Associação Galega da Língua

Associaçom Galega da Língua
(AGAL)
Logótipo
A nossa língua no mundo
Fundação31 de outubro de 1981 (44 anos)
PropósitoPromoção da língua galega e a sua reintegração no espaço lusófono. Definir as normas ortográficas e morfológicas do galego convergente com o português no mundo.
SedeSantiago de Compostela
Línguas oficiaisgalego (português da Galiza)
FiliaçãoObservador consultivo da CPLP
PresidenteJon Amil
Área de influência Galiza
Websitea.gal

A Associaçom Galega da Língua (AGAL) é uma associação linguística e cultural galega fundada em 31 de outubro de 1981. Os seus objetivos são a promoção e normalização do galego, entendendo-o como sendo a mesma língua que o português. É a principal entidade do movimento reintegracionista e a encarregada, através da sua Comissom Linguística, da codificação da norma internacional do galego, convergente com a usada no português.

Desde 19 de julho de 2024, tem o status de Observador Consultivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa.[1]

Constituição da AGAL

Em maio de 1981 houve várias reuniões em Santiago de Compostela que deram como principal conclusão que cumpria aproveitar as novas condições políticas, nomeadamente a aprovação do Estatuto de Autonomia de Galiza, para dar resposta aos problemas da língua galega. Para isso, decidiu-se constituir uma associação que teria como objetivo «conseguir umha substancial reintegraçom idiomática e cultural do galego, especialmente nas manifestaçons escritas, na área lingüística e cultural que lhe é própria: a galego-luso-africano-brasileira» (excerto dos primeiros Estatutos da AGAL).

A 9 de junho desse ano foi redigida na Corunha a Ata Fundacional, em que apareciam como membros Xavier Alcalá, António Gil Hernández, Manuel Miragaia, José Maria Monterroso e Joám Carlos Rábade. A 2 de outubro, a associação foi legalizada, e a 31 de outubro de 1981 teve lugar a assembleia fundacional, efeméride que definiria o nascimento oficial da AGAL. No dia 19 de dezembro foi elegido na sede de D. Bosco, em Santiago de Compostela, o primeiro Conselho, órgão coordenador da associação.[2]

Etapa atual

Em 2023, ao mesmo tempo que começava o seu labor o novo Conselho da AGAL encabeçado por Jon Amil como presidente, a língua galega entrava num momento de inflexão. Os dados de uso do galego do Instituto Galego de Estatística mostraram que o uso e conhecimento da língua na infância e na mocidade estava em mínimos históricos.[3] Devido a isso, o foco da AGAL mudou precisamente à procura de novas maneiras de promover a língua nessas faixas etárias,[4] com uma aposta decidida polas redes sociais e as novas formas de comunicação na internet, e recursos específicos para crianças tendo em conta o seu ponto de vista e necessidades.

Outro dos desafios que a nova presidência percebeu é que o reintegracionismo tinha um problema de implantação na sociedade, tendo dificuldades para chegar a pessoas mais afastadas dos círculos do ativismo linguístico, para dar resposta às necessidades comunicativas das pessoas.[5] Por isso, entre outras medidas, Jon Amil quer dar voz ao coletivo LGBT+ e dar apoio técnico e linguístico às propostas de linguagem não-binária em galego-português.[6]

Por último, 2024 supujo a entrada da AGAL na CPLP, o qual iniciou uma nova etapa de colaborações internacionais com entidades de toda a lusofonia, ampliando o âmbito de ação e as possibilidades de cooperação.[7]

A AGAL nas instituições lusófonas

A AGAL, como Observador Consultivo da CPLP, participa nas comissões temáticas de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa; Educação, Ciência e Tecnologia; e Assuntos Culturais.[8]

A associação também faz parte do Observatorio da Lusofonia "Valentín Paz-Andrade", organismo pertencente à Junta da Galiza, no qual participa na Comissão de Análise da Situação da Língua Portuguesa na Galiza e na Comissão de Projeção Institucional da Galiza no Âmbito da Lusofonia.[9]

