Nega Gizza
| Nega Gizza | |
|---|---|
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| Informações gerais | |
| Nome completo | Gisele Gomes de Souza |
| Nascimento | 22 de junho de 1977 (48 anos) |
| Origem | Rio de Janeiro, RJ |
| País | |
| Gênero(s) | Rap, hip hop |
| Ocupação | Rapper, produtora, ativista, apresentadora |
| Instrumento(s) | Vocal |
| Gravadora(s) | Chapa Preta |
| Afiliação(ões) | MV Bill |
Gisele Gomes de Souza (Rio de Janeiro, 22 de junho de 1977), mais conhecida pelo seu nome artístico de Nega Gizza, é uma rapper, apresentadora, ativista e produtora brasileira.[1]
História
Nega Gizza nasceu em Brás de Pina, subúrbio do Rio de Janeiro. Filha de empregada doméstica, aos sete anos, vendia refrigerante e cerveja com seus irmãos no Centro do Rio. Mesmo tendo parado de estudar na sétima série, por não conseguir conciliar o trabalho com os estudos, Gizza sonhava em ser jornalista. Aos 15 anos, quando escutou um programa de rap pela primeira vez, identificou-se imediatamente com o estilo. Após a perda de seu irmão, Márcio, morto pela polícia aos 27 anos, MV Bill a “adotou” como irmã, convidando para participar de sua banda como backing vocal. Entre 1999 e 2000, a rapper foi a primeira locutora de uma rádio de rap, no programa Hip Hop Brasil, da Imprensa FM. Em 2001, Gizza venceu o Prêmio Hutúz - o mais importante prêmio de rap da América Latina - na categoria de "melhor demo de rap". Seu primeiro CD conta com um time de primeira na produção: Zégonz (o DJ Zé Gonzalez, do Planet Hemp, que também trabalhou com Xis), DJ Luciano, Dudu Marote (dono do selo Muquifo Records), MV Bill, Gustavo Nogueira e Daniel Ganja Man (do coletivo Instituto, de São Paulo).[2]
Em Na Humildade, CD lançado em 2002, Nega Gizza veio mostrar que as mulheres também podem ter espaço num mercado dominado por rappers do sexo masculino e sua voz forte pode abrir os caminhos para toda uma nova geração de novas vozes femininas. Ainda no mesmo ano lançou seu primeiro videoclipe, Prostituta. Dirigido por Kátia Lund e Líbero Saporetti e com fotografia de Ricardo de La Rosa, o clipe denuncia a realidade da prostituição no Brasil. Esteve em Cuba com Kátia Lund, registrando imagens e depoimentos para a produção do documentário "Fab, Hood e Pablo", que fala sobre rappers do Brasil, Estados Unidos e Cuba, ainda não finalizado. Em 2003, recebeu o Prêmio Orilaxé (Grupo Cultural Afroreggae) como melhor cantora. Assim como MV Bill e o produtor Celso Athayde, Nega Gizza é uma das fundadoras da CUFA (Central Única das Favelas), uma organização não-governamental cuja forma de expressão predominante é o hip hop e que visa promover a produção cultural das favelas brasileiras, através de atividades nos campos da educação, esportes, cultura e cidadania. Nela, jovens de comunidades produzem videoclipes, documentários, shows, além de participarem de oficinas que trabalham com elementos desta cultura. Gizza também é uma das produtoras do Prêmio e do Festival Hutúz.[3][4]
Apresenta a 14 anos o programa de Rádio “A voz das Periferias ” na Rádio Roquette-Pinto, em 2018 coordenou a produção do documentário “Na Humildade 15 anos depois”. Em 2022 ganhou o prêmio de melhor Radialista no prêmio WME Awards by Music2.[5]
“Filme de Terror” a primeira do álbum “Na Humildade” a rapper Nega Gizza faz crítica social que demarca o aspecto de protesto e denúncia das desigualdades consiste sua contribuição a Cultura e Movimento do Hip Hop Nacional, logo na abertura: "o povo quer terra, ninguém quer esmola/ Mas quem se rebela nessa senzala enfrenta a degola”. A locutora, produtora cultural, apresentadora e rapper fundadora de organização social brasileira fala da saudade dos palcos, mas não pretende voltar mesmo recebendo convites.[6]
Discografia
- Na Humildade (2002)
Prêmios
| Ano | Prêmio | Categoria | Ref |
|---|---|---|---|
| 2002 | Prêmio Hutúz | Grupo ou Artista Solo Feminino | [7] |
| 2009 | Prêmio Hutúz | Melhores Grupos ou Artistas Solo femininos da década | [8] |
| 2022 | WME Awards | Melhor Radialista | [9] |
Referências
- ↑ Cultural, Instituto Itaú. «Nega Gizza». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 13 de janeiro de 2025
- ↑ Oliveira, Beatriz de (26 de maio de 2023). «No rap, nas rádios e ações sociais: a trajetória de Nega Gizza». Nós, mulheres da periferia. Consultado em 13 de janeiro de 2025
- ↑ Rio TV Câmara (7 de novembro de 2021), O Rio que dá Certo #01 - Nega Gizza - CUFA - 06.11.2021, consultado em 13 de janeiro de 2025
- ↑ Online, Globo (9 de novembro de 2005). «MV Bill lança selo de hip hop». Gazeta do Povo. Consultado em 13 de janeiro de 2025
- ↑ «Nega Gizza». ExpoFavela. Consultado em 13 de janeiro de 2025
- ↑ Oliveira, Beatriz de (26 de maio de 2023). «No rap, nas rádios e ações sociais: a trajetória de Nega Gizza». Nós, mulheres da periferia. Consultado em 24 de outubro de 2025
- ↑ «Cliquemusic: Matéria: Prêmio Hutus anuncia seus indicados». cliquemusic.uol.com.br. Consultado em 23 de Dezembro de 2009
- ↑ Negra, Geledés Instituto da Mulher (7 de dezembro de 2009). «Hip-Hop do DF é premiado no Hutúz 2009». Geledés. Consultado em 13 de janeiro de 2025
- ↑ «WME Awards 2022: veja a lista completa das vencedoras». TV Cultura. Consultado em 13 de janeiro de 2025
Ligações externas
