Tordo-de-colar-ruivo

Tordo-de-colar-ruivo
Macho no Panamá
Classificação científica edit
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Rhodinocichlidae
Gênero: Rhodinocichla
Hartlaub, 1853
Espécies:
R. rosea
Nome binomial
Rhodinocichla rosea
(Lesson, 1832)

O tordo-de-colar-ruivo (Rhodinocichla rosea) é uma espécie de ave no gênero atualmente monotípico Rhodinocichla, e único membro da família Rhodinocichlidae. Foi anteriormente atribuído à família Thraupidae (traupídeos) e, mais recentemente, visto como sendo de colocação incerta;[2] um estudo molecular de 2015 colocou-o como o parente mais próximo da família Calcariidae.[3] Encontrado na Colômbia, Costa Rica, México, Panamá e Venezuela, os seus habitats naturais são florestas secas subtropicais ou tropicais, florestas subtropicais ou tropicais úmidas de baixa altitude e florestas antigas fortemente degradadas.[1]

Descrição

O tordo-de-colar-ruivo tem cerca de 20 cm (8 in) de comprimento. O macho é uma ave distinta com uma longa faixa (supercílio) acima do olho, rosa na frente do olho e branca atrás. As partes superiores são escuras, preto-acastanhadas, os flancos são cinzento-escuros e as partes inferiores são magenta, assim como a borda dianteira da asa. A fêmea é geralmente semelhante ao macho, mas o rosa-magenta é substituído por uma cor ocre profunda. O bico é longo e ligeiramente curvo, assemelhando-se ao de um mimídeo.[4]

Distribuição e habitat

A distribuição na América Central e no norte da América do Sul inclui o México, Costa Rica, norte da Venezuela e norte da Colômbia. O habitat típico é o sub-bosque denso em florestas decíduas, matas secundárias, matagais e áreas de arbustos. Ocorre mais frequentemente no sopé das montanhas em altitudes que variam entre 500 and 1,500 m.[4]

Ecologia

O tordo-de-colar-ruivo ocorre geralmente sozinho ou em pares. Voa (esvoaça) por entre o sub-bosque baixo ou salta pelo chão, revirando a serrapilheira com o bico. É uma ave tímida, bastante furtiva e difícil de observar. No entanto, responde bem se uma gravação da sua voz for reproduzida para ela; o seu canto é uma rica sucessão de notas claras, e é por vezes cantado em dueto, com duas aves alternando na sua produção. É o único "tangará" (no sentido histórico da classificação) conhecido por cantar desta forma.[4] A dieta é uma mistura de matéria animal e vegetal. A reprodução é relatada como ocorrendo em julho no México e entre janeiro e setembro na Costa Rica.[5]

Estado de conservação

R. rosea tem uma ampla área de distribuição e estima-se pela Partners in Flight que tenha uma população total de menos de 50.000 indivíduos. No entanto, a população parece estar estável e a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) avaliou o seu estado de conservação como "pouco preocupante" (LC).[1]

Referências

  1. a b c BirdLife International (2018). «Rhodinocichla rosea». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2018. doi:10.2305/IUCN.UK.2018-2.RLTS.T22722313A132151923.enAcessível livremente. Consultado em 11 de novembro de 2021 
  2. «ITIS Report: Rhodinocichla». Integrated Taxonomic Information System. Consultado em 5 de agosto de 2014 
  3. Barker, F. K.; Burns, K. J.; Klicka, J.; Lanyon, S. M.; Lovette, I. J. (abril de 2015). «New insights into New World biogeography: An integrated view from the phylogeny of blackbirds, cardinals, sparrows, tanagers, warblers, and allies». The Auk. 132 (2): 333–348. doi:10.1642/AUK-14-110.1  (ver Fig. 1, 3º painel)
  4. a b c Ridgely, Robert S.; Guy, Tudor (1989). The Birds of South America: Volume 1: The Oscine Passerines. [S.l.]: University of Texas Press. p. 317. ISBN 978-0-292-70756-6 
  5. Hilty, S. (2011). «Rosy Thrush-tanager (Rhodinocichla rosea. Handbook of the Birds of the World Alive. Lynx Edicions, Barcelona. Consultado em 30 de agosto de 2015