São Geraldo do Araguaia

São Geraldo do Araguaia
Município do Brasil
Ponte sobre o Rio Araguaia, divisa dos estados do Pará e Tocantins
Ponte sobre o Rio Araguaia, divisa dos estados do Pará e Tocantins
Ponte sobre o Rio Araguaia, divisa dos estados do Pará e Tocantins
Hino
Lema Ordem, Trabalho e Paz
Gentílico são-geraldense
Localização
Localização de São Geraldo do Araguaia no Pará
Localização de São Geraldo do Araguaia no Pará
Localização de São Geraldo do Araguaia no Pará
São Geraldo do Araguaia está localizado em: Brasil
São Geraldo do Araguaia
Localização de São Geraldo do Araguaia no Brasil
Mapa de São Geraldo do Araguaia
Coordenadas 🌍
País Brasil
Unidade federativa Pará
Municípios limítrofes Norte: Brejo Grande do Araguaia, São Domingos do Araguaia e Marabá;
Leste: Palestina do Pará e Ananás - (TO);
Oeste: Eldorado do Carajás;
Sul: Piçarra e Xambioá - (TO).
Distância até a capital 711 km[1]
História
Fundação 1952 (74 anos)
Emancipação 10 de maio de 1988 (37 anos)
Administração
Distritos
Lista
  • São Geraldo do Araguaia (sede);
    Novo Paraíso (84 km);
    Fortaleza (76 km);
    Dois Irmãos (57km);
    Santa Cruz dos Martírios (38km);
    Sucupira (28 km);
    Ilha de Campo (21 km);
    Vila Bandinha (20 km)
    e Vila Nova (12 km). [2]
Prefeito(a) Jefferson Douglas Jesus Oliveira[3] (MDB, 2025–2028)
Vereadores 11
Características geográficas
Área total [4] 3 168,392 km²
 • Área urbana (2019) [5] 5,87 km²
População total (censo IBGE/2022[6][7]) 24 255 hab.
 • Posição BR: 1412.º

PA: 97.º

 • Estimativa (2025) 24 929 hab.
Densidade 7,7 hab./km²
Clima Tropical semiúmido (Aw)
Altitude 145 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 68570-000
Indicadores
IDH (PNUD/2010) [8] 0,595 baixo
 • Posição PA: 53°
PIB (IBGE/2023) [9] R$ 1 028 624,52 mil
PIB per capita (IBGE/2023) R$ 42 408,76
Sítio www.saogeraldodoaraguaia.pa.gov.br/ (Prefeitura)
www.saogeraldodoaraguaia.pa.leg.br/ (Câmara)

São Geraldo do Araguaia (pronuncia-se AFI[sɐ̃w ʒeˈɾawdu du aɾaˈgwajɐ]) é um município brasileiro no sudeste do estado do Pará, Região Região Norte do Brasil. Pertencente à Região Geográfica Intermediária de Marabá e à Região Geográfica Imediata de Marabá e localiza-se ao sul da capital do estado, cerca de 711 km. Ocupa uma área de aproximadamente 3,168,392  km², a uma latitude 06º24'03" sul e a uma longitude 48º33'18" oeste, estando a uma altitude de 145 metros, e sua população foi estimada em 24 929 habitantes em 2025. Formando uma conurbação com a cidade de Xambioá (TO), que fica localizada na margem direita do rio Araguaia.

A região começou a ser desbravada no passar do século passado, sendo que, até então, era povoada por indígenas Suruís ou Sororós. Fundada na metade do século XX por garimpeiros e exploradores oriundos da margem direita do rio Araguaia. Inicialmente o vilarejo se formou na desembocadura do rio que leva o nome da cidade de Xambioá no diminutivo, como assim foi chamada a nova cidade de Xambioazinho. Sendo citada como São Geraldo apenas tempos depois[10].

