 2 empates em 30 jogos, incluindo 23 vitórias consecutivas.[78] A equipa marcou 101 golos, sofreu apenas 13, e Eusébio foi Bota de Ouro, ficando a dois golos do seu recorde de 42.[79] Este resultado só veio a ser igualado anos mais tarde, em 2010/2011, pelo rival FC Porto, ainda que este tenha cedido mais um empate.[80][81] Durante este período, jovens jogadores como Nené, Shéu e Bento começam a ganhar espaço no plantel. Na tentativa de conquistar um inédito quarto título consecutivo, o clube entrou numa época turbulenta 1973–74. Hagan renunciou após desentendimentos com Borges Coutinho,[82] com o auxiliar Fernando Cabrita sendo promovido a treinador principal. Apesar de vencer os dois jogos do campeonato frente ao Sporting, o Benfica terminou como vice-campeão tanto no campeonato quanto na Taça de Portugal para o seu rival.

Dá-se entretanto a Revolução dos Cravos, o que traz implicações para o clube encarnado: perde as colónias como campo de recrutamento, numa altura em que o Benfica apenas utilizava jogadores portugueses. As dificuldades económicas que atingem o país também afectam o Benfica que é pela primeira vez obrigado a vender os seus melhores jogadores para o estrangeiro.

De qualquer maneira, com Milorad Pavić como treinador, o Benfica reconquista do título nacional, mas no final da temporada Eusébio, António Simões e Jaime Graça, deixariam o clube, encerrando uma era.[83] Com Mário Wilson no comando, o Benfica reteve o título em 1975–76 e atingiu os quartos-de-final da Taça dos Campeões Europeus, sendo eliminado pelo Bayern de Munique. O seu sucessor, John Mortimore, manteve o domínio doméstico, conquistando novamente o campeonato em 1976–77 e completando o quinto tricampeonato do clube, atingindo a impressionante soma de 14 campeonatos em 18 anos.

Entre outubro de 1976 e setembro de 1978, o Benfica permaneceu 56 jogos consecutivos da liga sem perder,[84] contudo, entre 1978 e 1980 o Benfica fica três anos sem vencer o campeonato. Em 1977–78, apesar de fazer novo percurso invicto, perde o título para o FC Porto por diferença de golos; em 197879 fica a um ponto da liderança.

A 7 de Abril de 1979 foi feito Membro-Honorário da Ordem do Infante D. Henrique.[34]

Tal sequência de maus resultados terá contribuído para a decisão dos sócios na assembleia geral de 1 de Julho de 1979, de permitir que o Benfica passasse a poder contratar jogadores estrangeiros.[85] O primeiro foi o brasileiro Jorge Gomes.[86]

Embora não tão dominante como nos anos '60, o Benfica manteve-se bem-sucedido nas modalidades de pavilhão. São inauguradas as Piscinas e o Pavilhão Borges Coutinho e no voleibol feminino fica famosa a equipa conhecida como "As Marias", que vence nove campeonatos consecutivos entre 1966 e 1975, enquanto a equipa masculina vence cinco Taças de Portugal. No basquetebol, o clube conquistou dois campeonato nacionais e quatro Taças de Portugal, no hóquei em patins vence quatro campeonatos nacionais e duas Taças de Portugal e no andebol, conquista o seu primeiro campeonato.

A 29 de Agosto de 1979 num jogo de início de campeonato, em que o Benfica recebia o Vitória de Setúbal, no minuto 72, o técnico Mário Wilson mexe na equipa, tira Fernando Chalana e faz entrar o carioca Jorge Gomes da Silva Filho, o primeiro jogador estrangeiro a alinhar pelo Benfica. Poucos dias depois, em Vila do Conde, Jorge Gomes tornava-se no primeiro estrangeiro a marcar pelo Benfica no triunfo por 30 sobre o Rio Ave.[87]

A década de 1980

Eriksson conseguiu para o Benfica, 3 Campeonatos de Portugal (1983, 1984, 1991), 1 Taça de Portugal (1983), 1 Supertaça (1989) e a presença na final da Liga dos Campeões da UEFA (1990), na qual saiu derrotado.

Apesar de em 1979–80 terminar na terceira posição (embora regresse aos títulos com a vitória na final da Taça de Portugal sobre o Porto por 1–0), na época seguinte o Benfica, sob o comando do treinador húngaro Lajos Baróti, o clube terminou um jejum de três anos sem vencer o campeonato, algo que não acontecia desde 1954, e entrou para a história como o primeiro clube português a conquistar todos os títulos nacionais numa só temporada: Campeonato, Taça de Portugal (3–1 ao FC Porto na final) e a Supertaça Cândido de Oliveira, pela primeira vez na história do clube.[88] Na Europa, o Benfica alcançou as meias-finais da Taça das Taças, a primeira meia-final europeia do clube em 10 anos.

Contudo, a época seguinte foi negativa. O Benfica nada venceu e era chegada a altura de escolher novo treinador. Da Suécia chegou um jovem treinador chamado Sven Göran Eriksson que iria revolucionar o futebol benfiquista e por extensão o futebol português.

Com métodos novos e modernos para a época e apoiado por um conjunto de grandes jogadores, na sua época de estreia, Eriksson cononquista o Campeonato, a Taça de Portugal (1–0 ao FC Porto, num jogo disputado no Estádio das Antas) [89] Na Europa, eliminou a Roma de Paulo Roberto Falcão com uma vitória por 2–1 fora de casa e chegou à sua sexta final europeia, na Taça UEFA, contra o Anderlecht. Contudo, infelizmente não foi possível juntar a Taça UEFA a estas duas conquistas, pois o Benfica perdeu em Bruxelas frente ao Anderlecht por 1–0 e na segunda mão já em Lisboa acabaria por empatar 1–1. Na temporada seguinte, liderado Eriksson o clube conquista o bicampeonato, conquistou a segunda edição da Taça Ibérica[90] e chega aos quartos-de-final da Taça dos Campeões Europeus, sendo eliminado pelo futuro campeão Liverpool. No final da época, Chalana, Strömberg e Eriksson deixaram o clube.[91]

Em 1985, durante o mandato de Fernando Martins,[92] o Benfica inaugurou o terceiro anel do estádio, aumentando a capacidade para uns impressionantes 120 000 lugares, tornando-o o maior estádio da Europa e o terceiro maior do mundo.[93][94][95] Contudo, pós-Eriksson revela-se difícil e o Benfica passa por dificuldades no campeonato, falhando os títulos de 1984–85 e 1985–86, mas conquista a Supertaça de 1985 e a Taça de Portugal em ambas as épocas: a primeira contra o Porto por 3–1 e a segunda contra o Belenenses por 2–0, chegando à sua vigésima Taça de Portugal.

