Sociais-Democratas (Dinamarca)

Sociais-Democratas
Socialdemokratiet
SiglaS
A[a]
PresidenteMette Frederiksen
Fundação15 de outubro de 1871 (154 anos)
SedeCopenhague, Dinamarca Dinamarca
Ideologia
Espectro políticoCentro-esquerda
PublicaçãoSocialdemokraten
Ala de estudantesFórum Frit
Ala de juventudeJuventude Social-Democrata da Dinamarca
Membros (2020)32.137[3]
Afiliação internacionalAliança Progressista,
Internacional Socialista (1951-2017)
Afiliação europeiaPartido Socialista Europeu
Grupo no Parlamento EuropeuAliança Progressista dos Socialistas e Democratas
Folketing (2022)
50 / 179
[b]
Parlamento Europeu (2024)
3 / 15
Cores     Vermelho
HinoNår jeg ser et rødt flag smælde[4]
('Quando vejo uma bandeira vermelha tremular')
Página oficial
socialdemokratiet.dk

O Sociais-Democratas (em dinamarquês: Socialdemokratiet; literalmente: 'Social-democracia') é um partido político majoritariamente social-democrata[5][6] de centro-esquerda[7] da Dinamarca. É membro do Partido Socialista Europeu.[8][9][10][11]

Fundado por Louis Pio em 1871,[12] o partido ingressou pela primeira vez no Parlamento da Dinamarca (Folketing) nas eleições legislativas de 1884. No início do século XX, tornou-se o partido com a maior representação no Folketing, uma distinção que manteve por 77 anos.[13] Formou um governo pela primeira vez depois das eleições legislativas de 1924 sob Thorvald Stauning, o primeiro-ministro dinamarquês com mais tempo de atuação do século XX. Durante o governo de Stauning, que durou até as eleições legislativas de 1926, os partidários sociais-democratas exerceram uma profunda influência sobre sociedade dinamarquesa, lançando as bases para o Estado de bem-estar da Dinamarca.[14] De 2002 a 2016, o partido usou o nome Socialdemokraterne em alguns contextos.[15][16] Era membro da Internacional Operária e Socialista de 1923 a 1940. Também foi membro da Internacional Socialista até 2017, mas retirou-se para aderir à Aliança Progressista.

O partido foi o principal parceiro de coligação no governo das eleições gerais de 2011 até as eleições gerais de 2015, com a então líder do partido Helle Thorning Schmidt como primeira-ministra. Depois de perder nas eleições de 2015,[17] Thorning-Schmidt foi sucedida como líder do partido em 28 de junho de 2015 pela ex-vice-líder Mette Frederiksen,[18] que guinou o partido mais à esquerda em questões econômicas, criticando os efeitos negativos da globalização, enquanto passou a defender a restrição imigratória para a entrada de imigrantes e refugiados no país;[19][20] tais posições fazem o partido também ser descrito como "conservador de esquerda".[21][22] Frederiksen liderou o partido em suas vitórias nas eleições legislativas de 2019 e 2022, formando um governo minoritário de partido único de 2019 a 2022 e um governo majoritário de grande coligação com a centro-direita do Partido Liberal da Dinamarca e os centristas do Moderados desde 2022.

Sua ala de estudantes é o Fórum Frit – Estudantes Sociais-Democratas da Dinamarca (Frit Forum – socialdemokratiske studerende) e sua ala de membros jovens é a Juventude Social-Democrata da Dinamarca (Danmarks Socialdemokratiske Ungdom).