O município também possui alguns atrativos turísticos de valor cultural ou histórico, como a Praia da Gaivota, banhado pelo Rio Araguaia;[11] a Casa de Pedra e as comunidades ribeirinhas: Ilha de Campo e Santa Cruz dos Martírios, situados no Parque Estadual Serra dos Martírios/Andorinhas, criado pela Lei Estadual nº 5.982, em 25 de julho de 1996. Além de várias localidades espalhadas pelo parque, como: Sítios arqueológicos, cavernas, grutas, registros rupestres, trilhas e mirante. A localidade foi um dos teatros da Guerrilha do Araguaia, a maior movimentação de tropas brasileiras depois da Segunda Guerra Mundial, e o maior conflito militar em território brasileiro no século XX.[12]

Etimologia

  • São Geraldo: O vilarejo foi nomeado em homenagem a Geraldo, o filho do dono das terras onde o povoado começou a se formar, perto de onde hoje é Xambioá.[10]
  • Araguaia: A segunda parte do nome dá-se à sua localização do município, referindo-se às margens do Rio Araguaia. É de origem tupi, significando "rio do vale dos papagaios", devido à presença de muitos papagaios na região.[13][14]

História

A origem do município de São Geraldo do Araguaia remonta ao final da década de 1940 e ao início da década de 1950. Fundada em 1952 por garimpeiros e exploradores, com a exploração da castanha (bertholletia excelsa) e bauxita, do garimpo Cristal de Rocha, conhecido por “Garimpo do Chiqueirão".[15] Localizado na margem direita do rio Araguaia, no estado do Tocantins (antigo estado de Goiás), na área da atual cidade de Xambioá.[16]

Somente em 1953 a ocupação da região teve início, quando João Rego Maranhão construiu um “barracão”, uma espécie de empório comercial, próximo à foz do rio Xambioá, na margem esquerda do rio Araguaia.[17] Posteriormente veio a ser chamada de São Geraldo em homenagem ao filho do dono das terras da região que se chamava Geraldo; o mesmo doou a área com esse propósito.

No final da década de 60, começaram a surgir nessa região conflitos pela posse de terra, pois as mesmas eram habitadas por quem não possuía título de posse.[18] Um fato ocorrido entre 1968 e 1975, veio acirrar os conflitos já existentes e com grande repercussão e política para o país.[19]

São Geraldo do Araguaia e a Guerrilha do Araguaia

De abril de 1972 a janeiro de 1975, São Geraldo do Araguaia foi palco de uma guerrilha - Guerrilha do Araguaia - entre revolucionários e o regime militar, implantado no país pela revolução de 1964.[15][20]

O movimento foi organizado pelo PC do B, em sua maioria vindos dos centros urbanos do sul e sudeste do país, uma dissidência armada do Partido Comunista Brasileiro (PCB), entre 1966 e 1974. Por meio de uma guerra popular prolongada, seus integrantes pretendiam implantar, estima-se, o comunismo no Brasil, à semelhança do que ocorrera na China (1949) e em Cuba (1959).[21]

Comboio do Exército Brasileiro na região do Araguaia

No período em que ocorreu o movimento, a população brasileira não tomou conhecimento da sua existência, pois o governo militar proibiu qualquer tipo de divulgação, temendo que o levante realizado servisse de exemplo e que outros focos de rebeldia contra o regime militar surgissem em todo o Brasil.[22]

A guerrilha mudou drasticamente o cotidiano das comunidades, que tiveram seus diretos violados. Além disso, as ações de repressão aos moradores que supostamente ajudavam os guerrilheiros e de premiação daqueles que voluntariamente trabalhavam em prol das ações militares, agravaram os conflitos existentes na região. Entretanto, após o final da guerrilha, veio o “controle da memória e a interdição da verdade”, impedindo os sobreviventes de contarem a sua versão da história.[23]

Emancipação

Criado em 10 de maio de 1988, sob a lei nº 5.441, sancionada pelo governador do Estado, Hélio Mota Gueiros, e publicada em Diário Oficial nº26.350, com área desmembrada do município de Xinguara.[24] O município de São Geraldo do Araguaia começa seus primeiros passos nas mãos do prefeito Raimundo Silveira Lima, filiado ao PDT; tenente da reserva do Exército, formado em Ciências Exatas e que chegou a São Geraldo em 1980, para operar na coordenação do 2º BEC. Havia terminado a Guerrilha do Araguaia, o GETAT (Grupo Executivo de Terras de Araguaia-Tocantins)[a] fazia o assentamento de posseiros e o Exército fazia a abertura de estradas.

