Símbolos da Palestina

Os símbolos da Palestina incluem bandeiras oficiais e não oficiais, ícones ou expressões culturais adotadas que podem ser emblemáticas, representativas ou de alguma forma características da Palestina e de sua cultura.
O escopo do que está incluído nos símbolos da Palestina inclui a bandeira do Estado e sua bandeira de popa, baseada na Bandeira da Revolta Árabe. Também abrange a vexilologia palestina e os sinais utilizados pela Autoridade Nacional Palestina.[1] O Biladi é seu hino nacional. Em 2015, a Autoridade Palestina adotou o pássaro-sol-da-palestina como ave nacional do Estado da Palestina.[2][3] O passaporte da Autoridade Palestina foi descrito como um "símbolo crucial da nacionalidade".[4] Os selos postais e a história postal da Autoridade Nacional Palestina também são considerados símbolos nacionais. A lista de símbolos fundamentais da identidade palestina inclui:
- Al-Aqsa (complexo), particularmente a Cúpula da Rocha[5][6][7]
- Handala[8][9]
- a chave palestina[10][11]
- a Nakba
- o keffiyeh palestino, popularizado por Yasser Arafat
- a melancia[12]
Entre os objetos adicionais considerados símbolos da nação palestina está a Anemone coronaria. Embora a flor nacional da Palestina seja a Iris haynei, adotada em 2016, a Anemone coronaria é vermelha, com centro preto e folhas verdes, evocando as cores primárias da bandeira pan-árabe e palestina.[13] As laranjas de Jafa,[13] os limões, as oliveiras,[13] e o Opuntia (sabr)[13][14] também são amplamente usados como símbolos da nação palestina. Outras plantas, incluindo o za'atar (tomilho) e o handal (colocíntida),[15] além de artesanatos tradicionais palestinos, como o tatreez (bordado palestino), também são considerados símbolos nacionais.[12]
Galeria
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Al-Aqsa -
Melancia -
Keffiyeh -
Chave -
Papoula -
Iris haynei -
Laranjas de Jafa -
Oliveira -
Opuntia -
Za'atar -
Handal
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Tatreez -
Pássaro-sol-da-palestina
Referências
- ↑ The Palestinian People: A History - Page 392, Baruch Kimmerling - 2009
- ↑ «Palestine adopts sunbird as emblem for exported goods». www.aa.com.tr
- ↑ The First Palestinian Bird Migration Festival Arquivado em 2011-08-25 no Wayback Machine, Palestine Wildlife Society. Retrieved 29 July 2009.
- ↑ Jordan Times, 25 Jan. 1995
- ↑ Cohen, Hillel (2017). «The Temple Mount/al-Aqsa in Zionist and Palestinian National Consciousness: A Comparative View». Berghahn Books. Israel Studies Review (em inglês). 32 (1): 1, 8–9, 17. ISSN 2159-0370. JSTOR 45238302. doi:10.3167/isr.2017.320102. eISSN 2159-0389.
O local sagrado conhecido pelos judeus como Monte do Templo e pelos muçulmanos como Haram al-Sharif ou al-Aqsa é central tanto para os movimentos nacionais judaico quanto árabe-palestino... Al-Aqsa pode, assim, ser visto como o símbolo central do nacionalismo palestino... Deve-se ter em mente que, desde o surgimento do nacionalismo no mundo árabe, importantes correntes têm insistido na separação entre religião e Estado. Além disso, existe um certo grau de tensão entre os dois aspectos de al-Aqsa: como um símbolo nacional que une muçulmanos e cristãos palestinos e como um símbolo exclusivamente muçulmano. Em outras palavras, as intenções dos palestinos unidos sob a bandeira de al-Aqsa não são todas as mesmas... Para os palestinos, al-Aqsa é um ponto focal singular de autorrespeito e destino religioso. Isso intensifica seu compromisso com o local, independentemente de sua afiliação religiosa (muçulmana ou cristã) ou do nível de crença e prática religiosa.
- ↑ Reiter, Yitzhak (2013). «Narratives of Jerusalem and its Sacred Compound». Indiana University Press. Israel Studies (em inglês). 18 (2): 115–132. ISSN 1084-9513. doi:10.2979/israelstudies.18.2.115.
Este artigo trata do uso de símbolos religiosos para identidades e narrativas nacionais, utilizando o complexo sagrado em Jerusalém (Monte do Templo/al-Aqsa) como estudo de caso. A narrativa da Terra Santa envolve três círculos concêntricos, cada um abrangendo o outro, com cada lado atribuindo seus próprios nomes a cada círculo. São eles: Palestina/Eretz Israel (ou seja, a Terra de Israel); Jerusalém/al-Quds e, por fim, o complexo do Monte do Templo/al-Aqsa... Dentro da disputa pela consciência pública sobre a importância de Jerusalém, um local específico está no centro da tempestade — o Monte do Templo e seu Muro Ocidental — o Kotel judaico — ou, na terminologia muçulmana, o complexo de al-Aqsa (alternativamente: al-Haram al-Sharif), incluindo o Muro Alburaque... Para o lado palestino-árabe-muçulmano, "al-Aqsa" não é apenas uma mesquita mencionada no Alcorão no contexto da Jornada Noturna milagrosa do Profeta Maomé a al-Aqsa, que, segundo a tradição, terminou com sua ascensão ao céu (e uma oração com todos os profetas e figuras religiosas judaicas e cristãs que o precederam); mas também constitui um símbolo único de identidade, em torno do qual diversos objetivos políticos podem ser formulados, planos de ação elaborados e massas mobilizadas para sua realização.
