Operação Rough Rider
| Operação Rough Rider | |
|---|---|
| Parte de Crise do Mar Vermelho e Crise do Oriente Médio (2023–presente) | |
EUA atacam posições dos Houthis no Iêmen em 15 de março. | |
| Localização | Iêmen controlado pelos Houthis |
| Alvo |
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| Data | 15 de março – 6 de maio de 2025 |
| Executado por | |
| Resultado | Inconclusivo
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| Baixas | Estimativa EUA/Iêmen: 500–600 Houthis mortos[1][2] Reivindicação Houthi: 123 pessoas mortas, 247 feridas (15 de março a 15 de abril)[3] 80 mortos, mais de 150 feridos (em 17 de abril)[4][5] |
Operação Rough Rider iniciou-se em março de 2025 quando os Estados Unidos lançaram uma grande campanha de ataques aéreos e navais contra alvos houthis no Iêmen.[6] Foi a maior operação militar estadunidense no Oriente Médio durante o segundo mandato do presidente Donald Trump até então.[7] Os ataques começaram em 15 de março, visando sistemas de radar, defesas aéreas e bases de lançamento de balísticos e drones usadas pelos houthis para atacar navios comerciais e embarcações navais no Mar Vermelho e no Golfo de Áden.[8] Em 30 de abril de 2025, o Reino Unido juntou-se aos Estados Unidos na condução de ataques contra alvos houthis.[9]
O grupo houthi começou a atacar navios internacionais em outubro de 2023, após Israel invadir a Faixa de Gaza em resposta aos ataques do Hamas em 7 de outubro. Alegando solidariedade aos palestinos e com o objetivo de pressionar Israel a concordar com um cessar-fogo e suspender o bloqueio de Gaza,[7] os Houthis lançaram mísseis e drones contra embarcações que viajavam perto do Iêmen e também dispararam mísseis balísticos contra cidades israelenses, matando pelo menos um civil em Tel Aviv.[10][11] Em resposta, os Estados Unidos, o Reino Unido e uma coligação multinacional iniciaram a Operação Guardião da Prosperidade, combinando escoltas navais com ataques aéreos episódicos à infraestrutura militar e civil dos houthis.[12]
Em meados de março de 2025, os Houthis haviam atacado mais de 190 navios, afundando dois, apreendendo outro e matando pelo menos quatro marinheiros.[13] Em 18 de março, Trump avisou o Irã – apoiantes de longa data dos Houthis – que novos ataques seriam considerados atos de agressão, apesar de não haver envolvimento direto.[14]
Em 6 de maio, o presidente Donald Trump declarou o fim dos ataques, "com efeito imediato", como resultado de um cessar-fogo entre Estados Unidos e Houthis, mediado por Omã.[15] Os Houthis afirmaram que o cessar-fogo não incluía de "nenhum modo, maneira ou forma" Israel, que tinha acabado de começar a bombardear o Iémen.[16]
Análise
O think tank especializado Atlantic Council expressou dúvidas sobre a viabilidade dos objetivos de guerra dos Estados Unidos afirmando ser difícil rastrear o líder houthi Abdul-Malik al-Houthi devido à "inteligência limitada sobre o terreno no Iêmen", acrescentando que esta é a mesma razão por trás da "dificuldade em avaliar o sucesso de suas operações" durante as operações estadunidenses no Mar Vermelho em 2024.[17]
O The New York Times concluiu que os Estados Unidos falharam em estabelecer superioridade aérea enquanto consumiam suas reservas de munição.[18]
O The Hill opinou que os houthis se tornaram mais fortes.[19] Após a declaração do cessar-fogo, os houthis prosseguiram lançando mísseis balísticos para Israel.[20][21]
A campanha de bombardeios teve dificuldade em destruir o arsenal subterrâneo de mísseis, drones e lançadores dos houthis.[6][22] O custo da campanha de bombardeios foi estimado em bilhões.[23]