Raimundo Silveira Lima, à época sargento Lima, não só coordenou os trabalhos do BEC como passou a desenvolver trabalho como professor, lecionando na Escola de Primeiro e Segundo Graus Dantas Macário. Transferido para Brasília em 1985, após dois anos ele retornava para lutar pela emancipação de São Geraldo, que desmembrado em 1982 do município de Conceição do Araguaia, ainda permanecia como distrito de São Geraldo do município de Xinguara.[27]

Geografia

O Rio Araguaia, imponente e importante rio para o município, é caracterizado por seus pedrais em seu leito, durante sua estiagem.

Ocupando uma área de 3 168,392 km², São Geraldo do Araguaia se situa na região Norte do Brasil. A sede municipal apresenta as seguintes coordenadas geográficas: 06º 24' 03" latitude Sul e 48º 33' 18" longitude WGr (Oeste de Greenwich), a uma altitude de 145m acima do nível do mar.[28] Localizada no sudeste do Pará, limita-se com os municípios de: Brejo Grande do Araguaia, São Domingos do Araguaia e Marabá (ao norte); Eldorado do Carajás (ao oeste); Palestina do Pará e Ananás (TO) (ao leste); e Piçarra e Xambioá (TO) (ao sul)[29]. O município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de Marabá. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Redenção, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Sudeste Paraense.[30] Formando uma conurbação com a cidade de Xambioá (TO), que fica localizada na margem direita do rio Araguaia.[31]

A topografia do município apresenta altitudes variadas, ocasionados pelas irregularidades existentes em seu relevo, que conta com áreas de depressões, serras e planícies. Desse complexo, destaca-se a serra das Andorinhas, como a de maior porte. É na serra que se encontra a altitude máxima do município de São Geraldo, que formam picos isolados acima de 500 metros. E está situada em áreas de conservação, sob jurisdição estadual, denominadas de Parque Estadual Serra dos Martírios/Andorinhas (PESAM) e a Área de Proteção Ambiental de São Geraldo do Araguaia (APA Araguaia), última essa servindo como zona de amortecimento para o PESAM. Suas formas de relevo estão englobadas pela unidade morfoestrutural denominada de Cinturão Araguaia.[32][33]

No período de cheia dos rios, é possível tirar proveito das cachoeiras do interior da Serra, mas o pedral fica submerso, cedendo lugar a corredeiras, favorecendo por outro lado a prática da canoagem. As praias se reduzem, cobrindo em grande parte ilhas e leitos.

Próximo a esse município localiza-se a Serra das Andorinhas, com uma área de 60 mil hectares abrigando várias cavidades geológicas, como cavernas e grutas. Sendo habitada por povos antigos que deixaram seus rastros em pinturas rupestres e cerâmicas.

Cachoeira Spanner em temporada de cheia.
Cachoeira Vargem Grande

Área de Proteção Ambiental de São Geraldo do Araguaia (APA Araguaia)

A Área de Proteção Ambiental de São Geraldo do Araguaia ou APA Araguaia, criada pela Lei Estadual nº 5.983 de 25 de julho de 1996, é uma Unidade de Conservação (UC) no município. A sua principal função ecológica e estratégica é atuar como zona de amortecimento para o Parque Estadual da Serra dos Martírios/Andorinhas (PESAM). Permitindo certo grau de ocupação humana e uso sustentável dos recursos naturais, agindo como um "escudo" ou área de transição que protege o PESAM de impactos diretos de atividades antrópicas. Sendo um funcionamento em conjunto, onde a APA Araguaia amortece os impactos sobre o PESAM, crucial para a preservação ambiental, a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável da região.[34]

