Nicholas Okoh
| 4º Primaz da Nigéria | |
|---|---|
| Província | Igreja da Nigéria |
| Informações | |
| Diocese | Diocese de Abuja |
| Antecessor | Peter Akinola |
| Sucessor | Henry Ndukuba |
| Outro cargo | - Bispo de Asaba (2001-2005) - Arcebispo da Província Eclesiástica de Bendel (2005-2009) |
| Ordenação | Julho de 1979 (diácono) Julho de 1980(sacerdote) |
| Nascimento | Owa-Alero, Delta 10 de novembro de 1952 (73 anos) |
| Nacionalidade | Nigeriano |
| Progenitores | Mãe: Nwagho Okoh Pai: Stephen Chinakwe |
| Cônjuge | Nkasiobi Amaechi |
Nicholas Dikeriehi Orogodo Okoh (nascido em 10 de novembro de 1952, em Owa-Alero) é um clérigo anglicano nigeriano e ex-primaz da Igreja da Nigéria (Comunhão Anglicana).
Biografia
Os pais de Okoh eram pequenos agricultores.[1] Ele cresceu em uma família não religiosa e se envolveu na religião na escola.[2] Ele frequentou a Escola Anglicana de São Miguel, em Owa-Alero, de 1958 a 1964, obtendo o Certificado de Conclusão do Ensino Fundamental.[1]
Ingressou no Exército Nigeriano aos 16 anos e lutou na guerra civil de 1970, durante a qual leu a Bíblia toda e teve sua experiência religiosa. Em 1971, tornou-se evangelista independente, liderando grupos de jovens em Makurdi, no estado de Benue.[1][2]
Ele concluiu o ensino médio em 1974 e o ensino superior em 1976 enquanto estudava no Vining Christian Leadership Centre, em Akure, onde se formou como catequista. Posteriormente, ingressou no Immanuel College of Theology, em Ibadã (1976–1979), obtendo diplomas em Estudos Religiosos e Teologia.[1]
Foi ordenado diácono em julho de 1979 e sacerdote em julho de 1980.[3] A partir de sua ordenação, serviu como capelão na guarnição da 3ª Divisão Blindada, em Jos.[1] Prosseguiu seus estudos na Universidade de Ibadã, de 1979 a 1982, onde obteve o bacharelado, e posteriormente, de 1984 a 1985, o mestrado.[3]
É casado com Nkasiobi Amaechi desde 1986 e o casal tem cinco filhos.[1][3]
Tornou-se cônego em 1987 e arquidiácono em abril de 1991.[3] Serviu em diversas funções no Corpo de Capelães do Exército Nigeriano, chegando ao posto de Tenente-Coronel, no qual pediu a aposentadoria voluntária após 21 anos de serviço, depois de ser eleito bispo.[2]
Foi consagrado o segundo bispo da Diocese de Asaba em maio de 2001. Foi eleito Arcebispo da Província Eclesiástica de Bendel em 22 de julho de 2005, após o falecimento do Arcebispo Albert Agbaje.[3]
Em julho de 2009, num sermão em Beckenham, Kent, Okoh fez declarações sugerindo que a África estava sob ataque do Islã e que os muçulmanos estavam a "produzir em massa" crianças para assumir o controle das comunidades no continente. Ele disse que havia um ataque islâmico determinado em países africanos como o Uganda, o Quênia e a Ruanda, uma declaração pela qual foi criticado pelos muçulmanos.[4]
Primaz da Nigéria
Ele foi eleito Primaz em 15 de setembro de 2009, tendo trabalhado com o Primaz anterior, Peter Akinola, durante alguns meses de transição. Foi empossado como o 4º Primaz da Igreja da Nigéria em 25 de março de 2010, tornando-se também o 2º Bispo de Abuja e Arcebispo da Província de Abuja.[3]
Ao longo de seu mandato, Okoh permaneceu defendendo o que chama de fé ortodoxa, em oposição a tendências teológicas liberais dentro da Comunhão Anglicana.[5] Ele tem sido um dos principais nomes do realinhamento anglicano, tanto como membro da Fellowship of Confessing Anglicans quanto do Sul Global (Anglicano). Okoh liderou a grande delegação de 470 membros da Igreja Anglicana da Nigéria para a Conferência Global do Futuro Anglicano (GAFCON) II, realizada em 2013, em Nairóbi.[6]
