Pinhalzinho (Santa Catarina)

Pinhalzinho
Município do Brasil
Hino
Gentílico pinhalense
Localização
Localização de Pinhalzinho em Santa Catarina
Localização de Pinhalzinho em Santa Catarina
Localização de Pinhalzinho em Santa Catarina
Pinhalzinho está localizado em: Brasil
Pinhalzinho
Localização de Pinhalzinho no Brasil
Mapa de Pinhalzinho
Coordenadas 🌍
País Brasil
Unidade federativa Santa Catarina
Municípios limítrofes Modelo, Saudades, Nova Erechim, Águas Frias, Sul Brasil e União do Oeste
Distância até a capital 670 km
História
Fundação 7 de dezembro de 1961 (64 anos)
Administração
Distritos
Lista
  • Machado e Pinhalzinho (sede).
Prefeito(a) Alessandro Beltrame (PP, 2025–2028)
Características geográficas
Área total [1] 128,298 km²
População total (Estimativa IBGE/2025[2]) 23,897 hab.
Densidade 0,2 hab./km²
Clima Subtropical
Altitude 515 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[3]) 0,783 alto
PIB (IBGE/2008[4]) R$ 323 351,899 mil
PIB per capita (IBGE/2008[4]) R$ 21 005,06

Pinhalzinho é um município brasileiro do estado de Santa Catarina, localizado na região Oeste Catarinense. Sua população, conforme a contagem do Censo Demográfico de 2022, é de 21.972 habitantes.[5][6]

Localiza-se a uma latitude 26º50'53" sul e a uma longitude 52º59'31" oeste estando a uma altitude de 515 metros.

História

Povos originários e disputas territoriais

A presença humana no território onde hoje está o município de Pinhalzinho remonta a pelo menos três mil anos. Os indígenas Kaingang, descendentes desses primeiros grupos agricultores-ceramistas, dominaram a região até o início do século XX. A partir do século XVI, os Guaranis chegaram pela via do rio Uruguai, pressionados pela colonização portuguesa no litoral.[7]

Naquele tempo, uma vasta floresta de araucárias dominava a paisagem, em uma área praticamente sem presença governamental e ainda em disputa com a Espanha. No século XIX, o litígio foi com a Argentina. Foi somente em 1895, por meio de arbitragem conduzida pelo presidente dos Estados Unidos, Stephen Grover Cleveland, que o Brasil garantiu o domínio sobre a região. Além dos povos originários, também se estabeleceram caboclos e descendentes de quilombolas, que buscavam refúgio nas matas do interior catarinense.[8]

Colonização e ciclo da madeira

A partir de então, o território passou a ser disputado entre Santa Catarina e Paraná, até que um acordo firmado em 1916 definiu a área como catarinense. No ano seguinte, todo o Oeste Catarinense foi incorporado ao recém-criado município de Chapecó. Na região do Salto do Lajeado Bonito (atual Linha Volta Grande), formou-se um núcleo caboclo liderado por Porfírio Alves dos Santos, nomeado Inspetor de Quarteirão pelo governo chapecoense.[9]

Embora Santa Catarina tivesse consolidado sua posse, o governo ainda considerava a região um “sertão” a ser colonizado. A migração cabocla, que ocorria desde o século XIX vinda do Rio Grande do Sul e do Paraná, não correspondia ao modelo de colonização idealizado pelas elites políticas, fortemente influenciadas por ideias eugenistas de “branqueamento” da população por meio da imigração europeia.[10]

A partir da década de 1930, o governo estadual concedeu terras a companhias colonizadoras em troca da abertura de estradas e do incentivo à venda de lotes. Já em declínio, a imigração direta de europeus foi substituída pela migração interna de descendentes de alemães e italianos instalados no Rio Grande do Sul, onde havia excedente populacional nas antigas colônias.[11]

