Naomi Oreskes

Naomi Oreskes
Nascimento
NacionalidadeEstadunidense
Alma materImperial College (BS)
Universidade Stanford (PhD)
Carreira científica
InstituiçõesUniversidade Stanford
Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos
Dartmouth College
Universidade Harvard
Universidade de New York
Universidade da Califórnia em San Diego
Campo(s)economia, geologia, história da ciência

Naomi Oreskes ([əˈrɛskəs];[1]nascida em 25 de novembro de 1958) é uma historiadora da ciência estadunidense. Em 2013[2][3], tornou-se professora de História da Ciência e professora afiliada de Ciências da Terra e Planetárias na Universidade de Harvard, após 15 anos como professora de História e Estudos da Ciência na Universidade da Califórnia em San Diego[4].

Ela desenvolve pesquisas em geofísica e questões ambientais, tais como o aquecimento global e a história da ciência.

Os estudos de Naomi Oreskes contribuíram para a constatação da existência de um consenso científico sobre mudanças climáticas, tendo sido citada no livro Uma Verdade Inconveniente (An Inconvenient Truth), escrito pelo ex-presidente estadunidense Al Gore e baseado em um premiado documentário que possui o mesmo nome.[5]

Em 2010, Oreskes foi coautora do livro Merchants of Doubt [publicado no Brasil como Mercadores da dúvida], escrito com o historiador Erik M. Conway, no qual eles identificaram alguns paralelos entre o debate envolvendo o negacionismo das alterações climáticas e as controvérsias públicas sobre os efeitos carcinogênicos do tabaco.[6]

Naomi Oreskes foi homenageada com o título de doutora honoris causa pela Universidade de Roskilde (Dinamarca) em 2016.[7]

Anos iniciais e formação

Oreskes é filha de Susan Eileen (anteriormente, Nagin), professora[8], e Irwin Oreskes, professor de ciências laboratoriais médicas e ex-diretor da Escola de Ciências da Saúde do Hunter College, em Nova Iorque.[9][10][11] Tem três irmãos: Michael Oreskes, jornalista; Daniel Oreskes, ator; e Rebecca Oreskes, escritora e ex-guarda florestal do Serviço Florestal dos Estados Unidos[11]. É de família judia.[12]

Estudou na Stuyvesant High School, em Nova Iorque[13], e obteve seu bacharelado em geologia de mineração pela Royal School of Mines do Imperial College, Universidade de Londres, em 1981. Posteriormente, concluiu o PhD no Programa Especial de Pós-Graduação em Pesquisa Geológica e História da Ciência da Universidade de Stanford.

Carreira

Oreskes trabalhou como consultora para a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos e a Academia Nacional de Ciências dos EUA, além de ter lecionado no Dartmouth College, na Universidade de Nova Iorque, na Universidade da Califórnia em San Diego e na Universidade de Harvard. É autora ou colaboradora de diversos ensaios e relatórios técnicos em geologia econômica e história da ciência[14], além de vários livros.

Trajetória acadêmica

A carreira acadêmica de Oreskes começou na geologia, expandindo-se posteriormente para a história e a filosofia da ciência. Seu trabalho concentrou-se em métodos científicos, validação de modelos, consenso e dissenso, como demonstram dois livros sobre a história da deriva continental e da tectônica de placas. Mais tarde, passou a se dedicar à ciência das mudanças climáticas e a estudar a indústria de fake news e "fabricação de dúvidas" que se opõe a ela.

Trabalhou como geóloga de mineração para a WMC (Western Mining Company) no interior da Austrália do Sul, com base em Adelaide [15].

A partir de 1984, retornou à vida acadêmica como assistente de pesquisa no Departamento de Geologia e como monitora nos departamentos de Geologia, Filosofia e Ciências da Terra Aplicadas na Universidade de Stanford.

O artigo Hitzman-Oreskes-Einaudi de 1992 sobre depósitos de Cu-U-Au-REE ("Olympic Dam") foi citado mais de 700 vezes, segundo o Google Acadêmico. Em 1994, recebeu o Prêmio Jovem Pesquisador da Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos (National Science Foundation) [16].