Resultados eleitorais

Eleições legislativas

Folketing
Data Votos % +/- Assentos +/– Posição Resultado
1884 7.000 4,9 novo
2 / 102
novo 2.º Oposição
1887 8.000 3,5 Baixa 1,4
1 / 102
Baixa 1 Baixa 3.º Oposição
1890 17.000 7,3 Aumento 3,8
3 / 102
Aumento 2 Estável 3.º Oposição
1892 20.000 8,9 Aumento 1,6
2 / 102
Baixa 1 Baixa 4.º Oposição
1895 24.510 11,3 Aumento 2,4
8 / 114
Aumento 6 Estável 4.º Oposição
1898 31.870 14,2 Aumento 2,9
12 / 114
Aumento 4 Estável 4.º Oposição
1901 38.398 17,8 Aumento 3,6
14 / 114
Aumento 2 Aumento 3.º Oposição
1903 48.117 21,0 Aumento 3,2
16 / 114
Aumento 2 Estável 3.º Oposição
1906 76.612 25,4 Aumento 4,4
24 / 114
Aumento 8 Aumento 2.º Oposição
1909 93.079 29,0 Aumento 3,6
24 / 114
Estável 0 Aumento 1.º Suporte externo
1910 98.718 28,3 Baixa 0,7
24 / 114
Estável 0 Baixa 2.º Oposição
1913 107.365 29,6 Aumento 1,3
32 / 114
Aumento 8 Aumento 1.º Suporte externo
1915 1.134 8,8 Baixa 20,8
32 / 114
Estável 0 Baixa 3.º Suporte externo
1918 262.796 28,7 Aumento 19,9
39 / 140
Aumento 7 Aumento 2.º Suporte externo
1920
(abril)
300.345 29,2 Aumento 0,5
42 / 140
Aumento 3 Estável 2.º Governo provisório
1920
(julho)
285.166 29,8 Aumento 0,6
42 / 140
Estável 0 Estável 2.º Oposição
1920
(setembro)
389.653 32,2 Aumento 2,4
48 / 149
Aumento 6 Estável 2.º Oposição
1924 469.949 36,6 Aumento 4,4
55 / 149
Aumento 7 Aumento 1.º Governo minoritário
1926 497.106 37,2 Aumento 6,0
53 / 149
Baixa 2 Estável 1.º Oposição
1929 593.191 41,8 Aumento 4,6
61 / 149
Aumento 8 Estável 1.º Governo de coalizão
1932 660.839 42.7 Aumento 0,9
62 / 149
Aumento 1 Estável 1.º Governo de coalizão
1935 759.102 46,4 Aumento 3,7
68 / 149
Aumento 6 Estável 1.º Governo de coalizão
1939 729.619 42,9 Baixa 3,5
64 / 149
Baixa 4 Estável 1.º Governo de coalizão
1943 894.632 44,5 Aumento 1,6
66 / 149
Aumento 2 Estável 1.º Governo de coalizão
1945 671.755 32,8 Baixa 11,7
48 / 149
Baixa 18 Estável 1.º Oposição
1947 836.231 41,2 Aumento 8,4
57 / 150
Aumento 9 Estável 1.º Governo minoritário
1950 813.224 39,6 Baixa 1,6
59 / 151
Aumento 2 Estável 1.º Oposição
1953
(abril)
836.507 40,4 Aumento 0,8
61 / 151
Aumento 2 Estável 1.º Oposição
1953
(setembro)
894.913 41,3 Aumento 0,9
74 / 179
Aumento 13 Estável 1.º Governo minoritário
1957 910.170 39,4 Aumento 1,9
70 / 179
Baixa 4 Estável 1.º Governo minoritário
1960 1.023.794 42,1 Aumento 2,7
76 / 179
Aumento 6 Estável 1.º Governo de coalizão
1964 1.103.667 41,9 Baixa 0,2
76 / 179
Estável 0 Estável 1.º Governo minoritário
1966 1.068.911 38,2 Baixa 3,7
69 / 179
Baixa 7 Estável 1.º Governo minoritário
1968 974.833 34,2 Baixa 4,0
62 / 179
Baixa 7 Estável 1.º Oposição
1971 1.074.777 37,3 Aumento 3,1
70 / 179
Aumento 8 Estável 1.º Governo minoritário
1973 783.145 25,6 Baixa 11,4
46 / 179
Baixa 24 Estável 1.º Oposição
1975 913.155 29,9 Aumento 4,0
53 / 179
Aumento 7 Estável 1.º Governo minoritário
1977 1.150.355 37,0 Aumento 7,1
65 / 179
Aumento 12 Estável 1.º Governo minoritário (1977–1978)
Governo de coalizão (1978–1979)
1979 1,213,456 38,3 Aumento 1,3
68 / 179
Aumento 3 Estável 1.º Governo minoritário
1981 1.026.726 32,9 Baixa 5,4
59 / 179
Baixa 9 Estável 1.º Governo minoritário (1981–1982)
Oposição (1982–1984)
1984 1.062.561 31,6 Baixa 1,3
56 / 179
Baixa 3 Estável 1.º Oposição
1987 985.906 29,3 Baixa 2,3
54 / 179
Baixa 2 Estável 1.º Oposição
1988 992.682 29,8 Baixa 0,5
55 / 179
Aumento 1 Estável 1.º Oposição
1990 1.221.121 37,4 Aumento 7,6
69 / 179
Aumento 14 Estável 1.º Oposição (1990–1993)
Governo de coalizão (1993–1994)
1994 1.150.048 34,6 Baixa 2.8
62 / 179
Baixa 7 Estável 1.º Governo de coalizão
1998 1.223.620 35,9 Aumento 1,3
63 / 179
Aumento 1 Estável 1.º Governo de coalizão
2001 1.003.023 29,1 Baixa 6.8
52 / 179
Baixa 11 Baixa 2.º Oposição
2005 867.350 25,8 Baixa 3,3
47 / 179
Baixa 5 Estável 2.º Oposição
2007 881.037 25,5 Baixa 0,3
45 / 179
Baixa 2 Estável 2.º Oposição
2011 879.615 24,8 Baixa 0,7
44 / 179
Baixa 1 Estável 2.º Governo de coalizão
2015 925.288 26,3 Aumento 1,5
47 / 179
Aumento 3 Aumento 1.º Oposição
2019 915.363 25,9 Baixa 0,4
48 / 179
Aumento 1 Estável 1.º Governo minoritário
2022 971.995 27,5 Aumento 1,6
50 / 179
Aumento 2 Estável 1.º Governo de coalizão