Ver também
Notas
- ↑ A partir de 30 de abril de 2025
Referências
- ↑ «US strikes have killed 500 Houthis in one month». The Australian (em inglês). 22 de abril de 2025. Consultado em 22 de abril de 2025
- ↑ «US said to have killed 500 Houthi fighters». JNS.org (em inglês). 22 de abril de 2025. Consultado em 22 de abril de 2025
- ↑ «US attacks on Yemen killed 123 people since mid-March: Health authorities». Al Jazeera (em inglês). 14 de abril de 2025. Consultado em 15 de abril de 2025
- ↑ Kareem El Damanhoury; Mohammed Tawfeeq (18 de abril de 2025). «Dozens killed in US airstrikes on Yemen port, Houthis say». CNN (em inglês). Consultado em 18 de abril de 2025
- ↑ Boxerman, Aaron; Nereim, Vivian (18 de abril de 2025). «U.S. Strikes on Yemeni Port Kill Dozens, Houthis Say». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331. Consultado em 18 de abril de 2025
- ↑ a b Schmitt, Eric; Wong, Edward; Ismay, John (4 de abril de 2025). «U.S. Strikes in Yemen Burning Through Munitions With Limited Success». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331. Consultado em 5 de abril de 2025
- ↑ a b «Trump launches large-scale strikes against Yemen's Houthis». Reuters. 15 de março de 2025
- ↑ Schmitt, Eric; Swan, Jonathan (15 de março de 2025). «U.S. Launches Broad Attack on Militant Sites in Yemen». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331. Cópia arquivada em 15 de março de 2025
- ↑ Castle, Stephen (30 de abril de 2025). «Britain Joins U.S. in Strike Against Houthis in Yemen». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331. Consultado em 3 de maio de 2025
- ↑ «Israel military says it intercepts missile, Yemen's Houthi rebels confirm targeting Eilat». France 24 (em inglês). 21 de julho de 2024. Cópia arquivada em 17 de setembro de 2024
- ↑ Michaelson, Ruth (19 de julho de 2024). «Israel shaken as fatal Houthi drone hits Tel Aviv after interception failure». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077
- ↑ Price, Michelle L.; Baldor, Lolita C.; Magdy, Samy (15 de março de 2025). «Trump orders strikes on Iran-backed Houthi rebels in Yemen and issues new warning». AP News (em inglês). Cópia arquivada em 15 de março de 2025
- ↑ Cursino, Malu (15 de março de 2025). «Donald Trump launches wave of air strikes on Yemen's Houthis». BBC (em inglês)
- ↑ Matza, Max (18 de março de 2025). «Trump warns Iran will face 'dire' consequences unless Houthi attacks stop». BBC (em inglês)
- ↑ «Trump says bombing of Yemen to stop as Oman confirms US-Houthi ceasefire». Al Jazeera (em inglês). 6 de maio de 2025
- ↑ «Yemen's Houthis say attacks on Israel not in US ceasefire deal in 'any way'». Al Jazeera (em inglês). Consultado em 7 de maio de 2025
- ↑ Beaumont, Peter (18 de abril de 2025). «Scores killed in US strikes on Yemen fuel port of Ras Isa, Houthi officials say». The Guardian
- ↑ Cooper, Helene; Jaffe, Greg; Swan, Jonathan; Schmitt, Eric; Haberman, Maggie (12 de maio de 2025). «Why Trump Suddenly Declared Victory over the Houthi Militia». The New York Times
- ↑ «U.S. ends airstrikes on Houthis, but risks and challenges remain»
- ↑ Ali, Idrees; Stewart, Phil; Ali, Idrees; Stewart, Phil (7 de maio de 2025). «U.S. Bombing dents but doesn't destroy Houthi threat in Yemen». Reuters
- ↑ «Trump operation against Houthis cost more than $1 billion». NBC News. 9 de maio de 2025
- ↑ «A Story of Retreat: America's Military Failure in the Red Sea». Middle East Monitor. 18 de maio de 2025
- ↑ Kristof, Nicholas (17 de maio de 2025). «Opinion | the $7 Billion We Wasted Bombing a Country We Couldn't Find on a Map». The New York Times