Capa do "Ortografia Galega Moderna", obra de referência do galego internacional

Normas ortográficas da AGAL

Durante a história moderna do galego, foram vários os autores que usaram uma ortografia mais ou menos convergente com a usada no português. Porém, foi em 1983, com a publicação do Estudo Crítico das “Normas Ortográficas e Morfolóxicas do Idioma Galego”,[10] que isso cristalizou numa norma unificada. Mais tarde, outras obras como Prontuário Ortográfico Galego (1985), o Relatório sobre o til de nasalidade (1989), a Atualizaçom da Normativa Ortográfica da Comissom Lingüística da AGAL conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 (2010) e o O Modelo Lexical Galego (2012) acabaram de concretizar esta norma de maneira sólida.

Já no ano 2015 houve no reintegracionismo galego um ponto de inflexão devido à chamada confluência normativa.[11] Até esse ano, havia certas diferenças entre as pessoas que queriam usar uma norma mais nitidamente galega, e as pessoas que queriam converger de maneira total com o Acordo Ortográfico. A solução foi juntar todas as normas prévias, e mais todas as opções totalmente convergentes com o Acordo Ortográfico, e fazer uma única obra de referência para todas as pessoas reintegracionistas da Galiza.

Deste modo, no ano 2017 foi publicado o Ortografia Galega Moderna confluente com o Português no mundo e o nome galego internacional[12] foi priorizado para nomear esta norma.

Através Editora

A Através Editora é o selo editorial da AGAL.[13] Nasceu em 2009, sendo uma evolução da anterior Área Editorial da associaçom, tendo assim uma maior entidade e autonomia. A sua missão é criar um catálogo de obras produzidas na Galiza que contribua a conhecer melhor a sociedade e a língua galegas, e a divulgar obra literária que forneça valor acrescentado. Centra-se na potencialidade da filosofia reintegracionista e por isso edita em galego internacional para os mercados de Portugal e da Galiza.

Portal Galego da Língua (PGL)

O Portal Galego da Língua (PGL) é o portal de novas da AGAL. Nasceu no ano 2002 com a intenção de ser um portal de referência para a língua galega, o movimento reintegracionista e o conjunto da lusofonia.[14]

Dicionário Estraviz

O Dicionário Eletrónico Estraviz é uma das maiores obras lexicográficas da nossa língua, com mais de 151.400 verbetes e um conjugador verbal. O seu criador e diretor é Isaac Alonso Estraviz, quem já o editara em versão impressa décadas antes. Porém, em 2005 a AGAL fez-se cargo da sua digitalização e disponibilização em linha, primeiro como parte do Portal Galego da Língua e mais tarde com domínio próprio na rede.[15] Devido ao imenso trabalho que supõe a sua manutenção e atualização, hoje em dia a AGAL e o Estraviz contam com a colaboração da Academia Galega da Língua Portuguesa, a Fundaçom Meendinho e um enorme grupo de pessoas.[16]

Topogal

O Topogal é uma ferramenta informática para poder comprovar a grafia dos topónimos da Galiza segundo a ortografia internacional do galego. A primeira versão data de 2003 e foi desenvolvida para os sistemas Windows mais velhos.[17] Uma nova ferramenta web, atualizada a sistemas modernos e com as grafias dos topónimos revisadas, está disponível em versão beta e pode ser acessada em linha.[18]

