História da sociologia

A sociologia surgiu do pensamento iluminista, pouco tempo após a Revolução Francesa, como uma ciência da sociedade positivista. Entretanto, tem origem no estoque comum do conhecimento ocidental e necessariamente é anterior a essa área. A sociologia acadêmica moderna surgiu como uma reação à modernidade, capitalismo, urbanização, racionalização e secularização, carregando um forte interesse específico na emersão do moderno estado-nação, suas instituições constituintes, suas unidades de socialização e seus meios de vigilância. Uma ênfase no conceito de modernidade, em vez de no iluminismo, geralmente distingue o discurso sociológico daquele da filosofia política como já dita clássica.[1]

Histórico

Como ciência, a sociologia tem de obedecer aos mesmos princípios gerais válidos para todos os ramos de conhecimento científico, apesar das peculiaridades dos fenômenos sociais quando comparados com os fenômenos de natureza e, consequentemente, da abordagem científica da sociedade. De acordo com Giannoti (IN VALENTIM, 2010): "A Sociologia estuda a sociedade, onde os seres vivos se unem por laços independentes de seus organismos". A Sociologia é vista por Comte como "o fim essencial de toda a filosofia positiva".[2] A sociologia é uma área de interesse muito recente, mas foi a primeira ciência social a se institucionalizar. Antes, portanto, da ciência política e da antropologia.

Em que pese o termo Sociologia tenha sido criado por Augusto Comte (em 1838), que esperava unificar todos os estudos relativos ao homem — inclusive a história, a psicologia e a economia —, Montesquieu também pode ser encarado como um dos fundadores da sociologia — talvez como o último pensador clássico ou o primeiro pensador moderno.

Em Comte, seu esquema sociológico era tipicamente positivista, (corrente que teve grande força no século XIX), e ele acreditava que toda a vida humana tinha atravessado as mesmas fases históricas distintas e que, se a pessoa pudesse compreender este progresso, poderia prescrever os "remédios" para os problemas de ordem social.

As transformações econômicas, políticas e culturais ocorridas no século XVIII, como as Revoluções Industrial e Francesa, colocaram em destaque mudanças significativas da vida em sociedade com relação a suas formas passadas, baseadas principalmente nas tradições.

A sociologia surge no século XIX como forma de entender essas mudanças e explicá-las. No entanto, é necessário frisar, de forma muito clara, que a sociologia é datada historicamente e que o seu surgimento está vinculado à consolidação do capitalismo moderno.

Esta disciplina marca uma mudança na maneira de se pensar a realidade social, desvinculando-se das preocupações especulativas e metafísicas e diferenciando-se progressivamente enquanto forma racional e sistemática de compreensão da mesma.

Assim é que a Revolução Industrial significou, para o pensamento social, algo mais do que a introdução da máquina a vapor. Ela representou a racionalização da produção da materialidade da vida social.

O triunfo da indústria capitalista foi pouco a pouco concentrando as máquinas, as terras e as ferramentas sob o controle de um grupo social, convertendo grandes massas camponesas em trabalhadores industriais. Neste momento, se consolida a sociedade capitalista, que divide de modo central a sociedade entre burgueses (donos dos meios de produção) e proletários (possuidores apenas de sua força de trabalho). Há paralelamente um aumento do funcionalismo do Estado que representa um aumento da burocratização de suas funções e que está ligado majoritariamente aos estratos médios da população.

O desaparecimento dos proprietários rurais, dos artesãos independentes, a imposição de prolongadas horas de trabalho, etc., teve um efeito traumático sobre milhões de seres humanos ao modificar radicalmente suas formas tradicionais de vida.

Não demorou em que as manifestações de revolta dos trabalhadores se iniciassem. Máquinas foram destruídas, atos de sabotagem e exploração de algumas oficinas, roubos e crimes, evoluindo para a criação de associações livres, formação de sindicatos e movimentos revolucionários.

Este fato é importante para o surgimento da sociologia, pois colocava a sociedade num plano de análise relevante, como objeto que deveria ser investigado tanto por seus novos problemas intrínsecos, como por seu novo protagonismo político já que junto a estas transformações de ordem econômica pôde-se perceber o papel ativo da sociedade e seus diversos componentes na produção e reprodução da vida social, o que se distingue da percepção de que este papel seja privilégio de um Estado que se sobrepõe ao seu povo.

O surgimento da sociologia prende-se em parte aos desenvolvimentos oriundos da Revolução Industrial, pelas novas condições de existência por ela criada. Mas uma outra circunstância concorreria também para a sua formação. Trata-se das modificações que vinham ocorrendo nas formas de pensamento, originadas pelo Iluminismo. As transformações econômicas, que se achavam em curso no ocidente europeu desde o século XVI, não poderiam deixar de provocar modificações na forma de conhecer a natureza e a cultura.

