Pantoftalmídeos
Pantoftalmídeos
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![]() Mosca da família Pantophthalmidaeː espécie Pantophthalmus tabaninus, fotografada em Madre de Dios, Peru. A asa esquerda está danificada e permite ver seu abdômen. | |||||||||||||
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Pantoftalmídeos (cientificamente denominados Pantophthalmidae por Jacques Marie Frangile Bigot, em 1886;[1] popularmente denominados, em inglês, timber flies;[4] em português e sendo sua traduçãoː moscas-da-madeira)[5][6][7] são uma família de insetos da região neotropical,[2][3] pertencente à subordem Brachycera da ordem Diptera,[1][8] contendo um pequeno grupo de moscas grandes e robustas, não-hematófagas, cujos adultos raramente são vistos ou coletados.[2][3] É composto por dois gêneros, um deles monotípico contendo a espécie Opetiops alienus e cerca de 20 espécies no gênero Pantophthalmus,[1][2][8] incluindo moscas como Pantophthalmus tabaninus, encontrada no Brasil meridional e cujas fêmeas podem atingir ou ultrapassar 5 centímetros de comprimento.[5] A envergadura pode atingir 10 centímetros.[2]
Etimologia
A etimologia da família deriva de Pantophthalmus, provindo do grego, significando πᾶς, totus (pan-ː todo); ὀφθαλμός, oculus (ophthalmusː olhos),[9] pelo fato dos machos apresentarem seus olhos compostos ocupando quase a totalidade de suas cabeças.[10][11]
Descrição
Seu padrão geral de coloração é fortemente acastanhado ou avermelhado, na maioria das vezes com fortes listras longitudinais no protórax; alguns machos prateados e pubescentes. As asas são hialinas, com manchas amarelas ou castanhas em padrões variados. Os olhos são muito grandes, ocupando a maior parte da cabeça. As fêmeas são dicópticas (com olhos separados) e os machos, holópticos (com olhos juntos).[12]
Hábitos
As larvas de pantoftalmídeos são xilófagas e vivem em troncos de mais de 15 famílias de plantas, com destaque para as espécies da família Fabaceae,[2] atacando a madeira de árvores vivas e mortas, onde cavam galerias. São cilíndricas e possuem a cabeça bem esclerosada,[3] penetrando no tronco a partir de ovos depositados em sua casca e escavando canais cilíndricos mais ou menos horizontais; podendo causar prejuízos às essências florestais da indústria madeireira.[6][13] Adultos emergem das pupas e não se alimentam,[11] com uma vida curta e voltada para a reprodução.[4] Espécimes de Pantophthalmus podem ser atraídos por lâmpadas de mercúrio[14] e ter relações de forésia com pequenos aracnídeos (pseudoescorpiões e ácaros).[5][15]
Pantophthalmidaeː gêneros
- Opetiops Enderlein, 1921
- Pantophthalmus Thunberg, 1819[1]
Referências
- ↑ a b c d e «Pantophthalmidae Bigot, 1886». SiBBrː Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira. 1 páginas. Consultado em 7 de setembro de 2025
- ↑ a b c d e f RAFAEL, José Albertino; MELO, Gabriel Augusto Rodrigues de; CARVALHO, Claudio José Barros de; CASARI, Sônia Aparecida; CONSTANTINO, Reginaldo (2024). Insetos do Brasil: Diversidade e Taxonomia (PDF). 2ª Edição Revisada e Ampliada. Manaus: INPA (Wayback Machine). p. 815. 880 páginas. ISBN 978-65-5633-046-4. Consultado em 7 de setembro de 2025
- ↑ a b c d BORROR, Donald J.; DELONG, Dwight M. (1969). Introdução ao Estudo dos Insetos. São Paulo: Editora Edgard Blücher/Editora da Universidade de São Paulo. p. 388. 654 páginas