Placa comemorativa dos 40 anos da AGAL

Revista Agália

A revista Agália foi uma publicação de caráter científico, periodicidade semestral, língua e âmbito galego-português, e impacto e referencialidade internacionais dentro dos estudos da cultura. Nasceu em 1985 com o subtítulo "Publicaçom Internacional da Associaçom Galega da Língua" para informar trimestralmente das atividades da AGAL, para contribuir à coexão da sua base associativa e para intervir desde o reintegracionismo no campo académico galego, sustentando a sua proposta normativa (atualizada em 2010 conforme o acordo ortográfico de 1990) e procurando visibilidade e retroalimentação no e com o restante espaço lusófono. No ano 2002 mudou o seu subtítulo por "Revista de Ciências Sociais e Humanidades" e posteriormente, em 2011, por "Revista de Estudos na Cultura". Finalmente, no ano 2016, depois dum total de 114 números públicados, a revista deixou de ser editada e todos os números passaram a estar disponíveis em aberto em formato pdf no seu sítio web.

Cursos e ateliês

A AGAL conta com uma área dedicada à formaçom. O seu objetivo é, bem ensinar um modelo de galego convergente com o português no mundo, bem fazer cursos de português padrão para poder obter os diplomas necessários de nível de idioma. Destacam duas modalidades:

Cursos aPorto

Os aPorto são cursos de português realizados pola AGAL em colaboração com a Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Decorrem todos os anos no verão na cidade do Porto, tendo uma parte de docência na aula e outra de imersão linguística e cultural na cidade.[19]

Ateliês OPS! (O Português Simples)

Os OPS! são ateliês de português dirigidos a centros de ensino. O objetivo é mostrar a estudantes de primário ou secundário a facilidade que têm de poder entender e participar no mundo lusófono desde o primeiro momento, sem conhecimento prévio, só a partir do seu galego. Normalmente são realizados em parceria com os próprios centros de ensino ou com organismos públicos, como câmaras municipais ou deputações provinciais.[20]

Leituras continuadas

Nos últimos anos, a AGAL tem realizado uma série de leituras continuadas de livros lusófonos. Trata-se de eventos públicos, abertos e retransmitidos ao vivo pola internet, nos quais pessoas de todos os âmbitos leem trechos das obras. Entre as pessoas que participaram, destacam-se grandes figuras da cultura e da política da Galiza.

Leitura continuada do Scórpio de Carvalho Calero

Na primeira das leituras continuadas a obra escolhida foi Scórpio, do escritor galego Ricardo Carvalho Calero. Teve lugar no domingo 31 de outubro de 2021 no Salão Nobre de Fonseca da Universidade de Santiago de Compostela. Enquadrou-se dentro das homenagens ao escritor por causa do Dia das Letras Galegas, e contou com o apoio da Junta da Galiza, da Deputação da Corunha, da câmara municipal de Santiago de Compostela e da Universidade de Santiago de Compostela.[21]

Jon Amil (presidente da AGAL), Goretti Samartín (presidenta da câmara de Santiago de Compostela) e Valentín García (Secretário Geral da Língua da Junta de Galiza) na Leitura Continuada d'A República dos Sonhos de Nélida Piñon

Leitura continuada do Ensaio sobre a Cegueira de Saramago

Na segunda das leituras continuadas, a obra escolhida foi o Ensaio sobre a Cegueira do escritor português José Saramago, para comemorar o seu 100º aniversário. Teve lugar em 17 de dezembro de 2022 no Centro Galego de Arte Contemporânea de Santiago de Compostela. Contou com o apoio da Junta da Galiza, da câmara municipal de Santiago de Compostela, do Centro Galego de Arte Contemporânea e da Fundação José Saramago.[22]

Leitura continuada d'A República dos Sonhos de Nélida Piñon

A terceira das leituras foi A República dos Sonhos da escritora brasileira com raízes galegas Nélida Piñon. Foi um ato organizado em conjunto pola AGAL e a Academia Brasileira de Letras (ABL), e teve lugar nos dias 3 e 4 de maio de 2024 simultaneamente na sede da ABL no Rio de Janeiro e na Cidade da Cultura da Galiza de Santiago de Compostela. Contou com o apoio da Junta da Galiza, da câmara municipal de Santiago de Compostela, da câmara municipal de Cerdedo-Cotobade e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, entre outras entidades.[23]

