Rio Lajeado Bonito (Santa Catarina)
Rio Lajeado Bonito
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| Lajeado Bonito Rio Bonito | |
| Comprimento | 12,5 km |
| Nascente | Nascentes urbanas em Pinhalzinho (SC) |
| Foz | Rio Saudades (município de Saudades) |
| Bacia hidrográfica | Bacia do rio Uruguai |
O Rio Lajeado Bonito (também conhecido como Rio Bonito) é um curso d’água de pequeno porte do Oeste Catarinense, no estado de Santa Catarina, Brasil. Nasce no perímetro urbano de Pinhalzinho e deságua no Rio Saudades já no município de Saudades. Integra a bacia do rio Uruguai e acompanha, em parte do seu trajeto, a margem esquerda da rodovia estadual SC-160. Estudos acadêmicos estimam a extensão em cerca de 12,5 km e descrevem um gradiente urbano–rural ao longo do seu curso.[1]
Curso
As nascentes localizam-se em área urbana de Pinhalzinho (coordenadas ), formando inicialmente um córrego que atravessa galerias subterrâneas e, a jusante, consolida-se como rio de cabeceira em direção a Saudades. No trecho intermediário, o curso margeia áreas rurais e propriedades agrícolas, até a confluência com o Rio Saudades.[1]
Salto Bonito
O Rio Lajeado Bonito forma a cachoeira conhecida como Salto Bonito, uma queda d’água de cerca de 10 metros de altura localizada em Pinhalzinho. O local está inserido em área de mata nativa e se destaca pela beleza natural e fácil acesso, feito por estrada rural e trilha curta de nível leve. Apesar de estar em propriedade particular, o acesso é livre e bem sinalizado.[2]
Infraestrutura
Em 2017, foi autorizada a construção de uma ponte sobre o Rio Lajeado Bonito, conforme notícia publicada pela Prefeitura de Pinhalzinho.[3]
Importância histórica
O Rio Lajeado Bonito tem relevância histórica para o município de Pinhalzinho, pois suas margens abrigaram um dos primeiros núcleos de povoamento da região, ainda antes da fundação oficial do município. Próximo ao salto do rio, vivia o caboclo Porfírio Alves dos Santos, reconhecido como um dos líderes locais no início do século XX. O local foi um dos primeiros pontos de ocupação registrados no território, anterior à chegada das companhias colonizadoras que impulsionaram o desenvolvimento do Oeste catarinense nas décadas seguintes.[4]
Hidroquímica e qualidade da água
Pesquisa aplicada realizou três campanhas de amostragem em seis pontos distribuídos ao longo do rio (três no perímetro urbano e três no rural), com análises de pH, condutividade elétrica (CE), dureza e cloreto. Os resultados apontaram maior carga iônica nos pontos urbanos — com destaque para um ponto em galeria sob área central (0,39 km da nascente), que apresentou os maiores valores de CE, dureza e cloretos e o menor pH entre os pontos amostrados —, tendência de decréscimo das concentrações iônicas no sentido urbano→rural (sugerindo diluição e menor influência antrópica a jusante) e indícios de pressão antrópica urbana associada a efluentes domésticos e impermeabilização, em contraste com trechos rurais menos impactados no recorte analisado.[1]
O gradiente urbano–rural observado no Lajeado Bonito é utilizado como referência para discussões locais sobre infraestrutura de saneamento e ordenamento do solo, dada a influência de galerias, fossas e impermeabilização sobre a qualidade da água em cursos de pequena ordem na região Oeste de Santa Catarina.[1]
Ver também
Referências
- ↑ a b c d Antunes, Sara Albino; Gomes, Gilmar de Almeida; Valcareggi, Giovanni Adorian; Robazzi, Weber da Silva (2009). Estudos do fluxo químico hidrológico na região Oeste de Santa Catarina (Trabalho acadêmico / Artigo completo). Anais de congresso (Eixo: Dilemas da Sustentabilidade Urbana). Consultado em 16 de outubro de 2025
- ↑ Golin, Gustavo (5 de fevereiro de 2025). «Cachoeira Linha Volta Grande: o Salto Bonito e seus mistérios históricos em Pinhalzinho». Notas de Viagem. Consultado em 17 de outubro de 2025
- ↑ «Pinhalzinho é contemplado com quatro pontes». Prefeitura de Pinhalzinho. 30 de maio de 2017. Consultado em 17 de outubro de 2025
- ↑ Floss, Waldir José (1995). «Eleições e poder local: as disputas em Pinhalzinho – 1961 a 1992». Universidade Comunitária da Região de Chapecó (UNOCHAPECÓ). Consultado em 17 de outubro de 2025