Pelo rio Araguaia, que faz divisa com o Estado do Tocantins, é possível realizar visitações e conhecer as comunidades locais. Pelo rio, se acessam alguns dos pontos, como a inscrição rupestre da Pedra Escrita e a Ilha dos Martírios (localizada no meio do rio Araguaia) com inscrições em pedra datadas com mais de 8.000 anos (aproximadamente). São registradas mais de 5 000 gravuras rupestres, centenas de pinturas em cavernas e espécies vegetais e animais.[35] Bem como várias praias que se formam no rio Araguaia, dependendo do período do ano, especialmente no verão, existem pontos do rio que propiciam a formação de praias, além dos pedrais, a exemplo do “Remanso dos Botos”.[36] Destaca-se a existência do Gavião-Real (Harpia harpyja) espécie ameaçada de extinção e considerada a maior ave de rapina do Brasil. Atualmente, esta espécie é tida como o principal bioindicador desta Unidade de Conservação.[37]

Comunidades Ilha de Campo e Remanso dos Botos, Sucupira e Santa Cruz dos Martírios

Às margens rio, localizadas dentro do mosaico da APA, encontram-se diversas comunidades ribeirinhas que preservam tradições, histórias e modos de vida típicos da região.

Uma dessas comunidades é a Ilha de Campo, situada a cerca de 24 km da sede do município. Com características de uma vila de pescadores, a Ilha de Campo é um destino turístico do município, durante o mês de julho, período de veraneio. As praias de água doce se tornam palco para atividades como acampamentos, banhos de rio e a prática da pesca esportiva. Já o Remanso dos Botos, nas proximidades da Ilha de Campo, é um lugar de acampamento pernoite. O seu maior atrativo, assim como a Ilha de Campo, é a praia do Remanso dos Botos, procurado por amantes de natureza e pescadores esportivos. Sua melhor época se encontra entre os meses de Julho a Setembro.[38]

Santa Cruz do Araguaia, Santa Cruz dos Martírios ou simplesmente Santa Cruz, localizada a 36 km do perímetro urbano de São Geraldo, é um povoado situado às margens do Rio Araguaia. Habitada por uma comunidade tradicional, com atividades voltadas para a pesca artesanal. A cerca de 20 minutos de barco (voadeira) rio abaixo, saindo de Santa Cruz, encontra-se a Cachoeira de Santa Izabel. Ali, toda a vazão do Araguaia passa por formações rochosas formando um rebojo, que apenas embarcações pequenas conseguem atravessar.[35]

A Vila de Sucupira, a cerca de 28 km da sede do município, é um povoado situado às margens do Rio Sucupira, um afluente da margem esquerda do Rio Araguaia, que corta o Parque Estadual Serra dos Martírios/Andorinhas. O povoado está próximo ao Vale do Sucupira, uma área natural, de cachoeiras e ecoturismo, sendo um dos pontos de visitação da região de São Geraldo do Araguaia.[17][39]

A APA também conta com diversas cachoeiras espalhadas pelo parque. Exemplos disso são:[40]

  • Três Quedas”, próxima à entrada do PESAM, na BR-153, a Cachoeira das 3 Quedas é um dos principais atrativos do parque. O nome se deve à sua formação, composta por três quedas sequenciais
  • Spanner”, com uma queda d’água imponente com cerca de 70 metros e piscinas naturais propícias para banho (com profundidade entre um a dois metros);
  • Riacho Fundo”;
  • Honorato”;
  • E a “Sem-Nome”.
Cachoeira do Sereno
Cachoeira do Caldeirão

Parque Estadual Serra dos Martírios/Andorinhas (PESAM)