Documentários e audiovisual

Ao longo do tempo, a AGAL tem produzido vários documentários e peças audiovisuais. Destacam-se obras como Pacto de Irmãos,[24] documentário sobre O Pacto de Gomes Pais e Ramiro Pais, um dos documentos mais antigos em galego-português antigo; Decreto Filgueira,[25] sobre o decreto que impujo a ortografia convergente com o castelhano para o galego; ou O Diamante Galego,[26] sobre as relações comerciais e sociais da Eurorregião da Galiza-Norte de Portugal.

No ano 2024, seguindo as linhas de trabalho marcadas pela presidência de Jon Amil, foi lançado o projeto audiovisual Agalinhas.[27] Uma série de vídeos de música e contos em diferentes sotaques da lusofonia dirigidos a crianças.

Presidências

Anos Nome Ocupação
2023 - hoje Jon Amil médico e ativista linguístico [28]
2015 - 2023 Eduardo Maragoto linguista e professor de Língua Portuguesa nas Escolas Oficiais de Idiomas de Valência e Santiago de Compostela [29]
2012 - 2015 Miguel Rodrigues Penas licenciado em História e profissional da comunicação [30]
2009 - 2012 Valentim Rodrigues Fagim linguista e professor de Língua Portuguesa nas Escolas Oficiais de Idiomas de Ourense e Santiago de Compostela
2007 - 2009 Alexandre Banhos sociólogo e empregado público
2001 - 2007 Bernardo Penabade linguista e professor de Língua Galega no IES Perdouro de Burela
1982 - 2001 Maria do Carmo Henríquez Salido linguista e professora da Universidade de Vigo
1981 - 1982 Xavier Alcalá engenheiro de telecomunicações e escritor

Membros de Honra: Galiza Camilo Nogueira, Galiza Ernesto Guerra da Cal, Brasil Gladstone Chaves de Melo, Galiza Higino Martins, Galiza Jenaro Marinhas del Valle, Galiza José Posada, Brasil Leodegário A. de Azevedo Filho, Portugal Manuel Rodrigues Lapa, Portugal Óscar Lopes, Galiza Ricardo Carvalho Calero, Galiza Ricardo Flores e Brasil Sílvio Elia.