Em 1986–87, o Benfica sofre a maior goleada de sempre aos pés do Sporting (1–7),[96] mas "vinga-se" meses depois com vitórias sobre o eterno rival na final da Taça de Portugal (2–1) e no campeonato no jogo que lhe dá o título, conquistando assim a dobradinha pela nona vez na sua História. O Benfica vencia a prova rainha pela terceira vez consecutiva e a sexta em oito anos.[97]

Em 1987–88, o Benfica falha o bicampeonato, mas sob o comando de Toni, volta a brilhar na Europa, atingindo 20 anos depois da final de Wembley de 1968, a final da Taça dos Campeões Europeus. A final foi decidida nas grandes penalidades, com o Benfica perdendo por 6–5.[98][99] No ano seguinte,o Benfica recupera o título de campeão nacional e chega à final da Taça de Portugal, garantindo a qualificação para a Taça dos Campeões Europeus do ano seguinte.[100]

Para além das restantes estrelas dos anos 1970, a década contou com jogadores como Filipovic, Diamantino, Rui Águas, Magnusson, Michael Manniche, Carlos Manuel, João Alves, Mozer, Ricardo Gomes, Valdo, César Brito, Veloso e muitos outros, que ajudaram o clube a somar títulos.

A década de 1990

Na temporada de 1989–90, Sven-Göran Eriksson retorna ao Benfica,[91] conquistando a Supertaça de 1989 e alcançando a sétima final da Taça dos Campeões Europeus da história do clube, eliminando o favorito Olympique de Marseille nas meias-finais.[101] Na final, enfrentou o AC Milan de Arrigo Sacchi, perdendo por 1–0.[102]

Em 1990–91, o Benfica conquistou mais um campeonato, com um desempenho histórico de 32 vitórias, 5 empates, apenas 1 derrota e 18 golos sofridos, em que o título foi assegurado com uma vitória no Estádio das Antas, por 2–0, com ambos os golos a serem marcados já perto do fim, por César Brito.[103] Contudo, 1991–92 revela-se uma época sem títulos, com apenas um ponto alto, uma vitória sobre o campeão inglês Arsenal, em Highbury, por 3–1,[104] chegando à fase de grupos da Taça dos Campeões Europeus onde seria eliminado pelo futuro vencedor da prova, o Barcelona. No final da época, Eriksson abandona novamente o clube.

Em 1992, o antigo dirigente e investidor Jorge de Brito tornou-se presidente. Para reforçar a equipa, o clube contratou Paulo Futre, o melhor jogador português à época e, apesar de perder o campeonato após desperdiçar uma vantagem de dois pontos a cinco jornadas do fim, o Benfica triunfou na Taça de Portugal, batendo o Boavista por 5–2 no Estádio Nacional do Jamor. Devido a vários anos de largos investimentos em busca de glória europeia, o clube passava por dificuldades financeiras.[105][106][107] E no verão de 1993, durante o Verão Quente, Paulo Sousa e António Pacheco rescindiram unilateralmente os seus contratos e juntaram-se ao Sporting.[108] Com um plantel enfraquecido por polémicas, o Benfica não iniciou a época favorito, mas sob o comando de Toni conseguiu conquistar o 30.º título de campeão nacional, com destaque para a vitória histórica por 6–3 sobre o Sporting em Alvalade.[109] Na Europa, eliminou o Bayer Leverkusen após um empate a quatro bolas na Alemanha, mas foi afastado nas meias-finais da Taça das Taças pelo Parma. Contudo, este ano marcaria um ponto de viragem, que viria o Benfica a entrar numa crise financeira e desportiva, que duraria até ao início do século XXI.

A meio da época, Jorge de Brito demitiu-se e Manuel Damásio assumiu a presidência. Esta transição marcou o início do período mais negro da história do clube: o Benfica ficaria onze anos sem vencer a liga e oito sem conquistar qualquer troféu de relevo. No verão de 1994, dificuldades financeiras obrigaram à venda de jogadores-chave, com 11 dos 25 elementos do plantel campeão saindo. Damásio dispensou Toni e contratou o antigo jogador Artur Jorge,[110] então considerado o melhor treinador português, que defendia que o plantel era envelhecido e precisava de reestruturação. Nas competições nacionais, a época 1994–95 foi um fracasso, mas na Liga dos Campeões o Benfica terminou em primeiro num grupo que incluía Anderlecht, Steaua e Hajduk Split, avançando invicto para os quartos-de-final, onde voltou a ser eliminado pelo AC Milan.

Na época seguinte, o Benfica conquistou a Taça de Portugal, vencendo o Sporting por 3–1 na final – o último encontro numa final entre rivais lisboetas nos próximos 29 anos, no entanto, o restante da década foi desastroso. Nas épocas seguintes, o clube não conquistou qualquer troféu, chegando apenas a uma final da Taça de Portugal.[111] Durante estes anos as dívidas do clube foram-se acumulando, com gastos excessivos e más contratações (mais de 100 contratações durante a presidência de Damásio), agravaram a crise financeira.[112][113][114] No final da década, João Vale e Azevedo assumiu a presidência, mas também não trouxe títulos e aumentou a instabilidade do clube.[115][116][117]

Nas modalidades, arrancando no final da década passada, consolida-se a hegemonia do basquetebol que duraria até meio da década de 1990, que liderada pela estrela Carlos Lisboa, conquista seis campeonatos, cinco Taças de Portugal, seis Taças da Liga e cinco Supertaças.[111] Também se destaria na Europa, vencendo equipas como CSKA Moscovo, Panathinaikos e Real Madrid, alcançando o Top 16 da Taça dos Campeões Europeus por três épocas consecutivas. O hóquei em patins, ganha cinco Campeonatos e uma Taça CERS.[111] O ciclismo, vence a Volta a Portugal de 1999, por equipas e individual com o ciclista David Plaza.[111]

Os anos de reconstrução

Trapattoni quebra o "jejum" de 11 anos do Benfica, dando-lhe o Campeonato Português 2004/05.
Adeptos benfiquistas celebram o título conquistado, 11 anos depois, no novo Estádio da Luz.

