Soure (Pará)

 Nota: Pará outros significados veja, Soure (desambiguação)
Soure
Município do Brasil
Município de Soure
Do topo para baixo e da esquerda para direita: vista parcial de Soure; Ensaiada do Tombo do Jutaí; o Trapiche Augusto Montenegro; barcos pesqueiros; Farol; trecho da orla; e uma pesca artesanal.
Lema Que o raio de teu sol nos ilumine
Gentílico sourense
Localização
Localização de Soure no Pará
Localização de Soure no Pará
Localização de Soure no Pará
Soure está localizado em: Brasil
Soure
Localização de Soure no Brasil
Mapa de Soure
Coordenadas 🌍
País Brasil
Unidade federativa Pará
Municípios limítrofes Sul: Salvaterra;
Sudoeste: Cachoeira do Arari;
Oeste e Noroeste: Chaves.
Distância até a capital 80 km
História
Fundação 20 de janeiro de 1847 (179 anos)
Emancipação 20 de janeiro de 1859 (167 anos)
Administração
Distritos
Lista
  • Soure (sede) [1]
Prefeito(a) Paulo Victor Silva de Lima (MDB, 2025–2028)
Vereadores 11
Características geográficas
Área total [3] 2 857,349 km²
 • Área urbana (IBGE/2019) [4] 8,19 km²
População total (IBGE/2022) [5] 24 204 hab.
 • Posição BR: 1.417º

PA: 92º

 • Estimativa (IBGE/2025) 25 315 hab.
Densidade 8,5 hab./km²
Clima Tropical de monção (Am)[2]
Altitude 10 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 68870-000
Indicadores
IDH (PNUD/2010) [6] 0,615 médio
 • Posição PA: 36º
Gini (2010) 0.52
PIB (IBGE/2021) R$ 227 267 814,72
PIB per capita (IBGE/2021) R$ 9 389,68
Sítio https://soure.pa.gov.br/ (Prefeitura)
https://camarasoure.pa.gov.br/ (Câmara)

Soure 'soɾɨ é um município brasileiro localizado na zona fisiográfica da Ilha de Marajó, no estado do Pará, na Região norte do Brasil, a uma latitude 00º43'00" sul e a uma longitude 48º31'24" oeste, estando a uma altitude de 10 metros. Sua população estimada em 2025 era de 25 315 habitantes, segundo o IBGE. A localidade foi originalmente elevada à categoria de vila em 1757 por Francisco Xavier de Mendonça Furtado; extinta em 1833, foi restaurada em 20 de janeiro de 1847. Soure está localizada a 80 km da capital paraense Belém.

História

Fonte:[7]

Período pré-colonial e início da colonização

A região onde se localiza o atual município de Soure era originalmente habitada pelos índios maruanazes, que ocupavam áreas do leste da então chamada ilha Grande de Joanes. A partir do século XVII, missionários religiosos passaram a atuar na região com o objetivo de catequização indígena e pacificação dos conflitos entre nativos e colonizadores portugueses.

Em 1653, o padre Antônio Vieira chegou a Santa Maria de Belém do Grão-Pará, acompanhado de outros missionários jesuítas, com poderes régios para intervir nas guerras entre portugueses e indígenas, sobretudo na ilha Grande de Joanes. Após negociações com as populações locais, foi autorizado a fundar o povoado de Joanes, onde ocorreu a concentração de um grande número de indígenas para a formalização de acordos de paz.

Missões religiosas e organização econômica (séculos XVII e XVIII)

Durante a segunda metade do século XVII, diversas ordens religiosas — entre elas jesuítas, carmelitas, mercedários e capuchos de Santo Antônio — estabeleceram missões na ilha Grande de Joanes. Além da catequização, essas ordens tiveram papel relevante na introdução da pecuária e na organização da pesca, atividades que se tornaram fundamentais para o abastecimento de Belém.

A ilha foi doada pela Coroa portuguesa em 23 de dezembro de 1665, no reinado de D. João IV, permitindo a concessão de sesmarias a religiosos e particulares. A partir desse período, instalaram-se diversas feitorias de pesca ao longo do litoral oriental da ilha, especialmente nas áreas correspondentes ao atual território de Soure, como as regiões do Cambu, Cajuúna, Araruna e Maguari.

Produtos como a tainha, o pirarucu e a tartaruga passaram a ter grande importância econômica, sendo utilizados tanto para alimentação quanto como forma de pagamento em transações comerciais e administrativas.

Formação das aldeias e freguesias

No início do século XVIII, especialmente a partir de 1702, foram fundadas aldeias missionárias em áreas mais elevadas da ilha, visando à fixação indígena e à produção agrícola e pesqueira. Entre elas destacaram-se as aldeias de Menino Jesus, formada majoritariamente por indígenas maruanazes, e São Francisco Xavier.

Em 1737, durante o governo interino de Antônio Duarte de Barros, essas aldeias foram elevadas à categoria de freguesias. A freguesia de Menino Jesus ficou sob responsabilidade dos franciscanos de Santo Antônio, enquanto São Francisco Xavier passou à administração dos capuchos de São Boaventura. Outras aldeias da região também foram institucionalizadas nesse período.

