Pantophthalmus tabaninus

Pantophthalmus tabaninus
Mosca da família Pantophthalmidaeː espécie Pantophthalmus tabaninus, fotografada em Madre de Dios, Peru. A asa esquerda está danificada e permite ver seu abdômen.
Mosca da família Pantophthalmidaeː espécie Pantophthalmus tabaninus, fotografada em Madre de Dios, Peru. A asa esquerda está danificada e permite ver seu abdômen.
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Diptera
Subordem: Brachycera
Família: Pantophthalmidae
Bigot, 1886
Género: Pantophthalmus
Thunberg, 1819[1]
Espécie: P. tabaninus
Nome binomial
Pantophthalmus tabaninus
Thunberg, 1819[2][3]
Distribuição geográfica
A mosca P. tabaninus é encontrada na região neotropical, incluindo o Brasil.[1][4]
A mosca P. tabaninus é encontrada na região neotropical, incluindo o Brasil.[1][4]

Pantophthalmus tabaninus é uma espécie de inseto; uma mosca (Diptera; Brachycera) neotropical da família Pantophthalmidae (conhecidas por moscas-da-madeira).[1][4][5][6] Foi classificada por Carl Peter Thunberg, em 1819, junto com o gênero Pantophthalmus, sendo sua espécie-tipo;[2][3] encontrada na região das Pequenas Antilhas (São Bartolomeu), sua localidade-tipo, mas também distribuída por Trinidad, Guatemala, Panamá, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana Francesa, Peru, Bolívia e Brasil (no Amazonas, Pará, Tocantins, Amapá, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina).[3][7] Esta mosca é considerada "uma das maiores do mundo", podendo atingir ou ultrapassar medidas de 5 centímetros de comprimento, sendo "rara e difícil de encontrar em coleções entomológicas".[5]

Hábitos

As larvas de pantoftalmídeos são xilófagas e vivem em troncos de mais de 15 famílias de plantas, com destaque para as espécies da família Fabaceae,[4] atacando a madeira de árvores vivas e mortas, onde cavam galerias. São cilíndricas e possuem a cabeça bem esclerosada,[5][8] penetrando no tronco a partir de ovos depositados em sua casca e escavando canais cilíndricos mais ou menos horizontais; podendo causar prejuízos às essências florestais da indústria madeireira.[9][10] Adultos emergem das pupas e não se alimentam,[11] com uma vida curta e voltada para a reprodução.[12] Espécimes de Pantophthalmus tabaninus podem ter relações de forésia com pequenos aracnídeos (pseudoescorpiões e ácaros).[5][13]

Referências

  1. a b c «Pantophthalmidae Bigot, 1886». SiBBrː Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira. 1 páginas. Consultado em 7 de setembro de 2025 
  2. a b «Pantophthalmus Thunberg, 1819». SiBBrː Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira. 1 páginas. Consultado em 7 de setembro de 2025. Pantophthalmus tabaninus Thunberg, 1819 
  3. a b c Papavero, Nelson (15 de abril de 2009). «Catalogue of Neotropical Diptera. Pantophthalmidae» (PDF) (em inglês). Neotropical Diptera 19. p. 5. 11 páginas. Consultado em 7 de setembro de 2025 
  4. a b c RAFAEL, José Albertino; MELO, Gabriel Augusto Rodrigues de; CARVALHO, Claudio José Barros de; CASARI, Sônia Aparecida; CONSTANTINO, Reginaldo (2024). Insetos do Brasil: Diversidade e Taxonomia (PDF). 2ª Edição Revisada e Ampliada. Manaus: INPA (Wayback Machine). p. 815. 880 páginas. ISBN 978-65-5633-046-4. Consultado em 7 de setembro de 2025 
  5. a b c d Maronezi, Ana Laura Marassi; Barbosa, Maria Luiza de Sousa; Gonçalves, Gustavo dos Reis; Lima, Tatiane Gonçalves de; Lopes, Edris Queiroz (outubro–dezembro de 2020). «Primeiro registro de mosca-da-madeira Pantophthalmus Tabaninus (Thunberg, 1819) em Peruíbe, litoral Sul de São Paulo, Brasil» (PDF). Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, v. 3, n. 4. pp. 4208–4217. Consultado em 7 de setembro de 2025 
  6. HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles; FRANCO, Francisco Manoel de Mello (2001). Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa 1ª ed. Rio de Janeiro: Objetiva. p. 1965. 2922 páginas. ISBN 85-7302-383-X 
  7. Oliveira, Lia Pereira; Fachin, Diego Aguilar; Krolow, Tiago Kütter (2023). «First records of Pantophthalmidae (Insecta: Diptera) for the state of Tocantins, Brazil» (em inglês). Papéis Avulsos de Zoologia, v.63 (Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo). 1 páginas. Consultado em 7 de setembro de 2025 
  8. BORROR, Donald J.; DELONG, Dwight M. (1969). Introdução ao Estudo dos Insetos. São Paulo: Editora Edgard Blücher/Editora da Universidade de São Paulo. p. 388. 654 páginas 
  9. SANTOS, Eurico (1985). Zoologia Brasílica, vol. 10. Os Insetos 2ª ed. Belo Horizonte: Itatiaia. p. 60. 246 páginas 
  10. CARRERA, Messias (1980). Entomologia Para Você 5ª ed. São Paulo, Brasil: Nobel. p. 123. 186 páginas. ISBN 85-213-0028-X 
  11. Crash, Cesar (26 de maio de 2020). «Mosca-da-Madeira Pantophthalmus em São Paulo». Insetologia. 1 páginas. Consultado em 7 de setembro de 2025. Adultos destas moscas não se alimentam. 
  12. Porter, Mike. «Pantophthalmidae» (em inglês). Bugs With Mike. 1 páginas. Consultado em 7 de setembro de 2025 
  13. Santos, Jean C.; Tizo-Pedroso, Everton; Fernandes, Geraldo Wilson (2005). «Caso de forese de Semeiochernes armiger Balzan, 1892 (Pseudoscorpiones: Chernetidae) na mosca gigante tropical Pantophthalmus tabaninus Thunberg, 1819 (Diptera: Pantophthalmidae) na floresta amazônica no Pará» (em inglês). Lundiana: International Journal of Biodiversity v. 6 n. sup. (Periódicos UFMG). 1 páginas. Consultado em 7 de setembro de 2025. We report on a phoretic interaction of Semeiochernes armiger with a giant tropical fly Pantophthalmus tabaninus in an Amazonian rain forest. Two males and two females of S. armiger were found attached to the right posterior leg of the fly. In addition, more than two hundred mites were found on the thorax of the host fly.