Eleições europeias

Parlamento Europeu
Data Líder da lista Votos % Assentos +/– Grupo parlamentar
1979 Kjeld Olesen 382,487 21,92 (#1)
3 / 16
novo Grupo do Partido Socialista Europeu (SOC)
1984 Eva Gredal 387.098 19,45 (#3)
3 / 16
Estável 0
1989 Kirsten Jensen 417.076 23,31 (#1)
4 / 16
Aumento 1
1994 329,202 15.83 (#3)
3 / 16
Baixa 1 Grupo do Partido Socialista Europeu (PES)
1999 Torben Lund 324.256 16,46 (#2)
3 / 16
Estável 0
2004 Poul Nyrup Rasmussen 618.412 32,65 (#1)
5 / 14
Aumento 2
2009 Dan Jørgensen 503.982 21,49 (#1)
4 / 13
Baixa 1 Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D)
2014 Jeppe Kofod 435.245 19,12 (#2)
3 / 13
Baixa 1
2019 592.645 21,48 (#2)
3 / 14
Estável 0
2024 Christel Schaldemose 381.125 15,57 (#2)
3 / 14
Estável 0

Ligações externas

Notas

  1. Sigla do partido nas mesas de votação.
  2. Apenas 175 dos 179 assentos no parlamento dinamarquês, o Folketing, podem ser obtidos pelos partidos políticos dinamarqueses, já que a Groenlândia e as Ilhas Faroé recebem dois assentos cada devido ao seu status como territórios no Reino da Dinamarca.