O futuro território de Pinhalzinho foi denominado pela Companhia Territorial Sul Brasil como Seção Anta Gorda, parte de uma fração maior destinada à colonização. Em 17 de maio de 1933, um caminhão vindo de Selbach, trazendo famílias de origem alemã, chegou à Linha Bonito para instalar uma serraria. As famílias Eckert, Klauck e Schneider ergueram a primeira serraria, inaugurando a exploração madeireira que se tornaria motor da colonização.[12]

A população cabocla, voltada à subsistência e sem títulos de propriedade, acabou sendo forçada a migrar ou a trabalhar como mão de obra nas serrarias.[13]

A madeira extraída seguia majoritariamente para a Argentina, transportada em carretas, caminhões e, em períodos de cheia, pelo rio Uruguai. Moradores relatam que as toras eram amarradas com cipós e levadas em balsas até ultrapassar o Salto do Yucumã.[13]

Foi nesse contexto que o nome Pinhalzinho se consolidou, diretamente ligado à exploração dos pinhais de araucária.

Emancipação e política local

Entre 1943 e 1946, o território integrou o Território Federal do Iguaçu, criado por Getúlio Vargas em meio à Segunda Guerra Mundial. Em seguida, foi subordinado sucessivamente aos distritos de Passarinhos (atual Palmitos) e Saudades. Em 1953 passou a fazer parte do município de São Carlos, tornando-se distrito próprio em 1956.[13]

As décadas de 1930 a 1960 foram marcadas por intensa exploração madeireira, transformando profundamente a paisagem. Não por acaso, a emancipação municipal ocorreu em 7 de dezembro de 1961, em plena fase de crescimento urbano impulsionado pelo ciclo da madeira. Como destacou a historiadora Ires Frozza, “não havia nenhum órgão governamental que fiscalizasse a retirada da madeira; esta foi feita de maneira indiscriminada”.[13]

O primeiro prefeito, Guilherme Edgar Werlang, foi indicado pelo governador Celso Ramos, ambos do PSD. Em 1963, José Bruno Weber tornou-se o primeiro prefeito eleito. Com a Ditadura Civil-Militar de 1964, Pinhalzinho passou a refletir o novo cenário político: só eram permitidos dois partidos, a ARENA (governo) e o MDB (oposição). A maior parte dos prefeitos foi da ARENA, exceto Gabriel Schaff, eleito pelo MDB em 1969. A política influenciava até o esporte: naquele ano, oposicionistas fundaram o Internacional de Pinhalzinho, inspirado no clube gaúcho, que conquistou o título municipal de 1971 contra a equipe da Madeireira Bugnotto, cujo proprietário seria eleito prefeito pela ARENA em 1977.[14]

Desenvolvimento econômico e identidade atual

Com o esgotamento das araucárias nos anos 1970, novas atividades ganharam força, como a agricultura, a suinocultura e a indústria. Em 1969, vinte e cinco agricultores fundaram a Cooperativa Agrícola Mista Pinhalense, embrião da atual Cooperativa Regional Itaipu. [carece de fontes?]

Esse novo cenário econômico abriu caminho para a criação da EFACIP — Exposição e Feira Agropecuária, Comercial e Industrial de Pinhalzinho —, realizada pela primeira vez em 1986, durante a gestão de Darci Fiorini (PDS), como parte das comemorações dos 25 anos do município. A feira se consolidou como símbolo do desenvolvimento local. No Censo de 2000, Pinhalzinho tinha 12.300 habitantes; já em 2022, a população havia saltado para 21.972, com tendência de dobrar em poucas décadas. O crescimento da indústria atrai novas correntes migratórias, tanto nacionais quanto estrangeiras, especialmente da Venezuela. [carece de fontes?]

Pinhalzinho, desde suas origens, sempre foi marcada pela chegada de migrantes. Hoje, como “Capital da Amizade”, continua a preservar essa tradição de acolhimento e diversidade. [carece de fontes?]