Definição da Sociologia

Georg Simmel, ao definir o campo da Sociologia, compreendeu haver em toda interação uma forma e uma motivação. “A motivação é o conteúdo, o interesse ou objetivo do indivíduo que se engaja em uma interação; a forma é o modo, um formato por meio do qual aquele conteúdo passa a existir”.[3] Assim, seria a forma o objeto de estudo da Sociologia e também seria ela o aspecto determinante na expressão afetiva dos sujeitos em sociedade.

Já para Émile Durkheim, o objeto da Sociologia é a dimensão social, que passa a existir quando se altera o estado de consciência individual. “Para Durkheim, é ao ser capaz de coagir a vontade individual que um fenômeno estabelece sua condição social”.[3]

A Sociologia em consonância com outras perspectivas científicas

A sociologia, enquanto ciência, também está em perspectiva e tangencia outras áreas do conhecimento e outras perspectivas científicas. Há, portanto, uma relação de interdisciplinaridade que abrange não apenas os teóricos da sociologia, porém também, cientistas e pesquisadores de outras matrizes racionais.  Entre elas estão:

Sociologia da Comunicação e das Mídias

O sociólogo francês Eric Maigret (2010) propõe que as ciências da comunicação estão intrinsecamente ligadas com aspectos da sociologia justamente por sobrepor aspectos das condições humanas. Para o teórico “comunicar consiste em convocar objetos, relações sociais e ordens políticas. Toda teoria da comunicação propõe um composto de elementos momentaneamente indivisíveis: um modelo de troca funcional entre homens, um ponto de vista sobre suas relações de poder e de cultura, uma visão da ordem política que os une”[4]

Nessa perspectiva, os estudos da Sociologia da Comunicação e das Mídias se preocupam na inter-relação entre as teorias da comunicação e aspectos sociológicos. Dentre os aspectos

a)       Sociologia, Comunicação e Práticas Culturais

A Comunicação e a Sociologia se tangenciam nas práticas sociais e culturais pois são intrínsecas as relações humanas. Em outras palavras, nossas práticas e processos sociais e culturais são imbricados em práticas comunicacionais diversas, sejam elas a partir de relações on-line ou off-line. De acordo com Eric Maigret (2010), a Comunicação e Sociologia se conectam em aspectos como o estudo científico do consumo, culturas populares e pesquisas de recepção. Para o autor, “a construção social das comunicações se efetua por meio de ferramentas variadas, estatísticas e qualitativas, e consiste em apreender consumos, usos e recepções” [5]

b)       Sociologia e Profissões da Comunicação Há, também, na interseção dos estudos da Sociologia e da Comunicação as preocupações com as especificidades das profissões da Comunicação. Em outras palavras, Jornalismo, Publicidade e Propagando, Relações Públicas, Fotografia e Cinema, apesar de apresentarem fatores comuns, possuem relações e impactos sociais distintos. Isto é, uma reportagem jornalística assume questões e impactos sociais distintos do que uma peça publicitária ou uma exposição fotográfica.

No Jornalismo, por exemplo, o sociólogo Érik Neveu (2006)[6] aborda a construção social do jornalismo no Brasil a partir de perspectivas socio-estruturais dos Estados Unidos e da França, suas diferenças e componentes. O autor, portanto, analisa esses modelos levando em consideração aspectos da construção social de cada um dos países.

c)       Comunicação, Democracia e Opinião Pública

Com o avanço das fake News e da desinformação, a Comunicação se tornou central nas discussões políticas e democráticas ao redor do globo. Nesse sentido, o sociólogo Eric Maigret (2010)[7] afirma que “pensar a comunicação de massa como um dos lugares por onde advém a democracia é algo que se pode fazer, de início, a partir das teorias políticas da opinião que renovam a partir de 1970 as concepções sobre o papel da informação propondo, com os modelos de agenda setting e de ‘espiral do silêncio’, um retorno à noção de efeito”.

Sociologia, Administração Pública e Direito

Uma interface constante nos estudos de sociologia é a administração e o direito público, justamente por essas áreas do conhecimento estarem intrinsecamente conectadas aos aspectos sociais. Nessa perspectiva interdisciplinar, é possível discutir normas, instituições e práticas e processos sociais.

O sociólogo Max Weber[8] (1922) é um dos principais autores para a compreensão de questões como Estado, direito e poder. Em sua perspectiva, é possível compreender a burocracia como uma forma racional-legal de dominação.

Outro autor essencial para a discussão é Émile Durkheim (1893)[9] e sua abordagem em que o direito é encarado como uma solidariedade social. O que o sociólogo propõe é, na verdade, encarar que as normas jurídicas refletem uma coesão social.  