A década começou de forma desastrosa, com o Benfica não conquistando qualquer troféu e sofrendo a sua maior derrota europeia de sempre, perdendo 7–0 frente ao Celta de Vigo na Taça UEFA de 1999–2000.[118] Durante a segunda metade da época, Manuel Vilarinho foi eleito presidente, e pouco depois os sócios aprovaram a construção de um novo Estádio da Luz. Na sua presidência, o Benfica registou a sua pior classificação de sempre no campeonato (6.º lugar em 2000–01) e ficou de fora das competições europeias em 2001–02 e 2002–03, pela primeira vez desde 1958–59.

A chegada de António Camacho trouxe alguma estabilidade ao clube, após um período turbulento com onze treinadores diferentes entre 1994 e 2003. Na época 2003–04, com o recém-eleito presidente Luís Filipe Vieira e Camacho como treinador, o Benfica pôs fim à maior seca de títulos da história do clube ao vencer a Taça de Portugal, derrotando o Porto de José Mourinho por 2–1, após prolongamento.[119] Nessa mesma época, a 25 de outubro de 2003, foi inaugurado oficialmente o novo Estádio da Luz. O sucesso de Camacho atraiu a atenção do Real Madrid, que vivia sua era dos Galácticos, e o treinador deixou o clube no final da temporada.

No dia 25 de janeiro de 2004, Miklós Fehér morre durante o jogo, devido a um ataque cardíaco.

Esta época fica, também, marcada pela inauguração do novo Estádio da Luz, com capacidade para 65 000 pessoas e pelo triste falecimento de Miklós Fehér, enquanto envergava a camisola do clube numa partida em que o Benfica defrontava o Vitória de Guimarães para a Liga Portuguesa, a 25 de Janeiro de 2004.[120]

Na época 2004–05, orientado pelo conceituado e experiente técnico italiano Giovanni Trapattoni, o Benfica ganha o seu primeiro título de campeão nacional desde 1994, pondo fim a uma espera de onze anos.[121][122] Num título disputado até à última jornada, uma vitória sobre o Sporting por 1–0 com golo de Luisão na penúltima jornada garante praticamente o 31.º Campeonato. O clube também chegou à final da Taça de Portugal, mas perdeu-a com o Vitória de Setúbal. No entanto, vingou-se da derrota alguns meses depois ao bater o Setúbal por 1–0 na Supertaça Cândido de Oliveira de 2005.[123]

Na época seguinte, com Ronald Koeman, a equipa brilhou na Liga dos Campeões, após eliminar o Manchester United na fase de grupos com uma vitória caseira por 2–1,[124] eliminou o campeão em título Liverpool (1–0 em Lisboa e 2–0 em Anfield)[125] antes de ser eliminado nos quartos-de-final pelo futuro vencedor Barcelona, liderado por Ronaldinho.[126]

Em 2006/07, Benfica e Manchester United encontram-se novamente num jogo decisivo da fase de grupos da Liga dos Campeões, no qual o vencedor iria avançar à fase seguinte. No entanto, desta vez foi o Manchester United que prevaleceu, com uma vitória por 3–1.

A 20 de Agosto de 2007, José Antonio Camacho regressa ao Benfica com um contrato de dois anos, após a demissão de Fernando Santos, depois de este apenas ter realizado uma partida no campeonato, um empate com o recém-promovido Leixões. Na Liga dos Campeões ficou-se pela fase de grupos, sendo rebaixado para a Taça UEFA e sendo eliminado nos oitavos-de-final pelo Getafe.

Rui Costa o "Maestro" num jogo em 2007 no Benfica.

Camacho viria a demitir-se alguns meses depois, em Março, deixando o Benfica 14 pontos atrás do líder FC Porto no campeonato, acabando o Benfica por não conseguir ficar nos três primeiros lugares e, consequentemente, ficando fora da Liga dos Campeões da época seguinte.

A 22 de Maio de 2008, o Benfica anuncia o ex-treinador do Valência, Quique Flores como o novo treinador do clube para a nova temporada.[127] Contudo, Quique Flores não viria a ter sucesso no Benfica, tendo apenas conquistado a primeira Taça da Liga do clube, ficando-se pelo terceiro lugar no campeonato, pela 5.ª Eliminatória na Taça de Portugal, caindo aos pés do Leixões nas grandes penalidades (5–4), e pela fase de grupos na Taça UEFA.[128] Durante a passagem de Quique Flores no Benfica, o clube lançou a Benfica TV, o canal de televisão do clube, durante um jogo da Taça UEFA com o Nápoles.[129][130]

Nas modalidades, destacou-se primeiro o hóquei em patins, com várias conquistas e grandes exibições, mas também o voleibol, o basquetebol e o andebol. Neste milénio, em 2001, foi criada a secção de futsal, tendo começado na Segunda Liga, subindo à Primeira Liga logo no primeiro ano de existência, tendo, no segundo ano, na principal Liga Portuguesa, conquistado o Campeonato Nacional. Desde então já ganharam mais quatro Campeonatos e várias Taças e Supertaças.[131]

No voleibol, após vários anos sem conquistar qualquer título, em 2004/05 conquistou o Campeonato Nacional e a Taça de Portugal, enquanto que no andebol, em 2007/08, após 18 anos de "jejum", chega à conquista do Campeonato e, em 2008/09, à da Taça da Liga. No basquetebol surge o título de Campeão Nacional na época 2008/09, troféu que fugia há mais de uma década.[132]

O Benfica de Jorge Jesus

Época 2009–2010

Jorge Jesus, treinador do Benfica entre 2009 e 2015, conquistou 3 campeonatos nacionais (2009/10, 2013/14 e 2014/15) uma Taça de Portugal (2013/2014) e quatro Taças da Liga (2009/10, 2010/11, 2011/12 e 2013/14).

Quando chegou a época 2009/10 houve mudanças notórias no clube com a substituição de Quique Flores por Jorge Jesus que então treinava o Braga.[133][134] Com a chegada do ex-treinador do Sporting de Braga, chegam também jogadores como Saviola[135] e Javi García,[136] comprados ao Real Madrid, Ramires, comprado ao Cruzeiro e Fábio Coentrão que se manteve no plantel, não sendo emprestado como em épocas anteriores.