Elevação a vila e reformas pombalinas (1750–1760)

A incorporação definitiva da ilha Grande de Joanes à Coroa portuguesa ocorreu em 29 de abril de 1754, por meio de Carta Régia, durante o governo de Francisco Xavier de Mendonça Furtado. No contexto das reformas administrativas do período pombalino, foi decretada, em 1755, a lei de liberdade dos índios e instituído o Diretório dos Índios, que promoveu a transformação de aldeias em freguesias e vilas.

Em 1757, a freguesia do Menino Deus foi elevada à vila de Soure, adquirindo autonomia administrativa. No mesmo ano, a ilha Grande de Joanes passou a ser denominada ilha do Marajó, termo de origem tupi (imbara-yó, "barreira do mar"). Também nesse contexto, localidades receberam denominações portuguesas, como Soure, Salvaterra, Monsarás e Condeixa, em referência a cidades de Portugal.

Séculos XVIII e XIX: pesca, pecuária e instabilidade administrativa

Ao longo do final do século XVIII, Soure consolidou-se como importante centro de produção pesqueira, responsável por parte significativa do abastecimento de Belém. Em 1786, foi instalado o Pesqueiro Real, ampliando a produção de tainha e outros peixes. No início do século XIX, esse estabelecimento passou a ser denominado Pesqueiro Nacional.

Apesar da importância econômica, o município enfrentou crises decorrentes de epidemias, conflitos e redução da mão de obra indígena. Em razão desse declínio, o Conselho da Província do Pará determinou, em 1833, a extinção da vila de Soure, com anexação de seu território ao município de Monsarás.

A Lei Provincial nº 138, de 9 de novembro de 1847, restaurou o predicamento de vila, mas a efetiva reinstalação do município ocorreu apenas em 20 de janeiro de 1859, após eleições e posse da nova Câmara Municipal.

Período republicano

Com a Proclamação da República, em 1890, a Câmara Municipal de Soure foi dissolvida, sendo criado um Conselho de Intendência Municipal. Ainda nesse ano, pelo Decreto nº 194, de 19 de setembro de 1890, Soure foi elevada à categoria de cidade.

Em 1894, com a extinção do município de Monsarás, Soure teve seu território ampliado. Ao longo do século XX, ocorreram novos ajustes territoriais, destacando-se a criação do município de Salvaterra, em 1961, a partir de desmembramento do território sourense.

Na divisão territorial estabelecida pelo Decreto-Lei estadual nº 4.505, de 30 de dezembro de 1943, para vigorar entre 1944 e 1948, o município de Soure passou a ser composto pelos distritos de Soure, Condeixa, Joanes e Salvaterra.

Geografia

Hidrografia

Por do sol no Rio Paracauari a partir da Orla.

A hidrografia do município de Soure é marcada pela influência do sistema costeiro-marinho do arquipélago do Marajó, com predominância de ambientes estuarinos, canais de maré, rios de pequeno e médio porte, lagoas e extensas áreas alagáveis. O principal curso d’água é o Rio Paracauari, que banha a área urbana do município e exerce papel central na dinâmica econômica e ambiental local.[8]

O Rio Paracauari atravessa Soure e estabelece, em parte de seu curso, o limite natural com o município de Salvaterra. É um rio navegável, utilizado historicamente para o transporte fluvial, a pesca artesanal e o escoamento de produtos locais, além de abrigar o porto da cidade. Suas águas deságuam no Rio Pará, também referido como baía do Marajó, integrando-se ao complexo estuarino influenciado pelo Golfão Amazônico.

Além do Paracauari, o território municipal é drenado por rios menores, igarapés e canais naturais, que se conectam a lagoas interiores e áreas de campos inundáveis. Esses corpos hídricos apresentam forte influência das marés, especialmente na planície costeira, onde ocorrem manguezais, restingas e praias oceânicas. Durante os períodos de cheia, algumas dessas áreas tornam-se acessíveis por pequenas embarcações.

Do ponto de vista geológico e hidrológico, Soure está inserido em uma região formada predominantemente por sedimentos quaternários, com aluviões recentes, planícies flúvio-marinhas e canais de maré, refletindo a dinâmica deposicional e erosiva característica da costa amazônica. Esses processos condicionam a morfologia dos rios e a sazonalidade das inundações.

A hidrografia também está relacionada a desafios ambientais e urbanos, como a gestão dos recursos hídricos e o saneamento básico. Em áreas urbanizadas, registram-se perdas na rede de abastecimento de água e lançamento de efluentes em cursos d’água, incluindo o Rio Paracauari.

Parte significativa dos ambientes aquáticos e costeiros do município integra a Reserva Extrativista Marinha de Soure, unidade de conservação federal que protege manguezais, estuários e áreas de uso tradicional. A hidrografia local contribui ainda para o turismo, com atividades como passeios fluviais pelo Paracauari e o acesso a praias do litoral marajoara, como Pesqueiro e Araruna, associadas à diversidade dos ecossistemas costeiros.