Entre 1991 e 1996, foi professora assistente de Ciências da Terra e professora assistente adjunta de História no Dartmouth College, em Hanover, New Hampshire. De 1996 a 1998, atuou como professora associada de História e Filosofia da Ciência na Gallatin School of Individualized Study da Universidade de Nova Iorque [17].

Como exemplo de estudo sobre métodos científicos, escreveu sobre validação de modelos nas ciências da Terra[18], artigo citado mais de 3.200 vezes segundo o Google Acadêmico.

Transferiu-se para a Universidade da Califórnia em San Diego em 1998, como professora associada no Departamento de História e Programa de Estudos da Ciência[17], tornando-se professora titular nesse departamento entre 2005 e 2013, além de professora adjunta de Geociências (desde 2007). Foi nomeada diretora do Sixth College entre 2008 e 2011[19].

Em 1999, atuou como consultora do Conselho de Revisão Técnica de Resíduos Nucleares dos EUA para o desenvolvimento de uma estratégia de segurança de repositório para o projeto Yucca Mountain, com atenção especial à validação de modelos[20].

Desde 2013, Oreskes atua como professora na Universidade de Harvard, no Departamento de História da Ciência e no Departamento de Ciências da Terra e Planetárias[21].

Desde 2017, integra o conselho de diretores do Centro Nacional para Educação Científica dos EUA (National Center for Science Education)[22].

Oreskes também faz parte do conselho de diretores do Climate Science Legal Defense Fund (Fundo de Defesa Legal da Ciência Climática)[23].

Ensaio sobre ciência e sociedade

Oreskes escreveu um ensaio intitulado "O Consenso Científico sobre Mudanças Climáticas" ("The Scientific Consensus on Climate Change"), publicado na seção de ciência e sociedade da revista Science em dezembro de 2004[24][25][26].

No ensaio, ela relatou uma análise de "928 resumos publicados em periódicos científicos com revisão por pares entre 1993 e 2003, indexados no banco de dados ISI (Institute for Scientific Information) com as palavras-chave 'mudança climática global'"[24]. Segundo o texto, a análise visava testar a hipótese de que a elaboração de relatórios e declarações por organizações como o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, Intergovernmental Panel on Climate Change), a Associação Americana para o Avanço da Ciência (American Association for the Advancement of Science) e a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (National Academy of Sciences) poderia minimizar opiniões dissidentes legítimas sobre as mudanças climáticas antropogênicas. Após a análise, concluiu que 75% dos resumos examinados apoiavam explícita ou implicitamente a visão consensual, enquanto nenhum discordava diretamente dela. O ensaio teve grande repercussão na mídia mundial e foi citado por muitas personalidades de destaque, como Al Gore no filme Uma Verdade Inconveniente (An Inconvenient Truth).

Em 2007, Oreskes ampliou sua análise, afirmando que aproximadamente 20% dos resumos endossavam explicitamente o consenso sobre mudanças climáticas de que: "O clima da Terra está sendo afetado por atividades humanas". Além disso, 55% dos resumos endossavam "implicitamente" o consenso ao desenvolver pesquisas para caracterizar o impacto atual e/ou futuro das mudanças climáticas (50% dos resumos) ou para mitigar as mudanças previstas (5%). Os 25% restantes focavam em paleoclima (10%) ou o desenvolvimento de técnicas de medição (15%); Oreskes não os classificou como assumindo uma posição sobre as mudanças climáticas globais contemporâneas[27].

Mercadores da Dúvida (Merchants of Doubt)

"Mercadores da dúvida: Como um pequeno grupo de cientistas distorceu fatos que vão do tabagismo às mudanças climáticas" é um livro de 2010 escrito por Naomi Oreskes e Erik M. Conway. Oreskes e Conway, ambos historiadores da ciência estadunidenses, identificam paralelos notáveis entre o debate sobre mudanças climáticas e controvérsias anteriores envolvendo tabagismo, chuva ácida e o buraco na camada de ozônio. Eles argumentam que disseminar dúvida e confusão foi a estratégia básica daqueles que se opunham à tomada de medidas em cada caso[28]. Em particular, Fred Seitz, Fred Singer e alguns outros cientistas contrários uniram forças com think tanks conservadores e empresas privadas para questionar o consenso científico sobre muitas questões contemporâneas[29].