A essas contratações, juntou-se a venda e dispensa de inúmeros jogadores medianos, tais como Yebda, Balboa, Binya e Katsouranis.

Com uma série de bons resultados no início de 2009/10, com um forte futebol de ataque, e goleadas na Liga (A maior é na terceira jornada ao Vitória de Setúbal por 8–1, um resultado que há muito não se via em Portugal), Jorge Jesus e os seus jogadores trouxeram um sentimento de euforia aos adeptos benfiquistas, que não se via desde que o clube venceu o título em 2004/05.

Este sentimento de emoção e paixão renovada entre os benfiquistas resultou em grande esperança nas competições nacionais (Campeonato, Taça de Portugal, e Taça da Liga), bem como na Europa na Liga Europa.

Com o progresso do campeonato português a excitação entre os benfiquistas e intriga dos adeptos rivais levou a altas assistências, tanto no Estádio da Luz e como nos estádios das equipas adversárias por todo o país.

Di Maria no Benfica. Em 2009/10, foi uma das estrelas do clube, transferido na época seguinte para o Real Madrid.

A 21 de Março de 2010, chega a primeira prova sólida do trabalho de Jorge Jesus no Benfica com a conquista do primeiro troféu, uma vitória por 3–0 na final da Taça da Liga contra o arqui-rival FC Porto num jogo completamente dominado pelo Benfica, que conseguiu conceder a seus rivais a segunda derrota na temporada.

Na Liga Europa, o clube derrota o Hertha de Berlim nos dezasseis-avos-de-final e passa aos oitavos-de-final.

Segue para os quartos-de-final depois de uma vitória ao Marselha por 2–1 no Stade Vélodrome, recuperando de uma resultado pouco favorável em casa (1–1).

A 1 e 8 de Abril, o Benfica jogou com o Liverpool nos quartos-de-final da Liga Europa. Em Lisboa, no Estádio da Luz, o Benfica derrotou o clube inglês por 2–1.

No entanto, apesar do resultado positivo na primeira mão da disputa, o Benfica foi derrotado por 4–1 em Anfield Road e acaba o seu sonho europeu.

Após um final de época de muito suspense, a 9 de Maio de 2010, vence a partida final do campeonato contra o Rio Ave e torna-se campeão nacional, algo que não acontecia desde 2004/05.[137] Óscar Cardozo marcou dois golos no jogo, o que fez dele o melhor marcador da temporada com 26 golos.

No final da temporada, o Benfica terminou cinco pontos à frente do vice-campeão, o Sporting de Braga (que fez o melhor campeonato da sua História) com 76 pontos em 90 possíveis.

Durante o Campeonato Português 2009/2010, o Benfica teve um registo de 24 vitórias, quatro empates e duas derrotas, com 78 golos marcados e apenas 20 sofridos. Sendo o campeão português de 2009–10, o Benfica garantiu a entrada directa na fase de grupos da Liga dos Campeões 2010/11.

Fábio Coentrão pela Seleção Portuguesa. Depois de duas épocas de destaque no Benfica foi contratado pelo Real Madrid numa transferência milionária.[138]

Época 2010–2011

No início da temporada 2010/11, o Benfica falha um objectivo da temporada, quando a 7 de Agosto de 2010, perde a Supertaça Cândido de Oliveira para o rival FC Porto.[carece de fontes?] Durante esta época, a 24 de Fevereiro de 2011, vence pela primeira vez na Alemanha[139] ao vencer por 2–0, o Estugarda na Liga Europa de 2010/11 e supera o recorde de vitórias consecutivas que tinha sido atingido em 1972/73, pelo Benfica de Jimmy Hagan com dezesseis vitórias consecutivas.[140]

A 14 de Abril de 2011, o Benfica chega à sua primeira meia-final europeia em 18 anos, após ultrapassar o Estugarda, o Paris Saint-Germain e PSV Eindhoven[141] onde enfrentou o Sporting de Braga a 28 de Abril e a 5 de Maio de 2011, depois de ser eliminado da Liga dos Campeões, terminando em terceiro lugar no seu grupo, qualificando-se assim para a Liga Europa.

No entanto, após vencer em casa por 2–1, o Benfica perdeu em casa dos "minhotos" por 1–0[carece de fontes?] e falha a final europeia.[142]

O segundo ano de Jorge Jesus no clube foi considerado um fracasso,[143] tendo o clube o pior início de campeonato de todos os tempos,[144] perdendo três dos seus quatro primeiros jogos dando ao Porto uma vantagem considerável, mas apesar de estar praticamente afastado do título, o Benfica nunca deixou de acreditar que poderia revalidar o estatuto de campeão.

Assim sendo, após ser goleado no Porto, o Benfica pareceu "despertar", regressando às vitórias e alcançando uma impressionante série de vitórias consecutivas, algumas com reviravoltas nos últimos minutos do jogo.[145]

No entanto, para a Taça de Portugal, chegou mais longe do que na época transata, conseguindo alcançar as meias-finais defrontando o FC Porto. Depois de uma vitória dos encarnados por 2-0 no Dragão na 1ª mão, os azuis e brancos foram à Luz vencer por 3-1 (3-3 no conjunto das duas mãos) e o Porto chega à final do Jamor devido aos golos marcados no terreno do rival.

O Benfica ficou em segundo lugar, atrás do FC Porto, com uma marca histórica de 21 pontos atrás do líder.[146] O único sucesso da equipa foi a Taça da Liga, onde venceu o Sporting por 2–1 na meia-final,[147] apurando-se para a final, que foi disputada no Estádio Cidade de Coimbra.

Na final defrontou o Paços de Ferreira, vencendo por 2–1 com golos de Franco Jara e Javi García.[148]

Época 2011–2012

Com o objectivo de recuperar o título de campeão perdido no ano anterior, o Benfica apostou numa "revolução" no plantel, vendendo e emprestando alguns jogadores que não eram escolha frequente e contratando nomes como Artur Moraes, Bruno César, Garay, Nolito e Witsel.