Relevo

O relevo do município de Soure, localizado na Ilha do Marajó, é predominantemente plano e de baixa altitude, característico das áreas de transição entre a planície amazônica e o ambiente costeiro-marinho. As altitudes são geralmente inferiores a 5 metros acima do nível do mar, o que confere à paisagem extensas áreas sujeitas a alagamentos periódicos, fortemente influenciadas pelas marés e pela dinâmica fluvial.[8]

Grande parte do território municipal é ocupada pela planície costeira holocênica, formada por sedimentos recentes de origem flúvio-marinha, compostos principalmente por lama e areia. Essa unidade geomorfológica abriga manguezais, campos inundáveis, canais de maré e praias oceânicas, sendo moldada pela ação conjunta das correntes, das ondas e das variações do nível das águas.

Em áreas mais elevadas, ocorrem baixos platôs e superfícies suavemente onduladas, associados ao chamado planalto costeiro de idade terciária. Essas formações são constituídas por sedimentos areno-argilosos mais antigos e apresentam altitudes ligeiramente superiores às da planície costeira, geralmente acima de 5 metros. Nesses setores, são encontrados remanescentes de vegetação secundária e áreas de cerrado marajoara.

O município de Soure situa-se em uma zona de transição geomorfológica, marcando a interrupção da extensa planície amazônica e o início das feições costeiras do Marajó. Esse contexto está relacionado ao Arco do Gurupá, estrutura geológica que influencia a diferenciação entre os ambientes fluviais do Amazonas e os sistemas costeiros da ilha.

A rede hidrográfica, composta por rios como o Paracauari, além de lagos, furos e igarapés, exerce papel fundamental na modelagem do relevo local. Durante o período chuvoso, grandes áreas do município são inundadas, reforçando o caráter dinâmico da paisagem e a predominância de ambientes de baixa energia e deposição sedimentar.

Clima

Soure possui um clima tropical de monção (Am, de acordo com a classificação climática de Köppen-Geiger). O clima predominante em Soure é o quente e úmido, por estar próximo ao Oceano Atlântico e ao nível do mar. Tem estabilidade no tempo, embora de janeiro a maio tenha um período de chuvas abundantes. Esse período ocorre devido às massas de ar equatoriais atlântica e continental, ambas quentes, ao receberem a dominância da massa polar atlântica, que é fria.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde 1961 a menor temperatura registrada em Soure foi de 17,8 °C em 30 de abril de 2016,[9] e a maior atingiu 35 °C em 15 de dezembro de 1976.[10] O maior acumulado de precipitação foi de 256,6 milímetros (mm) em 16 de março de 2009. Outros acumulados iguais ou superiores aos 200 mm foram: 235,3 mm em 2 de fevereiro de 1966, 212,3 mm em 1 de abril de 1995, 207,1 mm em 23 de março de 1990, 206 mm em 5 de março de 1975 e 201 mm em 10 de abril de 1995.[11] O mês de maior precipitação foi abril de 1995, com 1 185,5 mm.[12]

Dados climatológicos para Soure
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 33,4 33,1 34,3 33,4 34,1 34,6 33,9 33,5 34,2 33,6 33,8 35 35
Temperatura máxima média (°C) 30,3 29,9 29,9 30,3 31 31,4 31,3 31,3 31,6 31,9 32 31,5 31
Temperatura média compensada (°C) 27 26,6 26,5 26,8 27,3 27,5 27,5 27,9 28,3 28,5 28,6 28,1 27,6
Temperatura mínima média (°C) 24,3 23,9 23,9 24 24,4 24,5 24,5 25 25,6 25,8 25,9 25,5 24,8
Temperatura mínima recorde (°C) 19,8 19,2 19,2 17,8 20,4 19,7 19,9 18,9 21,4 21,4 20,4 20 17,8
Precipitação (mm) 456,8 537,6 647,2 516,5 319,3 185,8 138,6 79,3 15,9 14,6 28,5 150,5 3 135,6
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 19 22 25 24 20 16 14 8 2 2 2 7 161
Umidade relativa compensada (%) 83,9 86,8 87,4 87,5 84,9 81,8 80,4 78 74,9 73,9 74,5 77,9 81
Insolação (h) 143,3 98,2 93,3 107,4 163,2 222,4 255,2 277 269 273,7 252,5 219 2 374,2
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (normal climatológica de 1981-2010;[13]
recordes de temperatura: 1961-presente)[9][10]

Vegetação

A vegetação do município de Soure é caracterizada por um mosaico de ecossistemas típicos da região costeiro-marinha do arquipélago do Marajó, resultante da interação entre ambientes fluviais, estuarinos e costeiros. Predominam formações adaptadas à dinâmica das marés, aos solos hidromórficos e aos regimes periódicos de inundação.[14]

Os manguezais constituem a formação vegetal mais expressiva do município, ocupando extensas áreas da planície costeira e dos estuários. Esses mangues apresentam árvores de médio e grande porte e desempenham papel fundamental na proteção da linha de costa, na manutenção da biodiversidade e no sustento das populações tradicionais, especialmente por meio da pesca e da coleta do caranguejo-uçá. Essa faixa integra um dos maiores contínuos de manguezais do mundo.

Ao longo dos rios, igarapés e áreas sazonalmente alagadas, ocorrem florestas de várzea e de igapó, compostas por espécies adaptadas à inundação periódica. Essas formações apresentam vegetação densa, com cipós, árvores de porte variado e espécies associadas, criando corredores florestais contínuos ao longo dos cursos d’água.