Há também, a perspectiva Marxista em que o direito e o Estado são compreendidos a partir de uma luta de classes.

a)       Administração Pública e a Sociologia em perspectiva

A administração pública vai além do conjunto de questões técnicas da gestão. Nesse sentido, a sociologia se complementa com a observação dos atores sociais perante as políticas públicas. O teórico Dwight Waldo (1948),[10] por exemplo, destaca a importância política e ética da administração pública criticando uma possível neutralidade administrativa.

b)       A Sociologia do Direito

A sociologia do direito é o campo que compreende a relação entre sociedade e o direito. Entre autores importantes estão Eugen Ehrlich, com o debate entre os conceitos de direito vivo e direito oficial ou codificado e Niklas Luhmann que propõe uma teoria sistêmica do direito como subsistema autônomo da sociedade.

Além disso, outro ator essencial para compreender a interdisciplinaridade entre direito, sociologia e administração pública é Jurgen Habermas (1992).[11] O autor propõe o conceito de esfera pública. Nesse sentido, o direito deve ser legitimado a partir de processos democráticos em que se reforça o conceito de cidadania e justiça social.

Contemporaneamente, há também discussões que rondam os aspectos do direito e da sociologia. Temas importantes como direitos humanos, governança e cidadania são essenciais para discussões em diversas outras áreas e para o avanço social.

Sociologia e Ciências Exatas

Uma outra perspectiva que tange a interdisciplinaridade da sociologia é a sua relação com as consideradas duras, ou, Ciências Exatas. Emmanuel Yenshu Vubo (2015) aponta que a Sociologia possui um longe histórico em tensionar contextos sociais, políticos e culturais a partir da produção de conhecimento científico. Nesse sentido, o autor afirma que a sociologia se apropria e se beneficia do avanço das ciências exatas para contribuir e avançar com o desenvolvimento dos seus pensamentos.  

Segundo Vubo (2015)[12] “A sociologia pode desempenhar um papel aprimorado e direto, em oposição à visão de que só se pode pensar nela como existindo fora das margens das correntes dominantes da economia e da política (a dimensão crítica), em uma espécie de posição intelectualmente subversiva. A sociologia pode não apenas ser conselheira, mas também deve se tornar parte integrante do processo de tomada de decisão e gestão à sua própria luz”.

Alguns exemplos da relação interdisciplinar entre a Sociologia e as Ciências Exatas são:

a)       Sociologia computacional

A Sociologia computacional é oriunda da transdisciplinaridade dos estudos sociais com as Ciências Tecnológicas. Nessa perspectiva, os fenômenos sociais são pesquisados a partir de técnicas e processos computacionais como a Inteligência Artificial, Redes Sociais ou abordagens técnicas a partir de processos de modelagem e de interações entre atores sociais.

b)      Física social

A física social é responsável por utilizar métodos físicos como processos de rede ou estatísticos para a compreensão de fenômenos, práticas e processos sociais. Entre alguns dos autores responsáveis por discutir essas questões estão: Marko Jusup, Petter Holme, Kiyoshi Kanazawa, Misako Takayasu, Ivan Romic, Zhen Wang, Suncana Gecek, Tomislav Lipic, Boris Podobnik, Lin Wang, Wei Luo, Tin Klanjscek, Jingfang Fan, Stefano Boccaletti, Matjaz Perc

Nessa perspectiva teórico-metodológica, os pensadores Yurij Holovatch, Ralph Kenna, Stefan Thurner (2016), ao estudarem a incidência dos sistemas complexos e suas relações interdisciplinares,  apontam três áreas atualmente estudadas: a ciência das cidades, a dinâmica das sociedades e a representação de textos como objetos evolucionários.

Sociologia Ambiental

Com o avanço das emergências globais ambientais, tornou-se necessário o desenvolvimento de estudos que abrangem as práticas, processos e culturas sociais associadas as questões ambientais.

A Sociologia ambiental está preocupada em compreender as interações socioambientais e as relações entre seres humanos com o meio ambiente em diversos contextos culturais distintos. Entre alguns dos principais teóricos estão:

a)       Riley E. Dunlap

Riley Dunlap se dedica a mais de 40 anos aos estudos das naturezas e as preocupações ambientais. O sociólogo já recebeu diversos prêmios e reconhecimentos. Em 1992, o Instituto Internacional George H. Gallup o reconheceu como Gallup Fellow em Meio Ambiente. Lá, liderou como Diretor de Projeto o estudo "Saúde do Planeta", abrangendo 24 nações. Mais tarde, em 1999, a Organização Gallup o nomeou Gallup Scholar para Meio Ambiente, e ele assessorou as pesquisas ambientais da Pesquisa Gallup.

b)       William R. Catton Jr.