Com os novos jogadores, o Benfica tinha em mente realizar o melhor início de campeonato possível, conseguindo ficar com os mesmos pontos que o primeiro classificado durante bastantes jornadas. Esta situação verificou-se até à 14ª jornada, quando o Benfica, aproveitando o empate do FC Porto com o Sporting, venceu a União de Leiria e assumiu a liderança.[149]

Mesmo conseguindo uma vantagem de cinco pontos sobre o segundo classificado, o Sport Lisboa e Benfica não conseguiu manter a liderança até ao final do campeonato. Ao perder cinco pontos em duas jornadas, o Benfica desperdiçou a hipótese de recuperar o título. Ficou-se pelo 2º lugar, conseguindo a terceira qualificação consecutiva para a Liga dos Campeões.[150]

Na Liga dos Campeões, após passar duas eliminatórias, qualificou-se para a fase de grupos, onde foi primeiro classificado do Grupo C, superando equipas como o Manchester United, o Basileia e o Oţelul Galaţi.[151] Nos oitavos-de-final, após ser derrotado por 3-2 na Rússia, venceu o Zenit por 2-0 na segunda mão e qualificou-se para a fase seguinte, algo que não acontecia desde 2005/06.[152] Nos quartos-de-final foi eliminado pela equipa que viria a tornar-se campeã da Europa, o Chelsea, numa eliminatória onde as arbitragens foram muito contestadas pelos "encarnados".[153]

Na Taça de Portugal, ficou pelos oitavos-de-final, sendo eliminado pelo Marítimo ao perder por 2-1 no Estádio dos Barreiros[154] e na Taça da Liga sagrou-se tetra-campeão, reforçando o seu estatuto como clube com mais edições desta competição conquistadas até à data.[155]

Época 2012–2013

Esta época fica marcada pelo regresso às finais europeias e pelo falhanço na conquista dos principais troféus.

Nas competições nacionais, o Benfica perdeu o campeonato nos últimos jogos, depois de o ter comandado durante a maior parte das jornadas. A vitória na última jornada (3-1 contra o Moreirense) foi insuficiente para ultrapassar o Porto depois dos resultados menos bons das 2 jornadas anteriores e o Benfica terminou na segunda posição a apenas 1 ponto do campeão.

Na Taça de Portugal o Benfica atingiu a final mas perdeu-a face ao Vitória de Guimarães (1-2) e na Taça da Liga foi afastado da final nas grandes penalidades frente àquele que mais tarde ganharia a competição, o Braga.

Nas competições europeias, o Benfica começou na Liga dos Campeões mas ao ficar no terceiro lugar do grupo passou para os 16-avos-de-final da Liga Europa onde, após eliminar o Bayer Leverkusen, o Bordéus, o Newcastle e o Fenerbahçe, chegou à final, perdendo-a (1-2) para o Chelsea.

Uma coincidência transversal à parte final da época em algumas destas competições (nomeadamente Campeonato e Liga Europa) foi a cedência de golos já no período de descontos o que causou (directa e indirectamente) a perda desses troféus.

Em termos de mudanças no plantel destacam-se as contratações de Ola John, Enzo Pérez (de regresso após empréstimo), Lima e Salvio, que regressou após o empréstimo da época 2010/2011. As saídas mais marcantes (financeiramente) foram as de Bruno César, Javi García e sobretudo Witsel, mas a saída do mal-amado[156] Emerson foi alvo de destaque também, especialmente pelos adeptos.

Época 2013–2014

Foi um início difícil para a equipa do Benfica pelo facto de na época anterior ter perdido Campeonato, a final da Taça de Portugal e a final da Liga Europa. Ainda assim e apesar da forte contestação da massa adepta, Jorge Jesus continuou como treinador, devido ao voto de confiança do presidente, Luís Filipe Vieira. Jesus renovou contrato por duas épocas. O Benfica começou o Campeonato com uma derrota na Madeira frente ao Marítimo por 2-1. Depois, foi eliminado da Liga dos Campeões da UEFA na fase de grupos, embora tivesse amealhado os 10 pontos tradicionalmente suficientes para passar aos Oitavos de Final.

O primeiro grande teste da época foi o desafio contra o Sporting para a Taça de Portugal, no Estádio da Luz que as "águias" venceram por 4-3 (após prolongamento) com hat-trick de Cardozo na primeira parte e de Luisão.

Com o passar do tempo, a equipa foi ganhando confiança e estabilidade, sobretudo defensiva muito graças às atuações do capitão, Luisão, e também de Siqueira, o lateral esquerdo que o Benfica procurava depois da saída de Fábio Coentrão para o Real Madrid. Com o principal objetivo bem definido, vencer o campeonato nacional, a equipa mostrava-se unida, humilde e guerreira, demostrando-o ainda mais depois da morte do maior símbolo do clube e da Seleção Nacional, Eusébio da Silva Ferreira, em janeiro de 2014. O falecimento do Pantera Negra, foi em semana de clássico e mais uma vez a equipa uniu-se e fez das adversidades, forças e dedicou o triunfo por 2-0 sobre o FC Porto (golos de Rodrigo e Garay), ao Rei Eusébio.

A 16 de abril de 2014, o Benfica garante o regresso ao Jamor depois de vencer o FC Porto por 3-1 (3-2 no conjunto das duas mãos).

A 20 de abril de 2014, e quando ainda faltavam disputar 2 jornadas, o Benfica recebeu e venceu o Olhanense por 2-0, com um bis de Lima e sagrou-se campeão nacional pela 33ª vez perante 64 mil pessoas no estádio e muitos milhares no maior palco da festa em Lisboa, o Marquês de Pombal.

A 27 de abril de 2014, o Benfica vence o FC Porto, para a Taça da Liga, por 4-3 na marcação de Grandes Penalidades, após o nulo nos 90 minutos de jogo, qualificando-se assim para a final.

A 1 de maio de 2014 o Benfica regressa as finais europeias pelo 2º ano consecutivo (a décima final) após ter vencido no conjunto das duas mãos por 2-1 a Juventus, mas a 14 de maio, o Benfica perde a sua 8ª final europeia consecutiva frente ao Sevilha (4-2 após grandes penalidades), após dominarem totalmente o jogo mas em que o grande herói tinha sido Beto, o guarda-redes da equipa espanhola.