Okoh foi um dos palestrantes no Colóquio sobre o Casamento, realizado no Vaticano, em novembro de 2014, a convite do Papa Francisco, a quem conheceu lá.[7] Em 2017, ele foi um dos três primazes anglicanos que se recusaram a participar da reunião internacional de primazes devido a desentendimentos com outras igrejas da Comunhão Anglicana, citando "a ruptura da comunhão em relação à prática homossexual, ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e à indefinição da identidade de gênero".[8] Falando em Abuja em 2018, Okoh disse que a homossexualidade está "verdadeiramente envenenando" a sociedade nigeriana, culpando a transmissão via satélite e a mídia internacional, bem como a ruptura da cultura tradicional pela urbanização.[9]
Foi anunciado no final da GAFCON III, em 22 de junho de 2018 em Jerusalém, que o Arcebispo Okoh deixaria o cargo de Presidente do Conselho de Primazes da GAFCON em janeiro de 2019. Ele foi sucedido pelo Arcebispo Foley Beach, Primaz da Igreja Anglicana na América do Norte.[10]
Internamente, dentro da Província da Igreja da Nigéria, sob seu governo, houve o estabelecimento da Advent Cable Network Nigeria Television (ACNNTV); construção da sede nacional da igreja, conhecida como Casa de São Matias; vários projetos empresariais e educacionais infantis e para o clero.[5]
Em reconhecimento aos seus serviços, Arcebispo Okoh recebeu o título de Doutor em Direito honoris causa pela Universidade Ajayi Crowther, em Oyo, em novembro de 2010, e o título honoris causa de Doutor em Divindade honoris causa pela Universidade Paul, em Awka, em dezembro de 2017.[1]
Okoh se aposentou em 25 de março de 2020,[3] sendo sucedido por Henry Chukwudum Ndukuba.[11] É o presidente da ONG Nicholas D. Okoh Foundation.[12] Foi homenageado pelo Departamento de Estudos Religiosos da Universidade de Ibadan em 2025, ocasião na qual apelou ao Presidente Bola Tinubu para que resgate, revitalize e reestruture as universidades públicas nigerianas, em vez de conceder licenças para a criação de novas instituições.[13]
Referências
- ↑ a b c d e f g «Our History». Nicholas Okoh Foundation (em inglês). Consultado em 7 de novembro de 2025
- ↑ a b c Rapheal (29 de março de 2020). «Primate Nicholas Okoh: My life as businessman, soldier and priest». The Sun Nigeria (em inglês). Consultado em 7 de novembro de 2025
- ↑ a b c d e f g «Most Rev'd Nicholas D. Okoh (2010-2020)» (em inglês). 25 de março de 2020. Consultado em 7 de novembro de 2025
- ↑ Gledhill, Ruth (21 de setembro de 2009). «Muslims mass producing children to take over Africa, says Archbishop». www.thetimes.com (em inglês). Consultado em 7 de novembro de 2025
- ↑ a b Reporter, Our (26 de julho de 2020). «The legacies of Primate Nicholas Okoh». Tribune Online (em inglês). Consultado em 7 de novembro de 2025
- ↑ vanguard (20 de outubro de 2013). «Okoh leads 470 Anglicans to Nairobi for GAFCON 2». Vanguard News (em inglês). Consultado em 7 de novembro de 2025
- ↑ Kallsen, Kevin (27 de dezembro de 2014). «Archbishop Okoh's address to the Humanum Colloquium». Anglican Ink © 2025 (em inglês). Consultado em 7 de novembro de 2025
- ↑ «Archbishop of Nigeria Nicholas Okoh to shun next Primates' Meeting». www.churchtimes.co.uk. 8 de setembro de 2017. Consultado em 7 de novembro de 2025
- ↑ Odunsi, Wale (4 de setembro de 2018). «Anglican Primate, Okoh explains why homosexuality has taken over Nigeria». Daily Post Nigeria (em inglês). Consultado em 7 de novembro de 2025
- ↑ «Foley Beach and Ben Kwashi to lead GAFCON». Anglican Ink 2018 © (em inglês). 22 de junho de 2018. Consultado em 7 de novembro de 2025
- ↑ «Archbishop Henry Chukwudum Ndukuba elected as next Primate of Anglican Church of Nigeria». www.anglicannews.org (em inglês). Consultado em 7 de novembro de 2025
- ↑ «Management Team». Nicholas Okoh Foundation (em inglês). Consultado em 7 de novembro de 2025
- ↑ Anthony (2 de abril de 2025). «Okoh, don decry deplorable state of Nigerian varsities». The Guardian Nigeria News - Nigeria and World News (em inglês). Consultado em 7 de novembro de 2025