Foi um dos principais sociólogos americanos na área ambiental e autor do livro “Overshoot: A Base Ecológica da Mudança Revolucionária”. O teórico é conhecido como um dos principais autores e responsável por base teórica de ativistas ambientais até hoje. Além disso, William R Catton Jr ganhou diversos prêmios na área da sociologia ambiental e foi presidente Associação Sociológica Americana durante a década de 1980.

c)       Allan Schnaiberg

Professor emérito da Universidade Northwestern, Allan Schnaiberg utilizou o conceito de estrutura da produção para compreender problemas sociais, ambientais e estruturais. Além de publicar diversos artigos e livros sobre sociologia e meio ambiente, o teórico recebeu da Associação Americana de Sociologia o prêmio de contribuição sobre o Meio Ambiente e Tecnologia.

Sociologia e Ciências Cognitivas

As Ciências Cognitivas, campo de estudo preocupado com abordagens da intersecção mente humana e inteligência, são outro campo científico interdisciplinar que aborda e tangencia as questões da sociologia.

Os principais conceitos abordados na interface entre a Sociologia e as Ciências Cognitivas são: Cognição Situada e Incorporada, Memória Coletiva e Cognição Social, Cultura e Cognição, Teoria da Mente e Intersubjetividade e a Neurociência Social.

a)       Cognição Situada e Incorporada

O conceito propõe que a de cognição está ligada as interações entre ambiente físico e as construções socialmente elaboradas pelos atores sociais. Varela, F. J., Thompson, E., & Rosch, E. (1991) e Clark, A. (1997) definem a cognição situada como o pensamento humano constituído a partir das experiências sociais e materiais dos contextos em que os sujeitos estão situados. Já a cognição incorporada aborda a importância do corpo na elaboração das experiências cognitivas.

b)       Memória Coletiva e Cognição Social

A proposta conceitual de memória coletiva se dá pela construção de memórias comuns entre atores sociais. Autores como Halbwachs, M. (1992) e Frith, C. D., & Frith, U. (2007) abordam que a memória é influenciada pela construção institucional coletiva, pelas práticas e processos culturais e pelo valor simbólico constituído em práticas comuns.

c)       Cultura e Cognição

Esses estudos estão voltados as práticas culturais e como elas moldam processos cognitivos e vice-versa. Shore, B. (1996) em “Culture in Mind: Cognition, Culture, and the Problem of Meaning” aborda, ainda, de que forma valores, normas e símbolos são compreendidos em diferentes culturas e processos de cognição.

d)       Teoria da Mente e Subjetividade

Tomasello, M. (2008) e Gallagher, S. (2001) debatem a teoria da mente e a subjetividade a partir de uma ótica sociológica e das ciências cognitivas. Para os autores, há uma partilha de experiências mentais e emocionais que caracterizam o processo de subjetividade a partir das interações humanas. Nesse sentido, a teoria da mente aponta para capacidade de compreensão de estados mentais a si e aos outros, gerando discussões sociais como empatia e cooperação social.

e)       Neurociência Social

A neurociência social é um campo de estudos interdisciplinar que aborda de que forma mecanismos neurais estão conectados as interações sociais humanas. Essa área de estudos envolve pesquisas e discussões teóricas de campos científicos como psicologia, sociologia e neurociência. Alguns conceitos como a plasticidade neural são abordados por autores como Cacioppo, J. T., & Berntson, G. G. (2005) em "Social Neuroscience: Key Readings" e, também, em artigos científicos como em Lieberman, M. D. (2007): "Social Cognitive Neuroscience: A Review of Core Processes". Annual Review of Psychology.

Além do exposto acima, entre os principais autores que trabalham a Sociologia e as Ciências Cognitivas e que tensionam a interdisciplinaridade dessas ciências, estão teóricos como Maurice Halbwachs, Pierre Bourdieu, Edwin Hutchins, Dan Sperber, Stephen Turner, Vygotsky (L. S.).

Sociologia das Ciências

A Sociologia da Ciência tem como preocupação a compreensão da produção do conhecimento científico a partir de uma leitura crítica e reflexiva sobre a ciência e a popularização do conhecimento. Nessa perspectiva de olhar para ciência e para o conhecimento de uma forma reflexiva, autores como Latour & Woolgar (1979) e Merton (1973) abordam que a Ciência não é neutra e puramente objetiva, mas imbricada por questões culturais, econômicas e sociais.

Um dos principais autores da Sociologia da Ciência, Robert K. Merton, propôs o conceito de “normas do ethos científico” em que a ciência é compreendida como uma instituição social constituída por um conjunto de práticas, estruturas e valores moldam o comportamento dos cientistas e a organização da produção do conhecimento.  Em seu artigo “The Normative Structure of Science”, publicado em 1942, que esses valores normativos oriundos do ethos científico são regras não escritas, mas um conjunto intrínseco ao universo científico e aos cientistas. Em seu artigo, Merton (1942) descreve quatro princípios fundamentais:

a.       Universalismo: o conhecimento deve ser avaliado independente de quem o produz.

b.       Comunalismo: o conhecimento científico deve ser compartilhado livremente pela sociedade.

c.        Desinteresse: a ciência deve seguir a busca do conhecimento e não interesses pessoais ou financeiros.

d.       Ceticismo Organizado: todas as ideias devem ser submetidas à crítica de outros cientistas e da sociedade e a uma verificação rigorosa dos aspectos científicos.