Um filme homônimo ("Merchants of Doubt"), inspirado no livro, foi lançado em 2015[30].

Outro filme lançado em 2020 foi The Campaign Against the Climate (A Campanha Contra o Clima, tradução livre), documentário dirigido pelo jornalista e cineasta dinamarquês Mads Ellesøe[31].

Controvérsias

Em parceria com Erik Conway e Matthew Shindell, Oreskes escreveu em 2008 o artigo "From Chicken Little to Dr. Pangloss: William Nierenberg, Global Warming, and the Social Deconstruction of Scientific Knowledge" ("De Chicken Little ao Dr. Pangloss: William Nierenberg, Aquecimento Global e a Desconstrução Social do Conhecimento Científico", tradução livre)[32], no qual argumentava que William Nierenberg, como presidente, reformulou um relatório de comitê da Academia Nacional de Ciências sobre mudanças climáticas em 1983 em termos econômicos para evitar ações sobre o tema. Nierenberg morreu em 2000, mas seu filho foi coautor de uma refutação publicada em 2010 na mesma revista[33], afirmando que o artigo contradizia o registro histórico e que não haveria evidências de que algum membro do comitê tivesse discordado do relatório; as evidências indicariam que o documento refletia o consenso da época[34].

Em 2015, Oreskes publicou um artigo de opinião no The Guardian, intitulado "There is a New Form of Climate Denialism to Look Out For – So Don't Celebrate Yet" ("Há uma nova forma de negacionismo climático a ser observada – portanto, não comemore ainda", tradução livre)[35] no qual afirmou que cientistas que defendem o uso contínuo de energia nuclear são "negacionistas" e propagadores de "mitos" sobre energia renovável. Ela citou um artigo de quatro cientistas climáticos renomados (James Hansen, Ken Caldeira, Kerry Emanuel e Tom Wigley) que sustentam que a energia nuclear deve ser usada para combater as mudanças climáticas[36]. Em um artigo de opinião na The New Yorker, o jornalista especializado em ciência, Michael Specter, afirmou que ela havia rotulado esses quatro cientistas como "negacionistas do clima" e que sua caracterização era absurda, já que eles estão entre os que mais fizeram para pressionar as pessoas a combater as mudanças climáticas[37].

Ainda em 2015, veículos de imprensa noticiaram que cientistas da ExxonMobil haviam encontrado evidências de mudanças climáticas, mas mesmo assim continuaram a levantar dúvidas sobre elas, uma acusação também reportada por Oreskes[38][39]. A empresa criticou Oreskes e a convidou, junto com o público, a ler cerca de 187 documentos escritos entre 1977 e 2014. Ela e Geoffrey Supran fizeram isso e relataram suas descobertas, que corroboravam os relatos originais, na revista com revisão por pares Environmental Research Letters, em 2017[38][40].

Obras selecionadas

  • Oreskes, Naomi. The Rejection of Continental Drift: Theory and Method in American Earth Science. Oxford University Press, 1999.[3]
  • Oreskes, Naomi; Conway, Erik M. Merchants of Doubt: How a Handful of Scientists Obscured the Truth on Issues from Tobacco Smoke to Global Warming [en]. Bloomsbury Press, 2010.
  • Oreskes, Naomi; Conway, Erik M. The Collapse of Western Civilization: A View from the Future. Columbia University Press, 2014.[3]
  • Oreskes, Naomi; Kriege, John (eds.). Science and Technology in the Global Cold War. Boston: MIT Press, 2014.
  • Oreskes, Naomi. Why Trust Science?. Princeton University Press, 2019.
  • Oreskes, Naomi. Science on a Mission: How Military Funding Shaped What We Do and Don't Know about the Ocean. University of Chicago Press, 2021.