Também estão presentes formações pioneiras, típicas de áreas costeiras sujeitas à influência flúvio-marinha, desenvolvidas sobre sedimentos recentes. Nessas áreas, a vegetação se estabelece de forma gradual, acompanhando a deposição de lama e areia. Associadas aos manguezais, são comuns espécies como aningas, samambaias e outras plantas adaptadas a solos encharcados.

Na faixa litorânea, especialmente nas praias oceânicas, ocorrem dunas costeiras e áreas arenosas com vegetação adaptada à salinidade, aos ventos e à mobilidade do solo. Nesses ambientes, destacam-se coqueirais e espécies herbáceas e arbustivas típicas da restinga, compondo a paisagem das praias do município.

Grande parte desses ecossistemas está protegida pela Reserva Extrativista Marinha de Soure, unidade de conservação federal criada com o objetivo de assegurar a preservação da biodiversidade e o uso sustentável dos recursos naturais pelas comunidades tradicionais. A diversidade da vegetação local é considerada um elemento central da paisagem marajoara e contribui para atividades como o extrativismo, a pesca e o turismo de natureza.

Problemas ambientais

O município de Soure enfrenta diversos problemas ambientais associados ao crescimento urbano, às atividades econômicas e às limitações na infraestrutura de saneamento básico. Essas questões afetam diretamente os ecossistemas costeiros e fluviais do município, bem como a qualidade de vida da população.[15]

Um dos principais desafios é a poluição hídrica, decorrente da ausência ou insuficiência de sistemas de coleta e tratamento de esgoto. O lançamento de efluentes domésticos em rios e canais, especialmente no Rio Paracauari e em seus afluentes, contribui para a degradação da qualidade da água, com impactos sobre a pesca artesanal, a biodiversidade aquática e a saúde das comunidades ribeirinhas.

O desmatamento e a degradação de áreas naturais, incluindo manguezais, também constituem um problema relevante. A supressão da vegetação, associada principalmente à expansão da pecuária, ocupações irregulares e outras atividades humanas, favorece processos de erosão do solo e assoreamento de cursos d’água, comprometendo habitats naturais e a estabilidade dos ecossistemas costeiros.

A Reserva Extrativista Marinha de Soure, criada para a proteção dos manguezais e o uso sustentável dos recursos naturais pelas populações tradicionais, enfrenta desafios relacionados à gestão e à fiscalização. Entre os problemas registrados estão invasões por pescadores externos, práticas predatórias — como o uso de laços na captura do caranguejo-uçá — e conflitos durante o período da “andada”, fase reprodutiva da espécie, considerada fundamental para sua conservação.

O manejo inadequado de resíduos sólidos é outro fator de impacto ambiental. O acúmulo de lixo em áreas urbanas, vias públicas e comunidades periféricas, aliado a deficiências na coleta e destinação final, contribui para a poluição visual, a contaminação do solo e dos corpos hídricos, além de favorecer a proliferação de vetores de doenças.

Problemas relacionados ao saneamento básico e à drenagem urbana também são recorrentes. A deficiência no manejo das águas pluviais resulta em alagamentos durante períodos chuvosos, afetando residências e vias públicas, além de intensificar processos erosivos em áreas vulneráveis.

Apesar desses desafios, estudos e iniciativas locais indicam que as comunidades de Soure apresentam elevado nível de percepção ambiental, com participação ativa em ações de conservação. Programas de monitoramento ambiental, como os desenvolvidos pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em parceria com organizações locais, buscam acompanhar a situação dos manguezais e das populações de caranguejo-uçá, fornecendo subsídios para estratégias de gestão e preservação dos recursos naturais.[16]

Demografia

Crescimento populacional
Censo Pop.
18722 867
19007 424
192016 493122,2%
194015 128−8,3%
195017 41915,1%
196020 70018,8%
197013 787−33,4%
198016 05516,5%
199117 4818,9%
200019 95814,2%
201023 00115,2%
202224 2045,2%
Est. 202525 315[17]4,6%
Fontes:[18][19][20]

Segundo o Censo Demográfico de 2022, o município de Soure possui uma população de 24 204 habitantes, ocupando a 1417.ª posição entre os municípios mais populosos do Brasil, a 92.ª posição no estado do Pará e a 3.ª colocação na Região Geográfica Imediata de Soure–Salvaterra. A densidade demográfica registrada é de 8,47 habitantes por quilômetro quadrado, sendo o 4537.º município mais denso do país, o 81.º no estado e o 3.º na região imediata.

A estimativa populacional divulgada pelo IBGE para 2025 projeta que Soure alcançou 25 315 habitantes.

Desenvolvimento Humano

O município possuí um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal que vem crescendo, em 2010 seu IDHM era de 0,615 considerado médio, o maior do Marajó e o 36.º maior do Pará. O Índice de Gini de Soure era de 0,52 em 2010.

