Séchu Sende
| Séchu Sende | |
|---|---|
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| Nome completo | Xosé Luís González Sende |
| Pseudónimo(s) | Séchu Sende |
| Nascimento | 21 de junho de 1972 (53 anos) |
| Género literário | narrativa, poesia, teatro |
| Magnum opus | Made in Galiza |
Xosé Luís González Sende, mais conhecido como Séchu Sende,[1] nascido em Padrão em 21 de junho de 1972, é um filólogo, escritor, regueifeiro e professor galego. É sócio da AGAL e defensor de que o galego e o português são a mesma língua,[2] motivo pelo qual a maioria das suas obras estão escritas em galego internacional, o galego escrito com a ortografia do português.
Trajetória
Licenciado em Filologia Galego-Portuguesa pela Universidade de Santiago, é professor de língua e literatura, no IES Marco do Camballón[3] de Vila de Cruzes.[4] Iniciou-se como poeta vinculado ao Coletivo Poético Serán Vencello, fazendo parte da Geração dos Anos 90 e mais tarde revelou-se também como um dos narradores de princípios do século XXI. Foi um dos fundadores do projeto editorial Letras de Cal, no qual publicou o seu primeiro livro, Odiseas, em 1998. Como sociolinguista, foi cofundador da Cooperativa Tagen Ata, Língua e Comunicação.[5] Alguns dos seus textos foram traduzidos para línguas como russo, checo, croata, bretão, sardo, catalão ou asturiano.
Tem trabalhado em publicidade social e, neste campo, entre as suas criações está a campanha para a Universidade de Vigo "Busco amante galego-falante", lema que popularizou num tema rock o grupo musical o grupo galego Sacha na Horta.[6] No âmbito da multimídia, também fez parte do "Coletivo Sintrom" de música experimental, com os músicos Serxio Landrove, Helga Blanco e Xalo Gayoso. Um dos seus versos, "Eu nunca serei yo",[7] foi transformado em tema punk pelo cantautor O Leo i Arremecághona!. Em 2016, o grupo Caxade publicou "E isto é o amor", um CD que leva o título de um poema de Séchu Sende que também musicaram. Também em 2016, o grupo "Linho do Cuco" inspirou-se num conto seu do livro "A República das Palavras" para intitular o seu CD "Viva Viva". Em 2017, num projeto de apoio à Escola de Ensino Galego Semente, Guadi Galego musicou uma letra de Séchu Sende, "Luzia e o morcego".
Séchu Sende também é o criador do primeiro role-playing game em galego, publicado pela Câmara Municipal de Santiago de Compostela e a Associación Sócio-Pedagóxica Galega, como atividade de dinamização do Correlingua, em 2002.[8]
Em 2008 participou, em Barcelona, no final do processo de paz entre os coletivos Latin Kings e Ñeta, numa oficina de narrações pessoais com os líderes das organizações, junto ao poeta Celso Fernández Sanmartín. O projeto recolheu-se no livro coletivo Unidos por el Flow.[9]
Também é domador de pulgas no Circo de Pulgas Carruselo, mais conhecido como Galiza Pulgas Circus.[10][11]
Depois da catástrofe do Prestige, esteve ligado de forma muito importante às plataformas Nunca Máis e Burla Negra.[12] Finalmente, nos últimos anos, tem colaborado ativamente com a Rede de Escolas Semente, escolas cooperativas de imersão linguística em galego.[13]
Em 2024 colaborou com a AGAL no projeto infantil Agalinhas, criando uma versão audiovisual da sua poesia Falarás a nossa língua (Os Sonhos de Maré).[14]
Obras

Poesia
- Odiseas. Libro de aventuras (1998). A.c. Amaía, colección Letras de cal.
- Animais (2010). Santiago de Compostela: Através Editora. 76 páxs. ISBN 978-84-87305-38-2. Um conjunto de textos e desenhos que formam um hino à vida natural e uma denúncia do progresso mal entendido, desde múltiplos registros, desde a ironia e o humor até o surrealismo.
- Os cavalos estám a viver as nossas vidas (2011). Amastra-N-Gallar.
- Passa-montanhas (2024). Santiago: Chan da Pólvora, Areal de Melide. ISBN 9788412874167.