No Brasil

Premiações

Ver também

Referências

  1. «UCSD Guestbook: The Republican War on Science». University of California Television. 2006. Consultado em 5 de março de 2022 
  2. «People: Naomi Oreskes». Universidade Harvard. Consultado em 4 de março de 2022 [ligação inativa] 
  3. a b c «Oreskes, Naomi». Library of Congress. Consultado em 4 de março de 2022 
  4. "People: Naomi Oreskes". Harvard University. Retrieved November 2, 2013.
  5. Gore, Albert (2006). Uma verdade inconveniente o que devemos saber (e fazer) sobre o aquecimento global. Isa Mara Lando. Barueri: Manole. OCLC 163117978 
  6. Steketee, Mike (20 de novembro de 2010). «Some sceptics make it a habit to be wrong». The Australian 
  7. «Honorary Doctors at Roskilde University». Universidade de Roskilde. Consultado em 5 de março de 2022 
  8. New York Times: "Geraldine Baum, Reporter, Marries" September 24, 1989
  9. Phys.org: "Oreskes, professor at NYC's Hunter College, dies" by Meghan Barr March 2, 2013
  10. Who's who in the West: A Biographical Dictionary of Noteworthy Men and Women. A.N. Marquis Company. 2004. ISBN 978-0-8379-0935-6. Retrieved April 19, 2015.
  11. a b City University of New York: "Irwin Oreskes, Professor Emeritus at NYC’s Hunter College who Taught Lab Science Dies at 86" March 4, 2013 |"Besides Michael Oreskes, Irwin Oreskes also is survived by his wife, Susan Oreskes; his other children, Naomi Oreskes, a science historian, Daniel Oreskes, an actor, and Rebecca Oreskes, a writer and former ranger with the U.S. Forest Service, and five grandchildren. His funeral will be held on Sunday at Jewish Community Chapel"
  12. "How Jewish philanthropies deal with climate change". The Jerusalem Post. July 26, 2022. ISSN 0792-822X. Retrieved November 13, 2022.
  13. 2021 Distinguished Alumni Award Presented to Naomi Oreskes, Stanford University, access-date 2024-03-06.
  14. "Publications". UCSD. Arquivado a partir do original em 4 de fevereiro de 2012. Recuperado em 14 de março de 2012.
  15. "Naomi Oreskes Is Wed To Dr. Kenneth Belitz". The New York Times. September 29, 1986.
  16. "Award Abstract #9357888 NSF Young Investigator". nsf.gov/awardsearch. December 8, 1993. Recuperado em 21 de agosto de 2019.
  17. a b "Naomi Oreskes C.V. 2003" (PDF). history.ucsd.edu. Retrieved August 21, 2019.
  18. Oreskes, Naomi; Kristin Shrader-Frechette; Kenneth Belitz (1994). "Verification, validation, and confirmation of numerical models in the earth sciences" (PDF). Science. 263 (5147): 641–646. Bibcode:1994Sci...263..641O. doi:10.1126/science.263.5147.641. ISSN 0036-8075. PMID 17747657. S2CID 16428790. Recuperado em 21 de agosto de 2019.
  19. Source, San Diego (February 7, 2008). "Oreskes appointed provost of UCSD's Sixth College". ww.sddt.com/News. Arquivado a partir do original em 21 de janeiro de 2022. Recuperado em 21 de agosto de 2019.
  20. US Nuclear Waste Technical Review Board (September 14, 1999). "Developing a repository safety strategy with special attention to model validation" (PDF). US Nuclear Waste Technical Review Board. Arquivado a partir do original (PDF) em 1 de maio de 2013. Recuperado em 23 de maio de 2012.
  21. "Naomi Oreskes". Harvard Faculty Directory. Retrieved November 30, 2018.
  22. "Board of Directors". ncse.com. National Center for Science Education. Arquivado a partir do original em 7 de outubro de 2017. Recuperado em 30 de outubro de 2018.
  23. "Board of Directors". csldf.org. Climate Science Legal Defense Fund. Recuperado em 19 de agosto de 2019.
  24. a b Oreskes, Naomi (December 3, 2004). "Beyond the Ivory Tower: The Scientific Consensus on Climate Change". Science. 306 (5702): 1686. doi:10.1126/science.1103618. PMID 15576594.