Distribuição por sexo

Pirâmide etária 2022
%  Homens   Idade   Mulheres  %
0,01
 
100+
 
0,03
0,02
 
95-99
 
0,03
0,07
 
90-94
 
0,17
0,24
 
85-89
 
0,32
0,39
 
80-84
 
0,51
0,71
 
75-79
 
0,79
0,91
 
70-74
 
1,02
1,52
 
65-69
 
1,70
1,87
 
60-64
 
2,04
2,21
 
55-59
 
2,40
2,59
 
50-54
 
2,86
2,83
 
45-49
 
3,08
3,45
 
40-44
 
3,60
3,91
 
35-39
 
3,89
3,48
 
30-34
 
3,80
4,19
 
25-29
 
4,33
4,09
 
20-24
 
4,10
4,56
 
15-19
 
4,26
4,42
 
10-14
 
4,15
4,12
 
5-9
 
4,07
3,73
 
0-4
 
3,54

De acordo com os dados de 2022, Soure apresenta pequena predominância feminina. São 11 940 habitantes do sexo masculino (49,34%) e 12 264 do sexo feminino (50,66%).

Religiões

Segundo IBGE em 2010 em Soure tinha 458 pessoas sem religião, sendo que nove eram Ateus. 552 seguidores da Igreja Católica Apostólica Brasileira, uma igreja que se separou da Igreja Católica, 17 733 da Igreja Católica Apostólica Romana, 75 espíritas, 3922 evangélicos, sendo que 971 eram evangélicos não determinados, 118 evangélicos missionários, dos missionários eram 107 adventistas e doze batistas, a maioria dos evangélicos eram pentecostais sendo 1527 da Assembleia de Deus, sessenta da Casa de Benção, 53 da Congregação Cristã do Brasil, 638 Quadrangular, 242 da Igreja Universal e Outros 313. 94 pessoas não tinha um religião determinada, 112 Testemunhas de Jeová, oito de tradições esotéricas, nove das tradições indígenas, 21 umbandista e 17 de outras religiões cristãs.

Administração

O Município de Soure possui uma estrutura político-administrativa composta pelo Poder Executivo, chefiado por um Prefeito eleito por sufrágio universal, o qual é auxiliado diretamente por secretários municipais nomeados por ele, e pelo Poder Legislativo, institucionalizado pela Câmara Municipal de Soure, órgão colegiado de representação dos munícipes que é composto por Vereadores também eleitos por sufrágio universal.[21]

Estrutura organizacional de Soure:[22]

  • Prefeito
    • Vice-prefeito
      • Controladoria
        • Núcleo de Atendimento ao Cidadão
          • Secretaria Particular
            • Assessoria Jurídica
            • Assessoria Técnica
      • Secretarias municipais
        • Secretaria Municipal de Administração
        • Secretaria Municipal de Trabalho, Promoção e Assistência Social
        • Secretaria Municipal de Finanças
        • Secretaria Municipal de Educação
        • Secretaria Municipal de Saúde e Saneamento
        • Secretaria Municipal de Turismo
        • Secretaria Municipal de Esporte, Cultura e Lazer
        • Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Produção
        • Secretaria Municipal de Transportes, Obras e Serviços Públicos
        • Secretaria Municipal de Meio Ambiente
        • Secretaria Municipal de Habitação
        • Secretaria Municipal de Pesca e Agricultura

Estrutura urbana

Planejamento urbano

Planta da cidade de Soure

A área urbana de Soure foi instituída em 19 de setembro de 1890, por meio do Decreto nº 194, durante o governo do pecuarista marajoara Justo Pereira Leite Chermont. O plano urbanístico foi elaborado pelo engenheiro geográfico e cívil Aarão Leal de Carvalho Reis, que também foi responsável posteriormente pelo projeto da nova capital do estado de Minas Gerais, Belo Horizonte.[23]

O desenvolvimento urbano da sede municipal contou ainda com a atuação do intendente Raimundo Bezerra da Rocha Moraes, que promoveu o plantio de mangueiras ao longo de diversas vias públicas. A porcentagem de vias arborizadas é de 57,8% (2022), colocando Soure na 3741.º nacional, 66.º estadual e 3.º na região geográfica imediata.

O traçado urbano de Soure apresenta inspiração no modelo adotado em Nova Iorque (Estados Unidos), especialmente no uso de vias numeradas. A cidade é considerada a única do Arquipélago do Marajó a ter sido planejada. As vias horizontais recebem o nome de travessas e são numeradas com números cardinais (1, 2, 3, etc), enquanto as vias verticais são chamadas de ruas e numeradas com números ordinais (1.ª, 2.ª, 3.ª, etc). Muitas das ruas são divididas em duas pistas por um canteiro central, e os quarteirões possuem formato predominante quadrado.[24]

Em 2010, apenas 0,3% das vias públicas de Soure eram consideradas urbanizadas, de acordo com os critérios utilizados pelo levantamento oficial daquele ano. Com esse índice, o município ocupou a 4686.ª posição no país, a 103.ª posição no estado do Pará e a 3.ª posição dentro de sua região geográfica imediata.

Transporte

Frota de veículos de Soure
Veículos Número Porcentagem
Motocicleta 2547 58,41%
Motoneta 863 19,79%
Automóvel 578 13,25%
Caminhonete 143 3,27%
Caminhão 67 1,53%
Camioneta 55 1,26%
Ônibus 22 0,51%
Utilitário 20 0,46%
Reboque 13 0,30%
Semi-reboque 13 0,30%
Triciclo 12 0,28%
Caminhão trator 11 0,26%
Ciclomotor 9 0,21%
Micro-ônibus 5 0,12%
Sidecar 2 0,05%
Total 4360 100%

Soure é o município do Marajó que mais recebeu asfalto desde 2019, 16 km de pavimentação.[25]

Saneamento básico

Segundo dados de 2022, apenas 1,14% dos domicílios de Soure possuem esgotamento sanitário adequado, seja por rede geral, rede pluvial ou fossa ligada à rede. Esse índice coloca o município na 4798.ª posição no país, na 103.ª posição no estado do Pará e na 5.ª posição dentro de sua região geográfica imediata.