Geografia

Localização

Localizado no Oeste de Santa Catarina, o município de Pinhalzinho está a cerca de 45 km de Chapecó e é atravessado por duas rodovias principais: a BR-282, que funciona como eixo de integração regional, e a SC-160, conhecida como "corredor do agro" por sua importância no escoamento da produção agroindustrial do Oeste catarinense.[15]

A SC-160 liga Pinhalzinho a Saudades ao sul e a Modelo ao norte, conectando-se à BR-282 — que, por sua vez, interliga o município a Nova Erechim, Nova Itaberaba e Chapecó a leste, e a Maravilha e Saudades a oeste. Essa posição geográfica reforça o papel de Pinhalzinho como polo local no Oeste catarinense, exercendo influência sobre municípios vizinhos e mantendo vínculos com centros regionais maiores como Chapecó e Maravilha.[16]

Segundo estudo baseado na REGIC 2018 do IBGE, Pinhalzinho é classificado como Centro de Zona A, com centralidade voltada especialmente para atividades comerciais, de serviços e de ensino superior.[17]

Território

A ocupação do território ocorreu em diferentes fases. Até o início do século XX, era habitado por famílias caboclas que viviam da agricultura de subsistência e da extração de erva-mate. A partir da década de 1930, com a chegada de migrantes gaúchos de descendência alemã, iniciou-se uma transformação mais intensa. Entre as décadas de 1940 e 1970, a instalação de serrarias e a exploração madeireira de cedros e pinheiros reduziram a cobertura florestal e abriram espaço para a agricultura, a suinocultura e, posteriormente, atividades industriais.[18]

Hidrografia

Pinhalzinho integra a Região Hidrográfica do Uruguai, com rios como o Burro Branco e o Saudades. O Rio Lajeado Bonito também se destaca como importante curso d’água local, cujas águas sofrem influência de atividades agrícolas e urbanas.[19][20] O município está inserido no bioma Mata Atlântica.[21]

Economia

A economia de Pinhalzinho apresenta relevância regional, reunindo atividades nos setores agropecuário, industrial e de serviços. Segundo dados da Associação dos Municípios do Oeste de Santa Catarina (AMOSC), o Produto Interno Bruto (PIB) do município passou de R$ 801 milhões em 2016 para aproximadamente R$ 1 bilhão em 2021. No mesmo período, a produção nas propriedades rurais aumentou de R$ 180 milhões para cerca de R$ 400 milhões.[22]

Setor agropecuário e cooperativo

A Cooperativa Regional Itaipu, fundada em 1969, é um dos principais motores da economia local. A cooperativa movimenta milhões de sacas de grãos por ano, processa trigo em larga escala, possui dezenas de filiais e atua em diversos ramos de negócio. Em 2023, registrou faturamento superior a R$ 1,8 bilhão, além de investir em unidades modernas de processamento.[23]

Indústria

Pinhalzinho se destaca na indústria de processamento de alimentos, especialmente no setor lácteo. A Cooperativa Central Aurora Alimentos inaugurou em 2008 uma das maiores indústrias de produtos lácteos do país, instalada às margens da BR-282. A Lacticínios Tirol, por sua vez, instalou sua unidade no município em 2017, que recebeu ampliação em 2024. Atualmente, Pinhalzinho possui capacidade de processamento de leite estimada em 5 milhões de litros por dia, dos quais 2,6 milhões são processados pela Aurora e 1,4 milhões pela Tirol.[24][25][26]

Além do setor lácteo, o município abriga também a Zagonel, indústria fundada em 1989. Em 2024, a empresa adquiriu as marcas Corona e Thermosystem, consolidando-se como a segunda maior fabricante de duchas do Brasil.[27]

Empreendedorismo

Em março de 2025, Pinhalzinho figurou entre as 20 cidades mais empreendedoras de Santa Catarina, ocupando a 17ª posição estadual e a 2ª no Oeste do estado, com uma taxa de empreendedorismo de 16,6% — indicador baseado no número de pequenos negócios em relação à população.[28]

O município também ganhou destaque nacional em desburocratização. Em 2021, alcançou o 1º lugar no ranking federal de dispensa de alvarás e licenças, com base no Decreto Municipal nº 326/2020.[29] Em 2025, voltou a liderar o ranking nacional, com 1 129 atividades dispensadas de licenças.[30]

Em 2025, Pinhalzinho figurou entre as 20 cidades mais empreendedoras de Santa Catarina, resultado associado ao dinamismo econômico local, evidenciado pelo indicador de densidade empresarial de aproximadamente um CNPJ para cada seis moradores.[31]

Educação

Pinhalzinho é polo regional de educação no Oeste de Santa Catarina, contando com instituições de ensino superior, profissionalizante e de pesquisa aplicada.