- ↑ Palestinian Academic Society for the Study of International Affairs; Tim Marshall: "Muitas pessoas acreditam que a mesquita retratada é chamada de Al-Aqsa; no entanto, uma visita a um dos mais eminentes intelectuais da Palestina, Mahdi F. Abdul Hadi, esclareceu a questão. Hadi é presidente da Sociedade Acadêmica Palestina para o Estudo de Assuntos Internacionais, com sede em Jerusalém Oriental. Seus escritórios são um verdadeiro tesouro de fotografias antigas, documentos e símbolos. Ele teve a gentileza de passar várias horas comigo. Espalhou mapas da Cidade Antiga de Jerusalém sobre uma enorme mesa e destacou o complexo de Al-Aqsa, que fica acima do Muro Ocidental. A mesquita na bandeira das Brigadas de Al-Aqsa é a Cúpula da Rocha. Todos tomam como certo que se trata da mesquita de Al-Aqsa, mas não, todo o complexo é Al-Aqsa, e dentro dele há duas mesquitas, a mesquita da Quibla e a Cúpula da Rocha. Nas bandeiras tanto das Brigadas de Al-Aqsa quanto das Brigadas de Qassam, o que é mostrado é a Cúpula da Rocha", disse ele. Tim Marshall (4 de julho de 2017). A Flag Worth Dying For: The Power and Politics of National Symbols (em inglês). [S.l.]: Simon and Schuster. pp. 151–. ISBN 978-1-5011-6833-8; Mahdi Abdul Hadi, Mahdi Abdul Hadi Arquivado em 2020-02-16 no Wayback Machine: "A Mesquita de Al-Aqsa, também chamada de Al-Haram Ash-Sharif (O Nobre Santuário), abrange toda a área dentro dos muros do complexo, totalizando 144 000 m². Isso inclui todas as mesquitas, salas de oração, edifícios, plataformas e pátios abertos, localizados acima ou abaixo do solo, além de mais de 200 monumentos históricos pertencentes a diversas eras islâmicas. De acordo com a crença e a jurisprudência islâmicas, todos esses edifícios e pátios possuem o mesmo grau de sacralidade, pois estão construídos sobre o solo sagrado de Al-Aqsa. Essa sacralidade não é exclusiva das estruturas físicas destinadas à oração, como a Cúpula da Rocha ou a Mesquita Al-Qibly (a mesquita com a grande cúpula prateada)."
- ↑ Faber, Michel (10 de julho de 2009). «Review: A Child in Palestine: The Cartoons of Naji al-Ali». The Guardian
- ↑ Alazzeh, Ala (2012). «Abu Ahmad and His Handalas». In: LeVine, Mark; Shafir, Gershon. Struggle and Survival in Palestine/Israel (em inglês). [S.l.]: University of California Press. pp. 427–444. ISBN 978-0-520-26252-2. JSTOR 10.1525/j.ctt1ppwdk.34.
...um dos símbolos mais populares do nacionalismo palestino.
- ↑ Meital, Y.; Rayman, P. (2017). Recognition as Key for Reconciliation: Israel, Palestine, and Beyond. Col: Social, Economic and Political Studies of the Middle East and Asia (em inglês). [S.l.]: Brill. ISBN 978-90-04-35580-4.
Michal admite que os israelenses fazem o mesmo com a memória da Nakba ao dizerem: "Isso foi em 1948, já chega de falar do passado, vamos falar do futuro." Quando os palestinos aparecem com suas chaves [o símbolo palestino de suas casas perdidas], ela diz: "É a mesma coisa, é uma memória que ainda arde nos corações das famílias."
- ↑ Fisk, Robert (28 de junho de 2018). «'I spoke to Palestinians who still hold the keys to homes they fled decades ago – many are still determined to return'». The Independent (em inglês).
As chaves devem ser sempre o símbolo da “Nakba” palestina – o “desastre” –, o último e fatídico giro na fechadura daquelas portas dianteiras, enquanto 750 000 homens, mulheres e crianças árabes fugiam ou eram expulsos de suas casas no que viria a se tornar o Estado de Israel em 1947 e 1948.
- ↑ a b Haddad, Mohammed; Antonopoulos, Konstantinos; Ali, Marium (20 de novembro de 2023). «Symbols of Palestine». aljazeera.com. Consultado em 6 de janeiro de 2024
- ↑ a b c d Abufarha, Nasser (2008). «Land of symbols: cactus, poppies, orange and olive trees in Palestine». Identities. 15 (3): 343–368. ISSN 1547-3384. doi:10.1080/10702890802073274. Consultado em 6 de janeiro de 2024
- ↑ Rios, Pedro (28 de outubro de 2015). «Reflections on Palestine: Symbols of Homeland». San Diego Free Press. Consultado em 6 de janeiro de 2024
- ↑ Khalil, Shahd Haj (8 de setembro de 2022). «Olive tree, za'atar, cactus: Palestine's symbolic plants and the meanings behind them». Middle East Eye. Consultado em 6 de janeiro de 2024