As principais figuras do título de campeão nacional foram Luís Filipe Vieira, que reforçou o plantel e manteve a confiança no treinador, e Jorge Jesus, que teve de encontrar soluções para as diversas lesões de jogadores fulcrais e ainda fazer substituir Matic que inevitavelmente saiu no mercado de inverno.

Após a conquista do 33º Campeonato Nacional, o SL Benfica garantiu presença na Supertaça de Portugal frente ao Rio Ave, o mesmo adversário das finais da Taça da Liga e Taça de Portugal. A 7 de Maio, o Benfica ganhou a sua 5ª Taça da Liga (novo recorde) ao derrotar o Rio Ave por 2-0, com os golos de Rodrigo e Luisão. A 18 de Maio, o Benfica venceu a sua 25ª Taça de Portugal (novo recorde) frente ao Rio Ave por 1-0, com um golo de Nico Gaitán. Com esta conquista, o Benfica tornou-se no primeiro clube português a conquistar a tripla de Campeonato, Taça de Portugal e Taça da Liga, e também conseguiu a sua 10ª dobradinha (novo recorde).

Época 2014-2015

Depois de uma pré-época fracassada, o Benfica começou a época com a chave de ouro com a conquista da Supertaça a 10 de agosto frente ao Rio Ave (0-0, 3-2 após penaltis) e tornou-se na única equipa a vencer todas as competições nacionais em Portugal.

A maior desilusão foi a Champions, ao ficarem em último lugar num grupo acessível (Mónaco, Bayer Leverkusen e Zenit) apenas com cinco pontos.

Na Taça de Portugal foram eliminados nos oitavos-de-final em casa frente ao Braga (1-2) e no campeonato seguiam imparáveis com uns brilhantes 46 pontos ao fim da 1ª volta (apenas com um empate caseiro frente ao rival Sporting e uma derrota em Braga) e com uma importante vitória no Dragão.

Jesus ainda se teve a ver com as saídas de vários jogadores (Enzo Peréz, Rodrigo, Mátic, Cardozo, Garay, Markovic, o goleiro Artur que seria substituído por Júlio César, um dos guarda-redes mais premiados da história do futebol mundial) mas com destaque para a contratação de Jonas que juntamente com Lima formava a dupla goleadora mas que perdera o prémio de melhor marcador para Jackson Martinéz devido à chegada tardia de Jonas ao Benfica.

Na primeira jornada da 2ª volta poderiam ter aumentado a vantagem para o FC Porto de 6 para 9 pontos depois de os dragões terem perdido na Madeira (1-0 frente ao Marítimo), mas os encarnados perderam na Mata Real (contra o Paços de Ferreira, 1-0 com um penálti sofrido ao último minuto de jogo) e o campeonato ficou relançado, entretanto, duas jornadas depois os encarnados arrancam um empate a ferros em Alvalade ao último minuto de jogo por intermédio de Jardel e reduzem a vantagem para 4 pontos.

As águias voltam a tropeçar à 26ª jornada em Vila do Conde (2-1 contra o Rio Ave) e podiam ver o FC Porto reduzir a vantagem para apenas 1 ponto, mas os dragões não conseguem ir além de um empate na Choupana contra o Nacional, mas conseguiu reduzir a desvantagem para 3 pontos.

Entretanto, a 4 jornadas do fim jogava-se o título na Luz, que resultou num nulo entre o Benfica e o Porto deixando o Benfica a um pequeno passo de conquistar o 34º título da sua história, bastava apenas ganhar os restantes jogos que faltavam ou fazer os mesmos pontos que os dragões.

O título seria confirmado à penúltima jornada com um empate (0-0) dos encarnados em Guimarães graças a um empate do Porto no Restelo (1-1 contra o Belenenses). A festa encarnada começou na cidade Berço e desenvolveu-se de norte a sul do País e pelo mundo.

Para além do campeonato, os encarnados conquistaram a 6ª taça da Liga e a 5ª da era Jorge Jesus frente ao Marítimo (2-1, com golos de Jonas e Ola John).

Da mudança de Jorge Jesus para Alvalade à vinda de Rui Vitória para a Luz

Época 2015-2016

Rui Vitória no jogo da primeira mão contra o Zenit, na qual o Benfica venceu por 1-0

Pouco depois da época transata ter acabado, Jorge Jesus troca os encarnados pelo rival Sporting (que entretanto já tinha despedido Marco Silva logo a seguir à conquista da Taça de Portugal) e Luís Filipe Vieira contrata Rui Vitória (vindo do Vitória de Guimarães, clube ao qual ajudou a conquistar uma Taça de Portugal, precisamente frente ao Benfica de Jorge Jesus). A mudança de Jorge Jesus da Luz para Alvalade gerou muita polémica entre adeptos, equipa técnica e dirigentes desportivos. Rui Vitória e Jorge Jesus têm-se envolvido constantemente em brigas e provocações assim como os presidentes Luís Filipe Vieira e Bruno de Carvalho e a mudança de Jorge Jesus para o rival da 2ª Circular fez com que os benfiquistas fossem a tribunal denunciar o caso afirmando que houve violação de contrato pelo que o caso tem andado a ser tratado em tribunal.

A época não começou da melhor forma para o Benfica depois de uma pré-época sem qualquer vitória e da perda do primeiro objetivo da temporada (Supertaça precisamente frente ao Sporting de Jorge Jesus) e também com a eliminação precoce na Taça de Portugal também contra o Sporting de Jorge Jesus (em Alvalade).