Educação básica

Pinhalzinho possui uma rede diversificada de instituições de ensino básico, composta por escolas estaduais, municipais e privadas, além de centros de educação infantil que atendem à população desde a primeira infância.

Entre as escolas estaduais, destacam-se o Colégio José Marcolino Eckert, uma das principais instituições públicas do município, que oferece ensino fundamental e médio e atende estudantes de diferentes bairros da cidade.[32] Outra escola importante é a Escola de Educação Básica Vendelino Junges.[33]

Na rede municipal, destacam-se a EMEF Teobaldo Utzig e a EMEF Dom José Gomes, que oferecem ensino fundamental e desenvolvem projetos voltados à formação cidadã e ao incentivo à leitura e à cultura.[34] O município conta ainda com oito Centros de Educação Infantil (CEIMs), que atendem crianças em idade pré-escolar, integrando o sistema de ensino desde os primeiros anos de vida.[34]

Na rede privada, o destaque é o Centro de Educação Objetivo, instituição que tem se consolidado como referência em qualidade de ensino na região. O colégio ganhou destaque estadual ao alcançar o primeiro lugar na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) em Santa Catarina.[35]

Educação Profissional e Tecnológica

No campo da educação profissional e tecnológica, o município conta com uma unidade do SENAI, inaugurada em 2025, que oferece cursos técnicos voltados para os setores industriais da região.[36]

Educação Superior

Na área universitária, destacam-se três instituições de ensino superior: a UDESC, universidade estadual pública que mantém em Pinhalzinho os cursos de Engenharia de Alimentos e Engenharia Química, ambos fortemente ligados à vocação agroindustrial local e complementados pelo Laboratório de Análise de Leite em parceria com a Cooperativa Regional Itaipu;[37][38] a UNOESC, que oferece diversos cursos presenciais;[39] a Horus Faculdades, instituição privada com uma ampla gama de graduações e programas de bolsas de estudo.[40]

Saúde

Hospital Beneficente de Pinhalzinho

O principal estabelecimento de saúde do município é o Hospital Beneficente de Pinhalzinho (AHBP), fundado em 7 de agosto de 1960.[41] A instituição filantrópica é referência regional e atende mais de 70 mil pessoas de diversos municípios do entorno, como Saudades e Sul Brasil, que mantêm cooperação direta com a unidade.[42] A AHBP também é reconhecida pelo atendimento neonatal especializado, consolidando-se como uma das principais referências médicas do Oeste catarinense.[43]

Em agosto de 2025, a AHBP inaugurou uma nova ala com 28 leitos de internação, ampliando a capacidade de atendimento e marcando os 65 anos da instituição.[44] O evento contou com a presença de autoridades estaduais, deputados e da ex-primeira-dama do Estado de São Paulo, Bia Doria, que foi uma das apoiadoras da ampliação das instalações.[45]

A AHBP também recebeu o Certificado de Excelência da Unimed Chapecó no Programa de Remuneração Assistencial, reconhecimento que destaca a qualidade, segurança e humanização nos atendimentos prestados à comunidade.[46]

Epidemia de Dengue

Entre 2015 e 2016, Pinhalzinho registrou a maior epidemia de dengue já documentada no Brasil, com mais de dois mil casos confirmados e uma taxa de incidência superior a 12 mil casos por 100 mil habitantes.[47]

Cultura

Eventos

Pinhalzinho sedia importantes eventos que movimentam a economia e a cultura regional. Entre eles estão o Itaipu Rural Show, uma das maiores feiras do agronegócio do Sul do Brasil, que atrai cerca de 70 mil visitantes e movimenta em torno de R$ 250 milhões em negócios;[48] a EFACIP — Exposição Feira Agropecuária, Comercial e Industrial de Pinhalzinho, que reúne setores produtivos e programação cultural;[49] a Festa do Vinho, Queijo e Salame Colonial, que valoriza a gastronomia típica da colonização italiana;[50] e o Encontro de Carros Antigos, evento que vem ganhando proporções crescentes na região e reúne veículos clássicos e colecionadores.[51]

Museu Histórico de Pinhalzinho

Fachada do Museu Histórico de Pinhalzinho, que reúne acervos sobre a história local e regional.