Inspirado no Evangelho de Mateus, o autor ainda abordou e definiu o conceito de Efeito Mateus em que essas situações e normas são violadas.  Para o autor, o Efeito Mateus consiste em dar voz e mais crédito a cientistas renomados que produzem trabalhos semelhantes a jovens cientistas, corrompendo o seu conceito proposto de universalismo.

Posteriormente, alguns pesquisadores como Harriet Zuckerman, Bruno Latour e Steve Woolgar questionaram os propósitos universalistas dos conceitos abordados por Merton afirmando que a ciência é imersa em disputas, interesses e desigualdades.

Uma outra abordagem da Sociologia das Ciências são os Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia (STS). Surgida nos anos 1970, essa vertente teórica analisa a Ciência e a tecnologia como práticas sociais.

Um dos principais autores dos Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia (STS) é o pesquisador Bruno Latour.  Em 1987 o autor lançou a obra "Science in Action", na qual o ator discute o estudo das ciências em durante o processo de produção de conhecimento e não apenas quando os fatos já estão postos e concretos socialmente.

O que Bruno Latour (1987) propõe em seu livro, portanto, é que a ciência é um campo de controversas. Para o autor, um fato é constituído enquanto fato apenas quando não está mais em processo de circulação e disputa. Ou seja, antes desse processo ele é uma hipótese em constante disputa.

Ainda na perspectiva dos Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia (STS) e do trabalho proposto por Bruno Latour, a teoria ator rede e as redes sociais e a ciência também são discutidas. Na visão de Latour, as redes sociais são amplas e incluem aspectos como elementos técnicos, discursivos, materiais e humanos. Nessa perspectiva, as redes sociais são essenciais para a popularização do conhecimento científico e para a divulgação da ciência e dos estudos sociais da ciência e da tecnologia.

Outro autor relevante para os Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia (STS) é Steven Shapin. Sua obra, The Social History of Truth: Civility and Science in Seventeenth-Century England, lançada em 1994, aborda o que se discute contemporaneamente como verdade cientifica. Segundo o autor, a ciência é uma prática social que depende de redes de credibilidade e dos atores participantes.

Por tratar de redes de relações, o trabalho de Steven Shapin é relevante para a discussão de conteúdos contemporâneos como fake News e pós verdade, autoridade científica e comunicação científica.  

Ensino das Ciências

Outra abordagem relevante na perspectiva sociológica é o ensino das ciências e a alfabetização da ciência crítica. Essa perspectiva compreende que o ensino deve abordar o processo científico como um todo levando em consideração questões como para quem, com quais interesses e implicações sociais da ciência ou fato científico. Assim, há um fortalecimento de uma formação cidadã.

Um dos principais autores dessa vertente é Glen Aikenhead (2006). Para o autor, a ciência é uma prática cultural específica em que o ensino deve compreender as práticas e processos culturais distintos em cada contexto tornando-a mais acessível para estudantes.   Em outras palavras, o que o autor propõe é estudantes não estão inseridos no contexto científico e é necessário transpor essa realidade para a realidade deles.

Entre as maiores contribuições do autor estão as discussões sobre ciência como cultura, educação científica humanística e alfabetização científica.

Outro autor relevante para as discussões do ensino das ciências é Derek Hodson (2003). O que Hudson propõe é que alunos não apenas compreendam a ciência, mas também, ajam criticamente em sociedade. Para o autor, há três etapas durante esse processo: aprender ciência, aprender sobre a ciência e, por último, aprender por meio da ciência.

Fenômenos contemporâneos

Sociologia dos Afetos

A sociologia se depara com desafios para estudar fenômenos sociais que se encontram fora do âmbito político e não vinculados a instituições,[13] a exemplo dos afetos. Apesar disso, há no desenvolvimento do campo, importantes contribuições ao desenvolvimento do que é chamado de Sociologia dos Afetos ou Construção Social das Emoções.[14]

Um pesquisador de destaque neste campo de estudo é Espinoza, que afirma ser o afeto “todo modo de pensamento que não representa nada”.[15] Essa diferenciação centra-se em sua concepção de ideia como sendo a representação de uma realidade. Assim, o afeto está atrelado não a uma ideia, mas a um sentimento, emoção, não sendo, portanto, representativo. Afeto para Espinoza seria “a variação contínua da força de existir, da potência de agir”.[16] O grau dessa potência do agir é determinado pelo grau de perfeição de uma ideia. De forma mais didática, o aumento da potência do agir poderia estar relacionado à alegria, e a diminuição dessa potência, à tristeza.[16] Algo central na perspectiva oferecida por Espinoza é da desconstrução do afeto como uma ação passiva, sendo, portanto, uma manifestação ativa do sujeito e desvencilhando-se da concepção tradicional de afeto como sinônimo de paixão (descontrole).

