Mineração Rio do Norte
| Mineração Rio do Norte | |
|---|---|
| Razão social | Mineração Rio do Norte S.A. |
| Empresa de capital fechado | |
| Atividade | Mineração |
| Fundação | 1979 |
| Sede | Oriximiná, Pará, Brasil |
| Presidente | Gustavo Lage |
| Empregados | 6.000 |
| Produtos | Produção de bauxita |
| Acionistas | |
| Significado da sigla | Mineração Rio do Norte |
| Website | mrn |
Mineração Rio do Norte (também conhecida pela sua sigla MRN) é uma empresa brasileira de mineração sediada em Oriximiná, no Pará. Fundada em 1979, é uma das maiores produtores de bauxita do mundo. Os acionistas são: a Glencore (com 45% do capital), a South32 (com 33% do capital) e a Rio Tinto (com 22% do capital).
História
A descoberta da primeira reserva comercial de bauxita de Trombetas foi feita em 1967 pelo geólogo Igor Mousasticoshvily, nos platôs do Saracá, sob direção da canadense Alcan.[1]
No mesmo ano, foi criada a Mineração Rio do Norte, uma sociedade entre a Vale do Rio Doce e a Alcan.[2]
Em 1973, a CBA define sua participação de 10% no capital da empresa.[3]
Em 1978, foi editado Decreto de outorga de concessão n.º 81.889, de 5/7/78, à Empresa Mineração Rio do Norte S.A., com o direito de construção, uso e gozo de uma estrada de ferro, ligando as minas de bauxita de Serra do Saracá, município de Oriximiná (PA), ao distrito de Porto Trombetas (PA), a ferrovia Trombetas.[4]
A partir de 1984, a MRN começou a fornecer bauxita para a Alumar, subsidiária da Alcoa, em São Luís (MA).[5]
Em 1992, a Alcoa se torna acionista da MRN.[3]
No mesmo ano, por US$ 17 milhões, MRN adquire as jazidas de bauxita Cruz Alta, de propriedade da Alcoa e Billiton Metais, com 200 milhões de toneladas de bauxita.[3]
Em 1995, foi inaugurada a Alunorte, que também recebe bauxita de Trombetas.[6]
Em 2022, a Alcoa vendeu sua participação na MRN para a South32.[7]
Em 2023, a Vale vendeu os 40% da participação que detinha na Mineração Rio do Norte (MRN) para a Ananke Alumina, uma empresa afiliada à Norsk Hydro ASA (Hydro).[8][9][10] A Hydro alienou sua participação de 5% na MRN para a Glencore.[11] Também no mesmo ano a CBA vendeu sua fatia para a Rio Tinto.[12]
Referências
- ↑ MANOEL TEIXEIRA LAGE (2009). «O CRESCIMENTO E ATUAÇÃO DA VALE NO MERCADO DE ALUMÍNIO (1991 – 2000)» (PDF)
- ↑ MANOEL TEIXEIRA LAGE (2009). «O CRESCIMENTO E ATUAÇÃO DA VALE NO MERCADO DE ALUMÍNIO (1991 – 2000)» (PDF)
- ↑ a b c «Nossa história | MRN». mrn.com.br. Consultado em 29 de março de 2025
- ↑ «Estrada de Ferro Trombetas | Mineração Rio do Norte». vfco.brazilia.jor.br. Consultado em 27 de janeiro de 2024
- ↑ MANOEL TEIXEIRA LAGE (2009). «O CRESCIMENTO E ATUAÇÃO DA VALE NO MERCADO DE ALUMÍNIO (1991 – 2000)» (PDF)
- ↑ MANOEL TEIXEIRA LAGE (2009). «O CRESCIMENTO E ATUAÇÃO DA VALE NO MERCADO DE ALUMÍNIO (1991 – 2000)» (PDF)
- ↑ Valor Econômico, ed. (2 de maio de 2022). «Australiana South32 fecha aquisição de 18,2% da Alcoa na Mineração Rio do Norte». Consultado em 29 de março de 2025
- ↑ O Estado de S. Paulo, ed. (2 de maio de 2010). «Vale vende participações em alumínio e bauxita para a Norsk Hydro». Consultado em 26 de janeiro de 2019
- ↑ «Vale conclui venda de fatia em mineradora no Pará por US$ 113 milhões». G1. 15 de dezembro de 2016. Consultado em 27 de janeiro de 2024
- ↑ Vale S.A. (2023). «Formulário de Referência 2023». Vale. Consultado em 27 de janeiro de 2024
- ↑ «Glencore compra fatias da Vale e Hydro na MRN e vira sócia na Alunorte». InfoMoney. 27 de abril de 2023
- ↑ «CBA (CBAV3) vende fatia na Mineração Rio do Norte para Rio Tinto». FL Journal. 24 de agosto de 2023
Ligações externas
- [mrn.com.br «Página oficial»] Verifique valor
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