Economia

Em 2024, Soure registrou R$ 119 473 371,55 em receitas brutas realizadas, ocupando a 1919.ª posição nacional, a 97.ª no estado do Pará e a 3.ª na região geográfica imediata. A série histórica mostra crescimento contínuo ao longo da década, passando de R$ 34,69 milhões em 2013 para R$ 119,47 milhões em 2024. Os valores anuais foram:[26]

Ano Receitas brutas realizadas (R$)
2013 34 690 218,59
2014 37 231 429,07
2015 40 075 819,25
2016 43 434 744,48
2017 45 917 502,59
2018 55 174 501,06
2019 56 219 443,65
2020 62 012 412,59
2021 73 703 565,59
2022 103 142 075,82
2023 100 564 707,04
2024 119 473 371,55

As despesas brutas empenhadas totalizaram R$ 118 549 388,01 em 2024, posicionando o município na 1.801.ª posição nacional, 97.ª no estado e 3.ª na região geográfica imediata. A evolução histórica das despesas apresenta trajetória semelhante à das receitas, oscilando entre R$ 34,12 milhões em 2013 e R$ 118,55 milhões em 2024. Os valores registrados foram:[26]

Ano Despesas brutas empenhadas (R$)
2013 34 124 388,97
2014 35 428 767,21
2015 39 430 336,87
2016 41 788 617,05
2017 44 630 288,62
2018 51 033 066,10
2019 54 091 985,10
2020 62 235 943,83
2021 72 718 500,09
2022 98 001 588,52
2023 99 151 250,71
2024 118 549 388,01

O Produto interno bruto per capita foi de R$ 9389,68 em 2021, colocando Soure na 5100.ª posição nacional, 118.ª no Pará e 2.ª na região geográfica imediata. A série histórica registra aumento contínuo ao longo dos anos:[26]

PIB per capita de Soure
Ano PIB per capita (R$)
2010 3776,80
2011 4207,75
2012 5876,06
2013 5676,46
2014 6091,20
2015 6810,93
2016 7345,07
2017 7090,85
2018 7467,26
2019 7771,02
2020 8512,88
2021 9389,68

O salário médio mensal dos trabalhadores formais foi de 1,7 salário mínimo em 2023, colocando o município na 3909.ª posição nacional, 104.ª no estado e 3.ª na região geográfica imediata. Nesse mesmo ano, Soure registrou 2384 postos formais de trabalho, ocupando a 2243.ª posição nacional, 92.ª no estado e 1.ª na região imediata.[26]

De acordo com o Censo de 2010, 50,2% da população vivia com rendimento nominal mensal per capita de até meio salário mínimo. Esse indicador colocava o município na 1358.ª posição nacional, na 73.ª posição estadual e na 6.ª na região geográfica imediata. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) em 2010 era de 0,615, considerado de nível médio.[26]

Em 2024, as transferências correntes representaram 90,36% das receitas correntes brutas realizadas, posição que situou Soure no 2018.º lugar nacional, 72.º no Pará e 3.º na região imediata. Esse indicador evidencia a forte dependência das transferências governamentais na composição das receitas do município.[26]

Turismo

O turismo em Soure é baseado na combinação de praias, paisagens naturais, cultura marajoara e atividades ligadas à criação de búfalos, elementos característicos da Ilha do Marajó. O município possui infraestrutura turística consolidada, com pousadas, restaurantes e serviços voltados ao visitante, e é um dos principais destinos do arquipélago.

Praias

Praia do Pesqueiro

Soure conta com diversas praias de água salgada e áreas de campo natural. Entre as mais conhecidas estão a Praia do Pesqueiro, caracterizada por dunas e vegetação litorânea; a Praia da Barra Velha, que apresenta grandes variações de maré; e a Praia do Araruna, marcada por trechos de manguezal e ambiente mais rústico.

Atividades com búfalos

A criação de búfalos é uma das marcas culturais da região. Algumas propriedades rurais oferecem atividades de visitação, incluindo observação do manejo, trilhas e passeios, como ocorre em fazendas tradicionais do município.

Cultura marajoara

Arte Mangue Marajó

A cerâmica marajoara é um dos principais elementos culturais da cidade, com ateliês e espaços de produção artesanal que utilizam técnicas tradicionais. O Mercado Municipal e outros pontos de comércio apresentam artesanato local, incluindo peças em cerâmica, fibras vegetais e arte produzida por comunidades da região.

Natureza

Enseada do Tombo do Jutaí

O município é cortado por rios, igarapés e áreas de manguezal, com destaque para o Rio Paracauari e a Enseada do Tombo do Jutaí. Os campos naturais do Marajó formam paisagens típicas da região, onde predominam fauna e flora adaptadas ao regime de cheias.