- ↑ a b Porter, Mike. «Pantophthalmidae» (em inglês). Bugs With Mike. 1 páginas. Consultado em 7 de setembro de 2025
- ↑ a b c Maronezi, Ana Laura Marassi; Barbosa, Maria Luiza de Sousa; Gonçalves, Gustavo dos Reis; Lima, Tatiane Gonçalves de; Lopes, Edris Queiroz (outubro–dezembro de 2020). «Primeiro registro de mosca-da-madeira Pantophthalmus Tabaninus (Thunberg, 1819) em Peruíbe, litoral Sul de São Paulo, Brasil» (PDF). Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, v. 3, n. 4. pp. 4208–4217. Consultado em 7 de setembro de 2025
- ↑ a b SANTOS, Eurico (1985). Zoologia Brasílica, vol. 10. Os Insetos 2ª ed. Belo Horizonte: Itatiaia. p. 60. 246 páginas
- ↑ HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles; FRANCO, Francisco Manoel de Mello (2001). Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa 1ª ed. Rio de Janeiro: Objetiva. p. 1965. 2922 páginas. ISBN 85-7302-383-X
- ↑ a b «Pantophthalmidae» (em inglês). Tree of Life Web Project. 1 páginas. Consultado em 7 de setembro de 2025
- ↑ Agassiz, Louis (1842–1846). «Nomenclator Zoologicus – Nomenclatore Zoologico (Diptera)» (em italiano). Summa Gallicana. 1 páginas. Consultado em 10 de setembro de 2025
- ↑ Durán, Gustavo Fernando (15 de dezembro de 2019). «Pantophthalmus pictus» (em espanhol). EcoRegistros - Registros Ecológicos de la Comunidad. 1 páginas. Consultado em 10 de setembro de 2025
- ↑ a b Crash, Cesar (26 de maio de 2020). «Mosca-da-Madeira Pantophthalmus em São Paulo». Insetologia. 1 páginas. Consultado em 7 de setembro de 2025.
Adultos destas moscas não se alimentam.
- ↑ Pujol-Luz, José Roberto; Morgado, Giovanna Souto (2018). «New record of Pantophthalmus pictus (Wiedemann, 1821) (Diptera, Pantophthalmidae) in the Cerrado vegetation of central Brazil». Papéis Avulsos de Zoologia, v.58 (Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo). 1 páginas. Consultado em 7 de setembro de 2025
- ↑ CARRERA, Messias (1980). Entomologia Para Você 5ª ed. São Paulo, Brasil: Nobel. p. 123. 186 páginas. ISBN 85-213-0028-X
- ↑ Burgos-Solorio, Armando; Burgos-Dueñas, Oscar (janeiro de 2022). «Primer registro de la "mosca de la madera" 𝑃𝑎𝑛𝑡𝑜𝑝ℎ𝑡ℎ𝑎𝑙𝑚𝑢𝑠 𝑧𝑜𝑜𝑠 (Enderlein, 1931) (Diptera: Pantophthalmidae), para el estado de Morelos, México» (em espanhol). Dugesiana 29(1) (ResearchGate). 1 páginas. Consultado em 7 de setembro de 2025
- ↑ Santos, Jean C.; Tizo-Pedroso, Everton; Fernandes, Geraldo Wilson (2005). «Caso de forese de Semeiochernes armiger Balzan, 1892 (Pseudoscorpiones: Chernetidae) na mosca gigante tropical Pantophthalmus tabaninus Thunberg, 1819 (Diptera: Pantophthalmidae) na floresta amazônica no Pará» (em inglês). Lundiana: International Journal of Biodiversity v. 6 n. sup. (Periódicos UFMG). 1 páginas. Consultado em 7 de setembro de 2025.
We report on a phoretic interaction of Semeiochernes armiger with a giant tropical fly Pantophthalmus tabaninus in an Amazonian rain forest. Two males and two females of S. armiger were found attached to the right posterior leg of the fly. In addition, more than two hundred mites were found on the thorax of the host fly.
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![As moscas da família Pantophthalmidae são exclusivas da região neotropical (em verde).[2][3]](./_assets_/0c70a452f799bfe840676ee341124611/Neotropique.png)