O Museu Histórico de Pinhalzinho, inaugurado em 3 de setembro de 1988, é considerado um dos mais completos da região Oeste de Santa Catarina. Seu acervo reúne centenas de documentos e fotografias que retratam a história do município e da região, preservando a memória local e servindo como espaço educativo.[52] Além do acervo permanente, promove eventos fixos e itinerantes, como palestras, lançamentos de livros e atividades culturais.[53] Em 2025, participou da 19ª Primavera dos Museus, evento nacional promovido pelo IBRAM, com programação cultural e integração da comunidade.[54] O museu também mantém relações com instituições externas: em 2024, foi representado em evento internacional na Universidade de São Paulo, com pesquisa comparativa entre Pinhalzinho e San Pedro, na Argentina.[55]

Entidades e associações

Pinhalzinho conta com diversas organizações da sociedade civil que desenvolvem atividades voluntárias e filantrópicas. Entre elas estão o Grupo Escoteiro Gralha do Pinhal, que atua com jovens em atividades de escotismo;[56] o Rotary Clube de Pinhalzinho, fundado em 1987 e integrante da rede mundial de Rotary International;[57] o Lions Clube de Pinhalzinho, com mais de quatro décadas de serviços comunitários;[58] e a APAE de Pinhalzinho – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, que oferece atendimento educacional e de saúde a pessoas com deficiência.[59]

Fachada da Igreja Matriz Santo Antônio, em Pinhalzinho (Santa Catarina), com escadaria central, palmeiras ornamentais e estátua de Santo Antônio diante do templo de fachada branca e telhado com cruz no topo
Igreja Matriz Santo Antônio de Pinhalzinho, paróquia dedicada ao padroeiro do município, localizada no bairro Santo Antônio

Religião

A principal edificação religiosa do município é a Igreja Matriz Santo Antônio, localizada no centro de Pinhalzinho. A paróquia é dedicada ao padroeiro homônimo e desempenha papel central na vida comunitária da cidade, sendo ponto de referência espiritual e cultural. Todos os anos, a comunidade realiza celebrações em homenagem a Santo Antônio, que reúnem fiéis e voluntários em torno de atividades religiosas e solidárias.[60]

Esportes

Futsal

O futsal é o esporte de maior tradição em Pinhalzinho. A equipe local, Pinhalense Futsal, acumula décadas de história e conquistas, incluindo os títulos estaduais de 2002 e 2008 — este último de forma invicta.[61] Entre 2011 e 2016, a equipe principal disputou competições sob o nome Associação Desportiva Pinhalense (ADESP), encerrando as atividades em 2017 após seis anos.[62][63]

O projeto foi retomado no mesmo ano sob a marca Pinhalense Futsal, com foco na formação de atletas e participação em competições oficiais no estado.[64] Atualmente, disputa a Série Prata do Campeonato Catarinense de Futsal[65] e, desde fevereiro de 2025, adotou o nome Pinhalense Zagonel, em referência ao novo patrocinador máster.[66] As categorias de base do município também revelaram talentos de destaque, como Pito, eleito melhor jogador de futsal do mundo em 2023,[67] e Shaylon, meio-campista de futebol que iniciou sua trajetória no futsal de Pinhalzinho.[68]

Voleibol

O voleibol feminino também é destaque em Pinhalzinho. Em 2024, a equipe Pinhalense Zagonel conquistou a chave Sul da Superliga C de forma invicta, garantindo acesso à Superliga B.[69]

Na mesma temporada, foi vice-campeã do Campeonato Estadual e também vice nos Jogos Abertos de Santa Catarina (JASC). Em 2025, disputou a Superliga B e alcançou a fase de semifinal, projetando Pinhalzinho no cenário nacional do voleibol feminino.[carece de fontes?]