Atrativos urbanos

Imagem aérea do Farol de Soure

Entre os pontos de interesse no centro urbano estão a orla da cidade, a Praça da Independência, a Capela de São Sebastião e o obelisco inaugurado em homenagem ao centenário da Independência. O Farol de Soure também é um marco local.

Passeios e atividades

Entre as atividades frequentemente realizadas por visitantes estão passeios de barco pelo Rio Paracauari, incluindo áreas como o Furo do Miguelão e o Mata-Fome, além de caminhadas pela orla e pelo centro da cidade. O deslocamento interno é facilitado por serviços de mototáxi e aluguel de bicicletas.

Acesso

O acesso principal ocorre a partir de Belém, capital do Pará, por meio de transporte hidroviário. O percurso entre as duas cidades tem aproximadamente 139 km.

Educação

Em 2022, a taxa de escolarização de crianças e adolescentes de 6 a 14 anos em Soure alcançou 98,53%, valor superior ao registrado em 2010 (97,60%). No cenário comparativo, o município ocupa a 3897.ª posição nacional, a 48.ª posição no Pará e a 1.ª posição dentro da região geográfica imediata.[26]

No Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), a rede pública municipal obteve, em 2023, nota 4,4 nos anos iniciais do ensino fundamental, situando-se na 5022.ª colocação nacional, na 88.ª no estado e na 5.ª posição na região geográfica imediata. Nos anos finais do ensino fundamental, o município registrou IDEB de 4,0, ocupando a 4448.ª posição nacional, a 70.ª estadual e também a 5.ª posição regional.[26]

Quanto à rede escolar, em 2024 Soure contabilizava 3992 matrículas no ensino fundamental e 973 matrículas no ensino médio. Nesse mesmo ano, o município possuía 165 docentes atuando no ensino fundamental e 53 no ensino médio. A estrutura educacional incluía 18 estabelecimentos de ensino fundamental e três unidades de ensino médio.[26]

Saúde

Em 2023, o município registrou uma taxa de 19,72 óbitos infantis por mil nascidos vivos, ocupando a 1223.ª posição nacional, a 31.ª posição no estado do Pará e a 3.ª posição na região geográfica imediata. A série histórica da mortalidade infantil apresenta variações ao longo dos anos, com oscilações entre 7,59 e 38,07 óbitos por mil nascidos vivos entre 2006 e 2023. Os valores anuais foram:[26]

Mortalidade infantil em Soure (óbitos por mil nascidos vivos)
Ano Taxa
2006 38,07
2007 17,90
2008 15,45
2009 14,63
2010 18,22
2011 13,36
2012 19,57
2013 27,99
2014 21,03
2015 27,78
2016 13,09
2017 34,03
2018 7,59
2019 7,77
2020 9,93
2021 19,46
2022 12,79
2023 19,72

Em 2024, o município registrou 71,4 internações por diarreia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por 100 mil habitantes, posicionando-se na 1034.ª colocação nacional, na 76.ª colocação estadual e na 4.ª colocação dentro da região geográfica imediata.[26]

Em relação à oferta de serviços, Soure possuía oito estabelecimentos de saúde vinculados ao SUS em 2009, incluindo unidades básicas e serviços ambulatoriais.[26]

Segurança pública

A segurança pública em Soure é organizada por meio da integração entre órgãos estaduais e municipais, com atuação voltada à prevenção, ao policiamento ostensivo e às ações de repressão qualificada. O município enfrenta desafios específicos, como casos de violência doméstica e a presença de grupos criminosos, temas que são alvo de iniciativas e operações conduzidas pelo governo estadual.

Órgãos e estruturas

Soure integra a 5ª Região Integrada de Segurança Pública (RISP), coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup). O município conta com atuação conjunta da Polícia Militar e da Polícia Civil, responsáveis pelo policiamento, investigações e operações rotineiras. A cooperação entre forças estaduais e órgãos municipais, como a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, ocorre especialmente em períodos de maior fluxo de visitantes.

Programas e ações

O município recebe projetos estaduais voltados ao fortalecimento da segurança e da prevenção, como iniciativas dos programas Segurança por Todo o Pará e Prevenção e Cidadania por Todo o Pará. A Segup também promove capacitações direcionadas a servidores estaduais e municipais, com foco no atendimento humanizado a vítimas de violência e no apoio a grupos vulneráveis, incluindo ações do programa Pró-Mulher.

Operações policiais

A Polícia Civil realiza operações periódicas com foco no combate a organizações criminosas e na repressão ao tráfico de drogas, resultando em prisões e apreensão de materiais.ilícitos. Essas operações fazem parte das ações de segurança previstas para a região do Marajó.

Desafios

Diagnósticos de instituições públicas apontam que o município enfrenta dificuldades relacionadas à violência doméstica, incluindo índices de subnotificação e limitações estruturais na rede de proteção. A atuação de grupos criminosos também é identificada como um dos principais problemas enfrentados pela segurança pública local.

Informações atualizadas sobre ações, investimentos e estatísticas de segurança podem ser consultadas nos portais oficiais do Governo do Pará e da Prefeitura Municipal de Soure.