Outro sociólogo com pesquisas de destaque na sociologia dos afetos é Maurice Halbwachs, que apresenta o conceito de comunidade de afeto, sendo essa uma construção que ocorre por meio do convívio social, um processo construtivo mediado pelas relações grupais e as lembranças geradas nas inter-relações. “Desse modo, a constituição da memória de um indivíduo resulta da combinação das memórias dos diferentes grupos dos quais está inserido e consequentemente é influenciado por eles”.[17] A comunidade está atrelada à história que acompanha o indivíduo e o grupo, relaciona-se aos vínculos entre as pessoas.[18] É sobre estas tensões entre o ego e o Outro que se centra o conceito de comunidade de afeto, que está intrinsicamente atrelada à noção de memória coletiva.

O conceito de memória coletiva não busca suprimir a importância das vivências individuais, afinal, “a primeira testemunha, à qual podemos sempre apelar, é a nós próprios”.[19] No entanto, é pelo acesso à memória coletiva que o sujeito confirma a lembrança, pois, de acordo com Halbwachs, confia-se mais nas experiências compartilhadas que naquelas vivenciadas apenas por si mesmo. A exemplo ele destaca quando que, para confirmar ou recordar de uma lembrança, as testemunhas presentes, que compartilharam entre si a vivência evocada, fazem com que o sujeito assuma experiências que não se lembra com clareza, mas que absorve pelo compartilhado pelo grupo.[19]

Halbwachs defende, portanto, que, por mais que tenha havido por parte do indivíduo uma experiência que remonta a um afeto positivo, se tal memória individual não for reforçada pela coletividade, é possível que a lembrança seja modificada com o reforço do grupo ou de instituições reguladoras. A repetição de um fato com carga afetiva negativa pode modificar a experiência individual do sujeito frente a um mesmo acontecimento.[19]

Identidade

Além dos estudos contemporâneo relevante nos estudos da Sociologia é o da identidade, pois este torna-se um termo fluido e decentralizado frente a complexidade cultural da contemporaneidade.

Para Stuart Hall, pensar em identidade no século XXI é pensar em um conceito fluído, descentralizado, que propõe uma abordagem do homem muito distante daquela proposta pelos pesquisadores modernos, que possuía uma perspectiva de sujeito que “não era autônomo e autossuficiente, mas era formado na relação com outras pessoas importantes para ele, que mediavam para o sujeito os valores, os sentidos e os símbolos – a cultura – do mundo que ele/ela habitava”.[20]

Nesse sentido, define-se identidade na contemporaneidade como “uma construção simbólica que se faz em relação a um referente”. Isto é, “toda identidade é uma representação, e não um dado concreto que pode ser elucidado ou descoberto”.[21] Sendo uma representação, ela se dá, portanto, em relação. A identidade é constituída e ressignificada nas inter-relações com as similitudes e diferentes, visto que “(...) a identidade do outro reflete na minha e a minha na dele”.[22]

A partir dessa perspectiva inter-relacional da identidade, tem-se diversas abordagens que foram trabalhadas pelos autores Maria Chalfin Coutinho, Edite Krawulski e Dulce Helena Penna Soares,[23] que vão desde a compreensão dos aspectos de socialização como prementes na formação identitária, que buscam analisar os “processos psicossociais através dos quais o indivíduo se desenvolve historicamente como pessoa e como membro de uma sociedade”,[24] considerando haver na transformação pessoal uma relação direta com aspectos sociais e históricos dados,[22] como também abordagens que consideram os impactos sociais na formação individual, ou seja, a construção identitária ocorrendo tanto em âmbito individual como coletivo. Nesse sentido, a identidade é vista como “um tipo de sequência cultural da ação, a toda uma interiorização da experiência social, sob forma de modelos tornados inconscientes e que governam as condutas e jogos relacionais pelo viés de representações que eles induzem”.[25]

Impactos históricos na concepção de identidade

Stuart Hall evidencia haver uma série de acontecimentos históricos, sociais e revoluções científicas que influenciam a forma como as identidades são compostas na contemporaneidade. O autor propõe a organização de três concepções de identidade, que se relacionam a períodos históricos diferentes, sendo eles: o sujeito do Iluminismo, o sujeito sociológico e o sujeito pós-moderno.[20]