O campeonato também não começou da melhor forma com apenas 4 vitórias nos primeiros 8 jogos, 1 empate (na Madeira contra o União) e 3 derrotas (Arouca, Porto e contra o Sporting no regresso de Jorge Jesus ao Estádio da Luz numa vitória histórica dos leões por 0-3) ficando a 7 pontos dos leões e a 5 dos dragões mas entretanto termina a 1ª volta com quarenta pontos e em 2º lugar (em conjunto com o FC Porto) a 4 pontos do líder Sporting. Na 1ª jornada da 2ª volta o Benfica aproveita da melhor forma o empate do Sporting em casa contra o Tondela para reduzir a desvantagem para 2 pontos ao vencer no terreno do Estoril-Praia e também aproveita para se isolar no 2º lugar graças a uma derrota do FC Porto em Guimarães. Três jornadas depois o Benfica alcança o Sporting no topo da tabela com um empate dos leões em casa frente ao Rio Ave mas na jornada seguinte o Benfica recebe e perde no clássico contra o FC Porto e o Sporting aproveita para novamente se isolar na liderança com mais 3 pontos ao golear o Nacional na Madeira. Entretanto duas jornadas depois um empate dos leões em Guimarães permite ao Benfica reduzir a desvantagem para apenas 1 ponto (que ganhou em casa o União da Madeira) e precisamente na jornada que antecede o derbi de Alvalade (4º confronto entre Jorge Jesus e Rui Vitória na temporada) onde Rui Vitória levou a melhor com uma vitória por 0-1 e saltou para a liderança isolada com dois pontos de vantagem. Os rivais da 2ª circular não perderam mais pontos até ao final do campeonato e o Benfica festejou o tão desejado tricampeonato 39 anos depois e o seu 35º título ao golear o Nacional por 4-1 no Estádio da Luz na última jornada do campeonato e acaba o campeonato com uns históricos 88 pontos ultrapassando, assim, o recorde de 86 pontos do FC Porto de José Mourinho de 2002/2003.

Para além do campeonato o Benfica ganhou a sua 7ª Taça da Liga (3ª consecutiva) ao golear o Marítimo por 6-2 no Estádio Municipal de Coimbra.

Na Liga dos Campeões o Benfica consegue apurar-se para os oitavos-de-final, 4 épocas depois em 2º lugar no seu grupo (Atlético Madrid, Galatasaray e Astana) com dez pontos, conseguindo pelo meio uma histórica vitória em Madrid por 2-1. Nos oitavos-de-final calha ao Benfica jogar com o Zenit de André Villas-Boas, apurando-se com sucesso (vitórias na Luz por 1-0 e na Rússia por 2-1) e nos quartos-de-final calhou ao Benfica jogar com o poderoso Bayern Munchen e acaba por ser eliminado (derrota por 1-0 na Alemanha e empate 2-2 na Luz) apesar da luta que deu ao colosso alemão. Com a sua participação na Champions o Benfica consegue amealhar mais de 30 milhões de euros nos seus cofres.

Época 2016–2017

Época 2017–2018

Da saída de Rui Vitória à chegada de Bruno Lage

Época 2018–2019: A Reconquista

A pré-época começou mal, com 2 vitórias em 6 encontro, no entanto, o Benfica conseguiu apurar-se para a Champions através dos play-offs.[157]

Bruno Lage, treinador do Benfica de 2019 a 2020.

O campeonato foi o único título que o Benfica venceu nesta época, no entanto, não começou da melhor forma. Nos primeiros 8 jogos, o Benfica venceu 5, empatou 2 e perdeu 1. Na 9ª jornada, o Benfica perdeu com o Moreirense na Luz e cai para o 5º lugar. Na 10ª jornada vence e sobe para 4º, onde ficou até à jornada 14, que subiu para 2º, no entanto, na jornada seguinte voltou a perder, com o Portimonense, e desceu novamente para 4º lugar. Parecia tudo perdido e no dia 3 de janeiro Rui Vitória sai do Benfica e fica Bruno Lage a treinar as águias[158], e começou a ter melhores resultados. Na 17ª jornada, o Benfica volta a subir para 2º lugar, atrás do FC Porto e aí se manteve até à jornada 24, onde acaba por vencer os dragões por 2-1, no Estádio do Dragão. Os encarnados sobem para 1º lugar e aí ficam até ao final da época. O título só seria confirmado na última jornada com uma vitória (4-1) dos encarnados em casa[159]. A festa encarnada começou na cidade Berço e desenvolveu-se de norte a sul do País e pelo mundo.

Na Taça de Portugal, o Benfica foi eliminado pelo Sporting, apesar de ter vencido na primeira mão por 2-1, na segunda, o Sporting venceu por 1-0 e passou pela regra dos golos fora. Na Taça da Liga, o Benfica chegou até às semifinais, no entanto, acabou por ser eliminado pelo FC Porto, por 3-1.

Na Liga dos Campeões, o Benfica calhou num grupo difícil (Bayern Munich, Ajax e AEK Athens), que acabou com apenas 2 vitórias e 1 empate em 6 jogos, tendo ficado em 3º lugar e descido para a Liga Europa. Na Liga Europa, o Benfica chegou longe. Nos dezasseis-avos-de-final, o Benfica eliminou o Galatasaray (1-2 fora, e 0-0 em casa), nos oitavos-de-final eliminou o Dínamo de Zagreb (perdeu 1-0 fora e ganhou 3-0 em casa), mas ficou pelo caminho nos quartos-de-final, onde foi eliminado pelo Eintracht Frankfurt, depois de uma excelente exibição de João Félix, que fez um hat-trick, com o resultado tendo ficado 4-2, no entanto, na Alemanha, o Frankfurt venceu por 2-0 e passou pela regra dos golos fora.[160]

Época 2019–2020

O Regresso fracassado de Jorge Jesus

Época 2020–2021

No início da temporada, o Benfica investiu mais de 105 milhões de euros em contratações, um recorde em Portugal. Os encarnados, também, viram o seu treinador antigo, Jorge Jesus de regresso, depois de ter estado a treinar o Flamengo.

O Benfica até começou bem, vencendo todos os jogos da pré-época, no entanto, perdeu a Supertaça por 2-0 frente ao FC Porto.[161] O Benfica também falhou o acesso à Liga dos Campeões através dos play-offs, caindo para a Liga Europa.[162]

O campeonato começou bem, com o Benfica a vencer os 5 primeiros jogos, mantendo-se em 1º lugar, no entanto, perdeu dois jogos seguidos, descendo para o 3º lugar, abaixo do Sporting e do Braga. Na 8ª jornada, o Benfica conseguiu passar o Braga e ficar em 2º lugar por 4 jornadas, no entanto, a partir da 12ª jornada, começou a ter maus resultados o que fez, na 16ª jornada, que descesse para 4º lugar, onde ficou por 8 jornadas seguidas. Na 24ª jornada, venceu contra o 3º colocado, o Braga e conseguiu subir para o 3º lugar, onde ficou até ao final da época.

