Rexe calá

Rexe calá (em hebraico: רֵישׁ כַּלָּה; romaniz.: rêsh kallāh) era o mais alto cargo, além do presidente, nas Academias de Sura e Pumbedita. Em cada uma delas havia sete rexe calás, que se sentavam na primeira fila (chamada daracama), de frente para o gaom. Segundo a explicação de Natã ben Isaque Hababli, eram chamados assim porque cada um deles estava colocado acima de dez membros do Grande Sinédrio, que era modelado segundo o de Jerusalém. O termo, porém, deriva dos chamados meses da Calá (de Adar a Elul), visto que cabia a esses oficiais, nas três primeiras semanas de cada um desses meses, explicar aos estudantes os temas que o gaom havia escolhido para suas lições ao longo do semestre seguinte.[1]

Na investidura de um exilarca, um rexe calá fazia a leitura bíblica imediatamente após o novo exilarca; e, à morte de um rexe calá, ele era sucedido por seu filho, mesmo que este ainda fosse menor de idade. No ano de 935, um rexe calá cego restaurou a paz entre o exilarca Davi bar Zacai e o gaom Coem Zedeque. Mar Rabe Samuel e Mar Rabe Anrão, ambos parentes de Xerirá ben Haniná, recebem o título de rexe calá. A prece litúrgica Yeḳum Purḳan, datada desse período, menciona esses oficiais. Seus nomes aparecem no início de cada resposta geônico, juntamente com os dos haberes (companheiros) e dos alufes.[1]

Referências

  1. a b Bacher & Ochser 1906, p. 380.

Bibliografia

  • Bacher, Wilhelm; Ochser, Schulim (1906). «Resh Kallah». Jewish Encyclopedia. Nova Iorque: Funk & Wagnalls