O primeiro sujeito, o do Iluminismo, “estava baseado numa concepção de pessoa humana como um indivíduo totalmente centrado, unificado, dotado das capacidades de razão, de consciência e de ação”.[20] Esse sujeito era dotado de uma interioridade completa, que fazia dele um ser único. A identidade era o próprio eu, a consciência da pessoa. Já o sujeito sociológico enfrentava as complexidades do mundo moderno e criava sua identidade a partir das relações sociais e das trocas simbólicas. Por fim, o sujeito pós-moderno não possui mais uma identidade única, fixa. Ele está em constante mudança, “a identidade torna-se uma celebração móvel: formada e transformada continuamente em relação às formas pelas quais somos representados ou interpelados nos sistemas culturais que nos rodeiam”.[20]

Esse sujeito pós-moderno está inserido em uma realidade global, não mais local. “À medida que áreas diferentes do globo são postas em interconexão umas com as outras, ondas de transformação social atingem virtualmente toda a superfície da Terra”.[26] Essas transformações provocam hibridações culturais que estimulam tanto uma aproximação entre os sujeitos através de um reconhecimento mútuo, como um afastamento pela identificação das diferenças, promovendo assim uma diversidade de “posições de sujeito”,[20] de renegociações de identidades.

O processo de deslocamento do sujeito se dá, de acordo com Hall, através de cinco avanços nas teorias sociais e Ciências Humanas. O primeiro deles refere-se às tradições do pensamento marxista, mais especificamente às releituras e interpretações que foram realizadas dos escritos de Marx na década de 60. Quando reinterpretada à luz desta década, a afirmação “homens fazem a história, mas apenas sob as condições que lhes são dadas”, é compreendida como uma ausência total de poder desses homens/indivíduos, em que não são capazes de serem autores ou agentes de suas próprias histórias.[20] Tal percepção do homem como sujeito passivo dos acontecimentos do mundo e da vida destrói a concepção do sujeito como dotado de consciência plena e ampla, empoderado de si mesmo.

O segundo acontecimento está relacionado à descoberta do inconsciente por Freud. Isto porque “a teoria de Freud, de que nossas identidades, nossa sexualidade e a estrutura dos nossos desejos são formadas com base em processos psíquicos e simbólicos do inconsciente, que funcionam de acordo com uma lógica muito diferente daquela da Razão”.[20] põe por terra toda a concepção de sujeito central no universo por ser dotado de uma razão plena, concepção iluminista que dotava o sujeito de uma identidade ampla e fixa. Para Freud, o sujeito forma-se a partir de uma relação complexa que relaciona o inconsciente a uma série de realidades sociais que são apreendidas desde a infância. O sujeito não nasce completo, pleno, mas vai sendo construído e constituído de partes apreendidas ao longo da vida, que são móveis e instáveis.

O terceiro avanço está associado ao trabalho de Ferdinand de Saussure, na linguística estrutural. Quando Saussure afirma ser a língua um sistema complexo social preexistente ao sujeito, ele diz que “falar uma língua não significa apenas expressar nossos pensamentos mais interiores e originais; significa também ativar a imensa gama de significados que já estão embutidos em nossa língua e em nossos sistemas culturais”.[20] Ao propor tal perspectiva, o autor afirma ser o sistema cultural superior ao indivíduo, ou seja, aquilo que o faz cidadão. Os códigos compartilhados com seus pares, as relações afetivas e culturais do sujeito são tão ou mais importantes que aquilo que ele traz em sua intimidade ou biologia. Além disso, Saussure diz haver na língua significados móveis, inconstantes, que fazem com que a relação com o mundo se altere constantemente. Alçar a língua a uma realidade mais ampla que a do sujeito é edificar o próprio conceito de cultura.

O quarto pesquisador de grande influência no descentramento do homem moderno é Michel Foucault. O filósofo e historiador francês, em uma série de estudos, produziu uma “genealogia do poder”. Com o surgimento de novas instituições sociais, o poder se modifica e passa a disciplinar a sociedade por intermédio de novas ferramentas. “O poder disciplinar está preocupado, em primeiro lugar, com a regulação, a vigilância é o governo da espécie humana ou de populações inteiras e, em segundo lugar, do indivíduo e do corpo”.[20] Passa-se a regulação da vida às esferas institucionais e sociais, desprovendo o sujeito de tal poder.