Problemas atuais

Soure enfrenta desafios relacionados à infraestrutura urbana, saneamento básico, segurança pública e questões socioambientais, muitos deles influenciados pelo isolamento geográfico do Arquipélago do Marajó.[27]

Infraestrutura urbana

O município apresenta dificuldades estruturais, como vias sem pavimentação ou com desgaste, o que impacta a mobilidade urbana. Em algumas áreas, a iluminação pública é insuficiente, contribuindo para a sensação de insegurança entre os moradores.

Saneamento básico

O saneamento ainda é limitado em diversas partes da cidade. Problemas como cobertura parcial do abastecimento de água potável, ausência de rede de esgotamento sanitário e manejo inadequado de resíduos sólidos são recorrentes. O crescimento urbano desordenado, especialmente em assentamentos com pouca infraestrutura, agrava esse cenário. O município desenvolve ações e políticas, incluindo o Plano Municipal de Saneamento Básico, para enfrentar essas dificuldades.

Segurança pública

Órgãos de segurança estadual realizam operações periódicas voltadas ao enfrentamento da criminalidade e do tráfego de drogas, o que indica que a segurança pública é uma preocupação presente no município.

Vulnerabilidades sociais e ambientais

O isolamento do Marajó contribui para a ampliação de vulnerabilidades sociais, incluindo dificuldades no enfrentamento de violências domésticas. Questões ambientais, como erosão e inundações, também afetam a região. Instituições como a Defensoria Pública têm recomendado medidas preventivas e corretivas para reduzir impactos nesses locais.

Transporte

O transporte fluvial é essencial para a ligação entre Soure e outros municípios, especialmente Belém. Problemas operacionais em embarcações já foram registrados, apontando desafios na regularidade e confiabilidade desse serviço, fundamental para a mobilidade da população.

Ver também

Referências

  1. https://soure.pa.gov.br/o-municipio/historia/
  2. https://cidades.ibge.gov.br/brasil/pa/soure/panorama
  3. https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/pa/soure.html
  4. https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/pa/soure.html
  5. https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/pa/soure.html
  6. https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/pa/soure.html
  7. «memorial descritivo município: soure-pa localidade: bairro novo 2022» (PDF). Prefeitura Municipal de Soure - PA: 3 – 10. 2022. Consultado em 20 de janeiro de 2026 
  8. a b França, Carmena. «ZONA COSTEIRA DOS MUNICÍPIOS DE SOURE E SALVATERRA – ESTADO DO PARÁ». Revista Brasileira de Geomorfologia. Consultado em 16 de dezembro de 2025 
  9. a b «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura mínima (°C) - Soure». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 13 de maio de 2014 
  10. a b «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura máxima (°C) - Soure». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 13 de maio de 2014 
  11. «BDMEP - série histórica - dados diários - precipitação (mm) - Soure». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 13 de maio de 2014 
  12. «BDMEP - série histórica - dados mensais - precipitação total (mm) - Soure». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 13 de maio de 2014 
  13. «NORMAIS CLIMATOLÓGICAS DO BRASIL». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 29 de maio de 2018 
  14. «Resex Marinha de Soure é a primeira área protegida do Brasil a ser reconhecida na Lista Verde da IUCN». www.gov.br. 1 de novembro de 2024. Consultado em 16 de dezembro de 2025 
  15. «Subsídios à gestão da Reserva Extrativista Marinha de Soure-Marajó-Pará: uma análise dos problemas e conflitos socioambientais». Repositório Institucional da UFPA. Consultado em 16 de dezembro de 2025 
  16. «um estudo na Reserva Extrativista Marinha de Soure, Pará, Brasil». SciELO Brasil. Consultado em 16 de dezembro de 2025 
  17. «Soure (PA)». www.ibge.gov.br  Texto " Cidades e Estados" ignorado (ajuda)
  18. ««Evolução da população segundo os municípios (1872-2010)» (PDF). geoftp.ibge.gov.br  Texto " IBGE»" ignorado (ajuda)
  19. «IBGE Cidades». cidades.ibge.gov.br 
  20. «Soure (PA)». www.ibge.gov.br  Texto " Cidades e Estados" ignorado (ajuda)
  21. MEIRELLES, Hely Lopes. Direito municipal brasileiro. 18. ed. São Paulo: Malheiros, 2017.
  22. «Organograma». Prefeitura Municipal de Soure - PA | Gestão 2025-2028. Consultado em 30 de janeiro de 2026 
  23. «Sobre o Município - Prefeitura Municipal de Soure - PA | Gestão 2025-2028». Prefeitura Municipal de Soure - PA. Consultado em 26 de novembro de 2025 
  24. «produção e apropriação do espaço rural-urbano de soure-pa - SBPC». Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Consultado em 26 de novembro de 2025 
  25. Redação, Da (9 de setembro de 2024). «Soure é a cidade do Marajó que mais recebeu asfalto no governo de Helder desde 2019». NOTÍCIA MARAJÓ. Consultado em 30 de janeiro de 2026 
  26. a b c d e f g h i j k l «Soure». IBGE cidades. Consultado em 5 de dezembro de 2025 
  27. «Isolamento geográfico amplia vulnerabilidades que caracterizam as ilhas do Marajó». Portal CNJ. 30 de agosto de 2024. Consultado em 12 de dezembro de 2025 

Ligações externas