Rio Lajeado Bonito (Santa Catarina)

Rio Lajeado Bonito
Lajeado Bonito
Rio Bonito
Comprimento 12,5 km
Nascente Nascentes urbanas em Pinhalzinho (SC)
Foz Rio Saudades (município de Saudades)
Bacia hidrográfica Bacia do rio Uruguai

O Rio Lajeado Bonito (também conhecido como Rio Bonito) é um curso d’água de pequeno porte do Oeste Catarinense, no estado de Santa Catarina, Brasil. Nasce no perímetro urbano de Pinhalzinho e deságua no Rio Saudades já no município de Saudades. Integra a bacia do rio Uruguai e acompanha, em parte do seu trajeto, a margem esquerda da rodovia estadual SC-160. Estudos acadêmicos estimam a extensão em cerca de 12,5 km e descrevem um gradiente urbano–rural ao longo do seu curso.[1]

Curso

As nascentes localizam-se em área urbana de Pinhalzinho (coordenadas 26° 50' 53.95" S 52° 59' 21.37" O), formando inicialmente um córrego que atravessa galerias subterrâneas e, a jusante, consolida-se como rio de cabeceira em direção a Saudades. No trecho intermediário, o curso margeia áreas rurais e propriedades agrícolas, até a confluência com o Rio Saudades.[1]

Salto Bonito

O Rio Lajeado Bonito forma a cachoeira conhecida como Salto Bonito, uma queda d’água de cerca de 10 metros de altura localizada em Pinhalzinho. O local está inserido em área de mata nativa e se destaca pela beleza natural e fácil acesso, feito por estrada rural e trilha curta de nível leve. Apesar de estar em propriedade particular, o acesso é livre e bem sinalizado.[2]

Infraestrutura

Em 2017, foi autorizada a construção de uma ponte sobre o Rio Lajeado Bonito, conforme notícia publicada pela Prefeitura de Pinhalzinho.[3]

Importância histórica

O Rio Lajeado Bonito tem relevância histórica para o município de Pinhalzinho, pois suas margens abrigaram um dos primeiros núcleos de povoamento da região, ainda antes da fundação oficial do município. Próximo ao salto do rio, vivia o caboclo Porfírio Alves dos Santos, reconhecido como um dos líderes locais no início do século XX. O local foi um dos primeiros pontos de ocupação registrados no território, anterior à chegada das companhias colonizadoras que impulsionaram o desenvolvimento do Oeste catarinense nas décadas seguintes.[4]

Hidroquímica e qualidade da água

Pesquisa aplicada realizou três campanhas de amostragem em seis pontos distribuídos ao longo do rio (três no perímetro urbano e três no rural), com análises de pH, condutividade elétrica (CE), dureza e cloreto. Os resultados apontaram maior carga iônica nos pontos urbanos — com destaque para um ponto em galeria sob área central (0,39 km da nascente), que apresentou os maiores valores de CE, dureza e cloretos e o menor pH entre os pontos amostrados —, tendência de decréscimo das concentrações iônicas no sentido urbano→rural (sugerindo diluição e menor influência antrópica a jusante) e indícios de pressão antrópica urbana associada a efluentes domésticos e impermeabilização, em contraste com trechos rurais menos impactados no recorte analisado.[1]

O gradiente urbano–rural observado no Lajeado Bonito é utilizado como referência para discussões locais sobre infraestrutura de saneamento e ordenamento do solo, dada a influência de galerias, fossas e impermeabilização sobre a qualidade da água em cursos de pequena ordem na região Oeste de Santa Catarina.[1]

Ver também

Referências

  1. a b c d Antunes, Sara Albino; Gomes, Gilmar de Almeida; Valcareggi, Giovanni Adorian; Robazzi, Weber da Silva (2009). Estudos do fluxo químico hidrológico na região Oeste de Santa Catarina (Trabalho acadêmico / Artigo completo). Anais de congresso (Eixo: Dilemas da Sustentabilidade Urbana). Consultado em 16 de outubro de 2025 
  2. Golin, Gustavo (5 de fevereiro de 2025). «Cachoeira Linha Volta Grande: o Salto Bonito e seus mistérios históricos em Pinhalzinho». Notas de Viagem. Consultado em 17 de outubro de 2025 
  3. «Pinhalzinho é contemplado com quatro pontes». Prefeitura de Pinhalzinho. 30 de maio de 2017. Consultado em 17 de outubro de 2025 
  4. Floss, Waldir José (1995). «Eleições e poder local: as disputas em Pinhalzinho – 1961 a 1992». Universidade Comunitária da Região de Chapecó (UNOCHAPECÓ). Consultado em 17 de outubro de 2025