Referências

  1. Pabst, Adrian (14 de novembro de 2023). «The left's conservative turn». New Statesman (em inglês). Consultado em 3 de janeiro de 2026 
  2. Etzerodt, Søren Frank; Kongshøj, Kristian (2022). «The implosion of radical right populism and the path forward for social democracy: Evidence from the 2019 Danish national election». Scandinavian Political Studies (em inglês) (3): 279–300. ISSN 1467-9477. doi:10.1111/1467-9477.12225. Consultado em 3 de janeiro de 2026 
  3. «Hvor mange medlemmer har de politiske partier?» (em dinamarquês). Folketinget. 2019. Consultado em 28 de julho de 2025. Cópia arquivada em 12 de dezembro de 2021 
  4. «Oskar Hansen: "Naar jeg ser et rødt Flag smælde", 1923» (em dinamarquês). Consultado em 28 de julho de 2025. Arquivado do original em 8 de outubro de 2020 
  5. Nordsieck, Wolfram (2019). «Denmark». Parties and Elections in Europe (em inglês). Consultado em 28 de julho de 2025. Cópia arquivada em 1 de março de 2022 
  6. Merkel, Wolfgang; Petring, Alexander; Henkes, Christian; Egle, Christoph (2008). Social Democracy in Power: the capacity to reform (em inglês). London: Taylor & Francis. ISBN 978-0-415-43820-9 
  7. Milne, Richard (10 de julho de 2017). «Denmark's centre-left seeks common ground with populists»Subscrição paga é requerida. Financial Times (em inglês). Consultado em 28 de julho de 2025. Cópia arquivada em 10 de dezembro de 2022 
  8. «Parties and Elections in Europe». parties-and-elections.eu. Consultado em 23 de maio de 2019 
  9. Lars Bille e Mogens Rüdiger. «Socialdemokratiet» (em dinamarquês). Den Store Danske Encyklopædi (Grande Enciclopédia Dinamarquesa). Consultado em 5 de junho de 2019 
  10. Knut Are Tvedt. «Socialdemokratiet» (em norueguês). Store norske leksikon (Grande Enciclopédia Norueguesa). Consultado em 5 de junho de 2019 
  11. Frans af Schmidt e Sven Anders Söderpalm. «Socialdemokratiet» (em sueco). Nationalencyklopedin (Enciclopédia Nacional Sueca). Consultado em 5 de junho de 2019 
  12. «Socialdemokraterne - Socialdemokratiet». Det Kongelige Bibliotek (em dinamarquês). Consultado em 5 de junho de 2019 
  13. «Nordic Social Democrat parties are losing their historic power». EUobserver (em inglês). Consultado em 23 de maio de 2019 
  14. Flora, Peter (1986). Growth to Limits: The Western European Welfare States Since World War II (em inglês). [S.l.]: Walter de Gruyter. ISBN 9783110111309 
  15. «Socialdemokratiet skifter navn». BT/Ritzau (em dinamarquês). 14 de setembro de 2002. Consultado em 28 de julho de 2025. Cópia arquivada em 16 de fevereiro de 2017 
  16. Lange, Lasse; Holsten, Erik (24 de setembro de 2016). «Socialdemokratiet laver lille navneændring». Altinget (em dinamarquês). Consultado em 28 de julho de 2025. Cópia arquivada em 1 de outubro de 2016 
  17. «Danish election: Opposition bloc wins». BBC News (em inglês). 17 de junho de 2015. Consultado em 28 de julho de 2025 
  18. Klarskov, Kristian (20 de junho de 2015). «Portræt: Mette Frederiksen skal finde sin egen vej». politiken.dk (em dinamarquês). Consultado em 28 de julho de 2025 
  19. Orange, Richard (11 de maio de 2018). «Mette Frederiksen: the anti-migrant left leader set to win power in Denmark». The Guardian (em inglês). Consultado em 28 de julho de 2025. Cópia arquivada em 25 de setembro de 2022 
  20. O'Leary, Naomi (6 de setembro de 2018). «Danish left veering right on immigration». Politico. Consultado em 28 de julho de 2025. Cópia arquivada em 13 de setembro de 2018 
  21. Etzerodt, Søren Frank; Kongshøj, Kristian (2022). «The implosion of radical right populism and the path forward for social democracy: Evidence from the 2019 Danish national election». Scandinavian Political Studies (em inglês) (3): 279–300. ISSN 1467-9477. doi:10.1111/1467-9477.12225. Consultado em 28 de julho de 2025 
  22. Axford, Barrie (2021). «Populism in Practice: Causes, Correlates and Crises». Populism Versus the New Globalization (em inglês). [S.l.]: SAGE Publications Ltd. pp. 38–39. ISBN 978-1-5297-3741-7