Demografia

Crescimento populacional
Censo Pop.
19708 044
19809 95423,7%
199110 4865,3%
200012 17316,1%
201016 33234,2%
202221 97234,5%
Censos demográficos do IBGE (1970–2022).

De acordo com os censos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de Pinhalzinho passou de 8 044 habitantes em 1970 para 21 972 em 2022, mantendo um crescimento constante ao longo das décadas.[70] A projeção mais recente do IBGE estima a população em 23 897 habitantes para 2025.[71]

Governo e Política

A administração pública do município organiza-se em dois poderes independentes e harmônicos, o Poder Executivo, exercido pelo prefeito, vice-prefeito e secretários municipais, e o Poder Legislativo, representado pela Câmara de Vereadores. A Lei Orgânica do Município também prevê a existência de órgãos da administração direta e indireta, como autarquias, fundações e empresas públicas.[72] O atual prefeito é Alessandro Beltrame, eleito em 2024 e empossado em 1º de janeiro de 2025, tendo como vice-prefeita Franciéli Werlang.[73]

Nativos e residentes notáveis

Esporte

  • Atalíbio Magioni (1952–2021) — remador, representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Montreal em 1976 e residiu em Pinhalzinho.[74]
  • Pati Maldaner — jogadora de futebol, natural de Pinhalzinho, com passagens por clubes como Grêmio e Palmeiras.[75]
  • Pito — jogador profissional de futsal, eleito melhor do mundo em 2023; atuou pela extinta ADESP, de Pinhalzinho, entre 2011 e 2012, equipe hoje representada pela Pinhalense Futsal.[76]
  • Raquel Kochhann — jogadora de rugby sevens, cresceu em Pinhalzinho antes de se tornar destaque internacional; foi porta-bandeira da delegação brasileira nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.[77]
  • Shaylon — meio-campista de futebol, iniciou sua trajetória no futsal em Pinhalzinho.[78]
  • Yan — ex-futebolista, natural de Pinhalzinho, ex-meia de clubes como Vasco, Fluminense e seleção brasileira em categorias de base.[79]

Política

  • Celso Pansera — presidente da FINEP e ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (2015–2016); viveu sua infância e juventude em Pinhalzinho.[80]
  • Fabiano da Luz — político, ex-prefeito de Pinhalzinho (2009–2016) e deputado estadual pelo PT.[81]
  • João Rodrigues — político catarinense, foi prefeito de Pinhalzinho e deputado federal.[82]

Artes e cultura

  • Bia Doria — artista plástica natural de Pinhalzinho, foi primeira-dama do Estado de São Paulo como esposa do ex-governador João Doria.[83]

Mídia e entretenimento

  • Juliano Floss — dançarino e influenciador digital, com cerca de 20 milhões de seguidores nas redes sociais; participante do Big Brother Brasil 26.[84]