Narrativa
- Orixe (2004). Vigo: Galaxia. 172 págs. ISBN 978-84-8288-695-4. Uma história de histórias na qual liberdade e consciência social se reivindicam como valores fundamentais dos seres humanos.[15]
- Made in Galiza (2007). Vigo: Galaxia. 160 págs. ISBN 978-84-7154-091-1 (11ª reimpressão, 2017). Foi traduzido para o curdo[16] como Di xewnan de jî ez ê zimanê xwe winda nekim (Nem em sonhos vou perder a minha língua), na editora Avesta. Também está traduzido para o turco, pela mesma editora; para o basco,[17] pela editora Txalaparta; e para o catalão,[18] com o título La venedora de paraules, por RBA (La Magrana. ISBN 978-84-8264-726-5.)
- O caçador de bruxas (2011). Santiago de Compostela: Edições do Treze. 96 págs. Coleção O Lápis do Taberneiro.[19] A novela relata o encontro do narrador com um amolador emigrado nos Estados Unidos e precipitado pela história e a casualidade no meio da caça às bruxas empreendida pelo senador McCarthy contra a indústria do cinema dos anos 40 e 50.[20]
- A República das Palavras (2015). Santiago de Compostela: Através Editora. 164 págs.. ISBN 978-84-87305-91-7. Conjunto de contos.
Viagens
- Viagem ao Curdistão para apanhar estrelas (2012).[21] Ed. de autor. 120 págs. ISBN 978-84-616-2384-6. É um livro de viagens ilustrado pelo autor onde se narra uma aventura autobiográfica no Curdistão norte, no estado turco, com uma aproximação às emoções e às experiências do povo curdo e ao seu conflito sociolinguístico.
Ensaio
- O povo improvisador. Aventuras sobre regueifa e poesia oral (2022). Santiago de Compostela: Através Editora. 176 págs. ISBN 978-84-16545-68-1.
Livros ilustrados

- Os sonhos de Maré (2013)[22] Issuu online. Um livro ilustrado a partir do poema "Falarás a nossa língua", um canto vitalista em prol da língua galega na infância
- Canguru (2013).[23] Issuu online. Um livro infantil sobre a igualdade de gênero.
- Os tesouros de Baronha (2013).[24] Issuu online. Uma espécie de livro de viagem ao castro de Baronha.
- Duas noites na casa das bruxas (2013).[25] Issuu online. Um sketchbook sobre o Courel e os seus valores naturais.
- A doninha e o taxidermista (2015). Sacauntos: Diário Liberdade, Fundaçom Artábria e Semente. 60 págs. ISBN 978-8416121397.
Obras coletivas
- XXV Festival da Poesia no Condado. Sem as mulheres nom há revoluçom (2011). S. C. D. Condado.
- Urbano. Homenagem a Urbano Lugrís González (2011). A Nave das Ideias.
- Pelos na língua (2012). Junto com Artur Trillo, María Ordóñez e Avelino González. Representado por Talía Teatro]
- Língua, sexo e rock´n roll (2012). Editorial Rastalavras, Clube da Língua do IES Marco do Camballón e Festival Cruceiro Rock.
- Xabarín 18 (2013). EEI Monte da Guía/Concello de Vigo/Galaxia.
- O Dia da Toalha na Galiza (2014). Através Editora.
- A Voz dos Mundos (2016). Através Editora.
Curtas-metragens sobre textos seus
Prémios
- Prémio Blanco Amor 2003, por Orixe.[29]
- Prémio Literário Ánxel Casal 2007 ao melhor livro do ano por Made in Galiza.[30]
- Di xewnan de jî ez ê zimanê xwe winda nekim(Nem em sonhos vou perder a minha língua) foi escolhido como melhor livro publicado em curdo em 2010.
- Prémio María Casares ao melhor texto original 2012 por Pelos na Língua.
- Prémio Max 2012 ao melhor texto em língua galega por Pelos na Língua.[31]
- Prémio María Casares ao melhor texto original 2022 por A parábola do angazo, da companhia Talía Teatro.