O quinto descentramento proposto por Hall é o impacto do feminismo como movimento social e crítica teórica. O feminismo está inserido em um período histórico em que há o surgimento e fortalecimento de outros movimentos sociais, onde “cada movimento apela para a identidade social de seus sustentadores. (...) Isso constitui o nascimento histórico do que veio a ser conhecido como a política de identidade – uma identidade para cada movimento”.[20] Além disso, o feminismo também trouxe questionamentos quanto à diferenciação das esferas privada e pública, expondo instituições privadas, como a família, para a esfera política pública, assim como também politizou a subjetividade ao questionar os papéis da mulher, da mãe, da filha, do homem.[20] Essa série de indagações propostas pelo movimento feminista desordenou várias esferas sociais, até estão estáveis, que diziam respeito à realidade social do sujeito. A instabilidade na identificação de papéis e instâncias sociais perturbou a noção de identidade do indivíduo, trazendo novas possibilidades e mobilidade a uma identidade até então fixa.

Identidade e linguagem

A linguagem surge como uma forma de explicar a realidade por meio das significações. Destaca-se o desenvolvimento de diversas linhas teóricas que tinham na linguagem seu principal objeto e sua mais importante ferramenta: a lógica-matemática e a filosofia analítica da linguagem, na Alemanha; a Semiótica nos Estados Unidos; o positivismo lógico, em Viena; a filosofia das formas simbólicas e a hermenêutica, também na Alemanha; o estruturalismo, na França; a antropologia linguística, na Inglaterra e a teoria linguística. “A análise da linguagem torna-se assim a estrada real para o tratamento não só de questões filosóficas, mas de questões de vários campos das ciências humanas e naturais no pensamento contemporâneo”.[27]

Contudo, a descentralização do homem pela perspectiva filosófica, assim como a sociológica, ocorreu em diferentes momentos, tanto teóricos, como históricos. Marcondes[27] destaca três grandes rupturas que tiveram enorme importância nesse processo. A primeira foi a revolução copernicana, que retira a Terra do centro do universo e a torna móvel. A reformulação na concepção do planeta provoca também uma revisão da centralidade do homem no universo.

A segunda grande ruptura está nas obras de Charles Darwin e na proposta da teoria da evolução. A instabilidade na concepção de sujeito ocorre “na medida em que revela que o homem é apenas mais uma espécie natural dentre outras e que a espécie humana resulta de um processo de evolução natural, tendo ancestrais comuns com o macaco”.[27] A reaproximação entre o homem e a natureza, separada mais intensamente com o Iluminismo, questiona a superioridade humana, pois aproxima o sujeito dos demais seres.

A terceira grande ruptura foi a revolução freudiana. Hall já citava a importância de Freud na descentralização do homem e sua importância também é considerada pelos filósofos. “Ao formular uma nova explicação do aparelho psíquico humano, sobretudo com sua hipótese do inconsciente, Freud mostra que não temos controle pleno de nossas ações e que há causas determinantes de nossa ação que nos são desconhecidas”.[27] Aquele sujeito empoderado de racionalidade passa a ser questionado quanto às suas irracionalidades, que lhes são inconscientes. O homem passa a ser dotado de características que lhe fogem ao controle, que lhes são desconhecidas.

E há outras duas revoluções que tiveram importância na intensificação da descentralização do sujeito, e que são impactos recentes, ocorridos no século XX. A primeira é a revolução da informática, com destaque para as inteligências artificiais. O homem cartesiano destacava-se da natureza por sua superioridade racional. Era o único dotado da razão, o que o fazia central, especial. Porém, com o surgimento de máquinas pensantes, o lugar ocupado por este sujeito é questionado, reivindicado. Isso intensifica tanto a aproximação do homem com a natureza, como também o retira daquele lugar privilegiado e único.[28]

A segunda é a revolução biológica, com destaque para a engenharia genética. “A possibilidade de criar novas espécies ou de manipular as características de uma espécie”,[27] retira do homem não apenas a exclusividade da perpetuação da espécie, mas também suas características mais profundas. Quando as características biológicas do sujeito passam a ser modificadas geneticamente, esse homem cartesiano se torna insustentável, surgindo assim uma concepção identitária completamente diferente.

Permanecendo na abordagem culturalista e considerando as mudanças teóricas e históricas, Manuel Castells diz “entender-se por identidade a fonte de significados e experiências de um povo”.[29] São nos processos de significados, com base culturalista, que se constrói a concepção de si. Contudo, para Castells, as identidades também podem ser formadas a partir das relações institucionais e, nesse sentido, pensando na identidade coletiva, o autor propõe três categorias como forma de análise: identidade legitimadora, “introduzida pelas instituições dominantes da sociedade no intuito de expandir e racionalizar sua dominação em relação aos atores sociais”;[29] identidade de resistência, “criada por atores que se encontram em posições/condições desvalorizadas e/ou estigmatizadas pela lógica da dominação, construindo, assim, trincheiras de resistência”;[29] e a identidade de projeto, “quando os autores sociais, utilizando-se de qualquer tipo de material cultural ao seu alcance, constroem uma nova identidade capaz de redefinir sua posição na sociedade e, ao fazê-lo, de buscar a transformação de toda a estrutura social”.[29]

Referências

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