O Parque Estadual Serra dos Martírios/Andorinhas (PESAM), também conhecido como Serra das Andorinhas ou Serra dos Martírios, é uma Unidade de Conservação Ambiental, localizada em São Geraldo do Araguaia, entre as coordenadas geográficas 06º03’00’’ a 06º23’00’’, de latitude Sul, e 48º22’30’’ a 48º36’30’’, de longitude Oeste, no sul do estado do Pará.[41][42] Este é considerado de alto valor histórico, cultural e ambiental, e serviu como base para a Guerrilha do Araguaia (1960-1970). A Serra possui como característica própria uma biodiversidade com altos relevos, trilhas, rochas de quartzos, dentre outras coisas; e é um dos principais pontos turísticos da região, contando com frequentes visitações de pessoas dos arredores e também de outras cidades e estados.[43]

O PESAM possui uma área com forma de um polígono irregular de 248,9738 Km² (24.897,38 ha) e perímetro de 176,7634 Km, criado pela Lei Estadual nº 5.982, em 25 de julho de 1996.[44][45] Encontra-se numa região montanhosa, Zona de Transição entre os biomas Floresta Amazônica e Cerrado, com grande diversidade de ecossistemas, belezas cênicas, cachoeiras, sítios arqueológicos, cavernas, grutas, registros rupestres, trilhas e mirantes para contemplação de parte do Parque e vista do rio Araguaia, com forte apelo para a implantação de atividades turísticas no rio Araguaia, que faz parte da sua Zona de Amortecimento (buffer zone).[42][46]

Além da característica do parque, em sua abundância a quedas d’água, com mais de 30 cachoeiras catalogadas; Mais duas novas cachoeiras foram descobertas no PESAM recentemente. Localizadas em uma área montanhosa de difícil acesso na Unidade de Conservação (UC). Elas foram identificadas por ex-titular da GRA, durante um monitoramento aéreo pela região no ano de 2019, como parte do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA), que financia ações e projetos no Parque.[47]

Possível encontrar diversas cavernas que abrigam dezenas de animais, incluindo uma espécie de morcego raro que só ocorre na Serra das Andorinhas.[48] Além de 100 sítios arqueológicos presentes em seu território. Com cerca de 5.500 pinturas e gravuras rupestres, a UC se torna um santuário da biodiversidade e um importante local para a preservação do patrimônio cultural do Brasil.[49][50]

O Parque também foi palco da Guerrilha do Araguaia, um dos períodos mais marcantes da história brasileira, a região foi palco de resistência e luta. Hoje, é considerado um patrimônio histórico do Brasil, sendo possível visitar as cavernas que abrigaram os guerrilheiros.[51][20]

Dentro do Parque, há a realização de manifestações religiosas que acontecem há vários anos, realizadas por moradores do entorno do parque, de exemplo o Festejo do Divino Espírito Santo, que acontece anualmente na formação rochosa chamada de Casa de Pedra, na qual os moradores de São Geraldo do Araguaia e do entorno do parque sobem a serra e ficam acampados durante 9 dias para entoar cantigas e bater tambores para as divindades.[52]

As visitas nos pontos turísticos no PESAM são realizadas durante o ano inteiro. No período de estiagem (de maio a novembro) as praias surgem no rio Araguaia e no período de chuvas (de dezembro a abril) há maior queda d’agua das cachoeiras. Para visitas e realizar pesquisas no Parque e na APA, ambas necessitam de autorização ao Ideflor-bio e acompanhamento de condutores de trilha autorizados.[51]

Demografia

A população do município é de 24 255 habitantes, de acordo com o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sendo o nonagésimo sétimo município mais populoso do Pará e o milésimo quarto centésimo décimo segundo do país, apresentando uma densidade demográfica de 7,66 habitantes por quilômetro quadrado[30] e taxa de urbanização de 53,11%.[29] A população diminuiu na última década, em comparação com a década anterior, houve uma queda populacional de -5,21%.[53] Em 2025, a estimativa era de 24 929 habitantes.[54]