  25. Oreskes, Naomi (January 21, 2005). "Beyond the Ivory Tower, The Scientific Consensus on Climate Change (including corrections)" (PDF). Science. 306 (5702): 1686. doi:10.1126/science.1103618. PMID 15576594. S2CID 153792099. Retrieved March 14, 2012.
  26. Pielke, R. A.; Oreskes, N. (May 13, 2005). "Exchange of letters to Science" (PDF). Science. 308 (5724): 952–954. doi:10.1126/science.308.5724.952. PMID 15890861. S2CID 39221238. Archived from the original (PDF) on March 27, 2009. Retrieved March 14, 2012.
  27. Oreskes, Naomi (2007). "The scientific consensus on climate change: How do we know we're not wrong?" (PDF). In DiMento, Joseph F.; Doughman, Pamela (eds.). Climate Change. MIT Press. ISBN 978-0-262-04241-3.
  28. Keane, Phoebe (September 19, 2020). "How the oil industry made us doubt climate change". BBC News. Retrieved June 15, 2023.
  29. Naomi Oreskes and Erik M. Conway (2010). Merchants of Doubt, Bloomsbury Press, p. 6.
  30. "The film that reveals how American 'experts' discredit climate scientists". The Guardian. March 15, 2015.
  31. "The Campaign Against the Climate: Debunking climate change denial". April 17, 2021.
  32. Oreskes, Naomi; Conway, Erik M.; Shindell, Matthew (Winter 2008). "From Chicken Little to Dr. Pangloss: William Nierenberg, Global Warming, and the Social Deconstruction of Scientific Knowledge". Hist Stud Nat Sci. 38 (1): 109–152. doi:10.1525/hsns.2008.38.1.109.
  33. Nierenberg, Nicolas; Tschinkel, Walter; Tschinkel, Victoria (Summer 2010). "Early Climate Change Consensus at the National Academy The Origins and Making of Changing Climate" (PDF). Historical Studies in the Natural Sciences. Vol. 40, no. 3. University of California Press. pp. 318–349.
  34. Gillis, Justin (June 15, 2015). "Naomi Oreskes, a Lightning Rod in a Changing Climate". The New York Times. Profiles in Science.
  35. Oreskes, Naomi (December 16, 2015). "There is a new form of climate denialism to look out for – so don't celebrate yet". The Guardian.
  36. Hansen, James; Emanuel, Kerry; Caldeira, Ken; Wigley, Tom (December 3, 2015). "Nuclear power paves the only viable path forward on climate change". The Guardian.
  37. Specter, Michael (December 18, 2015). "How Not to Debate Nuclear Energy and Climate Change". The New Yorker.
  38. a b Grandoni, Dino (August 24, 2017). "ExxonMobil asked people to 'read the documents' it produced on climate change. So these Harvard researchers did". The Washington Post.
  39. Levy, Adam (May 30, 2023). "Scientists warned about climate change in 1965. Nothing was done". Knowable Magazine. doi:10.1146/knowable-052523-1 (inactive July 12, 2025).
  40. Supran, G.; Oreskes, N. (2020). "Addendum to 'Assessing ExxonMobil's climate change communications (1977–2014)' Supran and Oreskes (2017 Environ. Res. Lett. 12 084019)". Environ. Res. Lett. 15 (11): 119401. Bibcode:2020ERL....15k9401S. doi:10.1088/1748-9326/ab89d5. S2CID 228960702.
  41. «Waldemar Lindgren Award». Society of Economic Geologists. Consultado em 4 de março de 2022 
  42. «The Francis Bacon Award in the History and Philosophy of Science and Technology». Gesellschaft für Technikgeschichte. Consultado em 5 de março de 2022 
  43. Elliott, Elizabeth (22 de outubro de 2014). «AMERICAN HISTORICAL ASSOCIATION ANNOUNCES THE 2014 PRIZE WINNERS». American Historical Association. Consultado em 4 de março de 2022 
  44. «The British Academy Medal». Academia Britânica. Consultado em 5 de março de 2022 
  45. «2019 Division & Section Award Recipients». Sociedade Geológica dos EUA. Consultado em 5 de março de 2022 

Ligações externas