Ver também

Referências

  1. «A AGAL já faz parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)». Portal Galego da Língua. 23 de julho de 2024. Consultado em 16 de janeiro de 2026 
  2. «Os Inícios». Associaçom Galega da Língua. Consultado em 16 de janeiro de 2026 
  3. «Un terzo dos menores de 15 anos non sabe falar galego e só un 16% emprega a lingua acotío» (em galego). Praza.gal. 11 outubro 2024. Consultado em 16 de janeiro de 2026 
  4. «Jon Amil, presidente da Associaçom Galega da Língua: "Devemos incidir de jeito específico na infância e na mocidade, os setores mais desgaleguizados"». Nós Diario. 15 de julho de 2023. Consultado em 16 de janeiro de 2026 
  5. «Jon Amil: "O reintegracionismo tem de chegar a outros sectores da sociedade"». Nós Televisión. 30 de setembro de 2023. Consultado em 16 de janeiro de 2026 
  6. «Jon Amil: "Linguagem nom-binária, linguagem neutra, linguagem inclusiva... o 'todes'. Existe um setor da sociedade galega que tem uma necessidade de usar esse tipo de linguagem. E nós, como associaçom linguística, temos o dever de dar apoio a esse setor da sociedade galega."». YouTube. 8 de julho de 2023. Consultado em 16 de janeiro de 2026 
  7. «Jon Amil (AGAL): "A lusofonia é muito mais que Portugal e o Brasil"». Nós Diario. 13 de agosto de 2024. Consultado em 16 de janeiro de 2026 
  8. «AGAL participa na última reunião da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)». Portal Galego da Língua. 3 de dezembro de 2024. Consultado em 16 de janeiro de 2026 
  9. «Constituído na Galiza o OBSERVATÓRIO DA LUSOFONIA». Academia Galega da Língua Portuguesa. 30 de outubro de 2024. Consultado em 16 de janeiro de 2026 
  10. «Textos normativos antigos da Comissom Linguística». Associaçom Galega da Língua. Consultado em 16 de janeiro de 2026 
  11. «A AGAL aproba a confluencia das normativas reintegracionistas nunha única norma» (em galego). Praza.gal. 6 de dezembro de 2016. Consultado em 16 de janeiro de 2026 
  12. «AGAL priorizará "galego internacional" para definir o seu modelo de língua». Associaçom Galega da Língua. 6 de dezembro de 2016. Consultado em 16 de janeiro de 2026 
  13. «Através Editora: "Que a ortografia não seja um problema para as autoras é um primeiro passo para derrubar muros"». Palavra Perdida. 5 de outubro de 2019. Consultado em 16 de janeiro de 2026 
  14. «Página principal do Portal Galego da Língua». Portal Galego da Língua. Consultado em 16 de janeiro de 2026 
  15. «O Dicionário Galego-Português Estraviz completa 20 anos de serviço na Internet como "Uma explosão de luz no universo da língua"». Academia Galega da Língua Portuguesa. 1 de janeiro de 2025. Consultado em 16 de janeiro de 2026 
  16. «Acerca do Estraviz». Dicionário Estraviz. Consultado em 16 de janeiro de 2026 
  17. «Topogal». Associaçom Galega da Língua. Consultado em 16 de janeiro de 2026 
  18. «Topogal, Topónimos Galiza e Portugal». Topogal. Consultado em 16 de janeiro de 2026 
  19. «Que é o aPorto?». Cursos aPorto. Consultado em 16 de janeiro de 2026 
  20. «Ateliês de Português». Associaçom Galega da Língua. Consultado em 16 de janeiro de 2026 
  21. «Leitura continuada do Scórpio de Carvalho Calero». Carvalho 2020, sítio oficial da homenagem. Consultado em 16 de janeiro de 2026 
  22. «Leitura continuada Saramago 2022». Saramago.gal, sítio oficial do evento. Consultado em 16 de janeiro de 2026 
  23. «Leitura continuada 3-4 de maio 2024. Academia Brasileira de Letras no Rio de Janeiro e Cidade da Cultura em Santiago de Compostela». Nelida.gal, sítio oficial do evento. Consultado em 16 de janeiro de 2026 
  24. «Pacto de Irmãos, os primórdios da língua escrita». Pacto de Irmãos, sítio oficial do projeto. Consultado em 16 de janeiro de 2026 
  25. «'Decreto Filgueira' ou por que o galego ten esta normativa oficial e non outra» (em galego). Praza.gal. 13 de maio de 2015. Consultado em 16 de janeiro de 2026 
  26. «'O Diamante Galego', documental sobre as relacións entre Galiza e Portugal» (em galego). Nós Televisión. 6 de abril de 2024. Consultado em 16 de janeiro de 2026 
  27. «'Agalinhas', un proxecto de videocontos para crianzas» (em galego). Nós Televisión. 31 de dezembro de 2024. Consultado em 16 de janeiro de 2026 
  28. «Uma nova equipa assume a direção da AGAL». Portal Galego da Língua. 9 de julho de 2023. Consultado em 16 de janeiro de 2026 
  29. «AGAL elegeu um novo Conselho para construir novos consensos para a língua que assentem na Lei Paz-Andrade». Associaçom Galega da Língua. 9 de novembro de 2015. Consultado em 16 de janeiro de 2026 
  30. «Conselho da AGAL 2012-2015». Associaçom Galega da Língua. Consultado em 16 de janeiro de 2026 

Ligações externas