Referências
- ↑ «Pseudónimos galegos em ogalego.eu: s». www.ogalego.eu. Consultado em 9 de maio de 2022
- ↑ «Sobre a palavra "Criança"». 8 de setembro de 2020. Consultado em 27 de janeiro de 2017
- ↑ Departamento de Língua galega, ed. (12 de novembro de 2016). «IES Marco do Camballón. Língua galega. Profesorado do curso 2016-17» (em galego). Consultado em 1 de fevereiro de 2017
- ↑ respira! (20 de março de 2020). «Séchu Sende Poesia contra barbárie». ALGUÉN QUE RESPIRA! Festival de Poesía para Corpo Principal (em galego). Consultado em 9 de maio de 2022
- ↑ «Grupo Tagen Ata». tagenata.com. Consultado em 9 de maio de 2022
- ↑ «Vieiros: Galiza Hoxe - "Busco amante galego-falante"». www.vieiros.com. Consultado em 9 de maio de 2022
- ↑ ««Eu nunca serei yo» é unha das mensaxes dos nenos en prol do galego». La Voz de Galicia. 22 de setembro de 2009. Consultado em 9 de maio de 2022
- ↑ «Vieiros: Galiza Hoxe - ...e trae o primeiro rol galego!!». www.vieiros.com. Consultado em 9 de maio de 2022
- ↑ «Latin Kings, Ñetas y Jóvenes de Barcelona – Unidos por el Flow – Comanity» (em espanhol). Consultado em 9 de maio de 2022
- ↑ Coordenadora Galega de Equipos de Normalización e Dinamización Lingüística, ed. (2010). «Galiza Pulgas Circus. Circo de Pulgas Carruselo» (PDF) (em galego). Consultado em 1 de fevereiro de 2017. Arquivado do original (PDF) em 3 de fevereiro de 2012
- ↑ «Séchu Sende Através Editora área editorial da AGAL». Consultado em 9 de maio de 2022
- ↑ «Séchu Sende». Editorial Galaxia (em galego). Consultado em 9 de maio de 2022. Arquivado do original em 16 de maio de 2022
- ↑ «Séchu Sende: "A activaçom de projetos como a Semente potência o nosso orgulho como povo"». 9 de agosto de 2023. Consultado em 27 de janeiro de 2017
- ↑ «Falarás a Nossa Língua (Os Sonhos de Maré) Conto infantil em galego/português» (em galego). 20 de novembro de 2024. Consultado em 27 de janeiro de 2017
- ↑ «Orixe». Editorial Galaxia (em galego). Consultado em 9 de maio de 2022
- ↑ «Di xewnan de jî ez ê zimanê xwe winda nekim». bibliotraducion.uvigo.es. Consultado em 4 de julho de 2019. Arquivado do original em 18 de março de 2018
- ↑ «Made in Galiza». bibliotraducion.uvigo.es. Consultado em 4 de julho de 2019. Arquivado do original em 18 de março de 2018
- ↑ «La venedora de paraules». bibliotraducion.uvigo.es. Consultado em 4 de julho de 2019. Arquivado do original em 18 de março de 2018
- ↑ «Séchu Sende apresenta o seu último livro, 'O Caçador de Bruxas'». www.pglingua.org. Consultado em 9 de maio de 2022
- ↑ «O Caçador de Bruxas, de Séchu Sende». O Lápis do Taberneiro (em galego). 26 de dezembro de 2011. Consultado em 9 de maio de 2022
- ↑ «Unha "Viagem ao Curdistão para apanhar estrelas", de Séchu Sende». Galicia Confidencial. Consultado em 9 de maio de 2022
- ↑ «Os sonhos de Maré by séchu sende - Issuu». issuu.com. Consultado em 9 de maio de 2022. Arquivado do original em 9 de maio de 2022
- ↑ «Canguru by séchu sende - Issuu». issuu.com. Consultado em 9 de maio de 2022. Arquivado do original em 9 de maio de 2022
- ↑ «Os tesouros de Baronha by séchu sende - Issuu». issuu.com. Consultado em 9 de maio de 2022. Arquivado do original em 9 de maio de 2022
- ↑ «Duas noites na casa das bruxas by séchu sende - Issuu». issuu.com. Consultado em 9 de maio de 2022[ligação inativa]
- ↑ «As mazás casamenteiras :: CINE GALEGO». engalecine6.webnode.es. Consultado em 9 de maio de 2022
- ↑ «Na oficina de obxectos perdidos :: CINE GALEGO». engalecine6.webnode.es. Consultado em 9 de maio de 2022
- ↑ «Té :: CINE GALEGO». engalecine6.webnode.es. Consultado em 9 de maio de 2022
- ↑ ««Orixe», unha obra sobre a liberdade, premio Blanco Amor de novela longa». La Voz de Galicia (em galego). 24 de janeiro de 2004. Consultado em 9 de maio de 2022
- ↑ «Prémio» (PDF). aelg.gal
- ↑ culturagalega.org (2 de maio de 2012). «Pelos na língua impúxose ás outras candidatas». culturagalega.org (em galego). Consultado em 9 de maio de 2022