Ver também

Referências

  1. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. «Pinhalzinho – Panorama». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 10 de setembro de 2025 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 15 de fevereiro de 2014 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. «Index of /Censos/Censo_Demografico_2022/Populacao_e_domicilios_Primeiros_resultados/Resultados_da_2a_apuracao_20231027». ftp.ibge.gov.br. Consultado em 25 de novembro de 2023 
  6. «Regiões geográficas do Brasil». GeoGeral. Consultado em 8 de outubro de 2025 
  7. Radin, José Carlos; Gentil Corazza (2018). Dicionário histórico-social do Oeste catarinense (PDF). Chapecó: Universidade Federal da Fronteira Sul. 145 páginas. Consultado em 22 de outubro de 2025 
  8. Aranha, Bruno Pereira de Lima (2020). Entre sertões e desiertos: viajantes brasileiros e argentinos na fronteira (1882–1905) (PDF) (Tese (Doutorado em História)). Rio de Janeiro: Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). p. 112. Consultado em 22 de outubro de 2025 
  9. «Colonização e conflitos no Oeste catarinense». Revista Catarinense de Ciências Sociais. p. 11. Consultado em 13 de outubro de 2025 
  10. «Eugenia e colonização no Sul do Brasil». Estudos Avançados. p. 141. Consultado em 13 de outubro de 2025 
  11. Márcio Luiz Rodrigues (2016). «A colonização do Oeste catarinense e o papel da Companhia Territorial Sul Brasil» (PDF). Universidade de Passo Fundo. p. 64. Consultado em 13 de outubro de 2025 
  12. Márcio Luiz Rodrigues (2016). «A colonização do Oeste catarinense e o papel da Companhia Territorial Sul Brasil» (PDF). Universidade de Passo Fundo. p. 100. Consultado em 13 de outubro de 2025 
  13. a b c d Ires Frozza (2019). «O ciclo da madeira e as transformações territoriais no Oeste catarinense». Geosul. p. 287–290. Consultado em 13 de outubro de 2025 
  14. Detoni, Guilherme (20 de junho de 2023). «A trajetória do esporte pinhalense». Imprensa do Povo. Consultado em 22 de outubro de 2025 
  15. «Corredor do agro: rodovia em SC que era símbolo de buracos recebe investimento milionário». ND Mais. 10 de outubro de 2025. Consultado em 13 de outubro de 2025 
  16. «Duplicação da BR-282 é debatida em Pinhalzinho com foco no desenvolvimento do Oeste». Imprensa do Povo. 6 de junho de 2025. Consultado em 13 de outubro de 2025 
  17. «Rede urbana: uma caracterização da cidade de Pinhalzinho/SC através do estudo das regiões de influência das cidades». UFFS. Consultado em 22 de setembro de 2025 
  18. «Transformação da paisagem em Pinhalzinho – SC a partir da exploração madeireira entre as décadas de 1940 a 1970». JORNADA UFFS. Consultado em 22 de setembro de 2025 
  19. «Pinhalzinho-SC — Dados Hídricos». InfoSanBas. Consultado em 22 de setembro de 2025 
  20. «Estudo comparativo entre atividades urbanas e agrícolas sobre a qualidade da água do Rio Lajeado Bonito em Pinhalzinho-SC». Fórum Ambiental da Alta Paulista. Consultado em 22 de setembro de 2025 
  21. «Pinhalzinho — Indicadores de Saneamento». Instituto Água e Saneamento. Consultado em 22 de setembro de 2025 
  22. «Pinhalzinho é a 4ª maior economia do Oeste». DiRegional. 8 de dezembro de 2022 
  23. «Cooperativa Regional Itaipu completa 56 anos de história mantendo as raízes com foco no futuro». Cooperitaipu. 2023 
  24. «Aurora conclui maior indústria de leite do País». SomosCooperativismo. 12 de junho de 2008 
  25. «Tirol amplia capacidade da unidade de Pinhalzinho (SC)». Tirol. 3 de maio de 2024 
  26. «Pinhalzinho tem laboratório para análise de leite». Cooperativa Regional Itaipu. 4 de março de 2024 
  27. «Zagonel compra marcas Corona e Thermosystem». FIESC. 2 de outubro de 2024 
  28. «Pinhalzinho está entre as 20 cidades mais empreendedoras de Santa Catarina». Jornal A Sua Voz. 14 de março de 2025 
  29. «Número 1: Pinhalzinho é destaque nacional em ranking federal sobre dispensa de alvarás». Prefeitura de Pinhalzinho. 2021 
  30. «Pinhalzinho retoma o topo do ranking nacional de dispensa de alvarás e licenças em 2025». RCO. 18 de julho de 2025 
  31. A Sua Voz (26 de janeiro de 2026). «Pinhalzinho tem um CNPJ para cada seis moradores e figura entre as maiores economias de Santa Catarina». Grupo A Sua Voz. Consultado em 26 de janeiro de 2026 
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