Crescimento populacional
Censo Pop. Dens. (Km²)
2000 27 646 8,45
2002* 27 531 8,42
2004* 27 356 8,37
2006* 27 242 8,33
2007[b] 24 872 7,61
2008* 25 291 7,74
2010 25 587 8,08
2012* 25 277 7,98
2014* 24 828 7,59
2016* 24 394 7,70
2018* 24 991 7,89
2020* 24 705 7,80
2022 24 255 7,66
2025* 24 929 7,66
Fonte: IBGE[57]
(*) População Estimada

Da população total, 12 242 habitantes são do sexo masculino (50,47%) e 12 013 do sexo feminino (49,53%), com uma razão sexual de 101,91.[53][58] Quanto à faixa etária, 2 145 são crianças de 0 a 4 anos (8,84%), 2 126 de 5 a 9 anos (8,77%), 2 152 de 10 a 14 anos (8,87%), 6 037 jovens de 15 a 29 anos (24,89%), 6 812 adultos de 30 a 49 anos (28,08%), 3 774 de 50 a 69 anos (15,56%) e 1 209 idosos de 70 anos ou mais (4,98%).[59] Com um índice de envelhecimento de 29,25, abaixo da média do estado.[60] O índice de alfabetização é de 87,72%.[61]

Religião

Segundo o último Censo Demográfico feito pelo IBGE (2022), a população de São Geraldo do Araguaia é predominantemente católica, com 53,39% de adeptos, seguida por 39,94% de evangélicos ou protestantes; 0,04% umbandistas ou candomblecistas; 0,05% seguidores de tradições indígenas; 1,12% de outras religiões e 5,48% sem religião; 0% desconhecidos e não declarados.[62]

Festejo do Divino Espírito Santo em São Geraldo do Araguaia

É uma manifestação de fé católica popular, que acontece anualmente na Casa de Pedra;[63] com raízes na tradição portuguesa da Rainha Santa Isabel,[64] que celebra o Espírito Santo através de romarias, cânticos, procissões e rituais que envolvem a comunidade, focando na partilha, esperança, união e nos ciclos da natureza, como a busca por fartura e chuva.[65]

Sendo um evento que atrai romeiros de diversas idades, moradores de comunidades do entorno do Parque e municípios da região, e também do Estado do Tocantins, que também fica na região de abrangência das duas UCs estaduais, que caminham por cerca de 8km até o local da celebração, que dura 9 dias. Se unindo à preservação ambiental na Serra dos Martírios/Andorinhas; o local do festejo, desde 1986.[66][67]

A origem da Festividade tem várias versões. Uma delas é que a Casa de Pedra foi encontrada por exploradores conhecidos como galegos na década de 60. Um agricultor da região, Teodomiro Pereira, que participou da expedição junto com os galegos, fez, em 1974, um voto em nome de uma amiga chamada Conceição, que à época sofria de um mal com sintomas de depressão.[68] Já conforme relatos dos romeiros, a tradição iniciou quando um homem se perdeu na Serra das Andorinhas e fez uma promessa ao Divino de que, caso encontrasse o caminho de volta, enquanto tivesse saúde, ele subiria ao local todos os anos. Desde então, a devoção cresceu e atraiu outras inúmeras pessoas, compartilhando suas experiências de superação e cura através da .[69]

Infraestrutura

Acessos

O município é cortado pelas rodovias BR-153 e PA-477, que dá acesso tanto ao estado do Tocantins, quanto aos municípios limítrofes no estado do Pará.[70]

O acesso ao estado do Tocantins ainda é feito por balsas, visto que não há pontes para a travessia no rio Araguaia; a ordem de serviço para construção de uma ponte foi assinada pelo governo federal em setembro de 2017.[71]

Educação

A única universidade pública com polo no município é a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, que oferta a graduação intervalar de Sistemas de Informação.[72]

Ver Também

Notas e referências

Notas

  1. O GETAT (Grupo Executivo de Terras do Araguaia-Tocantins) foi um órgão brasileiro criado pelo Decreto-Lei nº 1.767/1980 para promover a regularização fundiária na região do Sudeste do Pará, no Norte de Goiás (atual estado do Tocantins) e Oeste do Maranhão, coordenando esforços para resolver conflitos de terras e atuando na importante bacia dos rios Tocantins e Araguaia, sendo extinto em 1987[25][26].
  2. Em 2007, o IBGE realizou o Censo Agropecuário em todos os municípios do Brasil e a Contagem da População nos municípios com mais de 170.000 habitantes.[55][56]