Fora do campeonato, o Benfica chegou às semifinais da Taça da Liga, mas perdeu por 2-1 com o Braga e na Taça de Portugal, o Benfica chegou à final, onde também perdeu contra o Braga por 2-0.[163]

Na Liga Europa, o Benfica empatou 3 e venceu 3 dos 6 jogos da fase de grupos, mas passou em 2º lugar do seu grupo (Rangers, Standard Liège e Lech Poznań) com 12 pontos. No entanto, nos dezasseis-avos-de-final, o Benfica apanhou o Arsenal, com o qual empatou na primeira mão (1-1) e perdeu na segunda (3-2)[164], sendo assim eliminado da Liga Europa.

Época 2021–2022

A época até começou bem para os encarnados, começando com uma pré-época com 3 vitórias em 4 jogos e com a qualificação bem sucedida através dos play-offs para a Liga dos Campeões.

O campeonato também começou bem com 7 vitórias nos primeiros 8 jogos e 1 derrota (na Luz contra o Portimonense), ficando em 1º lugar até ao 9º jogo. No entanto, na 10º jornada, o Benfica empatou com o Estoril fora de casa e acabou por ser ultrapassado pelo Sporting e pelo FC Porto. A partir daí, o Benfica ficou em 3º lugar até ao final da época, perdendo pontos de maneira desnecessária, afastando-se cada vez mais do 2º e 1º lugares com jogos como Benfica 1-3 Sporting, Porto 3-1 Benfica e outros. Após os maus resultados e prestações de Jorge Jesus, este saiu da estrutura do Benfica e veio Nélson Veríssimo, um interino, treinar a equipa. No entanto, os resultados não mudaram muito, o Benfica continuou a perder pontos e a distanciar-se dos rivais. Na 30º jornada, o Benfica acaba por vencer o Sporting por 2-0 no Estádio José Alvalade, assim encurtando a distância até ao segundo lugar, no entanto, ainda estava longe. Na penúltima jornada, o Benfica perdeu em casa frente ao Porto por 1-0, que acabou por se sagrar campeão no Estádio da Luz.[165]

Fora do campeonato, o Benfica chegou à final da Taça da Liga, mas perdeu por 2-1 com o Sporting[166] e na Taça de Portugal, o Benfica foi eliminado nos oitavos de final pelo FC Porto, por 3-0, no Estádio do Dragão.[167]

No entanto, a par da má prestação nas competições domésticas, o Benfica foi longe na Liga dos Campeões. Passando em 2º lugar do seu grupo (Bayern Munchen, Barcelona e Dínamo de Kiev) com 8 pontos, conseguindo pelo meio uma vitória histórica contra o Barcelona no Estádio da Luz por 3-0. Nos oitavos de final, calha ao Benfica jogar contra o Ajax, conseguindo um empate na Luz (2-2) e uma vitória histórica em Amsterdão (0-1), apurando-se assim para os quartos de final[168]. Nos quartos de final, calhou ao Benfica jogar com o poderoso Liverpool e acaba por ser eliminado (derrota por 1-3 na Luz e empate 3-3 na Inglaterra) apesar da luta que deu ao gigante inglês[169]. Com a sua participação na Champions, o Benfica conseguiu amealhar mais de 60 milhões de euros nos seus cofres.

Também neste ano, a equipa sub-19 do Benfica venceu pela primeira vez a UEFA Youth League, derrotando o Red Bull Salzburg na final por 6-0. Com este título, o Benfica voltou a ser campeão europeu no futebol, 60 anos depois. O último título tinha sido a Taça dos Campeões Europeus, em 1962.[170]

A era Roger Schmidt

Época 2022–2023

Roger Schmidt, aquando treinador do Bayer Leverkusen.

Com o objetivo de regressar aos títulos, o presidente do clube, Rui Costa, decidiu contratar Roger Schmidt, um treinador alemão que treinava o PSV Eindhoven.

Foram também contratados os jogadores Petar Musa, Mihailo Ristić, Alexander Bah, David Neres, Enzo Fernández e João Victor, investindo por volta de 47 milhões de euros. Saíram os jogadores Darwin Núñez, Everton, Gedson Fernandes, Tiago Dantas, Pedro Pereira, Jota e Mile Svilar, Ferro, Haris Seferović, Tomás Araújo e Pizzi amealhando mais ou menos 105 milhões de euros.

O Benfica começou com um grande registo, tendo vencido todos os jogos de pré-época. Também se conseguiu apurar com sucesso para a fase de grupos da Liga dos Campeões. Além disso, a equipa sub-19 dos encarnados venceu a primeira edição da Taça Intercontinental Sub-20, vencendo o Peñarol por 1-0 e conquistando um troféu inédito para o clube.[171]

O campeonato começou da melhor forma possível, dos 12 primeiros jogos que fez, o Benfica venceu 11, tendo apenas empatado frente ao Vitória Sport Clube. Também venceu o FC Porto por 1-0 no Estádio do Dragão, feito este que não acontecia desde a época 2018–19. No entanto, após a paragem do campeonato devido ao Campeonato do Mundo FIFA de 2022, perdeu 3-0 frente ao SC Braga (a primeira derrota da época) e empatou em casa 2-2 frente ao rival Sporting.

Na Taça de Portugal, o Benfica começou de maneira atribulada, tendo empatado com o Caldas SC, apenas vencendo na disputa por grandes penalidades, e venceu o Estoril Praia, por uma vitória magra de 1-0, no Estádio António Coimbra da Mota. No entanto, foi avançando na prova, com uma vitória por 2-0 frente ao Varzim SC, fora de casa.

No entanto, na Liga dos Campeões é que veio a maior surpresa. O encarnados calharam num grupo com o PSG, a Juventus e o Maccabi Haifa, um grupo à partida complicado, tendo em conta as diferenças financeiras. No entanto, o Benfica superou-se, tendo vencido os dois jogos frente à Juventus (2-1 fora e 4-3 em casa), empatou os dois jogos frente ao PSG (1-1 em casa e 1-1 fora), e venceu ambos os jogos frente ao Maccabi Haifa (2-0 em casa e 6-1 fora). O Benfica e o PSG permaneceram empatados nos pontos durante toda a Fase de Grupos, no entanto, no último jogo, o Benfica goleou o Maccabi Haifa (6-1) e conseguiu empatar o registo de golos dos franceses. A regra de desempate foram os golos marcados fora de casa, onde o Benfica venceu, acabando assim em primeiro lugar do seu grupo com um número recorde de pontos na nova edição da Liga dos Campeões.

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