Referências

  1. Prefeitura de São Geraldo do Araguaia. «Localização». Consultado em 21 de março de 2025 
  2. Secretaria de Estado de Turismo do Pará - SETUR (2021). «Inventário da Oferta Turística do Pará - São Geraldo do Araguaia» (PDF). Consultado em 21 de março de 2025 
  3. Tribunal Superior Eleitoral (TSE). «Resultados das Eleições 2024». Consultado em 21 de março de 2025 
  4. IBGE (17 de dezembro de 2024). «São Geraldo do Araguaia - Panorama». Áreas Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 6 dez. 2025 
  5. Instituto Brasileiro de Geografa e Estatísticas (IBGE). «Panorama Municipal de São Geraldo do Araguaia». Consultado em 21 de março de 2025 
  6. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (28 de junho de 2022). «Cidades e Estados». Consultado em 21 de março de 2025 
  7. G1 Globo (28 de agosto de 2023). «População de São Geraldo do Araguaia é de 24.255 pessoas, aponta o IBGE». Consultado em 21 de março de 2025 
  8. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 21 de setembro de 2013 
  9. «PIB Municipal 2023». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 23 de dezembro de 2025 
  10. a b «História – Prefeitura Municipal de São Geraldo do Araguaia». Consultado em 6 de janeiro de 2026 
  11. «Praia da gaivota - São Geraldo do Araguaia». Agência Pará. 16 de julho de 2025. Consultado em 6 de janeiro de 2026 
  12. Bicudo, Francisco. «Guerrilha do Araguaia nas telas do cinema». Sindicato dos Professores de São Paulo (SINPRO-SP). Consultado em 22 de janeiro de 2026 
  13. Guedes, Regis (2012). «Estudo Geossociolinguístico da Variação Lexical na Zona Rural do Estado do Pará». Repositório UFPA. p. 187. Consultado em 8 de fevereiro de 2026 
  14. «História». Prefeitura Municipal de Conceição do Araguaia. Consultado em 8 de fevereiro de 2026 
  15. a b «São Geraldo do Araguaia: de palco de guerrilha à guerra contra o aquecimento». World Wildlife Fund. 24 de março de 2009. Consultado em 6 de dezembro de 2025 
  16. «PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO» (PDF). 2021. p. 6. Consultado em 11 de janeiro de 2026 
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  18. Almeida, Rogério (junho de 2006). «Territorialização do campesinato no sudeste do Pará». Universidade Federal do Pará (UFPA). p. 52. Consultado em 12 de janeiro de 2026 
  19. Cardoso, Áurea (Julho de 2018). «Um rio de memórias, experiências e vivências: Guerrilha do Araguaia» (PDF). UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE (UFF). Consultado em 12 de janeiro de 2026 
  20. a b «Táticas e estratégias de guerrilha». Memorias da Ditadura. Consultado em 12 de janeiro de 2026 
  21. Nascimento, Durbens (janeiro de 2000). «A GUERRILHA DO ARAGUAIA: PAULISTAS E MILITARES NA AMAZÔNIA». Universidade Federal do Pará (UFPA). Consultado em 8 de fevereiro de 2026 
  22. Bezerra, Juliana. «Primeiro registro sobre a Guerrilha do Araguaia na imprensa faz 40 anos». ihu.unisinos.br. Consultado em 12 de janeiro de 2026 
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  24. ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA – ASSESSORIA TÉCNICA. «Assembleia Legislativa – Assessoria Técnica» (PDF). Banco de Leis - alepa (Wayback Machine). pp. 1 2. Consultado em 10 de janeiro de 2026. Cópia arquivada (PDF) em 9 de setembro de 2024 
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Bibliografia

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Ligações externas

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